I – Introdução
O objectivo deste texto é evidenciar algumas situações negativas que por vezes ocorrem, traduzindo posições incorrectas individuais (e dada a natureza humana terão sempre ocorrido, em maior ou menor escala, sobretudo em períodos de maior expansão). Referimo-nos em particular ao nosso país, depois da expansão que a N:.A:.O:. reiniciou, após o fim do longo e negro período da repressão ditatorial salazarenta, possível pelo inesquecível Abril da Liberdade.
A Maçonaria como associação moderna (especulativa ou reflexiva), celebra precisamente os seus 300 anos de existência. Surgiu (segundo quase todos os documentos oficiais), em Londres, em 1717, como renovação e reelaboração duma antiga e muito anterior tradição associativa operativa e de grémio, através de quatro LLoj:. que se reuniam em outras tantas tabernas. A Inovação de fundo foi a decisão de se agregarem sob coordenação centralizada (face à situação até aqui existente, em que cada Loj:. era autónoma) embora existam razões histórico-políticas para tal (a larga maioria das LLoj:. existentes à altura opunha-se ou não simpatizava com a nova dinastia «hanoveriana», conforme abordámos em trabalhos anteriores). Constituíram então a chamada Grande Loja de Londres (G:.L:.L:.).
Segundo a historiografia inglesa predominante a moderna Maçonaria tomou por empréstimo à maçonaria operativa a metáfora da construção, mas agora os objectivos não são já as grandes catedrais e monumentos em pedra, mas “o ser humano como construtor de si mesmo e do mundo”.A nova Maçonaria, como tradição intelectual e moral, tem evoluido de maneira distinta em diferentes países e contextos sociais, divergindo para posições até mesmo antagónicas e conflituantes em alguns aspectos, pelo que em, termos estritos, deveremos falar correctamente de Maçonarias em vez de Maçonaria, o que na maior parte das vezes é negligenciado ou até esquecido.





















