dezembro 18, 2019
Liberdade de consciência nos "Modernos": abordagens e interrogações
Apresentamos à consideração do leitor uma interessante reflexão (concorde-se com ela, ou não, na generalidade ou em parte) ) de Victor Guerra (selecionada a partir do seu site particular), que constituiu a sua intervenção efectuada quando da realização da 7ª Academia do Vº Imperio, na cidade do Porto entre 15 e 16 de N ovembro de 2019
Estimada audiência
Mais uma vez quero agradecer à Academia Vº Império e à sua alma mater, Belmiro Sousa, por esta nova participação neste fórum que cada dia eleva a fasquia dos requisitos e e exigências.
Se nos respectivos dias falamos de Rituais e Fraternidade, e de Espiritualidade, Ritos e Rituais, hoje a exigência é dupla, enquanto devem ser assumidas duas realidades distintas, como foi a fundação original da Grande Loja de Londres de 1717, e os seus desenvolvimentos em prole da "república universal dos maçons" e a enorme batalha pela Liberdade de Consciência, que deve ser entendida como parte do vulgata constitucionalista que marca uma das grandes conquistas da modernidade.
Portanto, esta 7ª Academia do Vº Imperio propõe-nos que abordemos a possível ligação entre ambos conceitos e realidades, tarefa nada fácil, porque para verificar essa importância devemos fazer o teste do algodão, porque a realidade é muito diferente de um lugar para outro .
Se colocarmos no mecanismo de busca do Google os conceitos "Liberdade de Consciência e Maçonaria", veremos que em espanhol ele possui apenas cerca de 13 referências, e elas acabam sendo as mais variadas. Se removermos a Maçonaria e colocarmos "Rito Moderno", veremos que o resultado são zero referências.
Se realizarmos a mesma operação, mas em língua portuguesa, a operação diz-nos que também não há referência alguma, embora se removermos as citações de pesquisa concretas e específicas, assaltam-nos 286.000 referências que citam ou "Maçonaria" ou "Liberdade de Consciência , separadamente,
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dezembro 08, 2019
A Maçonaria no Séc. XXI - Sociedade, I.A., Automatização e Desemprego - Que fazer?
Com o devido agradecimento pela autorização da Comissão de Gestão do Blog do Grémio Salvador Allende ("gremiosalvadorallende.blogspot.com") temos a honra de publicar este interessantissímo, oportuno e muito apreciado trabalho do N:.Q:.Ir:. Isaac Newton
Para podermos refletir um pouco sobre o futuro, será importante caracterizar e contextualizar o passado e o presente nas suas fases marcantes, isto naturalmente de acordo com a minha perspectiva.
I - Passado
1. - 2,5 Milhões de Anos os Autrolopitecus indiciam ser a separação dos nossos primos Símios. São hominídeos, que evoluirão para o Homo Erectus e para o Homo Habilis. Têm características semelhantes às nossas, mas apresentam uma massa encefálica cerca de 35% menor que a nossa.
2. - 200 000 Anos – Existem várias espécies de Hominídeos, entre os quais o Homo Sapiens, todos mostram capacidades notáveis, mas um vai sobrepor-se a todos os outros.
3. - 70 000 Anos - Revolução Cognitiva. Não se sabe ainda porquê, mas um grupo a que agora chamaremos de Homo Sapiens Sapiens ganha capacidades cognitivas surpreendentes. Mais do que uma sofisticada linguagem, adquire capacidades de Abstração, de criação de realidades Imaginadas.
Para podermos refletir um pouco sobre o futuro, será importante caracterizar e contextualizar o passado e o presente nas suas fases marcantes, isto naturalmente de acordo com a minha perspectiva.
I - Passado
1. - 2,5 Milhões de Anos os Autrolopitecus indiciam ser a separação dos nossos primos Símios. São hominídeos, que evoluirão para o Homo Erectus e para o Homo Habilis. Têm características semelhantes às nossas, mas apresentam uma massa encefálica cerca de 35% menor que a nossa.
2. - 200 000 Anos – Existem várias espécies de Hominídeos, entre os quais o Homo Sapiens, todos mostram capacidades notáveis, mas um vai sobrepor-se a todos os outros.3. - 70 000 Anos - Revolução Cognitiva. Não se sabe ainda porquê, mas um grupo a que agora chamaremos de Homo Sapiens Sapiens ganha capacidades cognitivas surpreendentes. Mais do que uma sofisticada linguagem, adquire capacidades de Abstração, de criação de realidades Imaginadas.
novembro 28, 2019
Os Maçons são Filósofos ?
A Maçonaria que vivemos nasceu de um projecto filosófico, mas e os Maçons? A resposta cada um a tem.
O filósofo sempre foi um pensador. Filosofar hoje é pensar sobre os seres, causas, valores, princípios. O filósofo pensa e tenta explicar, por um discurso, o homem, a natureza, a sociedade e o universo, de onde viemos, quem somos e para onde vamos. A filosofia é, portanto, caracterizada pela sua manifestação externa: o discurso.
A Maçonaria é um convite permanente para filosofar. Hervé Hasquin também escreveu em tempos que "a Maçonaria é um laboratório de pensamento".
É verdade que a filosofia e, portanto os filósofos, criam inteligibilidade e tentam dar sentido aos seres, ao pensamento e à vida.
novembro 18, 2019
O Segredo
Agora com a devida vénia e autorização da Comissão de Gestão do Blog do Grémio Salvador Allende (gremiosalvadoralllende.blogspot.pt), voltamos a publicar este excelente trabalho, que este Blog já tinha tido a honra de ter publicado préviamente em Set.2017, então com a devida autorização do autor.
Quase não andava, saltitava com passinhos curtos com medo da própria sombra. Bigodinho fino exposto num lábio que parecia estar sempre a esconder-se, óculos redondos com aros de tartaruga, lentes grossíssimas tapando os olhos, tristes subentende-se. Corpo magro, esguio e furtivo, o Malaquias, circulava por entre os escombros das almas perdidas guardando-lhes os segredos que não eram secretos.
Segredo/Secreto? Substantivo e adjectivo, que de tão semelhantes conseguem ser, mesmo, quase opostos. Explico melhor: o Malaquias tinha um dom que era saber escutar com uma enorme paciência não interferindo nunca nos desabafos alheios, e isto, claro, valeu-lhe uma valente reputação junto de quem, secretamente, sofria as agruras de se situar entre os Outros e o Cosmos, coisa medonha de se enfrentar e em cujo resultado se constrói a persona, sim, a máscara que, passo a passo, edificamos para parecermos o que não somos ou como diria um aprendiz de S. Freud - ter uma personalidade. Se as ditas agruras fossem segredos, as pobres almas nunca os comunicariam, e se o fazem, então, ó semântica, querer-se-ão secretos?
novembro 08, 2019
O Rito de Emulação, uma visão a partir do exterior.
Após vários trabalhos já publicados neste Blog acerca das origens, percursos, conflitos e divergências (durante cerca de setenta anos), entre «Antigos» e «Modernos», até à sua fusão «imposta», mais por motivos políticos que filosóficos, tentámos retratar aquele que foi o principal conflito fundacional da moderna Maçonaria inglesa,, de cujo resultado resultou a divisão definitiva entre a Maçonaria Inglesa e a Continental.
Dado o interesse inequívoco que continuamos a atribuir a este tema, (de que a historiografia maçónica clássica inglesa tenta «disfarçar» ou «distorcer» as reais causas), tomámos a liberdade de adaptar e traduzir este excelente artigo, com uma visão que complementa as anteriores (mas que em nada as invalida ou contradiz). Utilizámos o excelente trabalho do Irmão francês '"Joel", existente na biblioteca "L´Edifice", que V. Guerra comentou e traduziu livremente do original para o espanhol.
Ao abordar o livro do Ritual de Bristol, fui forçado a aprofundar o Ritual da Emulação lendo vários trabalhos, inclusive visitando algumas lojas de Emulação para poder entender o ritual e o seu desenvolvimento, o que fiz em diferentes lojas onde normalmente trabalho, e apesar de me perguntarem o que eu estava a fazer ali no meio de uma loja de instrução de Emulação máxima, quando sou considerado praticante do Rito Moderno, proveniente do Rito Francês do Grande Oriente da França (GOdF).
Fruto dessas casualidades e imerso no trabalho já comentado sobre uma intensa comparação entre o "ritual de Bristol" e o "Ritual de Emulação", encontrei um trabalho que me foi muito útil por causa do seu certo espírito revelador
Trata-se duma prancha de um irmão francês: "Joël", publicado no projecto de estudo maçónico mantido pelo grupo de pesquisa "L’Edifice"; o qual não apenas contribui com uma dimensão diferente da Maçonaria de Emulação, com abordagens remotas aos modelos clássicos ingleses, uma vez que é realizada a partir de uma prática do ritual de Emulação em solo francês e no seio do Grande Oriente da França, o que para muitos pode resultar paradoxal.
Dado o interesse inequívoco que continuamos a atribuir a este tema, (de que a historiografia maçónica clássica inglesa tenta «disfarçar» ou «distorcer» as reais causas), tomámos a liberdade de adaptar e traduzir este excelente artigo, com uma visão que complementa as anteriores (mas que em nada as invalida ou contradiz). Utilizámos o excelente trabalho do Irmão francês '"Joel", existente na biblioteca "L´Edifice", que V. Guerra comentou e traduziu livremente do original para o espanhol.
Ao abordar o livro do Ritual de Bristol, fui forçado a aprofundar o Ritual da Emulação lendo vários trabalhos, inclusive visitando algumas lojas de Emulação para poder entender o ritual e o seu desenvolvimento, o que fiz em diferentes lojas onde normalmente trabalho, e apesar de me perguntarem o que eu estava a fazer ali no meio de uma loja de instrução de Emulação máxima, quando sou considerado praticante do Rito Moderno, proveniente do Rito Francês do Grande Oriente da França (GOdF).
Fruto dessas casualidades e imerso no trabalho já comentado sobre uma intensa comparação entre o "ritual de Bristol" e o "Ritual de Emulação", encontrei um trabalho que me foi muito útil por causa do seu certo espírito revelador
Trata-se duma prancha de um irmão francês: "Joël", publicado no projecto de estudo maçónico mantido pelo grupo de pesquisa "L’Edifice"; o qual não apenas contribui com uma dimensão diferente da Maçonaria de Emulação, com abordagens remotas aos modelos clássicos ingleses, uma vez que é realizada a partir de uma prática do ritual de Emulação em solo francês e no seio do Grande Oriente da França, o que para muitos pode resultar paradoxal.
outubro 28, 2019
A Exaltação ao Trabalho no Grau de Companheiro
Permitam-me, meus Irmãos, apoderar-me de um dos mais belos trechos da «Oração aos Moços», de Rui Barbosa: “Oração e trabalho são os recursos mais poderosos na criação moral do homem. A oração é o íntimo subliminar da alma pelo contacto com o G.A.D.U. O trabalho é o inteirar, o desenvolver, o apurar das energias do corpo e do espírito, mediante a ação contínua de cada um sobre si mesmo e sobre o mundo onde labutamos. … O Criador começa e a criatura acaba a criação de si própria. Quem quer, pois, que trabalhe, está em oração ao G.A.D.U.” (trecho da Obra de Rui Barbosa extraído do artigo do Ir:. Raimundo Rodrigues – Cartilha do Companheiro – Ed. A Trolha – 1a. Edição – 1998 – págs. 105 e seguintes)
O Grau de Companheiro, ensina-nos o Rito Escocês Antigo e Aceito, é o Grau dedicado à exaltação do Trabalho. De pouca relevância o tipo de trabalho, ministra também lições nesse sentido, o Ritual. Imprescindível, entretanto, nos dias tumultuados de nossa atualidade, quando valores invertidos atropelam sem ressentimentos a Ética, que o trabalho seja prestado com respaldo nos melhores princípios da dignidade, que o acto de trabalhar seja praticado com a alegria do crescimento espiritual, pois o homem, na sua capacidade de errar e transgredir, esmera-se em arquitectar formas nada saudáveis e recomendáveis de “trabalhos” distantes de qualidades sublimes, exercidos unicamente com o intuito de provocar um enriquecimento rápido e sem causa, com a meta apenas de acumular a matéria.

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outubro 18, 2019
A propósito do livro de RITO MODERNO de Walter Celso de Lima
RITO MODERNO - Um livro de Walter Celso de Lima
Com gratidão e gosto recibi este livro desde o Brasil, o qual constitui toda uma proeza, refiro-me ao envio, pois o empenho da editorial ATrolha para colocar no tapete editorial maçónico obras de todo o estilo e cultura maçónica, e o trabalho dos seus autores, para que a sua obra seja conhecida é impresionante.
É uma pena que os europeus, em concreto os maçoms e os leitores franceses, permaneçam fechados a tudo aquilo que não seja gerado dentro dos arcanos do hexágono e apontem a espada a tudo o que se produz fora da área francófona, e menos ainda se as obras levam o título de Rito Moderno, o que que los leitores europeus têm conformado como algo proveniente de além dos mares.
Sendo certo que em Espanha se têm vindo a realizar algumas reflexões sobre la temática, com bastante repetição e pouca inovação, pois no final estar dando sobre um día ou se é outro também sobre o mesmo martela, cansa e fadiga, e no final gera unas certas sinergias pouco sugestivas.

Mas é o que nos chega de outras latitudes, como o gerado nas latitudes de língua hispânica e portuguesa, que estão a resultar em leituras muito estimulantes e especialmente em relação ao rito moderno..
Por outro lado, indicar que sou pouco amigo da hospitalidade, minha e de outras pessoas, o que é estranho no mundo da Maçonaria, que é uma verdadeira festa de vaidades sob a cobertura da fraternidade, o que não significa que eu mostre o meu interesse e o manifeste pelo que ocorre do outro lado do oceano, não importa quanta urticária surja em alguns maçoms europeus.
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outubro 08, 2019
Landmarks, o que eu penso a Respeito...

Publicamos (embora em versão algo diferente e mais reduzida) um interessante artigo do nosso muito estimado Mestre Hercule Spoladore, relativo ao sempre polémico tema dos «Landmarks».
A Maçonaria tem no seu acervo de palavras, no seu vocabulário de uso quotidiano uma complexa terminologia, repleta de « figuras, ideias, princípios, explicações, lendas, alegorias, conceitos, sínteses filosóficas, ensinamentos, frases lapidares, etc.», que se consubstanciam em termos tais como «Iniciação, ritos, graus, emblemas, símbolos, Lojas, Potências, Obediências, Irmãos, Arte Real», isto só para citar alguns poucos, das centenas de vocábulos que, por assim dizer, constituem uma verdadeira linguagem sobreposta à nossa linguagem comum, tornando-se especial, concretizando-se assim a língua maçónica, que é semelhante à língua normalmente falada no país, mas que quando falada por maçons tem outro significado e só estes a entendem.
Esta é uma infinidade de conceitos, leis princípios aparentemente muito complexos que se imbricam como um verdadeiro quebra-cabeças, e sómente são acessíveis aos Iniciados, cujas interpretações são de natureza diversa e bastante heterogénea, pois cada adepto tem a sua própria maneira de assimilar os ensinamentos de acordo com as suas concepções mais íntimas, quer sejam agnósticos, deístas ou teístas. Mas de qualquer forma esta linguagem e suas significações são o meio de comunicação e os vectores das suas mensagens, pelas quais os maçons comunicam entre eles.
setembro 26, 2019
Maçonaria nas Redes Sociais
Transcrevemos esta interessante abordagem do Ir:. Marco A. Perottoni, porque apesar de incidir mais no âmbito brasileiro, vem ao encontro de muitas questões que temos levantado em diversas trabalhos e tem uma abordagem esssencial , mas simples, das causas fundamentais dos diversos problemas que se colocam às Obediências, nesta nova e interessante àrea da ditas «Redes Sociais», que afinal têm, na maior parte, origem nos «velhos problemas», conhecidos de todos nós, mas não resolvidos, na origem .... Contudo há que tomar decisões, antes que seja tarde demais...
As Redes Sociais existem desde que a humanidade se organizou em grupos para sobreviver.
Nos grupos humanos as atividades necessárias à sobrevivência são realizadas, normalmente, de forma colaborativa ou competitiva. Mesmo com todo este tempo já passado, sómente recentemente esse assunto passou a ser mais divulgado e acedido pela humanidade.
Sem dúvidas com a popularização da WEB, ou Internet, surge um tema novo que, com mais força a partir de 1991, estamos enfrentando, não só na maçonaria como em qualquer actividade desenvolvida pelo homem.
Internet ou Web, como muitos conhecem, é uma rede mundial de computadores, onde temos a possibilidade de manter contactos e buscar informações, praticamente em tempo real, com qualquer pessoa ou entidade que esteja conectada com a rede.
setembro 18, 2019
Uma Simbologia Comum em Torno da Fraternidade: A Corda de 81 Nós, A Orla Denteada, o Pavimento de Mosaico, A Cadeia de União e as Romãs.
INTRODUÇÃO
A Maçonaria foi e deve continuar a ser a união consciente de homens inteligentes, livres e virtuosos, todos ligados por laços de fraternidade, que através do exemplo e da prática diária das virtudes, visam esclarecer os homens e prepará-los para a evolução pacífica da Humanidade. Essa união e fraternidade que abrange e integra aos Maçons do mundo inteiro estão representadas em muitos dos símbolos presentes nos Templos maçónicos.
A Maçonaria é universal, a Maçonaria é uma na sua essência, tanto que a sua Filosofia, sua Simbologia e a Ritualística são reconhecidas por todos os Maçons do mundo. Significa dizer ainda, que é comum a todos os Maçons uma legislação maçónica tradicional, universalmente aceite, o que contribui fundamentalmente para que ela se torne homogénea. Quando o assunto são os símbolos, já sabemos de antemão que a Maçonaria guarda um universo deles: uns que falam bastante, e outros mais misteriosos.
Depois de algum tempo transcorrido após sermos iniciados, alguns começam a parecer familiares. O transcorrer das sessões, as instruções, as leituras, as interpretações, as indagações aos Irmãos mais antigos, todas essas situações vão conduzindo-nos para um entendimento. Mas, sempre haverá nuances, pontos de vista e contextos diferentes, sempre haverá a possibilidade de uma nova descoberta no terreno da Simbologia, sempre haverá uma pergunta final. Sobre a pergunta que eu faço agora, muitos já a fizeram antes de mim, outros irão fazê-la, e é para estes últimos que eu me dirijo especialmente.
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setembro 08, 2019
Maçonaria: Passado, Presente e Futuro - O Maçom dentro do contexto histórico
Pelo enorme prestígio e conhecimento do autor, o Mestre Hercule Spoladore, tomámos a liberdade de selecionar este aliciante texto, que partindo dos primórdios e eventuais antecendentes históricos da Moderna Maçonaria, foca as suas principais etapas evolutivas e tenta projectar o Futuro, a partir do presente. Embora refira , por vezes, situações actuais do Brasil, tal não altera nem desmerece, quanto a nós, a pertinência da sua leitura
A Maçonaria Operativa teve vários períodos que a precederam que se poderia intitula-los de fase pré-operativa. Esta fase aconteceu no transcorrer de muitos séculos e talvez milénios. Os primeiros homens pré-históricos habitavam cavernas, mas com o passar do tempo migraram para fora delas, tornaram-se nómadas, gregários e assim para terem abrigo, para se protegerem das intempéries, e também para se abrigarem da luz solar e se proteger das noites frias, começaram a construir suas choupanas, casas, surgindo assim, ainda que de maneira ainda rudimentar, os primeiros construtores, havendo entre eles os mais habilitados que se firmaram como os primeiros profissionais da construção, ainda que a humanidade estivesse gatinhando, e as casas ou abrigos eram toscos, simples.
Desta forma serão citadas várias etapas das construções que antecederam a fase da Maçonaria Operativa em si.
Fala-se que no Império Romano o segundo rei Roma, Numa Pompilio (714 a 671a.C) sempre citado na literatura maçónica, por ter mandado construir templos de deuses pagãos, criou para esta finalidade os "collegia fabrorum" dos quais se originaram os "collegia construtorum" que segundo referem alguns autores, seriam as sementes da futura Maçonaria Operativa, porque ele teria regulamentado a profissão de construtores e também a organização dos cultos, já que estes «coleggias» eram dotados de intensa religiosidade, mesmo naquela época em que se adoravam deuses pagãos. Cita-se também que em seu reinado ele teria mandado urbanizar Roma e as construções tiveram um desenvolvimento.
A Maçonaria Operativa teve vários períodos que a precederam que se poderia intitula-los de fase pré-operativa. Esta fase aconteceu no transcorrer de muitos séculos e talvez milénios. Os primeiros homens pré-históricos habitavam cavernas, mas com o passar do tempo migraram para fora delas, tornaram-se nómadas, gregários e assim para terem abrigo, para se protegerem das intempéries, e também para se abrigarem da luz solar e se proteger das noites frias, começaram a construir suas choupanas, casas, surgindo assim, ainda que de maneira ainda rudimentar, os primeiros construtores, havendo entre eles os mais habilitados que se firmaram como os primeiros profissionais da construção, ainda que a humanidade estivesse gatinhando, e as casas ou abrigos eram toscos, simples.
Desta forma serão citadas várias etapas das construções que antecederam a fase da Maçonaria Operativa em si.
Fala-se que no Império Romano o segundo rei Roma, Numa Pompilio (714 a 671a.C) sempre citado na literatura maçónica, por ter mandado construir templos de deuses pagãos, criou para esta finalidade os "collegia fabrorum" dos quais se originaram os "collegia construtorum" que segundo referem alguns autores, seriam as sementes da futura Maçonaria Operativa, porque ele teria regulamentado a profissão de construtores e também a organização dos cultos, já que estes «coleggias» eram dotados de intensa religiosidade, mesmo naquela época em que se adoravam deuses pagãos. Cita-se também que em seu reinado ele teria mandado urbanizar Roma e as construções tiveram um desenvolvimento.
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agosto 26, 2019
Planificar, Edificar, Realizar
Carl Von Clausewitz, pensador prussiano, estudioso da guerra, autor de “PRINCÍPIOS DE GUERRA”, baseou sua obra na interpretação da estratégia de Napoleão Bonaparte. Segundo ele as vitórias napoleónicas provinham de factores morais.
Clausewitz, estudando as campanhas napoleónicas, definiu estratégia como sendo: a combinação entre si de vários combates isolados. A estratégia elabora o plano de guerra, delineia o rumo para as diversas campanhas e prevê as batalhas a serem travadas em cada campanha.
Na Maçonaria a Estratégia traçada nas Lojas deve visar ao fortalecimento da Potência a que a Loja esteja filiada sendo, para isso, necessário a preparação intelectual e a liderança dos Veneráveis Mestres, respeitáveis condutores de homens livres .
Um Venerável capaz e inteligente pugna pelo fortalecimento da sua oficina, instruindo e motivando obreiros, como argamassa sólida capaz de sustentar as colunas da Loja que ele administra.
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agosto 16, 2019
O Aprendiz o Mestre
I - Introdução
Com este texto pretendemos realçar alguns comportamentos menos correctos, no relacionamento entre Aprendizes e Mestres, que as Lojas devem procurar evitar. O objectivo será sempre o de estabelecer a relação correcta e saudável que deverá existir entre o Aprendiz e o Mestre, tal como preconizado pela N:.A:.O:., antes que relacionamentos «enviezados» possam resultar em prejuízo da obra colectiva e solidária, verdadeira base do bom funcionamento duma Loja Maçónica. O que afirmamos relativamente ao Aprendiz pode também aplicar-se por vezes, ao Companheiro (e até ao Mestre…).
Após a Iniciação, os Aprendizes vão assimilando mais ou menos lentamente (dependendo da sua sensibilidade, vontade e preparação) alguns aspectos simbólicos decorrentes do acto iniciático, com o objectivo de os consolidar progressivamente, e simultaneamente assumir a responsabilidade que passam a ter no que respeita ao comportamento individual e colectivo, para com os outros Irmãos, bem como ao compromisso com o desenvolvimento da Maçonaria e da Sociedade em geral.
agosto 08, 2019
A Carbonária
Há uma diferença bastante grande entre a Maçonaria Tradicional e a Maçonaria Florestal, que deu origem à Carbonária. As suas origens, a ritualística, os símbolos são completamente diferentes.
A Maçonaria Tradicional é uma “associação de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base a crença em Deus, como regra a Lei natural, por causa a Verdade, a Liberdade e a Lei Moral, por princípio a Igualdade, Fraternidade e a Caridade, por frutos a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso, por fim a felicidade dos povos, que incessantemente, ela procura reunir sob a sua bandeira de paz”.
Ela sempre se opôs à violência, à guerra, principalmente aos assassinatos.
Entretanto não se pode negar, que pelos seus princípios alem de ser uma Escola de Vida, em épocas anteriores, ela teve actuação política principalmente nos séculos XVIII e XIX e ajudou a difundir as ideias liberais e libertárias que tanto influíram na mente dos homens, os quais através dos tempos foram conseguindo libertar-se dos grilhões das monarquias absolutas e da Igreja, que até então dominavam o mundo. Mas a bem da verdade ela nunca passou à acção, a não ser no caso do Brasil em que esteve envolvida como organização, na Independência do Brasil, em que houve participação directa do Grande Oriente Brasiliano, que actuou mais como um grémio revolucionário que como Maçonaria.
A Maçonaria não se envolve, mas os homens que bebem seus ensinamentos, e sentem a necessidade de agir por conta própria, as vezes acabam pertencendo à
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julho 26, 2019
Da génese dos «Antigos» ao estabelecimento da G.L.U.I.

Este conflito fundamental da maçonaria Inglesa que, posteriormente, tantas repercussões acabou por ter na Maçonaria alinhada com a matriz «anglo-saxónica», é normalente «esquecido» ou «atenuado» pelos autores desse campo. Daí julgarmos inressante republicar estre traçado, originalmente apresentado em Nov.2016.
I – Uma nova abordagem sobre um conflito fundamental na Maçonaria Inglesa
A história dos primeiros tempos da Maçonaria inglesa surge mais complexa do que tínhamos percepcionado até recentemente, em grande parte graças ao aprofundar da pesquisa e ao avanço nas investigações sobre este período. O conflito que sacudiu Maçonaria e que tem sido denominado como o diferendo entre "Antigos" e "Modernos” (de 1751/1753, até 1813), ocorreu do outro lado do Canal da Mancha, ao longo de cerca de 60 anos.
Não será propriamente por acaso que este período e este diferendo têm sido estudados, até aqui, como um facto histórico interno à própria Inglaterra. No entanto, se queremos renovar a abordagem e as consequentes perspectivas que se abrem sobre este interessante período, devemos aprofundá-lo como desenvolvimento Inglês, mas de recorte irlandês, contribuindo decididamente para deslocar e influenciar a Maçonaria continental e sobretudo a Maçonaria francesa. Nesta perspectiva a posterior G.L.U.I. (Grande Loja Unida de Inglaterra), resultante da fusão entre «Modernos» e «Antigos» em 1813, na ânsia de se auto-designar como herdeira e continuadora da Grande Loja de Londres (G.L.L.) e assim estender, sob o manto diáfano da «Regularidade», o seu domínio à escala mundial, obviamente não tem interesse em fazê-lo emergir do estrito âmbito inglês.
Phillip Crossle, grande historiador da Maçonaria irlandesa, a partir de 1928 começou a chamar a atenção para as especificidades desta Maçonaria e especialmente, para a existência de um sistema composto por 3 Graus, anterior ao sistema revelado por Samuel Prichard em1730. Este sistema era dotado dum conteúdo diferente, ao compreender um novo grau, denominado de “Arco Real”. Ao apresentar o seu trabalho de investigação, Crossle estava implicitamente ta levantar também uma questão complexa, a do aparecimento e influência dos Altos Graus na história geral da Maçonaria.Por outro lado, como mostrou Alain Bernheim (5), tanto a Maçonaria Inglesa como a francesa foram, no que respeita aos graus azuis, substancialmente idênticas pelo menos até 1750, altura do aparecimento dos "Antigos".
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julho 17, 2019
Porquê ser Maçom no Século XXI ?
I – Introdução – A Maçonaria, a Globalização e a crise económica
A globalização suportada no avanço implacável das novas tecnologias impôs mudanças aceleradas nas sociedades, novos padrões de vida, novos comportamentos, sobretudo “programando” (via impacto das Rede Sociais, meios de comunicação não independentes, «fake news», etc,) as mentalidades da generalidade das pessoas, dos povos e nações, a grande parte das vezes em sentido oposto aos princípios que defendemos enquanto Maçons.
Generalizou-se o consumismo, a que poderosas campanhas de marketing (directo e indirecto) dão suporte, e até à ultima crise económica, a banca competia para ver quem dava mais credito e nas melhores condições (e mais uns extras...) e o resultado viu-se… , mas aí estão de novo, parecendo que não aprenderam nada, após o Estado ter desviado cerca de 25 Mil Milhões de Eur. (à custa dos contribuintes….) para lhes «compensar» a gestão irresponsável, os desfalques e os golpes.
De acordo com os princípios que assumimos e jurámos defender, exige-se dos maçons em particular, como cidadãos livres e de bons costumes, esclarecidos e cultos, uma posição simultâneamente crítica e construtiva, quanto a este estado de coisas (pagamento dos desvarios e desfalques da alta finança, repúdio pelos sacrífícios feitos por quem não devia, entre outros,), a que nos afigurou não ter sido dada a atenção correspondente, na devida altura, isto no âmbito da ética (republicana ou genérica) dos costumes, da Igualdade e da Fraternidade, pois não somos nem sindicato, nem partido politico ou clube de intervenção, mas temos princípios que, para além de sermos os primeiros a cumprir, nos obrigam a alertar a Sociedade e o País, se genericamente os desrespeitarem.
julho 08, 2019
A Maçonaria Diante das Mudanças de Valores Sociais
Por questionar um tema premente e actual, que pela sua importância há muito nos motiva e mobiliza, tomamos a liberdade de publicar este interessante trabalho do Ir:. Marco Antonio Perottoni, selecionado do "Informativo Chico da Botica", nº 126, que deve fazer pensar muitos de nós, antes que seja tarde demais....
“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável. Para os temerosos, o desconhecido. Para os corajosos, é a oportunidade” Victor Hugo
No meu tempo isso não era assim
Quem ainda não ouviu de alguém o termo “no meu tempo não era assim”, “no meu tempo, isso era diferente”? Dentro do tema do XXV Encontro de Estudos e Pesquisas Maçónicas, promovido pela Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas: “A Maçonaria diante das mudanças de valores sociais”, estamos diante de um tema que nos parece bastante complexo e intrigante, onde cabe o questionamento: “os valores mudaram ao longo do tempo? ”
Mudança de valores
Como já dissemos falar de valores é uma tarefa bastante complexa, e para que façamos uma análise sobre valores e não fazermos juízos de valores teremos que agir de forma desapaixonada.
Conforme texto de Wilson Bragança (2018), para procedermos uma análise aos valores importa, antes de mais, clarificar o conceito. Valor é a maneira de ser ou de agir que uma pessoa ou colectividade reconhece como ideal e que faz com que as condutas dos seres humanos, aos quais é atribuído, sejam desejáveis, estimáveis ou não. A sociedade tem um conjunto de valores e padrões e consoante estes valores, a conduta do indivíduo podem ser considerados desejáveis ou não. Portanto, é um ideal que inspira e norteia a maneira de ser e de agir de uma pessoa. As normas que pautam a vida dos homens numa sociedade, determinando os seus comportamentos e atitudes, são elaboradas tendo em conta o sistema de valor que norteia essa mesma sociedade, assegurando, o necessário equilíbrio e a coesão social.
junho 26, 2019
O Rito Francês, um Rito Laico

O que define o Rito Francês é o seu sistema simbólico e ritual, mas também a sua identificação histórica com o G∴O∴D∴F∴. A história do Rito Francês sobrepõe-se à historia maçónica francesa e belga, cheia de ruido e fúria, fortemente marcada pela história política, social e religiosa destes dois países.
A evolução dos seus rituais deveu-se a uma mudança gradual, abandonando progressivamente as suas bases simbólicas, para acompanhar a imersão cada vez mais profunda dos Grandes Orientes de França e da Bélgica na luta política.
Antes de la Segunda Guerra Mundial, dentro do G∴O∴D∴F∴ foi decidido regressar gradualmente às preocupações com os ritos e símbolos, permitindo o desenvolvimento do movimento iniciado por Arthur Groussier, Grão-Mestre do G∴O∴D∴F∴ em
1938, quem decidiu regressar às raízes do Rito Francês, sem se separar do secularismo que se havia afirmado fortemente. O adogmatismo e a liberdade absoluta de consciência são ponta de lança de uns Orientes modernos e activos, comprometidos na luta de ideias e de valores, no coração do campo social.
O caminho até ao secularismo foi lento, mas progressivo. Entre os anos 1730-1740, la Grande Loja de França, precursora do G∴O∴D∴F∴, decidiu a inversão das colunas com o desaparecimento do simbolismo e das suas referências ao Novo e Antigo Testamento.
Em 1871, o Grande Oriente de Bélgica decidiu abolir a referência obrigatória a Deus e à imortalidade da alma.
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junho 18, 2019
Determinismo Histórico Versus Dialéctico
Com a devida autorização e agradecimento à Comissão de Gestão do Blog «gremiosalvadorallende.blogspot.pt»
Da fé cega à crença feita com base na experiência empírica vai um passo que o sensível determina pela lógica e pela inteligência. Foi o que os portugueses de quinhentos experimentaram pela primeira vez quando desafiaram a “teoria da terra plana” e a crença em realidades míticas geográficas e humanas que o sonho, a poesia e a religião impuseram pela lei da política e do domínio sobre os homens. Os portugueses disseram que a realidade era contrária às simples palavras e às crónicas, porque estiveram lá e viram.
Esta revolução epistémica e ontológica trouxe uma mudança radical em todo o modo de vida na Europa. As ciências nunca mais foram as mesmas e o confronto com outras culturas deu o estímulo para procurar a prova, o objecto, e para replicar a experiência. Com esta revolução os estilos mudaram quer na arte como nas letras. Mas nem todas as artes mudaram ou se revolucionam ao mesmo tempo. Cada uma tem um ritmo próprio, porque vê o tempo do homem a diferentes velocidades.
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junho 06, 2019
Maçonaria, Gestão e a Loja – reflexões
Pelas suas caracteristicas e importância, para uma melhor e mais correcta Gestão da Loja, decidimos voltar a republicar este artigo. (publicado pela primeira vez neste Blog, em Nov.2017)
I – Introdução
Após alguns trabalhos apresentados neste Blog envolvendo temas relativos aos conceitos básicos de gestão duma loja maçónica e à sua eventual correlação com alguns pressupostos e práticas de Liderança e Gestão das organizações profanas, achámos oportuno elaborar uma síntese que integrasse as áreas que considerámos importantes daqueles trabalhos, complementadas com outros pontos que julgámos não terem sido equacionados ou tratados insuficientemente ou sem a relevância necessária.
Sendo a Loja a célula base de todo o corpo maçónico, actua a nível local sob a jurisdição do Grande Oriente, enquanto garante superior da coordenação obediencial. O seu funcionamento e a sua dinâmica dependem do cumprimentos dos deveres e obrigações acordados pelos Maçons que a constituem, quando da Iniciação, mas também da capacidade do Quadro da loja em gerir eficazmente os recursos à disposição, em especial o primordial recurso humano, óbviamente dependente do filtro do processo de selecção. Esta capacidade (ou não) constitui o determinante principal para a sua afirmação e perspectiva de desenvolvimento, contributo decisivo para a evolução da Obediência, sobretudo no espaço geográfico em que se insere.
A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que possui apenas IIr∴ iguais em direitos, e em deveres, mas não e obrigações. Todos os IIr∴, unidos pelo juramento e vinculados pelo segredo maçónico são solidários entre si. Estes princípios traduzem desde logo uma diferença inequívoca face ao mundo profano, diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em sessão ser guiado e codificado pelo ritual.
I – Introdução
Após alguns trabalhos apresentados neste Blog envolvendo temas relativos aos conceitos básicos de gestão duma loja maçónica e à sua eventual correlação com alguns pressupostos e práticas de Liderança e Gestão das organizações profanas, achámos oportuno elaborar uma síntese que integrasse as áreas que considerámos importantes daqueles trabalhos, complementadas com outros pontos que julgámos não terem sido equacionados ou tratados insuficientemente ou sem a relevância necessária.
Sendo a Loja a célula base de todo o corpo maçónico, actua a nível local sob a jurisdição do Grande Oriente, enquanto garante superior da coordenação obediencial. O seu funcionamento e a sua dinâmica dependem do cumprimentos dos deveres e obrigações acordados pelos Maçons que a constituem, quando da Iniciação, mas também da capacidade do Quadro da loja em gerir eficazmente os recursos à disposição, em especial o primordial recurso humano, óbviamente dependente do filtro do processo de selecção. Esta capacidade (ou não) constitui o determinante principal para a sua afirmação e perspectiva de desenvolvimento, contributo decisivo para a evolução da Obediência, sobretudo no espaço geográfico em que se insere.
A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que possui apenas IIr∴ iguais em direitos, e em deveres, mas não e obrigações. Todos os IIr∴, unidos pelo juramento e vinculados pelo segredo maçónico são solidários entre si. Estes princípios traduzem desde logo uma diferença inequívoca face ao mundo profano, diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em sessão ser guiado e codificado pelo ritual.
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