I – Introdução
Após alguns trabalhos apresentados neste Blog envolvendo temas relativos aos conceitos básicos de gestão duma loja maçónica e à sua eventual correlação com alguns pressupostos e práticas de Liderança e Gestão das organizações profanas, achámos oportuno elaborar uma síntese que integrasse as áreas que considerámos importantes daqueles trabalhos, complementadas com outros pontos que julgámos não terem sido equacionados ou tratados insuficientemente ou sem a relevância necessária.
Sendo a Loja a célula base de todo o corpo maçónico, actua a nível local sob a jurisdição do Grande Oriente, enquanto garante superior da coordenação obediencial. O seu funcionamento e a sua dinâmica dependem do cumprimentos dos deveres e obrigações acordados pelos Maçons que a constituem, quando da Iniciação, mas também da capacidade do Quadro da loja em gerir eficazmente os recursos à disposição, em especial o primordial recurso humano, óbviamente dependente do filtro do processo de selecção. Esta capacidade (ou não) constitui o determinante principal para a sua afirmação e perspectiva de desenvolvimento, contributo decisivo para a evolução da Obediência, sobretudo no espaço geográfico em que se insere.
A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que possui apenas IIr∴ iguais em direitos, mas não em deveres. Todos os IIr∴, unidos pelo juramento e vinculados pelo segredo maçónico são solidários entre si. Estes princípios traduzem desde logo uma diferença inequívoca face ao mundo profano, diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em sessão ser guiado e codificado pelo ritual.





















