
Por colocar algumas questões pertinentes, embora possamos discordar da forma condensada como passa por cima de alguns períodos pontualmente importantes para a caracterização e consolidação do R.E.A.A., julgamos interesante a divulgação deste trabalho.
Da história deste Rito ainda subsistem vários pontos mais ou menos obscuros, por inexistencia de documentação, mas alguns novos trabalhos (Alain Bernheim e outros autores) vindos a público, têm vindo a clarificar algumas lacunas.
O título, tomei-o emprestado de um artigo publicado na revista "HIRAM", nº 1 / 2010 do Grande Oriente da Itália, e reportava uma célebre discussão, um tanto parnasiana, entre Emmanuel Kant e Benjamim Constant [1].
O texto comenta a discussão entre os dois pensadores, colocando a posição clássica e inflexível de Kant que afirmava que o dever moral se impõe a evitar a mentira em qualquer caso, mesmo se sua finalidade seja o bem, enquanto Constant, mais flexível atenua o rigor kantiano afirmando que um princípio moral que obriga a dizer em absoluto a verdade tornaria impossível uma pacífica convivência social.
Como parecem longe de nós essas discussões do século XIX. A sensação é que hoje não se sente, talvez por indiferença, a necessidade de distinguir entre a verdade e uma mentira, ou entre a realidade e a ficção.
A afirmação da verdade não interessa mais. O seu sentido evaporou-se, como acontece com a palavra que define mentira. Esta deveria ser uma anomalia, uma transgressão à regra, mas como contece cada vez mais, a anomalia transforma-se na regra. Se todos mentem sem se sentirem culpados, e sem temerem as consequências, desaparece o conceito de mentira, para transformar-se de uma forma ou outra, no exercício da sua liberdade de falar. E, nos dias de hoje, isso acentua-se com o uso da Internet e das redes sociais.





















