janeiro 06, 2018

Ensaio sobre as origens dos Graus e Rituais simbólicos (o anverso e o reverso da história) - parte I



Siguiendo con la tónica de ir exponiendo trabajos , no solo sobre el Rito Francés, sino también sobre los cimientos históricos traigo hasta este pizarrón la traducción de un trabajo de esclarecimiento, de uno de los mejores historiadores franceses sobre Masonería, André Doré, que además de ser miembro honorario del IDERM es un destacado francmasón. Aquí les dejo con este trabajo que dividiré en cuatro partes.
(V.G.)

La masonería operativa en el Gran Oriente de Francia

Las ignorancias y las incertidumbres son los obstáculos principales contra los cuales chocan los investigadores inclinados a trabajar sobre la historia de la Francmasonería, de ahí las singulares complacencias que se permiten tanto los supuestos historiadores obstinados en camuflarse detrás una sucesión de leyendas religiosamente repetidas desde hace dos siglos mitad leyendas operativa, y como no también templaria, salomoninense, rosacrucista, o porque no hasta hermetista etc.

Y ello a pesar de la existencia de algunos precisos,  el resto es bastante indeterminado al menos en lo que respecta al origen de la Orden Masónica, lo cual  nos conduce a colocarnos ante demasiadas propuestas del tipo de “parece que”.

Cuando la Masonería especulativa se organiza en Londres en 1717. Ella se titula, y se muestra como la hija de la masonería operativa. En realidad ella sucedió a una Masonería “aceptada” que se creó como tal, a partir del final del siglo XVI por admisión en las hermandades de masones de personajes ajenos al oficio, a los cuales se designó en la segunda mitad del siglo XVI bajo el término de “Masones aceptados”.

Es cierto que las Logias, ya que había Logias en la sociedad, incorporaron de buen grado el hecho de tener un protector, de forma preferente un noble , y a un clérigo, este  era el encargado del trabajo administrativo que exigía toda la gestión de la obra, ya que los obreros eran prácticamente todos ellos analfabetos, y a veces, por tanto, era bienvenido un capellán para estas labores; aunque luego más tarde todos los proveedores girarían en torno a la empresa, al oficio.

dezembro 26, 2017

ADORMECIDO (quod omnis probus liber)


Tibúrcio, era um jovem como outro qualquer evidenciando ainda no rosto as pequenas sequelas de acne juvenil mas já com traços de alguma maturidade, que não os exteriores (como a barba cerrada ou as expostas rugas frontais) mas, sobretudo, os interiores-aqueles que são só dele e portanto intransmissíveis. Muito sociável tinha de todos uma atenção especial podendo constatar-se que estava plenamente integrado na comunidade a que pertencia.

Estudioso, atento e sensível encaixava-se bem naquilo que os Antigos denominavam de Artes Liberais, ou seja e como deixou escrito um dos Pais do Empirismo de seu nome John Locke,  "…interrompia bem o santuário da vaidade e ignorância que é uma obrigatoriedade do entendimento humano…". Também aderiu ao pacto social-necessidade imperiosa para quem quer viver em comunidade e procurava nos laços comuns da sociedade (justiça, tolerância e igualdade) o ponto de encontro entre a sua interioridade e o que lhe era dado pelo mundo sensível, aliás, num processo absolutamente racional e comum a toda a humanidade que assim evoluiu per secula seculorum ad nauseam.

Num determinado momento decidiu-se por um caminho iniciático, isto é, entrar no mundo do invisível que não significa transcendente, antes pelo contrário, porque apenas procurava o que de indizível havia no que é evidente. Este processo, pejado de barreiras, levou-o a acantonar-se, melhor dizendo, deu por si num meio restrito, quase secreto, mas de uma riqueza simbólica e interpretativa que o deixava deslumbrado.

Claro que isso lhe custou a perda de popularidade junto dos que, alegremente e sem consciência de tal, se mantinham atidos a uma estruturação social profundamente assimétrica e onde os contrários (riqueza/pobreza; ignorância/sabedoria; evolução/criação; bom/mau ou belo/feio;) erguiam templos ao vício, indignidade e desigualdade.

dezembro 18, 2017

Procura Iniciática, Transmissão e Ritual - reflexões



I – Introdução

O caminho que nos é proposto no dia da nossa Iniciação tem por fim  fazer-nos passar  dum estado considerado "inferior" a um estado "superior “ de consciência, lançando a ponte para o contínuo aperfeiçoamento interior, a caminho do Conhecimento e da Luz,  que deve guiar todos os Maçons. Isto é verdade para todos os Ritos, por forma a  admitir e elevar os seus adeptos a um grau de conhecimento de certos  mistérios, pela entrega das chaves que dão acesso aos  dados fundamentais,  traçando o caminho a seguir para alcançar as  etapas   progressivas  desse mesmo  conhecimento.

Este  percurso exige um caminho  que desce  até o fundo de nós mesmos,   via do Conhecimento,  indo de "nós mesmos para nós mesmos”.  Daí a importância dos Ritos  de Iniciação e dos Mitos, que representam  os perigos,  as armadilhas  a evitar para alcançar a visão salvadora do Ser, mas não a do Ter.   Daí os perigos dum caminho iniciático, de cariz marcadamente pessoal , caracterizado pelo acesso individual e único, aliado à  compreensão dos símbolos,  fora  de todo o método ou "escolas" tradicionais…

Segundo D. Béresniak (5) : “Enfrentar o medo é uma constante de todos os Ritos Iniciáticos de todos os tempos sendo a sua abolição a primeira etapa para o Despertar. Moral, conhecimento e amor são indissociáveis deste processo”…. “A reflexão sobre os símbolos é o trabalho mais importante que se efectua na Maçonaria não esquecendo que a leitura e a escrita são formas superficiais de uma conversação”.

dezembro 10, 2017

Inquisição e Maçonaria em Espanha




Caro e amável leitor, o emblema que pode ver logo abaixo corresponde ao da Santa Inquisição da Igreja Apostólica Católica Romana, onde além da cruz e do ramo de oliveira, podemos apreciar a espada e ninguém pode negar que isso mesmo, a espada, era o que mais usavam para "defender" a fé.

A Inquisição perseguiu tudo o que poderia fazer frente à Igreja e a Maçonaria não era excepção. Na Espanha católica da época tinha poder, muito poder.

Todos damos por aceite o nascimento da Maçonaria especulativa na Inglaterra durante o século XVIII, mais precisamente na data de 1717 durante a reunião na taberna de “O Ganso e a Grelha” de quatro lojas de Londres.

No ano de 1723, com as Constituições de Anderson, torna-se oficial esta "nova maçonaria" e uma rápida expansão ocorre no continente europeu, dando origem à fundação de inúmeras lojas e até mesmo ao aparecimento de heterodoxias em relação à ideologia maçónica fundacional.
Dado o caráter da ordem com seu triplo preceito: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, os governos de muitos países viram um inimigo perigoso que poderia sublevar o povo, não esqueçamos que naquela época o poder real e dos nobres sobre o povo comum era absoluto, já para não falarmos na igreja que, em muitos casos, dominava acima dos monarcas. Portanto, como não poderia deixar de ser, este florescimento e expansão pela Europa foi acompanhado também por uma forte repressão.

novembro 28, 2017

Maçonaria, Gestão e a Loja – reflexões


I – Introdução 

Após alguns trabalhos apresentados neste Blog envolvendo temas relativos aos conceitos básicos de gestão duma loja maçónica e à sua eventual correlação com alguns pressupostos e práticas de  Liderança e Gestão das organizações profanas,  achámos oportuno  elaborar uma síntese que integrasse as áreas que considerámos importantes daqueles trabalhos,  complementadas com outros pontos que julgámos não terem sido equacionados ou tratados insuficientemente ou sem a relevância necessária.

Sendo a Loja a célula base de todo o corpo maçónico, actua a nível local sob a jurisdição do Grande Oriente, enquanto garante superior da coordenação obediencial. O seu funcionamento e a sua dinâmica dependem do cumprimentos dos deveres e obrigações acordados pelos Maçons que a constituem, quando da Iniciação,  mas também da capacidade do Quadro da loja em gerir eficazmente os recursos à disposição, em especial o primordial recurso humano,  óbviamente dependente do filtro do processo de selecção. Esta capacidade (ou não)  constitui o determinante principal para a sua afirmação e perspectiva de desenvolvimento, contributo decisivo para a  evolução da Obediência,  sobretudo no espaço geográfico em que se insere.

A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que  possui  apenas IIr∴ iguais em direitos, mas não em deveres.  Todos os  IIr∴,  unidos  pelo  juramento e vinculados pelo segredo maçónico são  solidários entre si.  Estes  princípios   traduzem desde logo uma diferença  inequívoca  face ao  mundo profano,  diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em sessão ser  guiado e codificado pelo ritual.

novembro 19, 2017

O Segredo


Quase não andava, saltitava com passinhos curtos com medo da própria sombra. Bigodinho fino exposto num lábio que parecia estar sempre a esconder-se, óculos redondos com aros de tartaruga, lentes grossíssimas tapando os olhos, tristes subentende-se. Corpo magro, esguio e furtivo, o Malaquias, circulava por entre os escombros das almas perdidas guardando-lhes os segredos que não eram secretos.

Segredo/Secreto? Substantivo e adjectivo, que de tão semelhantes conseguem ser, mesmo, quase opostos. Explico melhor: o Malaquias tinha um dom que era saber escutar com uma enorme paciência não interferindo nunca nos desabafos alheios, e isto, claro, valeu-lhe uma valente reputação junto de quem, secretamente, sofria as agruras de se situar entre os Outros e o Cosmos, coisa medonha de se enfrentar e em cujo resultado se constrói a persona, sim, a máscara que, passo a passo, edificamos para parecermos o que não somos ou como diria um aprendiz de S. Freud - ter uma personalidade. Se as ditas agruras fossem segredos, as pobres almas nunca os comunicariam, e se o fazem, então, ó semântica, querer-se-ão secretos?

Vejamos o que o Dicionário Digital Priberam da Língua Portuguesa nos diz:

Segredo (Latim secretum)substantivo masculino; começa por coisa que não deve ser sabida por ninguém e logo a seguir expande-se dizendo que é coisa que se diz a outrem mas que não deve ser sabida por terceiros, mau, em que ficamos? Depois mais uns quantos significados, tais como, reserva, descrição, meio pouco conhecido de se fazer uma coisa, lugar da prisão onde se conservam os presos que devem estar incomunicáveis, esconderijo, conjunto de causas desconhecidas e finalizando com íntimo e âmago.

novembro 08, 2017

Maçonaria: o saber transdisciplinar



A ciência especializada não explica a vida. Esta só adquire sentido ao ser contextualizada através de todos os saberes acumulados, reconhecendo o direito de cada ser humano, qualquer que seja sua verdade, religião, sexo, cultura e raça de existir e habitar este planeta, convivendo e contribuindo, respeitando e sendo respeitado pelas diferenças individuais e grupais”.

O Que é a Transdisciplinaridade: A transdisciplinaridade é uma nova abordagem científica e cultural, uma nova forma de ver e entender a natureza, a vida e a humanidade. Ela busca a unidade do conhecimento para encontrar um sentido para a existência do Universo, da vida e da espécie humana. Se a Ciência Moderna significou uma mudança radical no Modo de Pensar dos homens medievais, a transdisciplinaridade, hoje, sugere a superação da mentalidade fragmentária, incentivando conexões e criando uma visão contextualizada do conhecimento, da vida e do mundo. A disciplinaridade retirou o sentido da vida preenchendo-o com valores de adaptação ao sistema em voga.
Na vida, somos todos transdisciplinares, mas quando colocamos os pés nas salas de aula, somos disciplinares.

A transdisciplinaridade transgride as fronteiras epistemológicas de cada ciência disciplinar e constrói um novo conhecimento através das ciências, um conhecimento integrado em função da humanidade, resgatando as relações de interdependência, pois a vida  constitui-se nas relações mantidas pelo indivíduo com o meio ambiente. Complexidade dos fenómenos. Reconhecer a complexidade intrínseca aos fenómenos.
A vida manifesta-se na complexidade das relações que são estudadas separadamente pelas ciências, ciências exatas, biológicas e humanas. (Akiko Santos).

outubro 29, 2017

A Importância do Estudo da Filosofia para o Homem - Relatório (SIRC) "A Sociedade Contemporânea e a Maçonaria"



O presente trabalho  é uma análise ao Relatório  do  Social Issues Research Centre ( SIRC) sobre "a Sociedade contemporânea e a Maçonaria", integrado no tema " A importância do estudo da Filosofia para o Homem", apresentado no âmbito dos debates promovidos pelo XIX Encontro de Membros Correspondentes da Loja Maçónica “Fraternidade Brasileira de Estudos e Pesquisas”.

“(…) Resta esse diálogo quotidiano com a morte, esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada Ela virá me abrir a porta como uma velha amante Sem saber que é a minha mais nova namorada (…)” -  Vinicius de Moraes (Poema-O Haver)

I - INTRODUÇÃO 

A maçonaria tem esta capacidade poética de uma vez por outra nos inspirar para a esperança, para o belo e para o novo. Esperança numa maçonaria melhor, numa organização maçónica melhor, um mundo melhor para todos. Ao  referir-se às organizações como um todo Trautwein (2000, p 39) acentua: “(…) Melhor explicitando organismos vivos, sociedade e meio ambiente funcionam juntos como um todo integrado; sofrendo e exercendo mútuas influências e modificando-se sob a acção delas. (…)”.

Doze anos depois desta afirmação ( lógicamente sem a interferência do autor da mesma) foi colocada em prática pela Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) - UGLE na sigla inglesa - uma pesquisa que visa as comemorações de seu tricentenário que será efectivado em 2017. A empreitada foi encomendada pela primeira vez na história da UGLE a uma instituição não maçónica, o "Social Issues Research Centre ( SIRC)", renomado Centro e especialista em pesquisas que combina dados com estudos avançados em antropologia e áreas diversas tendo como clientes entre outros: Alliance e Leicester; BBC Trust; BMW, British Airways, BT; Cadbury Schweppes; Canon; Carphone Warehouse; Coca Cola ; a Comissão Europeia, Lloyds TSB; Masterfoods; Loteria Nacional, Secretaria de Ciência e Tecnologia; Prudential; Renault; Roche, entre outras. O objectivo foi traçado em compilar as visões e opiniões tanto de maçons quanto de não maçons a respeito da Ordem e examinar as interrelações com a sociedade contemporânea.

outubro 22, 2017

Os «Antigos» e a constituição da Grande Loja Unida de Inglaterra (G.L.U.I.) – algumas notas


 

I – O conflito entre «Antigos» e Modernos» na Maçonaria Inglesa 

 O conflito que sacudiu a Maçonaria inglesa ao longo de cerca de 60 anos, de 1751 até 1813, é normalmente designado como o diferendo entre "Antigos" e "Modernos”. Não é propriamente por acaso que este período e este diferendo têm sido, até aqui, estudados como um facto histórico interno à própria Inglaterra, apesar das suas implicações terem sido profundas para o desenvolvimento da Maçonaria a nível inglês, europeu e mundial, por via da expansão do imperialismo da Grã-Bretanha, em que a Maçonaria assumiu um papel importante, na formação dos novos quadros coloniais.

A  querela entre os "Modernos" e "Antigos" é fundamental para se perceber a evolução da Maçonaria inglesa e resume-se classicamente da seguinte forma:   em  Inglaterra até 1750  a Maçonaria era unida e uniforme, já que na primeira metade do século XVIII existia uma única organização maçónica amplamente predominante,  a Grande Loja de Londres (G:.L:.L:.), dado que  Gr. Loja de York  e algumas poucas lojas autónomas foram progressivamente reduzindo a sua actividade, apesar de contestarem e não reconhecerem  a existência daquela.

A partir de 1751 e em confronto com a G:.L:.L:. surge contudo uma nova Grande Loja, designada Grande Loja dos “Antigos Maçons” (G:. L:. A:.), mais conhecida como a dos «Antigos», por razões que evidenciaremos mais à frente e que passou a designar a primeira com a dos «Modernos».

No entanto a história dos primeiros tempos da  Maçonaria  inglesa  é mais complexa do que tinhamos percepcionado até há algum tempo, graças sobretudo ao aprofundamento da pesquisa e aos avanços registados nas investigações sobre este período.

outubro 10, 2017

Iniciação – Aspectos Controversos


O Irmão Hercule Spoladore regressa com mais outro artigo inédito de sua autoria. Nele discorre sobre a Iniciação de um modo geral e a procura actual por novas verdades, por parte dos profanos. Dentro deste contexto encontram-se implícitos a ritualística da iniciação em si, bem como o preparo do candidato, especialmente o homem moderno que procura novas verdades, que tem que ser bem instruído e orientado pelo padrinho.

Iniciação termo que consta nos dicionários como sendo o acto ou efeito de iniciar-se, ou o começo de qualquer coisa. Seria o recebimento das primeiras noções, de coisas misteriosas ou desconhecidas para os esotéricos, ou iniciar-se numa profissão, num desporto ou em qualquer actividade humana.

Evidentemente esta é uma noção geral, não se referindo tão somente à Iniciação Maçónica, a qual é apenas uma das muitas formas de iniciação, pois existe um número grande de entidades iniciáticas tais como as esotéricas, seitas das mais variadas tendências, religiões, escolas filosóficas, movimentos políticos cuja admissão às vezes é feita por uma iniciação. Até mesmo nas seitas satânicas existem iniciações.

Também não se quer abordar os Grandes Iniciados, homens iluminados que já nasceram assim,  dotados de mentes abertas, cósmica em perfeita harmonia com a

setembro 28, 2017

A Morte Iniciática do Maçom, Símbolo ou Realidade?


Os maçons referem-se à iniciação como um segundo nascimento, como um renascimento após uma morte indispensável que qualificam de simbólicas. Mas, o que significa “morte e renascimento”? É uma ideia poética que nada tem a ver com a realidade ou um acto concreto? O que deve morrer e renascer?

Um dia nascemos sem pedir a quem quer que seja. Alimentam-nos com leite, depois comida cozida e finalmente com alimentos sólidos para que nosso corpo cresça e passe de bebé a criança e de criança a adulto. Ao mesmo tempo, tentamos, com sucesso variável, alimentarmo-nos intelectualmente enquanto juntamos inconscientemente eventos aleatórios, uma nutrição emocional. Em última análise, tornamo-nos o que somos: homens e mulheres imersos numa sociedade onde cada um está lutando para não ser conduzido pelas ondas do nada.

Às vezes, percebemos que nossos desejos de mais poder, riqueza e prazer realmente não nos satisfazem e deixam um gosto amargo de ausência, de insatisfação, de descontentamento que nos leva a desejar mais e mais, na esperança da próxima vez ,de ser saciados.

Mas o nosso egoísmo, mesmo disfarçado de justiça ou ideal, empobrece-nos em comportamentos irresponsáveis que renovamos para preencher a lacuna dos nossos medos de desaparecer sem afirmar nosso ser ali. Com poucas exceções, ou em alguns raros momentos depois de um surto cheio de premissas, nós fenecemos antes mesmo de florescer.

setembro 22, 2017

Implicações da Iniciação na vida do Maçom



I – Introdução 

Este texto pretende  elencar algumas das principais obrigações e aspectos simbólicos decorrentes do acto iniciático, com o objectivo de salientar a responsabilidade que os Maçons adquirem, após a Iniciação, no que respeita ao comportamento individual e colectivo e ao desenvolvimento da Maçonaria e da Sociedade em geral.

A Maçonaria como tradição intelectual e moral surgida  oficialmente em 1717,  evoluiu de maneira distinta  em diferentes países e contextos sociais, divergindo para posições conflituantes e até mesmo antagónicas em alguns aspectos,  razões pelas quais em termos estritos, deveremos  falar de Maçonarias em vez de Maçonaria, o que na maior parte das vezes é negligenciado ou até esquecido.

O Maçom, inserido activamente na Sociedade, homem livre e de bons costumes, conforme exige a Augusta Ordem (A:.O:.), tem por dever combater a injustiça, a ignorância e o ódio, na busca constante da verdade, fazendo com que a doutrina e os princípios maçónicos difundidos dentro dos Templos, transcendam o limite estrito da Loja e floresçam no quotidiano profano.

Não adianta acumular conhecimento se não for transmitido aos mais próximos e sobretudo às novas gerações, como testemunho da perenidade dos ensinamentos que fomos colectando ao longo da vida,  traduzindo o nosso contributo para  a sociedade que nos envolve,  projectando no futuro. Isto é particularmente importante no que respeita à Maçonaria. O conhecimento maçónico, se não for transmitido e aplicado, nada mais é, utilizando uma metáfora, do que uma estante cheia de livros, protegida por uma rede elétrica  que impede os leitores de os alcançar e ler.