
Publicamos (embora em versão algo diferente e mais reduzida) um interessante artigo do nosso muito estimado Mestre Hercule Spoladore, relativo ao sempre polémico tema dos «Landmarks».
A Maçonaria tem no seu acervo de palavras, no seu vocabulário de uso quotidiano uma complexa terminologia, repleta de « figuras, ideias, princípios, explicações, lendas, alegorias, conceitos, sínteses filosóficas, ensinamentos, frases lapidares, etc.», que se consubstanciam em termos tais como «Iniciação, ritos, graus, emblemas, símbolos, Lojas, Potências, Obediências, Irmãos, Arte Real», isto só para citar alguns poucos, das centenas de vocábulos que, por assim dizer, constituem uma verdadeira linguagem sobreposta à nossa linguagem comum, tornando-se especial, concretizando-se assim a língua maçónica, que é semelhante à língua normalmente falada no país, mas que quando falada por maçons tem outro significado e só estes a entendem.
Esta é uma infinidade de conceitos, leis princípios aparentemente muito complexos que se imbricam como um verdadeiro quebra-cabeças, e sómente são acessíveis aos Iniciados, cujas interpretações são de natureza diversa e bastante heterogénea, pois cada adepto tem a sua própria maneira de assimilar os ensinamentos de acordo com as suas concepções mais íntimas, quer sejam agnósticos, deístas ou teístas. Mas de qualquer forma esta linguagem e suas significações são o meio de comunicação e os vectores das suas mensagens, pelas quais os maçons comunicam entre eles.






















