
O maçom tem que caminhar uma longa trajectória, para se considerar e ser na realidade um verdadeiro Iniciado.
Para entrar na Ordem passará por duas portas. Uma, a porta física do Templo onde o espera um estranho e intrigante ritual, mas ao mesmo tempo belo, um verdadeiro teatro simbólico e sublime. É o dia do seu recebimento formal na Ordem, que quando bem desempenhado pelos Iniciadores[1], a cerimónia o marcará, de forma indelével na mente.
A segunda porta é simbólica. Do ponto de vista mental, é um acesso através de uma pequena fresta, isto é, uma pequena abertura que está fechada para o Inconsciente.
Uma vez a venda cobrindo a visão, isto fará com que o Iniciando desperte e aguce os outros órgãos dos sentidos, já que ele então enxergará com os olhos da mente e se colocará especialmente numa situação de pura introspecção, que nada mais é que uma verdadeira jornada interior e que para grande maioria dos Iniciandos é o reencontro, ou mesmo o primeiro encontro súbito, inesperado e surpreendente com o seu duplo Eu, há muito tempo adormecido, talvez nunca procurado, ou quem sabe ele nem soubesse da existência de um duplo estado de sua consciência.





















