setembro 08, 2019

Maçonaria: Passado, Presente e Futuro - O Maçom dentro do contexto histórico

Pelo enorme prestígio e conhecimento do autor, o Mestre Hercule Spoladore, tomámos a liberdade de selecionar este aliciante texto, que partindo dos primórdios e eventuais antecendentes históricos da Moderna Maçonaria, foca as suas principais etapas evolutivas e tenta projectar o Futuro, a partir do presente. Embora refira , por vezes,  situações actuais do Brasil, tal não altera nem desmerece, quanto a nós, a pertinência da sua leitura


A Maçonaria Operativa teve vários períodos que a precederam que se poderia intitula-los de fase pré-operativa. Esta fase aconteceu no transcorrer de muitos séculos e talvez milénios. Os primeiros homens pré-históricos habitavam cavernas, mas com o passar do tempo migraram para fora delas, tornaram-se nómadas, gregários e assim para terem abrigo, para se protegerem das intempéries, e também para se abrigarem da luz solar e se proteger das noites frias, começaram a construir suas choupanas, casas, surgindo assim, ainda que de maneira ainda rudimentar, os primeiros construtores, havendo entre eles os mais habilitados que se firmaram como os primeiros profissionais da construção, ainda que a humanidade estivesse gatinhando, e as casas ou abrigos eram toscos, simples.

Desta forma serão citadas várias etapas das construções que antecederam a fase da Maçonaria Operativa em si.

Fala-se que no Império Romano o segundo rei Roma, Numa Pompilio (714 a 671a.C) sempre citado na literatura maçónica, por ter mandado construir templos de deuses pagãos, criou para esta finalidade os "collegia fabrorum" dos quais se originaram os "collegia construtorum" que segundo referem alguns autores, seriam as sementes da futura Maçonaria Operativa, porque ele teria regulamentado a profissão de construtores e também a organização dos cultos, já que estes «coleggias» eram dotados de intensa religiosidade, mesmo naquela época em que se adoravam deuses pagãos. Cita-se também que em seu reinado ele teria mandado urbanizar Roma e as construções  tiveram um desenvolvimento.

agosto 26, 2019

Planificar, Edificar, Realizar



Carl Von Clausewitz, pensador  prussiano, estudioso da guerra, autor de “PRINCÍPIOS DE GUERRA”, baseou sua obra na interpretação da estratégia de Napoleão Bonaparte. Segundo ele as vitórias napoleónicas provinham de factores morais.

Clausewitz, estudando as campanhas napoleónicas, definiu estratégia como sendo: a combinação entre si de vários combates isolados. A estratégia elabora o plano de guerra, delineia o rumo para as diversas campanhas e prevê as batalhas a serem travadas em cada campanha.

Na Maçonaria a Estratégia traçada nas Lojas deve visar ao fortalecimento da Potência a que a Loja esteja filiada sendo, para isso, necessário a preparação intelectual e a liderança dos Veneráveis Mestres, respeitáveis condutores de homens livres .

Um Venerável capaz e inteligente pugna pelo fortalecimento da sua oficina, instruindo e motivando obreiros, como argamassa sólida capaz de sustentar as colunas da Loja que ele administra.

agosto 16, 2019

O Aprendiz o Mestre




I - Introdução 

Com este texto pretendemos realçar alguns comportamentos menos correctos, no relacionamento entre Aprendizes e Mestres, que as Lojas devem  procurar evitar.  O objectivo será sempre o de estabelecer a relação correcta e saudável que deverá existir entre o Aprendiz e o Mestre, tal como preconizado pela N:.A:.O:., antes que relacionamentos «enviezados» possam resultar em prejuízo da obra colectiva e solidária, verdadeira base do bom funcionamento duma Loja Maçónica. O que afirmamos relativamente ao Aprendiz pode também aplicar-se por vezes, ao Companheiro (e até ao Mestre…).

Após a Iniciação, os Aprendizes vão assimilando mais ou menos lentamente (dependendo da sua sensibilidade, vontade e preparação) alguns aspectos simbólicos decorrentes do acto iniciático, com o objectivo de os consolidar  progressivamente, e  simultaneamente assumir a  responsabilidade que passam a ter no que respeita ao comportamento individual e colectivo, para com os outros Irmãos, bem como ao compromisso com o desenvolvimento da Maçonaria e da Sociedade em geral.

José Castellani [7],  afirmava: “Ser Maçom especulativo significa ser observador, perceber os princípios morais subjacentes aos símbolos e aplicá-los na construção de relacionamentos humanos confiáveis, sinceros e leais, e através do estudo e da observação, tentar aprender a melhor forma de construir uma perfeita e harmoniosa fraternidade”.

agosto 08, 2019

A Carbonária


Há uma diferença bastante grande entre a Maçonaria Tradicional e a Maçonaria Florestal, que deu origem à Carbonária. As suas origens, a ritualística, os símbolos são completamente diferentes.

A Maçonaria Tradicional é uma “associação de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base a crença em Deus, como regra a Lei natural, por causa a Verdade, a Liberdade e a Lei Moral, por princípio a Igualdade, Fraternidade e a Caridade, por frutos a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso, por fim a felicidade dos povos, que incessantemente, ela procura reunir sob a sua bandeira de paz”.

Ela sempre se opôs à violência, à guerra, principalmente aos assassinatos.

Entretanto não se pode negar, que pelos seus princípios alem de ser uma Escola de Vida, em épocas anteriores, ela teve actuação política principalmente nos séculos XVIII e XIX e ajudou a difundir as ideias liberais e libertárias que tanto influíram na mente dos homens, os quais através dos tempos foram conseguindo libertar-se dos grilhões das monarquias absolutas e da Igreja, que até então dominavam o mundo. Mas a bem da verdade ela nunca passou à acção, a não ser no caso do Brasil em que esteve envolvida como organização, na Independência do Brasil, em que houve participação directa do Grande Oriente Brasiliano, que actuou mais como um grémio revolucionário que como Maçonaria.

A Maçonaria não se envolve, mas os homens que bebem seus ensinamentos, e sentem a necessidade de agir por conta própria, as vezes acabam pertencendo à

julho 26, 2019

Da génese dos «Antigos» ao estabelecimento da G.L.U.I.



Este  conflito fundamental da maçonaria Inglesa que, posteriormente,  tantas repercussões acabou por ter  na Maçonaria  alinhada com a matriz «anglo-saxónica», é normalente «esquecido» ou «atenuado» pelos autores desse campo. Daí julgarmos inressante republicar estre traçado, originalmente apresentado em Nov.2016.


I – Uma nova abordagem sobre um conflito fundamental na Maçonaria Inglesa 

A história dos primeiros tempos da  Maçonaria  inglesa  surge mais complexa do que tínhamos percepcionado até recentemente, em grande parte graças ao aprofundar da pesquisa e ao avanço nas investigações sobre este período. O conflito que sacudiu Maçonaria e que tem sido denominado como o diferendo entre "Antigos" e "Modernos” (de 1751/1753, até 1813), ocorreu do outro lado do Canal da Mancha,  ao longo de cerca de 60 anos.

Não será propriamente por acaso que este período e este diferendo têm sido estudados, até aqui, como um facto histórico interno à própria Inglaterra. No entanto, se queremos renovar a abordagem e as consequentes perspectivas que se abrem sobre este interessante período, devemos aprofundá-lo como desenvolvimento Inglês, mas de recorte irlandês, contribuindo decididamente para deslocar e influenciar a Maçonaria continental e sobretudo a Maçonaria francesa. Nesta perspectiva a posterior G.L.U.I. (Grande Loja Unida de Inglaterra),  resultante da fusão entre «Modernos» e «Antigos» em 1813,  na ânsia de se auto-designar como herdeira e continuadora da Grande Loja de Londres (G.L.L.) e assim estender,  sob o manto diáfano da «Regularidade», o seu domínio à escala mundial, obviamente não tem interesse em fazê-lo emergir do estrito âmbito inglês.

Phillip Crossle, grande historiador da Maçonaria irlandesa, a partir de 1928  começou a chamar a atenção para as especificidades desta Maçonaria e especialmente, para a existência de um sistema composto por 3 Graus, anterior ao sistema revelado por Samuel Prichard  em1730.  Este sistema era dotado dum conteúdo diferente, ao compreender um novo grau, denominado de “Arco Real”. Ao apresentar o seu trabalho de investigação,  Crossle estava implicitamente ta levantar também uma questão complexa, a do aparecimento e influência dos Altos Graus na história geral da Maçonaria.

Por outro lado, como mostrou Alain Bernheim (5), tanto a Maçonaria Inglesa como a francesa foram, no que respeita aos graus azuis, substancialmente idênticas pelo menos até 1750,  altura do aparecimento dos "Antigos".

julho 17, 2019

Porquê ser Maçom no Século XXI ?




I – Introdução – A Maçonaria, a Globalização e a crise económica

A globalização suportada no avanço implacável das novas tecnologias impôs mudanças aceleradas nas sociedades, novos padrões de vida, novos comportamentos, sobretudo “programando” (via impacto das Rede Sociais, meios de comunicação não independentes, «fake news», etc,) as mentalidades da generalidade das pessoas, dos povos e nações, a grande parte das vezes em sentido oposto aos princípios que defendemos enquanto Maçons.

Generalizou-se o consumismo, a que poderosas campanhas de marketing (directo e indirecto) dão suporte, e até à ultima crise económica, a banca competia para ver quem dava mais credito e nas melhores condições (e mais uns extras...) e o resultado viu-se… , mas aí estão de novo, parecendo que não aprenderam nada, após o Estado ter  desviado cerca de 25 Mil Milhões de Eur. (à custa dos contribuintes….) para lhes «compensar» a  gestão irresponsável, os  desfalques e os golpes.

De acordo com os princípios que assumimos e jurámos defender,   exige-se dos maçons em particular, como cidadãos livres e de bons costumes, esclarecidos e cultos, uma posição simultâneamente crítica e construtiva, quanto a este estado de coisas (pagamento dos  desvarios e desfalques da alta finança, repúdio pelos sacrífícios feitos por quem não devia, entre outros,), a que nos afigurou não ter sido dada a atenção correspondente, na devida altura, isto no âmbito da ética (republicana ou genérica) dos costumes, da Igualdade e da Fraternidade, pois não somos nem sindicato, nem partido politico ou clube de intervenção, mas temos princípios que, para além de  sermos os primeiros a cumprir, nos obrigam a alertar a Sociedade e o País, se genericamente os desrespeitarem.

julho 08, 2019

A Maçonaria Diante das Mudanças de Valores Sociais


Por  questionar um tema premente e actual, que pela sua importância há muito nos motiva e mobiliza, tomamos a liberdade de publicar este interessante trabalho do Ir:. Marco Antonio Perottoni, selecionado do "Informativo Chico da Botica", nº 126,  que  deve fazer pensar muitos de nós, antes que seja tarde demais....


“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável. Para os temerosos, o desconhecido. Para os corajosos, é a oportunidade” Victor Hugo


No meu tempo isso não era assim 

Quem ainda não ouviu de alguém o termo “no meu tempo não era assim”, “no meu tempo, isso era diferente”? Dentro do tema do XXV Encontro de Estudos e Pesquisas Maçónicas, promovido pela Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas: “A Maçonaria diante das mudanças de valores sociais”, estamos diante de um tema que nos parece bastante complexo e intrigante, onde cabe o questionamento: “os valores mudaram ao longo do tempo?

Mudança de valores 

Como já dissemos falar de valores é uma tarefa bastante complexa, e para que façamos uma análise sobre valores e não fazermos juízos de valores teremos que agir de forma desapaixonada.

Conforme texto de Wilson Bragança (2018), para procedermos uma análise aos valores importa, antes de mais, clarificar o conceito. Valor é a maneira de ser ou de agir que uma pessoa ou colectividade reconhece como ideal e que faz com que as condutas dos seres humanos, aos quais é atribuído, sejam desejáveis, estimáveis ou não. A sociedade tem um conjunto de valores e padrões e consoante estes valores, a conduta do indivíduo podem ser considerados desejáveis ou não. Portanto, é um ideal que inspira e norteia a maneira de ser e de agir de uma pessoa. As normas que pautam a vida dos homens numa sociedade, determinando os seus comportamentos e atitudes, são elaboradas tendo em conta o sistema de valor que norteia essa mesma sociedade, assegurando, o necessário equilíbrio e a coesão social.

junho 26, 2019

O Rito Francês, um Rito Laico




O que define o Rito Francês é o seu sistema simbólico e ritual, mas  também a sua  identificação histórica com o G∴O∴D∴F∴. A história do Rito Francês sobrepõe-se à  historia maçónica francesa e belga, cheia de ruido e fúria, fortemente marcada pela história política, social e religiosa destes dois países.

A evolução dos seus rituais deveu-se a uma mudança  gradual, abandonando progressivamente as suas bases simbólicas,  para acompanhar a imersão cada vez mais profunda dos Grandes Orientes de França e da Bélgica na  luta política.

Antes de la Segunda Guerra Mundial, dentro do G∴O∴D∴F∴ foi decidido regressar gradualmente às preocupações  com os ritos e símbolos, permitindo o desenvolvimento do movimento iniciado por Arthur  Groussier,  Grão-Mestre do G∴O∴D∴F∴ em
1938, quem decidiu regressar às raízes do Rito Francês, sem se separar do  secularismo que se havia afirmado fortemente. O adogmatismo e a liberdade absoluta de consciência são  ponta de lança de uns Orientes modernos e activos, comprometidos na luta de ideias e de valores, no  coração do campo social.

O caminho até ao  secularismo foi  lento, mas progressivo. Entre os anos 1730-1740, la Grande Loja de França, precursora do G∴O∴D∴F∴, decidiu a inversão das colunas com o desaparecimento do  simbolismo e das  suas referências ao Novo e Antigo Testamento.

Em 1871, o Grande Oriente de Bélgica decidiu abolir a referência obrigatória a Deus e à imortalidade da  alma.

junho 18, 2019

Determinismo Histórico Versus Dialéctico




Com a devida autorização e agradecimento à Comissão de Gestão do Blog «gremiosalvadorallende.blogspot.pt»


Da fé cega à crença feita com base na experiência empírica vai um passo que o sensível determina pela lógica e pela inteligência. Foi o que os portugueses de quinhentos experimentaram pela primeira vez quando desafiaram a “teoria da terra plana” e a crença em realidades míticas geográficas e humanas que o sonho, a poesia e a religião impuseram pela lei da política e do domínio sobre os homens. Os portugueses disseram que a realidade era contrária às simples palavras e às crónicas, porque estiveram lá e viram.

Esta revolução epistémica e ontológica trouxe uma mudança radical em todo o modo de vida na Europa. As ciências nunca mais foram as mesmas e o confronto com outras culturas deu o estímulo para procurar a prova, o objecto, e para replicar a experiência. Com esta revolução os estilos mudaram quer na arte como nas letras. Mas nem todas as artes mudaram ou se revolucionam ao mesmo tempo. Cada uma tem um ritmo próprio, porque vê o tempo do homem a diferentes velocidades.

junho 06, 2019

Maçonaria, Gestão e a Loja – reflexões

Pelas suas caracteristicas e importância, para uma melhor e mais correcta Gestão da Loja, decidimos voltar a republicar este artigo. (publicado pela primeira vez neste Blog, em Nov.2017)


I – Introdução 

Após alguns trabalhos apresentados neste Blog envolvendo temas relativos aos conceitos básicos de gestão duma loja maçónica e à sua eventual correlação com alguns pressupostos e práticas de  Liderança e Gestão das organizações profanas,  achámos oportuno  elaborar uma síntese que integrasse as áreas que considerámos importantes daqueles trabalhos,  complementadas com outros pontos que julgámos não terem sido equacionados ou tratados insuficientemente ou sem a relevância necessária.

Sendo a Loja a célula base de todo o corpo maçónico, actua a nível local sob a jurisdição do Grande Oriente, enquanto garante superior da coordenação obediencial. O seu funcionamento e a sua dinâmica dependem do cumprimentos dos deveres e obrigações acordados pelos Maçons que a constituem, quando da Iniciação,  mas também da capacidade do Quadro da loja em gerir eficazmente os recursos à disposição, em especial o primordial recurso humano,  óbviamente dependente do filtro do processo de selecção. Esta capacidade (ou não)  constitui o determinante principal para a sua afirmação e perspectiva de desenvolvimento, contributo decisivo para a  evolução da Obediência,  sobretudo no espaço geográfico em que se insere.

A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que  possui  apenas IIr∴ iguais em direitos, e em deveres, mas não e obrigações.  Todos os  IIr∴,  unidos  pelo  juramento e vinculados pelo segredo maçónico são  solidários entre si.  Estes  princípios   traduzem desde logo uma diferença  inequívoca  face ao  mundo profano,  diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em sessão ser  guiado e codificado pelo ritual.

maio 22, 2019

O Aprendiz e a Loja Maçónica - notas e conceitos



O Aprendiz é como que a pedra em bruto e simultaneamente o «sangue novo» que assegura a continuidade da  construção da Loja e dele próprio. Uma Loja sem Aprendizes está fechada sobre ela própria ou em recessão, podendo caminhar a passos, mais ou menos rápidos, para o abatimento de colunas, se medidas urgentes para novos recrutamentos (por Iniciação, sempre através de recrutamento sério e devidamente caucionado) não forem desencadeadas. .

Sobre o essencial do trabalho do Apr:., da sua importância e da necessidade do seu acompanhamento, principalmente  pelo 2ºVig:. (não inibindo contudo nem o VM:. nem os restantes quadros da Loja) salientamos o que, a este respeito, disse Rizardo da Camiño [11]:

«A pedra bruta, ou in natura, é o aprendiz, depois de concluída a sua Iniciação; antes disso, o maçom não é Pedra, mas “terra solta”, que toma forma segundo as conveniências da vida. O evento principal e inicial, na Pedra, será o seu “desbastamento”, ou seja, a retirada do que é “supérfluo”, a saber: vaidade, prepotência, presunção, intolerância, egoísmo, enfim tudo o que não for catalogado como “virtude”.

O trabalho que a Maçonaria exerce “sobre” o aprendiz, será a retirada das arestas, com o pleno consentimento e colaboração do próprio “desbastado”. Não há, propriamente, um “auto-desbastamento”, porque o trabalho é dos mais árduos e deve ser orientado»


I – Introdução

É um facto absolutamente normal que , após  Iniciação, e com o desenrolar das primeiras Sessões a que assiste,  o Aprendiz passe a ter como espelhos de referência alguns dos maçons mais antigos e mais experimentados, normalmente (mas  nem sempre) os mais graduados. Como  de início tudo para ele é novo, face ao mundo profano a que estava habituado. É perfeitamente normal que apresente

maio 16, 2019

A Minha Experiência Iniciática e a Simbologia Maçónica em Grau de Aprendiz



Com a devida autorização da Comisão Editorial do Blog «gramiosalvadorallende.blogspot.pt», transcrevemos, pela sua sintese qualitativa, o trabalho em grau de Aprendiz, que se segue:


O que mais me marcou durante a minha experiência maçónica em grau de aprendiz, para além da cerimónia de iniciação, foi o silêncio imposto pelo processo iniciático, no contexto da ordem em loja, que é reflexo da estrutura da organização e, ainda, os símbolos maçónicos que estão dispostos de forma organizada na nossa oficina ou loja.

Segundo Platão "O começo é a parte mais importante do trabalho", e assim o silêncio começou no processo iniciático, logo no momento da passagem da vida profana à (Editado pela Comissão Editorial do Blogue). Na (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), em silêncio, questionei-me acerca de mim, procurei resposta acerca de quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? 

A disciplina do silêncio foi, no princípio, um processo difícil, sendo eu um recém (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) habituado ao ruído da sociedade profana, da «Sociedade Liquida » (Zygmunt Bauman) e sobretudo de uma Sociedade do Espectáculo (Guy Debord) em que vivemos actualmente em sociedade. Com efeito, tal como afirmou SófoclesHá algo de ameaçador num silêncio muito prolongado.” No entanto, acabei por incorporar essa disciplina, tendo tido oportunidade de observar os trabalhos em loja e substituindo, progressivamente, a necessidade de intervir pela necessidade de ouvir e compreender.