abril 16, 2018

Alguns Vícios que corroem a Maçonaria



I – Introdução 

O objectivo deste texto é evidenciar algumas situações negativas que por vezes ocorrem,  traduzindo  posições incorrectas individuais (e dada a natureza humana terão sempre ocorrido, em maior ou menor escala, sobretudo em períodos de maior expansão). Referimo-nos em particular ao nosso país, depois da expansão que a N:.A:.O:. reiniciou, após o fim do longo e negro período da repressão ditatorial salazarenta, possível pelo inesquecível Abril da Liberdade.

A Maçonaria como associação moderna (especulativa ou reflexiva), celebra precisamente os seus 300 anos de existência. Surgiu (segundo quase todos os documentos oficiais), em Londres,  em 1717, como renovação e reelaboração duma antiga e muito anterior tradição  associativa operativa e de grémio, através de quatro LLoj:. que se reuniam em outras tantas tabernas. A Inovação de fundo foi a decisão de se agregarem sob coordenação centralizada (face à situação até aqui existente, em que cada Loj:. era autónoma) embora existam razões histórico-políticas para tal (a larga maioria das LLoj:. existentes à altura opunha-se ou não simpatizava com a nova dinastia «hanoveriana», conforme abordámos em trabalhos anteriores). Constituíram  então a chamada Grande Loja de Londres (G:.L:.L:.).

Segundo a historiografia inglesa predominante a moderna Maçonaria tomou  por empréstimo à maçonaria operativa a  metáfora da construção, mas agora os objectivos não são já as grandes catedrais e monumentos em pedra, mas  “o ser humano como construtor de si mesmo e do mundo”.

A nova Maçonaria, como tradição intelectual e moral, tem evoluido de maneira distinta  em diferentes países e contextos sociais, divergindo para posições até mesmo antagónicas e conflituantes em alguns aspectos,  pelo que em, termos estritos, deveremos  falar correctamente de Maçonarias em vez de Maçonaria, o que na maior parte das vezes é negligenciado ou até esquecido.

abril 06, 2018

Reflexões Maçónicas






A finalidade desta prancha é abordar de forma meditativa algumas matérias Maçónicas que são pilares formais e substanciais na existência da nossa Augusta Ordem. 


A escrita tripontuada
Estou convicto de que muitos maçons desconhecem a origem da escrita  tripontuada que caracteriza o discurso impresso maçónico.

Observemos a sequência de quatro pares de letras maiúsculas, cada par seguido de três pontos formando um triângulo equilátero, quer dizer, de três lados iguais. Elas são: MM:. LL:.  AA:.  AA:.

Isto é a escritura tripontuada adoptada pela Maçonaria; porém a escritura tripontuada não foi criada pela Maçonaria.

O primeiro documento maçónico conhecido que utiliza a escritura com três pontos é uma circular do Grande Oriente da França, datado 12 de Agosto de 1774, comunicando novo valor da anuidade e mudança de local.
Lennhoff, no "Dicionário Maçónico Internacional", diz que os três pontos aparecem já em antigos escritos monacais, conservados na Biblioteca Coraini, Roma.

Na Corte Pontifícia de Roma existia um tribunal denominado "Tribunal da A:. C:." que para uns era Augusta Consulta e para outros Auditor Camarae.

março 24, 2018

Música e Maçonaria


A música, com linguagem própria e estrutura genuína, acompanhou homens e mulheres desde os tempos da proto-história, e refiro-me ao espírito musical xamânico do Neolítico em que as peles dos animais mortos eram esticadas e depois percutidas para se iniciar a comunicação com o espírito dos animais, ou seja, a música falava a língua da natureza economizando o verbo e as palavras (significante sem significado).

Mais tarde, sob a forma de cânticos (a voz é considerada o primeiro instrumento musical que se conhece), logo, acrescentado o verbo, passou a ter um significado em que se reforçavam os laços fraternos e se emitiam mensagens de prazer, reconhecimento, regozijo, alegria e reflexão. Mais recentemente tornou-se a expressão das inquietações pessoais relativas aos paradoxos da vida procurando vencer o sofrimento, ou seja, uma projecção dos estados emocionais puramente humanos.

À medida que foi evoluindo desenvolveu uma técnica e uma linguagem à margem do pensamento conceptual tornando-se numa das formas da criação artística. Podemos, então, compará-la à chamada Arte Real por esta também gerar uma construção ordenada saindo do Caos fazendo imergir o melhor das qualidades humanas a partir da Pedra Bruta polindo-a e aperfeiçoando-a num enquadramento cosmogónico universal. Tornou-se assim um elo condutor entre a Beleza patente no Universo e na mole humana.

Ambas tarefas têm muito de espiritual mas também trabalho duro e puro (artesanal), aliás, como qualquer tarefa humana que sem trabalho nada se faz ou constrói, isto é, procuram a virtude melhorando-a com destreza, rigor, disciplina e sensibilidade que não se querem exclusivos mas compartilhada com os Outros.

março 10, 2018

Simbolismo Maçónico


Em homenagem ao mestre de vários de nós, Carlos Frazão, de seu nome simbólico Flemming  que do Oriente Eterno nos continua  a inspirar com  o seu  conhecimento, trabalho, exemplo, e  visão coerente da Maçonaria, tomámos a liberdade de republicar um dos seus ultimos trabalhos, destinados à Formação interna da  sua Loja («Ocidente»), que julgamos  continuar a ser útil, de novo e agora , aos novos Aprendizes.



PREFÁCIO

Estas notas sobre o SIMBOLISMO MAÇÓNICO, destinam-se a instrução maçónica dos  Ob:. da Resp:. L:.Ocidente, e constituem fundamentalmente uma recolha de ideias, opiniões e de saberes de autores consagrados, que tentámos encadear numa perspectiva de desenvolvimento lógico do tema, de acordo com a experiência e sensibilidade do autor.
Havendo uma vasta biblioteca sobre esta parte da ciência maçónica ficou, forçosamente, ao seu livre arbítrio, a escolha das obras que pareceram mais adequadas ao fim em vista.
Se os AAp:. da minha L:. virem neste trabalho alguma utilidade, considerar-nos-emos remunerados pelo esforço desenvolvido com tanto gosto.
Este trabalho tem reconhecidamente defeitos. Ele pode de facto ser construído melhor. Todavia o prazo por mim próprio imposto não me permitiu fazer as correcções que se aconselhavam, mas deixo isso aos AApr :. da minha L:., para além de um desafio é uma proposta de trabalho muito útil nesta fase das suas vidas maçónicas.

Flemming M:.M:.

INTRODUÇÃO

Joaquim Gervásio de Figueiredo, no seu "Dicionário de Maçonaria", deixou expresso que a Maçonaria é algo mais importante do que uma simples continuação tradicional das associações operativas medievais e muito menos um agrupamento utilitarista de “clubes para entretenimentos sociais, políticos e comerciais” como alguns a têm entendido.
Pelo contrário sentimos na verdadeira Maçonaria uma testemunha muito antiga de organizações culturais, morais, filosóficas e espirituais, cujas raízes remontam a civilizações antiquíssimas de um passado tão longínquo que hoje se nos afiguram como brumas caóticas .

fevereiro 10, 2018

Masonería Especulativa - notas


Hace unas horas hablaba con un Hermano, erudito de la masonería y buscador empedernido, que  me llamaba por teléfono y me planteaba lo que suponía dentro del mundo masónico lo que estoy trasnscribiendo de  Roger Dachez, ante lo cual  mi amigo y Hermano estima como muy revolucionario, en tanto que es como echar un jarro de agua fría sobre todas las teorías que se expresan y se predican desde los más variados púlpitos masónicos sobre nuestra propia historia

Historiaografias que nos comemos, como los católicos se comen las de sus santos,  sin mucho espíritu crítico, es más se tiene a veces y en grado superlativo ese acervo crítico  a la hora de acercarse a este blog o a otros blogs, y sin embargo trabajos como los de Dachez que son nuevos nos nos hacen replantearnos nuestra propia historia, pues se pasa olímpicamente de ellos.

Y nos sentamos sobre una Historia que no deja de ser una tradición en parte inventada y hecha en función de nuestras necesidades, y hemos querido meter en ese edificio que era simple y llano , todo un conjunto de abigarradas tradiciones, leyendas y reglamentaciones, que en vez de presentar una fiel y desnuda carta de identidad, presentamos un edificio lleno de barrocos conceptos, que a penas nos dejan desenvolvernos entra tanta Tradición, Leyenda, y Reglamentos, y tiempos sagrados llenos de espacios tan sublimes, qe tanto armazón no nos deja ver la claridad y la sencillez de una masonería inventada en función de las necesidades del momento.

Es revolucionario un salto de vértigo que tenemos ahí, que cada uno lo dé o no, es una cuestión de gustos, estéticas o querencias, pero debemos tener un espíritu crítico y libre que es lo nimimo como masones. Sigo con la idea de exponer los trabajos de Dachez y otros investigadores y eruditos en la confianza de aportar un grano más sobre el esclarecimiento.

Una teoría sintética

Muchas cuestiones siguen estando pendientes sobre este tema tan complejo como es el nacimiento de la Masonería, y aún quedan muchos enigmas por solucionar, y otros muchos puntos aún están en un trasunto indeterminado de su estudio y resolución.

fevereiro 02, 2018

Ensaio sobre as origens dos Graus e Rituais simbólicos (o anverso e o reverso da história) - parte III


Desde hace ya un tiempo tengo el empeño personal de sacar de las repletos arcanos del saber masónico que se producen más allá de nuestras fronteras geográficas y mentales, estos textos que por su sencillez nacen de la reflexión y el  estudio de Hermanos muy lúcidos como André Dore, poco sospechoso de atrabiliario masón, como nos califican algunos otros Hermanos cofrades , amén de descalificar, por otra parte, la labor que  deseo llevar adelante  con mejor o peor suerte, un trabajo realizado  con los medios modestos que uno tiene,  y con la sapiencia también modesta  de quien les escribe, pero eso sí  convencido la labor didáctica que debe hacerse en la logia y fuera de ella, con la intención de  desasnarnos, y quitarnos las anteojeras que nos han colocado con todos los tópicos que se han  creado y nos han metido en la cabeza.

Aquí aporto trabajos nacidos de la investigación que nos ayuden a ver el trabajo de una forma más relativa y relativista para saber quienes somos, de donde venimos y cuales son nuestros bagajes, solo los que no se sostienen en ese campo de la lucidez y del conocimiento masónico "abierto",  se agarran al imperativo de la ley y al dogmatismo cerril, que se suele ver con bastante frecuencia y que tiene bastante de “Pensamiento único”

En todo caso aquí queda estas tercera entrega del trabajo de André Doré que espero sea interesante para eso casi 200 lectores que cada semana se bajan de un tirón todos estos textos.

A ellos las gracias porque vosotros sois la esencia de este trabajo, de esta entrega, y sobre Manera al Gran Oriente de Ecuador y al Hermanos como los de la Logia  Lux Veritatis ,(Julián, Joaquim…. y otros Hermanos y Hermanas (Lola, Myrian, ST. etc..  que desperdigados bajo la bóveda celeste apoyan para que esto no decaiga, pues ya se sabe en “casa del herrero cuchillo de palo”  A todos  GRACIAS

Víctor Guerra

Estamos en el siglo XVIII. Un saber extraño circulaba por toda Europa que estaba sedienta de luz. Lo oculto reinaba en los espíritus de los Maestros, cuyo sentido era transportado por el Rosacrucismo que prometía la inmortalidad, por la alquimia, la riqueza, el hermetismo, la potencia, la cábala, el conocimiento, por todo un conjunto combinado que llenaba  un misterio susceptible de despertar todas las curiosidades. Un mismo misterio que además aparece en el seno de las Logias masónicas que además lo creían como muy antiguo .

janeiro 20, 2018

A Iniciação na caminhada do Maçom – Notas Breves



Este pequeno traçado constitui um resumo dum trabalho apresentado neste Blog no ano anterior. No entanto por ser de fácil leitura e focar alguns pontos que consideramos pertinentes, tomamos a liberdade de o «reintroduzir» numa versão mais simplificada.


I – O Maçom  e a Loja

Um Iniciado só se poderá considerar verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .

O simbolismo de nos despojamos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos e vícios da vida profana,  as questiúnculas ou desagravos  que nos separam, a obsessão / atracção pelo vil metal, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir. 

Para sermos Maç∴ coerentes com os valores que defendemos, é preciso que tenhamos consciência plena de que é fundamental perseverar no caminho da permanente (e sempre incompleta) aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos massacra e formata constantemente com o «pensamento único»,  através dos múlitiplos meios de «comunicação» / «(des)informação» , cada vez mais propriedade dos grandes meios financeiros e dos interesses especulativos.

janeiro 16, 2018

Ensaio sobre as origens dos Graus e Rituais simbólicos (o anverso e o reverso da história) - parte II




Resulta paradójica y hasta extraña, la no mención en los manuscritos que  nos describen las ceremonias de  recepción de los Aprendices y de los Compañeros  sobre las herramientas del oficio. Estas herramientas aparecen por primera vez en 1696 en el acta de Registro de Edimburgo, con respecto a un  juramento, donde aparecen en esta formula: “juro, por Dios, la Escuadra y el Compás. ” fórmula repetida en los mismos términos en 1710 y 1714.

En 1710 el Dunfries manuscrito n0 4 cita por primera vez también los tres pilares sin ningún informe o relación con las dos columnas de Salomón, e indica que tenían por significado la Escuadra, el Compás y Biblia. ?  Es acaso esto el preludio de las Tres Luces que encontraremos un poco más adelante en los talleres?

Será entre 1720 y 1730 cuando se introduce toda la gama de las herramientas que hoy conocemos en las logias: la regla, las tijeras, el mazo, el martillo, la plomada, el nivel, la paleta, etc., herramientas que por la gracia de los especulativos se transformaron en símbolos con la paradoja de que durante siglos aquellos que diariamente ejercían el oficio las manejaron sin hacerles mucho caso, al menos con relación al tema simbólico. [Digamos que eran herramientas para comer y no para especular]

Lo mismo ocurre con los dos símbolos fundamentales de la masonería, la piedra bruta y la piedra cúbica tallada [1]. No han existido nunca, tanto entre los operativos como entre los aceptados, las primeras Logias especulativas del siglo XVIII las ignoraron.

janeiro 06, 2018

Ensaio sobre as origens dos Graus e Rituais simbólicos (o anverso e o reverso da história) - parte I



Siguiendo con la tónica de ir exponiendo trabajos , no solo sobre el Rito Francés, sino también sobre los cimientos históricos traigo hasta este pizarrón la traducción de un trabajo de esclarecimiento, de uno de los mejores historiadores franceses sobre Masonería, André Doré, que además de ser miembro honorario del IDERM es un destacado francmasón. Aquí les dejo con este trabajo que dividiré en cuatro partes.
(V.G.)

La masonería operativa en el Gran Oriente de Francia

Las ignorancias y las incertidumbres son los obstáculos principales contra los cuales chocan los investigadores inclinados a trabajar sobre la historia de la Francmasonería, de ahí las singulares complacencias que se permiten tanto los supuestos historiadores obstinados en camuflarse detrás una sucesión de leyendas religiosamente repetidas desde hace dos siglos mitad leyendas operativa, y como no también templaria, salomoninense, rosacrucista, o porque no hasta hermetista etc.

Y ello a pesar de la existencia de algunos precisos,  el resto es bastante indeterminado al menos en lo que respecta al origen de la Orden Masónica, lo cual  nos conduce a colocarnos ante demasiadas propuestas del tipo de “parece que”.

Cuando la Masonería especulativa se organiza en Londres en 1717. Ella se titula, y se muestra como la hija de la masonería operativa. En realidad ella sucedió a una Masonería “aceptada” que se creó como tal, a partir del final del siglo XVI por admisión en las hermandades de masones de personajes ajenos al oficio, a los cuales se designó en la segunda mitad del siglo XVI bajo el término de “Masones aceptados”.

Es cierto que las Logias, ya que había Logias en la sociedad, incorporaron de buen grado el hecho de tener un protector, de forma preferente un noble , y a un clérigo, este  era el encargado del trabajo administrativo que exigía toda la gestión de la obra, ya que los obreros eran prácticamente todos ellos analfabetos, y a veces, por tanto, era bienvenido un capellán para estas labores; aunque luego más tarde todos los proveedores girarían en torno a la empresa, al oficio.

dezembro 26, 2017

ADORMECIDO (quod omnis probus liber)


Tibúrcio, era um jovem como outro qualquer evidenciando ainda no rosto as pequenas sequelas de acne juvenil mas já com traços de alguma maturidade, que não os exteriores (como a barba cerrada ou as expostas rugas frontais) mas, sobretudo, os interiores-aqueles que são só dele e portanto intransmissíveis. Muito sociável tinha de todos uma atenção especial podendo constatar-se que estava plenamente integrado na comunidade a que pertencia.

Estudioso, atento e sensível encaixava-se bem naquilo que os Antigos denominavam de Artes Liberais, ou seja e como deixou escrito um dos Pais do Empirismo de seu nome John Locke,  "…interrompia bem o santuário da vaidade e ignorância que é uma obrigatoriedade do entendimento humano…". Também aderiu ao pacto social-necessidade imperiosa para quem quer viver em comunidade e procurava nos laços comuns da sociedade (justiça, tolerância e igualdade) o ponto de encontro entre a sua interioridade e o que lhe era dado pelo mundo sensível, aliás, num processo absolutamente racional e comum a toda a humanidade que assim evoluiu per secula seculorum ad nauseam.

Num determinado momento decidiu-se por um caminho iniciático, isto é, entrar no mundo do invisível que não significa transcendente, antes pelo contrário, porque apenas procurava o que de indizível havia no que é evidente. Este processo, pejado de barreiras, levou-o a acantonar-se, melhor dizendo, deu por si num meio restrito, quase secreto, mas de uma riqueza simbólica e interpretativa que o deixava deslumbrado.

Claro que isso lhe custou a perda de popularidade junto dos que, alegremente e sem consciência de tal, se mantinham atidos a uma estruturação social profundamente assimétrica e onde os contrários (riqueza/pobreza; ignorância/sabedoria; evolução/criação; bom/mau ou belo/feio;) erguiam templos ao vício, indignidade e desigualdade.

dezembro 18, 2017

Procura Iniciática, Transmissão e Ritual - reflexões



I – Introdução

O caminho que nos é proposto no dia da nossa Iniciação tem por fim  fazer-nos passar  dum estado considerado "inferior" a um estado "superior “ de consciência, lançando a ponte para o contínuo aperfeiçoamento interior, a caminho do Conhecimento e da Luz,  que deve guiar todos os Maçons. Isto é verdade para todos os Ritos, por forma a  admitir e elevar os seus adeptos a um grau de conhecimento de certos  mistérios, pela entrega das chaves que dão acesso aos  dados fundamentais,  traçando o caminho a seguir para alcançar as  etapas   progressivas  desse mesmo  conhecimento.

Este  percurso exige um caminho  que desce  até o fundo de nós mesmos,   via do Conhecimento,  indo de "nós mesmos para nós mesmos”.  Daí a importância dos Ritos  de Iniciação e dos Mitos, que representam  os perigos,  as armadilhas  a evitar para alcançar a visão salvadora do Ser, mas não a do Ter.   Daí os perigos dum caminho iniciático, de cariz marcadamente pessoal , caracterizado pelo acesso individual e único, aliado à  compreensão dos símbolos,  fora  de todo o método ou "escolas" tradicionais…

Segundo D. Béresniak (5) : “Enfrentar o medo é uma constante de todos os Ritos Iniciáticos de todos os tempos sendo a sua abolição a primeira etapa para o Despertar. Moral, conhecimento e amor são indissociáveis deste processo”…. “A reflexão sobre os símbolos é o trabalho mais importante que se efectua na Maçonaria não esquecendo que a leitura e a escrita são formas superficiais de uma conversação”.

dezembro 10, 2017

Inquisição e Maçonaria em Espanha




Caro e amável leitor, o emblema que pode ver logo abaixo corresponde ao da Santa Inquisição da Igreja Apostólica Católica Romana, onde além da cruz e do ramo de oliveira, podemos apreciar a espada e ninguém pode negar que isso mesmo, a espada, era o que mais usavam para "defender" a fé.

A Inquisição perseguiu tudo o que poderia fazer frente à Igreja e a Maçonaria não era excepção. Na Espanha católica da época tinha poder, muito poder.

Todos damos por aceite o nascimento da Maçonaria especulativa na Inglaterra durante o século XVIII, mais precisamente na data de 1717 durante a reunião na taberna de “O Ganso e a Grelha” de quatro lojas de Londres.

No ano de 1723, com as Constituições de Anderson, torna-se oficial esta "nova maçonaria" e uma rápida expansão ocorre no continente europeu, dando origem à fundação de inúmeras lojas e até mesmo ao aparecimento de heterodoxias em relação à ideologia maçónica fundacional.
Dado o caráter da ordem com seu triplo preceito: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, os governos de muitos países viram um inimigo perigoso que poderia sublevar o povo, não esqueçamos que naquela época o poder real e dos nobres sobre o povo comum era absoluto, já para não falarmos na igreja que, em muitos casos, dominava acima dos monarcas. Portanto, como não poderia deixar de ser, este florescimento e expansão pela Europa foi acompanhado também por uma forte repressão.