outubro 26, 2018
Uma Simbologia Comum em Torno da Fraternidade: A Orla Dentada, O Pavimento Mosaico, A Cadeia de União e as Romãs.
INTRODUÇÃO
A Maçonaria foi e deve continuar a ser a união consciente de homens inteligentes, livres e virtuosos, todos ligados por laços de fraternidade, que através do exemplo e da prática diária das virtudes, visam esclarecer os homens e prepará-los para a evolução pacífica da Humanidade. Essa união e fraternidade que abrange e integra os Maçons do mundo inteiro estão representadas em muitos dos símbolos presentes nos Templos maçónicos.
A Maçonaria é universal, a Maçonaria é uma na sua essência, tanto que a sua Filosofia, sua Simbologia e a Ritualística são reconhecidas por todos os Maçons do mundo. Significa dizer ainda, que é comum a todos os Maçons uma legislação maçónica tradicional, universalmente aceite, o que contribui fundamentalmente para que ela se torne homogénea. Quando o assunto são os símbolos, já sabemos de antemão que a Maçonaria guarda um universo deles: uns que falam bastante, e outros mais misteriosos. Depois de algum tempo transcorrido após sermos iniciados, alguns começam a parecer familiares.
O transcorrer das sessões, as instruções, as leituras, as interpretações, as indagações aos Irmãos mais antigos, todas essas situações vão conduzindo-nos para um entendimento. Mas, sempre haverá nuances, pontos de vista e contextos diferentes, sempre haverá a possibilidade de uma nova descoberta no terreno da Simbologia, haverá sempre uma pergunta final. Sobre a pergunta que eu faço agora, muitos já a fizeram antes de mim, outros irão fazê-la, e é para estes últimos que eu me dirijo especialmente.
O que existe em comum entre a corda de 81 nós, a orla dentada, o pavimento mosaico, a cadeia de união e as romãs?
outubro 16, 2018
A Regularidade e a Irregularidade Maçónicas: que Fundamentos ?
Pela sua análise crítica e porque que já tinhamos efectuado a sua publicação em Jan.2017, republicarmos o presente traçado, após a sua publicação no Brasil, específicamente no "Informativo CHICO DA BOTICA" - Nº122 - 30 Jun 2018 - Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas.
Nas várias áreas da “história oficial” estão consagradas abordagens e mistificações profundamente limitativas dos factos ocorridos e com intuitos de manipulação e de condicionamento das consciências dos povos.
Está suficientemente demonstrado que a “história oficial”, em todos os períodos em que existem registos, foi sempre escrita pelos vencedores e pelas forças hegemónicas que em cada momento desempenharam o papel de grandes potências políticoeconómicas.
É partindo destes factos que podemos analisar melhor a “história oficial” da Maçonaria chamada especulativa que foi, numa apreciável parte, habilmente construída em clara subordinação a poderosos interesses políticos, religiosos e imperiais.
Por outro lado, importa sublinhar que essa história oficial está cheia de contradições e com diversos aspectos que colidem com a mais elementar sensatez.
Não existem registos anteriores a 1717, ao contrário do que acontece com diversas lojas inglesas e escocesas, de 3 das 4 lojas que nesse ano terão constituído a “ Grande Loja de Londres” e que mais tarde esteve na origem da Grande Loja de Inglaterra.
A excepção é a Loja “Ganso e a Grelha” que algumas escassas referências sugerem ter sido constituída em 1691.
A própria acção do reverendo James Anderson surge envolta em aspectos pouco claros, dado que é sistematicamente escamoteado que o início da sua actividade de compilação de vasta documentação maçónica se deveu a um trabalho pago pelo Duque de Montagu, tendo vindo a culminar poucos anos mais tarde, em 1723, na elaboração das Constituições apelidadas de Anderson, mas de que ele foi quase um mero redactor, dado que os verdadeiros inspiradores terão sido, segundo a ampla fundamentação do escritor Jean Barles, George Payne e Jean-Théophile Désagulier.
outubro 08, 2018
Quem é Iniciado e quem o julga ser - algumas notas
I – Introdução
Em textos anteriores procurámos evidenciar as principais consequências, deveres, comportamentos e aspectos simbólicos que resultam da sujeição ao processo iniciático em maçonaria. Mas será que todos os que entraram na Augusta Ordem (A∴O∴) os compreendem, virão a compreender e estarão dispostos a cumpri-los?
A Maçonaria moderna tomou emprestada da maçonaria operativa a metáfora da «construção», mas em que agora o objectivo não são já os grandes monumentos e catedrais em pedra, que perduraram até aos nossos dias, mas “o ser humano como construtor de si mesmo e do mundo”.
Os pedreiros e construtores medievais descobriram uma realidade psicológica plena de consequências: quando actuamos sobre a realidade, a nossa acção não é dirigida sómente para fora de nós próprios, mas de certo modo reflecte-se também sobre a nossa própria personalidade. A evidência desse conhecimento está contida numa frase que encerra todo o fundamento do método maçónico “Tudo o que fazes, te faz”.O Maçom, homem livre e de bons costumes, conforme preconiza e exige a Augusta Ordem (A:.O:.) (9) deve combater a injustiça, a ignorância e o ódio, na busca permanente da verdade, transformando-se primeiramente ele próprio, transformação essa que intitulamos de essencial, a permanente etapa da «procura da LUZ». Posteriormente e tendo já as bases mínimas que o permitem sustentar-se maçónicamente, deverá, além de continuar a aprofundar os conhecimentos, procurar que a doutrina e os princípios maçónicos difundidos internamente nos Templos, transponham os muros que os limitam e se expandam exteriormente, ultrapassando o domínio estrito da Loja, para que floresçam no quotidiano profano.
setembro 24, 2018
O Ritual na Maçonaria, o que é e para que serve

I – O que é o Ritual
Em qualquer Obediência ou Organização iniciática, o(s) Rito(s) praticado(s) consiste(m), desde a Iniciação, num conjunto de Graus (ou «patamares»), de complexidade e conhecimento crescentes, constituindo cada um deles um conjunto coerente de instruções e procedimentos específicos, suportados num Ritual, que levam à sua aprendizagem, compreensão/conhecimento, correspondendo ao sistema e objectivos específicos do Rito, a nível desse Grau.
Portanto numa Obediência, cada um dos graus que compõem um Rito, apresenta um Ritual específico, desejavelmente uniforme.
O conhecimento global do Rito só será atingível na sua plenitude, ao conseguir-se progredir consistentemente até ao topo, e mesmo assim o estudo e a pesquisa não terão fim, já que a procura do conhecimento,, a caminho da Luz, não tem limite (“somos sempre eternos Aprendizes”), e só terminará com a passagem ao Oriente Eterno.
A primeira conclusão a tirar é pois que Rito e Ritual não são a mesma coisa, mas estão interligados, podendo considerar-se genéricamente cada Ritual como um sub-conjunto específico dos actos e cerimoniais completos do Rito, respeitante a cada Grau que o constitui, e o seu vector de transmissão iniciática, por excelência.
setembro 15, 2018
A Essência...

O maçom tem que caminhar uma longa trajectória, para se considerar e ser na realidade um verdadeiro Iniciado.
Para entrar na Ordem passará por duas portas. Uma, a porta física do Templo onde o espera um estranho e intrigante ritual, mas ao mesmo tempo belo, um verdadeiro teatro simbólico e sublime. É o dia do seu recebimento formal na Ordem, que quando bem desempenhado pelos Iniciadores[1], a cerimónia o marcará, de forma indelével na mente.
A segunda porta é simbólica. Do ponto de vista mental, é um acesso através de uma pequena fresta, isto é, uma pequena abertura que está fechada para o Inconsciente.
Uma vez a venda cobrindo a visão, isto fará com que o Iniciando desperte e aguce os outros órgãos dos sentidos, já que ele então enxergará com os olhos da mente e se colocará especialmente numa situação de pura introspecção, que nada mais é que uma verdadeira jornada interior e que para grande maioria dos Iniciandos é o reencontro, ou mesmo o primeiro encontro súbito, inesperado e surpreendente com o seu duplo Eu, há muito tempo adormecido, talvez nunca procurado, ou quem sabe ele nem soubesse da existência de um duplo estado de sua consciência.
setembro 07, 2018
A Maçonaria é ainda relevante?
A questão de se a Maçonaria ainda é relevante na nossa sociedade em constante mutação é frequentemente colocada em fóruns maçónicos e por profanos.
Isso indica que é de importância à maioria dos Irmãos. Além disso, a questão é frequentemente colocada quando se discute as condições nas quais as nossas Lojas estão actualmente, talvez até mesmo um desespero ante o que parece ser o futuro da Maçonaria. Na minha opinião, esse é um aspecto um tanto limitado de “relevância,” isto é, a habilidade de contribuir positivamente à solução dos problemas ou entraves defrontados pela Maçonaria e pelos Irmãos, como tais, nas suas vidas diárias.
O dicionário Webster define “relevante” como: “Etimologia: Latim medieval "relevant" -, do latim, particípio presente de "revelare"
alçar. 1. Ter suporte significativo e demonstrável no assunto em questão 2. Suprir evidências tencionando provar ou desaprovar qualquer assunto em debate ou sob discussão 3. Ter relevância social 4. A qualidade ou estado de ser relevante; pertinência; aplicabilidade.”
Para os propósitos deste trabalho, eu enfatizaria as últimas duas definições. Apesar de tudo, queremos certificar-nos de que o que fazemos vale os nossos esforços!
agosto 26, 2018
Carta a um Irmão

(com a devida autorização da R:. L:. "Alves Martins", a Oriente de Viseu)
Ergue-te homem! Eleva-te acima do impossível! Fixa, por instantes, o teu olhar no horizonte do infinito e observa a inquietude que trazes no teu espírito, a fragilidade da tua existência, o absurdo dos teus passos arrastados pela áurea vontade de saíres da sombra... Levanta-te homem que és homem, a aurora hiante abraça já o firmamento! Eleva o teu espírito, centelha de Luz, porque o mundo precisa do teu brilho! Vê ao largo o Oriente, meu Ir:. onde o espírito enobrece o gesto... Olha para o incomensurável rasto de luz daqueles que iluminaram o mundo antes de ti, vestígios de história, fragmentos incandescentes que hão-de abrasar o teu espírito.
Se hoje te atemorizam as mais básicas violações da condição humana, quando se relativizam verdades profundas e arreigadas ao nosso espírito como a de que os homens nascem por natureza livres e iguais em direitos, então pensa que há séculos o homem foi capaz de se libertar da condição de joguete dos deuses e dos seus caprichos para passar a agir de acordo com sua própria consciência moral, fundada na razão. Mas cuidado! Não uma moral abstracta e discricionária, alheia ao próprio homem para aceder à graça dos deuses, mas uma moral prática, instruída na boa vontade que parte de uma reflexão ética laica assente naquilo que há de mais profundamente humano.
O tão conhecido Immanuel Kant diria numa das suas famosas formulações, no seu livro Fundamentação Metafísica dos Costumes: “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal”. Procura, por isso, incessantemente, a matéria da tua acção para que o teu espírito eleve o teu gesto e inspires, no mundo profano, atitudes práticas que melhorem a sociedade e as pessoas que nela vivem.Não tenhas pressa... nunca alcançarás o conhecimento definitivo e último da existência, da vida, do mundo e do cosmos... viverás essa fractura constante. Mas essa demanda pela Sabedoria, pelo Conhecimento, pela Luz é e será sempre uma odisseia individual e voluntária tua que há-de estabelecer uma diferença fundamental entre aqueles que se movem por essa demanda e aqueles que lhe são alheios, ou entre os que verdadeiramente buscam, pela admiração natural, e os que permanecem presos às aparências e à vaidade dos bordados que ostentam nos paramentos.
agosto 12, 2018
O Ritual e a Cadeia de União - considerações
I – Acerca do Ritual
A palavra Ritual tem origem no adjectivo latino «liber ritualis», sendo contudo um substantivo em português. Nas religiões (como na católica, p. ex.) é um livro litúrgico onde residem o conjunto das cerimónias do culto, de cariz essencialmente dogmático. Na Maçonaria designa semelhantemente um conjunto de instruções com determinado significado e coerência simbólicas, que se utilizam para coordenar a realização de uma Sessão.
A grande diferença é que em Maçonaria o Ritual é interpretado sob uma perspectiva não dogmática e (à excepção dos Rito Inglês de Emulação ou do de York) não é obrigatório sabê-los de cor. Contudo deve ser seguido como auxiliar ao aperfeiçoamento maçónico individual, dando coesão e sentido de unidade ao trabalho em Loja. Este é motivo mais do que suficiente para que, sobretudo cada Apr:. deva seguir atentamente o ritual em cada Sessão e tentar perceber os ensinamentos e o simbolismo nele contido.
Os Rituais são publicados (pelo menos nos graus simbólicos) pelas Obediências e o seu cumprimento rigoroso deve ser exigido às Lojas que a compõem, devendo (contrariamente ao que defendem alguns Irmãos) ser uniforme em todas elas, ou seja as LLoj:. não devem «inventar» sobre o ritual oficial. Se existirem dúvidas ou propostas de alteração, desde que devidamente fundamentadas, deve ser solicitado superiormente ao Conselho da Ordem, a correcção de eventuais erros ou desactualizações, que no entanto só terão validade após a aprovação do «Supremo Conselho do Grau 33 para Prt:.e sua jurisdição» (isto no que ao R.E.A.A. diz respeito), já que é este corpo que é responsável pela gestão do Rito .
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Temas de Aprendiz
julho 28, 2018
Do «Escocismo» ao Grau 33 do R.E.A.A – percursos de um Rito
I – Introdução
Diversos e distintos estudiosos e historiadores maçónicos têm publicado trabalhos nos últimos decénios dissipando algumas das nuvensdas várias lendas assumidas até então, esclarecendo progressivamente diversas lacunas documentais ou inconsistências, que se têm colocado aos estudiosos, quanto às reais origens do Rito Escocês Antigo e Aceito (R.E.A.A.) , bem como às motivações e objectivos que lhe foram subjacentes.
Sendo o R.E.A.A. o rito mais difundido a nível mundial, este caminho de procura das fontes originais torna-se ainda mais premente, para todos os que o pretendem praticar consistentemente e daí as notas que humildemente procurámos coligir, aprofundando algum estudo adicional já previamente efectuado.Cada vez se nos afigura como um facto intransponível a importância do grau de «Mestre» na consolidação da Maçonaria especulativa (já alvo de trabalho anterior). Aí socorremo-nos de alguns dos trabalhos recentes e credenciados, referenciámos alguns dos principais marcos, dados históricos e conclusões, embora concluíssemos que continua a não ser possível determinar com precisão as suas origens.
É contudo nossa convicção que a estabilização e consolidação deste grau e da respectiva «lenda hirâmica», criou as condições objectivas para o desenvolvimento subsequente dos chamados «Altos Graus» (mais correctamente «Graus Complementares», com maior propriedade).
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Temas de Mestre
julho 20, 2018
A Origem Francesa do R:.E:.A:.A:.
Da autoria dum excelente autor e maçom brasileiro, o Ir. José Castellani, republicamos de novo, pelo seu interesse sempre actual, um traçado que inicialmente viu a luz neste Blog em 08.Março.2012.
O escocismo nasceu na França, como Maçonaria stuartista, sendo, na realidade, a primeira manifestação maçónica em território francês.
Quando, em 1649, o rei Carlos I (da dinastia dos Stuarts, de origem escocesa) foi decapitado, após a vitória da revolta puritana de Oliver Cromwell, sua viúva, Henriqueta de França, aceitou asilo em território francês, em Saint Germain, para onde foi, acompanhada de todo o seu séquito, onde já existiam numerosos maçons aceitos.
Onze anos depois, seria restaurado o trono stuartista na Inglaterra. Alec Mellor fala em origem jacobita do Rito Escocês, pelo facto de existirem Lojas militares, formadas pelos regimentos fiéis aos Stuarts, ou seja, regimentos irlandeses e escoceses, totalmente jacobitas e, na sua maioria, católicos. Jacobita foi o nome dado, na Inglaterra, após a revolução de 1688, quando houve nova queda de um Stuart (Jaime II), aos partidários da dinastia.
Paul Naudon informa que, em 1661, às vésperas de subir ao trono inglês, Carlos II criou, em Saint Germain, um regimento com o título de Real Irlandês, que, depois, seria alterado para Guardas Irlandeses. Esse regimento, seguindo os Stuarts, foi incluído na capitulação de 1688, desembarcando em Brest, a 9 de outubro de 1689, e permanecendo, até 1698, fora dos quadros militares franceses, quando foi incorporado ao exército francês.
julho 12, 2018
A Sociedade em Rede e o papel da Maçonaria
por que considerámos que ainda se mantem minimamente actual, tomamos a liberdade de voltar a publicar um trabalho elaborado em Abril.2011 , por altura do XIII Congreso da N:.A:.O:.
Em primeiro lugar esperamos que nos tolerem a ousadia de tentar uma análise dum tema tão vasto no mundo profano, mas todavia cada vez mais importante e relativamente pouco tratado nos trabalhos de âmbito macónico. A oportunidade que a convocação do XIII Congresso da nossa Aug:. Ord:. oferece, pareceu-nos apropriada para colocar algumas questões sobre este tema.
A Maç:. é frequentemente tratada no mundo profano como sendo uma organização secreta (ou quase), fechada no mínimo, regendo-se por rituais considerados ultrapassados e sem sentido e cujo futuro, numa sociedade cada vez mais globalizada, essencialmente suportada nas Tecnologias de Informação (nem sempre ao serviço das mais nobres causas....) estará cada vez mais ameaçado, levando à sua «previsivel» decadencia e /ou extinção.

Como Maçons e a par das reais ameaças que impedem sobre quem, sem abdicar dos principios, persiste em adapatar-se às novas realidades sócio-tecnológicas que condicionam (ou mesmo formatam) a evolução social, não se nos afiguram correctas aquelas «visões» profanas, pelos argumentos que passaremos a expor.
Que relacionamento sustentado poderá existir entre a Sociedade de Informação / Sociedade em Rede e a Maçonaria, que não comprometa o desenvolvimento desta e que vantagens (ou ameaças) poderá representar para a correcta divulgação dos ideiais e prática macónicos???
julho 04, 2018
Uma síntese da Simbologia Maçónica
Em especial para os IIr:. Aprendizes (mas não só), reeditamos de novo este excelente trabalho de sínteses apresentado pelo Ir:. José Marti, em Julho de 2008 (na R.L."Ocidente").
- Um símbolo não impõe nada. Convida a descobrir, a compreender e a meditar.
- Um símbolo é um meio para atingir o conhecimento. É um conjunto que reúne diversos elementos, representando a soma das partes.
- A palavra símbolo provém do grego sumbolum que quer dizer sinal, o qual é uma representação concreta de uma ideia abstracta.
- Um rito é constituído por um conjunto de símbolos colocados em acção, não somente pelos objectos empregues e as figuras representadas, mas também pelos gestos efectuados ou palavras pronunciadas. O rito e o símbolo são 2 aspectos de uma mesma realidade.
- Os rituais são constituídos por gestos e palavras repetidas que se tornam também códigos particulares, permitindo o reconhecimento mútuo e rápido dos membros de um mesmo grupo. A acção ritual assenta na transmissão e execução de gestos obedecendo a ritmos ou a traçados geométricos precisos.
Sinal à ordem
O sinal designa uma marca ou carácter visível que possibilita conhecer qualquer coisa escondida ou secreta. Trata-se de gestos, acções ou distintivos que os homens convencionaram para fazerem entender entre eles alguns pensamentos particulares.
O “sinal à ordem” faz-se com a mão direita colocada horizontalmente sob o queixo, 4 dedos juntos e o dedo polegar afastado, formando um esquadro, e o braço esquerdo pendente. O “sinal à ordem” faz-se unicamente de pé. É também chamado sinal gutural. Os pés estão unidos nos calcanhares e formam um ângulo aberto em esquadro.
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