
I – Introdução
O caminho que nos é proposto no dia da nossa Iniciação tem por fim fazer-nos passar dum estado considerado "inferior" a um estado "superior “ de consciência, lançando a ponte para o contínuo aperfeiçoamento interior, a caminho do Conhecimento e da Luz, que deve guiar todos os Maçons. Isto é verdade para todos os Ritos, por forma a admitir e elevar os seus adeptos a um grau de conhecimento de certos mistérios, pela entrega das chaves que dão acesso aos dados fundamentais, traçando o caminho a seguir para alcançar as etapas progressivas desse mesmo conhecimento.
Este percurso exige um caminho que desce até o fundo de nós mesmos, via do Conhecimento, indo de "nós mesmos para nós mesmos”. Daí a importância dos Ritos de Iniciação e dos Mitos, que representam os perigos, as armadilhas a evitar para alcançar a visão salvadora do Ser, mas não a do Ter. Daí os perigos dum caminho iniciático, de cariz marcadamente pessoal , caracterizado pelo acesso individual e único, aliado à compreensão dos símbolos, fora de todo o método ou "escolas" tradicionais…

Segundo D. Béresniak (5) : “Enfrentar o medo é uma constante de todos os Ritos Iniciáticos de todos os tempos sendo a sua abolição a primeira etapa para o Despertar. Moral, conhecimento e amor são indissociáveis deste processo”…. “A reflexão sobre os símbolos é o trabalho mais importante que se efectua na Maçonaria não esquecendo que a leitura e a escrita são formas superficiais de uma conversação”.





















