julho 17, 2019

Porquê ser Maçom no Século XXI ?




I – Introdução – A Maçonaria, a Globalização e a crise económica

A globalização suportada no avanço implacável das novas tecnologias impôs mudanças aceleradas nas sociedades, novos padrões de vida, novos comportamentos, sobretudo “programando” (via impacto das Rede Sociais, meios de comunicação não independentes, «fake news», etc,) as mentalidades da generalidade das pessoas, dos povos e nações, a grande parte das vezes em sentido oposto aos princípios que defendemos enquanto Maçons.

Generalizou-se o consumismo, a que poderosas campanhas de marketing (directo e indirecto) dão suporte, e até à ultima crise económica, a banca competia para ver quem dava mais credito e nas melhores condições (e mais uns extras...) e o resultado viu-se… , mas aí estão de novo, parecendo que não aprenderam nada, após o Estado ter  desviado cerca de 25 Mil Milhões de Eur. (à custa dos contribuintes….) para lhes «compensar» a  gestão irresponsável, os  desfalques e os golpes.

De acordo com os princípios que assumimos e jurámos defender,   exige-se dos maçons em particular, como cidadãos livres e de bons costumes, esclarecidos e cultos, uma posição simultâneamente crítica e construtiva, quanto a este estado de coisas (pagamento dos  desvarios e desfalques da alta finança, repúdio pelos sacrífícios feitos por quem não devia, entre outros,), a que nos afigurou não ter sido dada a atenção correspondente, na devida altura, isto no âmbito da ética (republicana ou genérica) dos costumes, da Igualdade e da Fraternidade, pois não somos nem sindicato, nem partido politico ou clube de intervenção, mas temos princípios que, para além de  sermos os primeiros a cumprir, nos obrigam a alertar a Sociedade e o País, se genericamente os desrespeitarem.

julho 08, 2019

A Maçonaria Diante das Mudanças de Valores Sociais


Por  questionar um tema premente e actual, que pela sua importância há muito nos motiva e mobiliza, tomamos a liberdade de publicar este interessante trabalho do Ir:. Marco Antonio Perottoni, selecionado do "Informativo Chico da Botica", nº 126,  que  deve fazer pensar muitos de nós, antes que seja tarde demais....


“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável. Para os temerosos, o desconhecido. Para os corajosos, é a oportunidade” Victor Hugo


No meu tempo isso não era assim 

Quem ainda não ouviu de alguém o termo “no meu tempo não era assim”, “no meu tempo, isso era diferente”? Dentro do tema do XXV Encontro de Estudos e Pesquisas Maçónicas, promovido pela Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas: “A Maçonaria diante das mudanças de valores sociais”, estamos diante de um tema que nos parece bastante complexo e intrigante, onde cabe o questionamento: “os valores mudaram ao longo do tempo?

Mudança de valores 

Como já dissemos falar de valores é uma tarefa bastante complexa, e para que façamos uma análise sobre valores e não fazermos juízos de valores teremos que agir de forma desapaixonada.

Conforme texto de Wilson Bragança (2018), para procedermos uma análise aos valores importa, antes de mais, clarificar o conceito. Valor é a maneira de ser ou de agir que uma pessoa ou colectividade reconhece como ideal e que faz com que as condutas dos seres humanos, aos quais é atribuído, sejam desejáveis, estimáveis ou não. A sociedade tem um conjunto de valores e padrões e consoante estes valores, a conduta do indivíduo podem ser considerados desejáveis ou não. Portanto, é um ideal que inspira e norteia a maneira de ser e de agir de uma pessoa. As normas que pautam a vida dos homens numa sociedade, determinando os seus comportamentos e atitudes, são elaboradas tendo em conta o sistema de valor que norteia essa mesma sociedade, assegurando, o necessário equilíbrio e a coesão social.

junho 26, 2019

O Rito Francês, um Rito Laico




O que define o Rito Francês é o seu sistema simbólico e ritual, mas  também a sua  identificação histórica com o G∴O∴D∴F∴. A história do Rito Francês sobrepõe-se à  historia maçónica francesa e belga, cheia de ruido e fúria, fortemente marcada pela história política, social e religiosa destes dois países.

A evolução dos seus rituais deveu-se a uma mudança  gradual, abandonando progressivamente as suas bases simbólicas,  para acompanhar a imersão cada vez mais profunda dos Grandes Orientes de França e da Bélgica na  luta política.

Antes de la Segunda Guerra Mundial, dentro do G∴O∴D∴F∴ foi decidido regressar gradualmente às preocupações  com os ritos e símbolos, permitindo o desenvolvimento do movimento iniciado por Arthur  Groussier,  Grão-Mestre do G∴O∴D∴F∴ em
1938, quem decidiu regressar às raízes do Rito Francês, sem se separar do  secularismo que se havia afirmado fortemente. O adogmatismo e a liberdade absoluta de consciência são  ponta de lança de uns Orientes modernos e activos, comprometidos na luta de ideias e de valores, no  coração do campo social.

O caminho até ao  secularismo foi  lento, mas progressivo. Entre os anos 1730-1740, la Grande Loja de França, precursora do G∴O∴D∴F∴, decidiu a inversão das colunas com o desaparecimento do  simbolismo e das  suas referências ao Novo e Antigo Testamento.

Em 1871, o Grande Oriente de Bélgica decidiu abolir a referência obrigatória a Deus e à imortalidade da  alma.

junho 18, 2019

Determinismo Histórico Versus Dialéctico




Com a devida autorização e agradecimento à Comissão de Gestão do Blog «gremiosalvadorallende.blogspot.pt»


Da fé cega à crença feita com base na experiência empírica vai um passo que o sensível determina pela lógica e pela inteligência. Foi o que os portugueses de quinhentos experimentaram pela primeira vez quando desafiaram a “teoria da terra plana” e a crença em realidades míticas geográficas e humanas que o sonho, a poesia e a religião impuseram pela lei da política e do domínio sobre os homens. Os portugueses disseram que a realidade era contrária às simples palavras e às crónicas, porque estiveram lá e viram.

Esta revolução epistémica e ontológica trouxe uma mudança radical em todo o modo de vida na Europa. As ciências nunca mais foram as mesmas e o confronto com outras culturas deu o estímulo para procurar a prova, o objecto, e para replicar a experiência. Com esta revolução os estilos mudaram quer na arte como nas letras. Mas nem todas as artes mudaram ou se revolucionam ao mesmo tempo. Cada uma tem um ritmo próprio, porque vê o tempo do homem a diferentes velocidades.

junho 06, 2019

Maçonaria, Gestão e a Loja – reflexões

Pelas suas caracteristicas e importância, para uma melhor e mais correcta Gestão da Loja, decidimos voltar a republicar este artigo. (publicado pela primeira vez neste Blog, em Nov.2017)


I – Introdução 

Após alguns trabalhos apresentados neste Blog envolvendo temas relativos aos conceitos básicos de gestão duma loja maçónica e à sua eventual correlação com alguns pressupostos e práticas de  Liderança e Gestão das organizações profanas,  achámos oportuno  elaborar uma síntese que integrasse as áreas que considerámos importantes daqueles trabalhos,  complementadas com outros pontos que julgámos não terem sido equacionados ou tratados insuficientemente ou sem a relevância necessária.

Sendo a Loja a célula base de todo o corpo maçónico, actua a nível local sob a jurisdição do Grande Oriente, enquanto garante superior da coordenação obediencial. O seu funcionamento e a sua dinâmica dependem do cumprimentos dos deveres e obrigações acordados pelos Maçons que a constituem, quando da Iniciação,  mas também da capacidade do Quadro da loja em gerir eficazmente os recursos à disposição, em especial o primordial recurso humano,  óbviamente dependente do filtro do processo de selecção. Esta capacidade (ou não)  constitui o determinante principal para a sua afirmação e perspectiva de desenvolvimento, contributo decisivo para a  evolução da Obediência,  sobretudo no espaço geográfico em que se insere.

A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que  possui  apenas IIr∴ iguais em direitos, e em deveres, mas não e obrigações.  Todos os  IIr∴,  unidos  pelo  juramento e vinculados pelo segredo maçónico são  solidários entre si.  Estes  princípios   traduzem desde logo uma diferença  inequívoca  face ao  mundo profano,  diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em sessão ser  guiado e codificado pelo ritual.

maio 22, 2019

O Aprendiz e a Loja Maçónica - notas e conceitos



O Aprendiz é como que a pedra em bruto e simultaneamente o «sangue novo» que assegura a continuidade da  construção da Loja e dele próprio. Uma Loja sem Aprendizes está fechada sobre ela própria ou em recessão, podendo caminhar a passos, mais ou menos rápidos, para o abatimento de colunas, se medidas urgentes para novos recrutamentos (por Iniciação, sempre através de recrutamento sério e devidamente caucionado) não forem desencadeadas. .

Sobre o essencial do trabalho do Apr:., da sua importância e da necessidade do seu acompanhamento, principalmente  pelo 2ºVig:. (não inibindo contudo nem o VM:. nem os restantes quadros da Loja) salientamos o que, a este respeito, disse Rizardo da Camiño [11]:

«A pedra bruta, ou in natura, é o aprendiz, depois de concluída a sua Iniciação; antes disso, o maçom não é Pedra, mas “terra solta”, que toma forma segundo as conveniências da vida. O evento principal e inicial, na Pedra, será o seu “desbastamento”, ou seja, a retirada do que é “supérfluo”, a saber: vaidade, prepotência, presunção, intolerância, egoísmo, enfim tudo o que não for catalogado como “virtude”.

O trabalho que a Maçonaria exerce “sobre” o aprendiz, será a retirada das arestas, com o pleno consentimento e colaboração do próprio “desbastado”. Não há, propriamente, um “auto-desbastamento”, porque o trabalho é dos mais árduos e deve ser orientado»


I – Introdução

É um facto absolutamente normal que , após  Iniciação, e com o desenrolar das primeiras Sessões a que assiste,  o Aprendiz passe a ter como espelhos de referência alguns dos maçons mais antigos e mais experimentados, normalmente (mas  nem sempre) os mais graduados. Como  de início tudo para ele é novo, face ao mundo profano a que estava habituado. É perfeitamente normal que apresente

maio 16, 2019

A Minha Experiência Iniciática e a Simbologia Maçónica em Grau de Aprendiz



Com a devida autorização da Comisão Editorial do Blog «gramiosalvadorallende.blogspot.pt», transcrevemos, pela sua sintese qualitativa, o trabalho em grau de Aprendiz, que se segue:


O que mais me marcou durante a minha experiência maçónica em grau de aprendiz, para além da cerimónia de iniciação, foi o silêncio imposto pelo processo iniciático, no contexto da ordem em loja, que é reflexo da estrutura da organização e, ainda, os símbolos maçónicos que estão dispostos de forma organizada na nossa oficina ou loja.

Segundo Platão "O começo é a parte mais importante do trabalho", e assim o silêncio começou no processo iniciático, logo no momento da passagem da vida profana à (Editado pela Comissão Editorial do Blogue). Na (Editado pela Comissão Editorial do Blogue), em silêncio, questionei-me acerca de mim, procurei resposta acerca de quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? 

A disciplina do silêncio foi, no princípio, um processo difícil, sendo eu um recém (Editado pela Comissão Editorial do Blogue) habituado ao ruído da sociedade profana, da «Sociedade Liquida » (Zygmunt Bauman) e sobretudo de uma Sociedade do Espectáculo (Guy Debord) em que vivemos actualmente em sociedade. Com efeito, tal como afirmou SófoclesHá algo de ameaçador num silêncio muito prolongado.” No entanto, acabei por incorporar essa disciplina, tendo tido oportunidade de observar os trabalhos em loja e substituindo, progressivamente, a necessidade de intervir pela necessidade de ouvir e compreender.

maio 06, 2019

O Grau de Companheiro – Enquadramento, História e Objectivos - notas



I – Enquadramento

O Grau de Comp∴,  seguindo o de Apr:. , e  antecedendo o de  M:. M:., patamar superior da Maçonaria simbólica, constituem conjuntamente a chamada maçonaria «simbólica» ou «azul». Contudo infelizmente e no geral,  é alvo de reduzida atenção,  por um número significativo de Lojas.  As três principais razões que  representam os motivos para que tal aconteça são, em nosso entender, as seguintes:

1 – Existe , em média, um reduzido número de Sessões anuais em Grau 2 , por Loja, e quase sempre só limitadas às cerimónias de Elevação a Comp:.. ou à leitura das respectivas Actas;

2 -  Pela pequena  dimensão genérica de parte das Lojas da N:.A::O:., estas têm todo o interesse em passar rapidamente os CComp:.  a MM:.MM:. , para minimizar os  problemas resultantes da frequente  falta de quórum, entre outros motivos. Este facto, associado aos anteriores,  reforça o facto do Grau ser, de um modo geral, tratado com menor relevo  do que deveria, pouco sendo ensinado quanto aos seus objectivos e origem, para além duma tradicional ritualística minimalista.  Deve dizer-se que há contudo excelentes excepções, pois ainda existem Lojas que tratam  este grau como compete, embora sejam uma minoria.

3 – Por último, e talvez a mais importante, por insuficiente preparação do 1º VIG:. , a quem compete o acompanhamento dos CComp:. Isto acontece porque alguns  dos «candidatos» só ambicionam o lugar por uma questão de pretenso «prestígio maçónico», julgando-se mais relevantes, face aos restantes membros da Loja (à excepção do V:.M:.), chegando várias vezes ao ponto de  manipular ou intrigar internamente, para conseguir «alcançar» os Lugares de «Luzes da Loja» (nas lojas simbólicas).  Contudo e no fundo, não têm a preparação exigida para o correcto desempenho do cargo, e aí a culpa da escolha recai, por inteiro, nalguns jogos de interesses internos à Loja, e no colectivo da mesma, que pactua com a situação.

abril 25, 2019

Quando, Porquê e Onde?



Provavelmente serão estas as três perguntas mais frequentes que o Maçom interessado em História fez, faz e vai continuar a fazer. Por acaso ou não, as respostas têm dependido de várias circunstâncias bem longe da evidência necessária à verdade que se deseja iluminada mas que, quer queiramos ou não, está cercada por sombras e penumbras que mais distorcem que esclarecem.

Não pretendo, com este curto e muito resumido Traçado, colocar-me na pele dos Historiadores por eles saberem muito bem o que fazem e eu, apenas, a procurar enriquecer o meu Caminho, carregado de obstáculos mas com a certeza de que a Luz, pronuncia-se A Verdade, será alcançada sem pressas, atavios ou de acordo com algoritmos que me envaideçam.

Após leitura atenta de muitas Obras sobre as Origens da Franco Maçonaria, julgo que uma delas me escancarou as portas para que este Resumo formasse corpo e espírito partilhando-o convosco de modo a que a dialéctica funcione e assim, com as minhas e vossas convicções, mais um tijolo consiga ser erigido para se juntar aos outros, ou seja, para que o edifício humano se torne mais sólido e verdadeiro atravessando a História da Franco-maçonaria.

Trata-se do Livro escrito por John Hamill (que foi Curador e Bibliotecário da Grande Loja Unida de Inglaterra e Past-Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076) com o nome "The Craft: A History of English Freemansonry", na qual fui buscar a devida inspiração ao Primeiro Capítulo assim como os respectivos conhecimentos.

abril 16, 2019

Tradição e Modernidade na Maçonaria

(tema republicado, a partir do original, apresentado neste Blog em Junho.2017)


1. Preliminar.

Mal me decidi a confiar finalmente as minhas dúvidas ao papel, logo me questionava como iria ser capaz de introduzir o tema. Confesso que me deixei embalar por uma doce euforia imaginando que um sinal exterior viria alimentar a minha imaginação. Assim pensado, assim realizado. Os meus passos conduziram-me à minha livraria favorita, onde meti as mãos numa nova publicação de André Comte-Sponville (referência 1). Um amigo tinha-me oferecido, há muitos anos um dos seus escritos que agora deve repousar algures num dos meus armários. O que eu me ofereci tem como título "O Espírito do Ateísmo" e ao vê-lo no escaparate, não pude resistir. Qual é a ligação com o assunto em mãos, dirão? A resposta é fácil, mas não é óbvio o porquê. A tradição maçónica alimenta-se de  espiritualidade e parece difícil de cultivar a espiritualidade sem Deus à mão de semear. André Comte-Sponville promete, ou pelo menos propõe,  uma espiritualidade sem Deus.

Desde o prefácio, que me questionei interiormente. "Regresso da espiritualidade? Não seria um problema. Mas o dogmatismo volta com muita freqüência e o obscurantismo, o fundamentalismo e o fanatismo às vezes. Seria errado abandonar-lhes o campo. O combate pela luzes continua, raramente tem sido tão urgente, e é um combate pela liberdade. " (Fim da citação). Não vou citar desde a  introdução tudo o que ele escreveu, mas é provável que me suporte nas suas ideias porque me parecem ter alguma relevância para o tópico que vos pretendo comunicar. Poderia em rigor criticar a ideia do combate mas, permanecendo profundamente pacifista, reflecti que às vezes é necessário intimidar os adversários. Não é contudo necessário matá-los. Mas parece que o homem parece ser o único entre as espécies animais a ser  lobo de si mesmo. Aceitemos pois que há um combate moderado, se é que estas duas palavras podem ser coladas à mesma idéia.

abril 08, 2019

Simbolismo via para o Conhecimento



"Tantas coisas estavam escondidas sob fórmulas e mitos que envolviam numa aparência obscura, a verdade,  e a manifestavam pela transparência. "
Plutarco (Isis e Osíris).

"Tudo se relaciona neste mundo que vemos, a um outro mundo que não vemos. Nós vivemos no meio de um sistema de coisas invisíveis, visivelmente manifestadas. "
Joseph de Maistre.

A Maçonaria foi definida como uma "instituição de iniciação espiritual através dos símbolos". E os maçons em geral, os maçons escoceses da Grande Loja da França, estão particularmente ligados ao estudo e à prática do simbolismo.

Os templos em que se reúnem no decurso das suas Sessões regulares, onde meditam e trabalham, são decorados,  com muitos símbolos.

Símbolos que muitas vezes os direcionam - e às vezes com ironia - para a atenção da opinião pública: quem não ouviu falar, dos cavaleiros da trolha? quem nunca viu, numa dessas numerosas publicações dedicadas à Maçonaria, um esquadro e um compasso entrelaçados, uma pedra bruta e uma pedra cúbica, uma estrela de cinco pontas, colunas harmoniosamente distribuídas ou simplesmente o célebre triângulo?

março 26, 2019

Encadeamento Lógico dos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito



Ao fazer resumo dos graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito procurou-se um encadeamento lógico entre eles; um ou outro formam certa ligação, mas a conclusão até o momento é: não existe interconexão; os diversos graus não mantêm vínculo entre si; o amor é elo da maioria, mas existem graus que dele nem passam perto; é como se os temas dos graus fossem jogados ao léu, em desordem, logicamente desconexos, aleatórios nas suas propostas, mas magníficos e esclarecedores nos seus objetivos.

Esta inexistência de conexão lógica entre os graus é busca constante de mentes com formação cartesiana. Teria a Caballah respostas? O misticismo? O esoterismo? A lógica humana continua exuberante dentro da filosofia maçónica, seja ela mecanicista ou mística, mas em todos predomina
cegueira, não se entende a possibilidade de existir ordem na desordem. O maçom busca a perfeição. O seu objectivo é a religação com Grande Arquitecto do Universo. Estará ele munido de capacidade intelectual suficiente para ver beleza e ordem onde a sua capacidade de pensar ainda não alcança e apenas vê desordem? Infelizmente é na busca desta condição de perfeição, condicionada ao grau da evolução humana, que se obscurece a razão para ver ordem na aparente desordem.