novembro 08, 2017

Maçonaria: o saber transdisciplinar



A ciência especializada não explica a vida. Esta só adquire sentido ao ser contextualizada através de todos os saberes acumulados, reconhecendo o direito de cada ser humano, qualquer que seja sua verdade, religião, sexo, cultura e raça de existir e habitar este planeta, convivendo e contribuindo, respeitando e sendo respeitado pelas diferenças individuais e grupais”.

O Que é a Transdisciplinaridade: A transdisciplinaridade é uma nova abordagem científica e cultural, uma nova forma de ver e entender a natureza, a vida e a humanidade. Ela busca a unidade do conhecimento para encontrar um sentido para a existência do Universo, da vida e da espécie humana. Se a Ciência Moderna significou uma mudança radical no Modo de Pensar dos homens medievais, a transdisciplinaridade, hoje, sugere a superação da mentalidade fragmentária, incentivando conexões e criando uma visão contextualizada do conhecimento, da vida e do mundo. A disciplinaridade retirou o sentido da vida preenchendo-o com valores de adaptação ao sistema em voga.
Na vida, somos todos transdisciplinares, mas quando colocamos os pés nas salas de aula, somos disciplinares.

A transdisciplinaridade transgride as fronteiras epistemológicas de cada ciência disciplinar e constrói um novo conhecimento através das ciências, um conhecimento integrado em função da humanidade, resgatando as relações de interdependência, pois a vida  constitui-se nas relações mantidas pelo indivíduo com o meio ambiente. Complexidade dos fenómenos. Reconhecer a complexidade intrínseca aos fenómenos.
A vida manifesta-se na complexidade das relações que são estudadas separadamente pelas ciências, ciências exatas, biológicas e humanas. (Akiko Santos).

outubro 29, 2017

A Importância do Estudo da Filosofia para o Homem - Relatório (SIRC) "A Sociedade Contemporânea e a Maçonaria"



O presente trabalho  é uma análise ao Relatório  do  Social Issues Research Centre ( SIRC) sobre "a Sociedade contemporânea e a Maçonaria", integrado no tema " A importância do estudo da Filosofia para o Homem", apresentado no âmbito dos debates promovidos pelo XIX Encontro de Membros Correspondentes da Loja Maçónica “Fraternidade Brasileira de Estudos e Pesquisas”.

“(…) Resta esse diálogo quotidiano com a morte, esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada Ela virá me abrir a porta como uma velha amante Sem saber que é a minha mais nova namorada (…)” -  Vinicius de Moraes (Poema-O Haver)

I - INTRODUÇÃO 

A maçonaria tem esta capacidade poética de uma vez por outra nos inspirar para a esperança, para o belo e para o novo. Esperança numa maçonaria melhor, numa organização maçónica melhor, um mundo melhor para todos. Ao  referir-se às organizações como um todo Trautwein (2000, p 39) acentua: “(…) Melhor explicitando organismos vivos, sociedade e meio ambiente funcionam juntos como um todo integrado; sofrendo e exercendo mútuas influências e modificando-se sob a acção delas. (…)”.

Doze anos depois desta afirmação ( lógicamente sem a interferência do autor da mesma) foi colocada em prática pela Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) - UGLE na sigla inglesa - uma pesquisa que visa as comemorações de seu tricentenário que será efectivado em 2017. A empreitada foi encomendada pela primeira vez na história da UGLE a uma instituição não maçónica, o "Social Issues Research Centre ( SIRC)", renomado Centro e especialista em pesquisas que combina dados com estudos avançados em antropologia e áreas diversas tendo como clientes entre outros: Alliance e Leicester; BBC Trust; BMW, British Airways, BT; Cadbury Schweppes; Canon; Carphone Warehouse; Coca Cola ; a Comissão Europeia, Lloyds TSB; Masterfoods; Loteria Nacional, Secretaria de Ciência e Tecnologia; Prudential; Renault; Roche, entre outras. O objectivo foi traçado em compilar as visões e opiniões tanto de maçons quanto de não maçons a respeito da Ordem e examinar as interrelações com a sociedade contemporânea.

outubro 22, 2017

Os «Antigos» e a constituição da Grande Loja Unida de Inglaterra (G.L.U.I.) – algumas notas


 

I – O conflito entre «Antigos» e Modernos» na Maçonaria Inglesa 

 O conflito que sacudiu a Maçonaria inglesa ao longo de cerca de 60 anos, de 1751 até 1813, é normalmente designado como o diferendo entre "Antigos" e "Modernos”. Não é propriamente por acaso que este período e este diferendo têm sido, até aqui, estudados como um facto histórico interno à própria Inglaterra, apesar das suas implicações terem sido profundas para o desenvolvimento da Maçonaria a nível inglês, europeu e mundial, por via da expansão do imperialismo da Grã-Bretanha, em que a Maçonaria assumiu um papel importante, na formação dos novos quadros coloniais.

A  querela entre os "Modernos" e "Antigos" é fundamental para se perceber a evolução da Maçonaria inglesa e resume-se classicamente da seguinte forma:   em  Inglaterra até 1750  a Maçonaria era unida e uniforme, já que na primeira metade do século XVIII existia uma única organização maçónica amplamente predominante,  a Grande Loja de Londres (G:.L:.L:.), dado que  Gr. Loja de York  e algumas poucas lojas autónomas foram progressivamente reduzindo a sua actividade, apesar de contestarem e não reconhecerem  a existência daquela.

A partir de 1751 e em confronto com a G:.L:.L:. surge contudo uma nova Grande Loja, designada Grande Loja dos “Antigos Maçons” (G:. L:. A:.), mais conhecida como a dos «Antigos», por razões que evidenciaremos mais à frente e que passou a designar a primeira com a dos «Modernos».

No entanto a história dos primeiros tempos da  Maçonaria  inglesa  é mais complexa do que tinhamos percepcionado até há algum tempo, graças sobretudo ao aprofundamento da pesquisa e aos avanços registados nas investigações sobre este período.

outubro 10, 2017

Iniciação – Aspectos Controversos


O Irmão Hercule Spoladore regressa com mais outro artigo inédito de sua autoria. Nele discorre sobre a Iniciação de um modo geral e a procura actual por novas verdades, por parte dos profanos. Dentro deste contexto encontram-se implícitos a ritualística da iniciação em si, bem como o preparo do candidato, especialmente o homem moderno que procura novas verdades, que tem que ser bem instruído e orientado pelo padrinho.

Iniciação termo que consta nos dicionários como sendo o acto ou efeito de iniciar-se, ou o começo de qualquer coisa. Seria o recebimento das primeiras noções, de coisas misteriosas ou desconhecidas para os esotéricos, ou iniciar-se numa profissão, num desporto ou em qualquer actividade humana.

Evidentemente esta é uma noção geral, não se referindo tão somente à Iniciação Maçónica, a qual é apenas uma das muitas formas de iniciação, pois existe um número grande de entidades iniciáticas tais como as esotéricas, seitas das mais variadas tendências, religiões, escolas filosóficas, movimentos políticos cuja admissão às vezes é feita por uma iniciação. Até mesmo nas seitas satânicas existem iniciações.

Também não se quer abordar os Grandes Iniciados, homens iluminados que já nasceram assim,  dotados de mentes abertas, cósmica em perfeita harmonia com a

setembro 28, 2017

A Morte Iniciática do Maçom, Símbolo ou Realidade?


Os maçons referem-se à iniciação como um segundo nascimento, como um renascimento após uma morte indispensável que qualificam de simbólicas. Mas, o que significa “morte e renascimento”? É uma ideia poética que nada tem a ver com a realidade ou um acto concreto? O que deve morrer e renascer?

Um dia nascemos sem pedir a quem quer que seja. Alimentam-nos com leite, depois comida cozida e finalmente com alimentos sólidos para que nosso corpo cresça e passe de bebé a criança e de criança a adulto. Ao mesmo tempo, tentamos, com sucesso variável, alimentarmo-nos intelectualmente enquanto juntamos inconscientemente eventos aleatórios, uma nutrição emocional. Em última análise, tornamo-nos o que somos: homens e mulheres imersos numa sociedade onde cada um está lutando para não ser conduzido pelas ondas do nada.

Às vezes, percebemos que nossos desejos de mais poder, riqueza e prazer realmente não nos satisfazem e deixam um gosto amargo de ausência, de insatisfação, de descontentamento que nos leva a desejar mais e mais, na esperança da próxima vez ,de ser saciados.

Mas o nosso egoísmo, mesmo disfarçado de justiça ou ideal, empobrece-nos em comportamentos irresponsáveis que renovamos para preencher a lacuna dos nossos medos de desaparecer sem afirmar nosso ser ali. Com poucas exceções, ou em alguns raros momentos depois de um surto cheio de premissas, nós fenecemos antes mesmo de florescer.

setembro 22, 2017

Implicações da Iniciação na vida do Maçom



I – Introdução 

Este texto pretende  elencar algumas das principais obrigações e aspectos simbólicos decorrentes do acto iniciático, com o objectivo de salientar a responsabilidade que os Maçons adquirem, após a Iniciação, no que respeita ao comportamento individual e colectivo e ao desenvolvimento da Maçonaria e da Sociedade em geral.

A Maçonaria como tradição intelectual e moral surgida  oficialmente em 1717,  evoluiu de maneira distinta  em diferentes países e contextos sociais, divergindo para posições conflituantes e até mesmo antagónicas em alguns aspectos,  razões pelas quais em termos estritos, deveremos  falar de Maçonarias em vez de Maçonaria, o que na maior parte das vezes é negligenciado ou até esquecido.

O Maçom, inserido activamente na Sociedade, homem livre e de bons costumes, conforme exige a Augusta Ordem (A:.O:.), tem por dever combater a injustiça, a ignorância e o ódio, na busca constante da verdade, fazendo com que a doutrina e os princípios maçónicos difundidos dentro dos Templos, transcendam o limite estrito da Loja e floresçam no quotidiano profano.

Não adianta acumular conhecimento se não for transmitido aos mais próximos e sobretudo às novas gerações, como testemunho da perenidade dos ensinamentos que fomos colectando ao longo da vida,  traduzindo o nosso contributo para  a sociedade que nos envolve,  projectando no futuro. Isto é particularmente importante no que respeita à Maçonaria. O conhecimento maçónico, se não for transmitido e aplicado, nada mais é, utilizando uma metáfora, do que uma estante cheia de livros, protegida por uma rede elétrica  que impede os leitores de os alcançar e ler.

setembro 12, 2017

O Livro, Criador do Dever Iniciático




Existem livros de imaginação ou de biografia, livros de referência geográfica ou histórica, livros de ciência ou de filosofia, livros de esoterismo ou ocultismo. Um livro pode satisfazer o gosto de escapar, uma curiosidade ou um requisito espiritual. O que pode ler, de preferência um iniciado? Qual é a sua atitude diante de um texto?

Após a construção da sua personalidade, um homem é naturalmente inclinado a um ou outro tipo de literatura. A recepção das impressões externas estimula o funcionamento dos seus sentidos e dá-lhe a impressão de viver mais intensamente. Além disso, em geral, ele escolhe aumentar aquilo que, nele mesmo, já é mais apto a receber um tipo de informação, mais que um outro.

As leituras dum homem comum são orientadas seja segundo sua natureza existente, seja para lhe dar a ilusão de que ele é capaz de saber o que não tem a energia para realizar. Através dum livro, envolvemos-nos em várias fantasias ou em conhecimento, mas nunca num processo de experiências vividas de maneiras objectivas.

O tempo de leitura torna-se um tempo de esquecimento, um momento de auto-negação, um tempo que permite à personalidade, ao ego, engrossar a sua máscara, e para alguns aumentar a base social do aparecer e se distanciar da percepção humana do Ser de outros homens.

setembro 04, 2017

Por um Novo Humanismo Maçónico


O humanismo pertence à Maçonaria uma vez que é, ao mesmo tempo, um dos constituintes e um dos seus objectos. Pode até dizer-se que alguns o sobrepõem à maçonaria, definindo esta como um humanismo secular ou laico.

Com efeito, a ideia humanista caracteriza-se por um esforço de conhecimento e por uma necessidade de imitar os Antigos, inspirando-se no plano filosófico e moral. É o que se chama Tradição, em Maçonaria.

Aí se incluem todas as actividades que se inspiram no respeito pelo homem e pela humanidade, confundindo-se com o ideal democrático e o da fraternidade universal.

Mas colocar o homem no centro das suas preocupações não é sem inconveniente, pois o humanismo evoluiu ao longo do tempo, principalmente porque o homem evoluiu ele próprio, bem como as técnicas que estão à sua disposição. E confinar-se a um antropocentrismo de tradição pode tornar-se para a Maçonaria em geral muito contraproducente, ou até mesmo explicar em parte a desordem intelectual e prospectiva da maçonaria adogmática actual….

Quando se invoca o humanismo, inexorávelmente, referimo-nos aos direitos do homem e do cidadão, de que a França se diz a pátria. Mas haveria sem dúvida, muito a dizer por esse lado. Por isso pronta e voluntariamente  referimo-nos ao célebre século das luzes, que foi o seu cadinho, e que nós maçons gostamos de enfatizar que foi precisamente a essa época que devemos a emergência e a difusão da Maçonaria.

agosto 22, 2017

Avanços Tecnológicos e o Futuro da Maçonaria


Publicamos mais um excelente trabalho de reflexão do Ir:. Hercule Spoladore,  referente a palestra realizada em  Agosto de 2017,   na sua Oficina “Loja Maçônica de Pesquisas Brasil” de Londrina - PR.   Sendo de salientar a sua apurada criatividade, aliada ao  profundo conhecimento do Homem e da  Maçonaria a que nos habituou, solicitamos que leia e reflicta. Simplesmente reflicta....


Existem três leis imutáveis na natureza, também chamadas leis cósmicas. São axiomas, sendo, portanto, indiscutíveis. Já estão gravadas na mente humana e fazem parte de todo o universo e de toda a Criação. 

Lei da Harmonia 

Desde os tempos mais remotos o ser humano tem destacado a Harmonia da Natureza e suas maravilhas. Os cientistas modernos ficam surpresos e pasmos com a harmonia dos elementos tanto no micro como no macrocosmo. No micro com as partículas sub-atómicas e suas consequências mirabolantes e no macro com o perfeito equilíbrio entre estrelas, planetas e outros corpos celestes, das constelações de todas as galáxias, buracos brancos e negros que existem no universo em perfeita harmonia.

Lei da Evolução 

Os seres vivos existentes no Universo evidenciam o cosmo como um ser em evolução em permanente processo dinâmico de aperfeiçoamento. O ser humano veio ao mundo para crescer e evoluir.  Isto faz parte da essência do universo. 

Lei da Vibração 

Os cientistas reconhecem e comprovaram que a matéria não existe. Tudo é energia em vibração. Tudo no universo está em movimento dinâmico e harmónico em forma de energia. 

agosto 18, 2017

Companheirismo e Maçonaria - origens e relacionamento(s)?


I – Introdução

Existem muitos maçons que consideram o  Companheirismo («Compagnonnage») como uma organização cuja origem é comum ou de certo modo associada à Maçonaria, considerando-a frequentemente como uma extensão desta, enquanto outros, sobretudo no exterior do espaço francês. práticamente a desconhecem,

As perguntas que mais frequentemente surgem  sobre o “Compagnonnage” incidem sobre o seu grau de parentesco com a Maçonaria, já que para os não Iniciados (e mesmo para muitos maçons) a confusão entre as duas organizações e a sua origem, é razoável. Com o objectivo de clarificar algumas dúvidas, recorremos  a diversas fontes bibliográficas (especialmente às indicadas no apêndice final),  e a um dos mais conceituados estudiosos actuais do «Compagnonnage» (J.-M. Mathonière), para dar corpo às notas que se seguem.

Todavia mesmo para os que  sabem, ou julgam saber, quem são os Companheiros («Compagnons» em francês) e de onde vêm, é interessante e curioso rever a sua história. Eram (e ainda são)  construtores e a sua história, na Europa,  está ligada ao extraordinário florescimento das grandes  construções, a partir do final do período  Romano, especialmente com a edificação dos edifícios góticos.

De que modo  podemos dizer que existe parentesco ou herança com a Maçonaria, já que esta se refere apenas a homens e mulheres do pensamento? E existindo, será do Compagnonnage para a Maçonaria, ou vice-versa?

agosto 12, 2017

Algumas Práticas de Gestão inspiradas na maçonaria




Filosofia de vida, ferramenta de autoconhecimento… o “método” maçónico transposto para a gestão da empresa pode também ser muito eficaz para aumentar a produtividade nas reuniões, gerir os conflitos entre pessoas e fazer melhores “brainstorms”! Não sendo óbvimente a Maçonaria uma escola de negócios, o desenvolvimento individual que propicia e as ferramentas que nos ensina a manejar são, contudo, também um precioso auxiliar para melhorar o nosso «desempenho» no mundo profano. 

 “Se todos estão de acordo numa reunião, não se vai produzir grande coisa. As ideias devem se opor para gerar ideias maiores”, diz Philippe Benhamou. Um bom maçom sabe que se vai contruindo e consolidando por meio do atrito com as asperezas dos outros. “Numa reunião de criatividade, é esta tensão que eu tento implementar.”

 “Como qualquer DRH de uma multinacional, envio os meus talentos e meus funcionários com elevado potencial a estágios de formação em gestão nas melhores universidades do mundo: estes estágios nada são em comparação com o que você pode aprender em loja!” Daniel D., 52 anos, trabalhando para um grande grupo de BTP. A sua área abrange 70 000 funcionários! Maçom há cinco anos, este membro de uma loja da Droit Humain admite ter adquirido através do método maçónico, uma pacificação pessoal e uma verdadeira organização de trabalho, para aumentar a sua eficácia profissional e a sua gestão. E se o método maçónico pudesse trazer mais à sua gestão que qualquer escola de negócios?
Lausanne, Harvard, o MIT…

1. Ouvir melhor 

agosto 06, 2017

No REAA, Aprendizes e Companheiros podem ingressar no Oriente?



No meu ofício de ministrar palestras, seminários, cursos e outros afins, além de consultorias relativas à Maçonaria em geral e do Rito Escocês Antigo e Aceito em particular, tenho-me deparado com situações inusitadas. Dentre algumas, um sinal de socorro das queridas cunhadas através das luvas femininas, óbolos recolhidos em cestas como se o Hospitaleiro fosse um vendedor de cocadas, pomba cercada (1° Diácono), erguer a bolsa de propostas e informações e de solidariedade na altura do ombro, confundido o verbo suspender (parar) com elevar, etc.

Há uns dias atrás chegou as minhas mãos através de um consultante uma resposta que ele recebeu de outro consultor a respeito da possibilidade deno Rito Escocês Antigo e Aceito, Aprendizes e Companheiros ingressem no Oriente em Loja aberta.



A resposta que ele recebera confirmava textualmente esse procedimento, com alegações de que o Oriente fazia parte da Loja, que o Aprendiz lá poderia receber homenagens, ser apresentado às Três Grandes Luzes, além de outras homenagens. Tudo segundo a vontade do Venerável. Afirmava ainda o consultor que o Aprendiz só não poderia sentar-se no Oriente. Quanto aos Companheiros a justificativa era de que estes poderiam inclusive assumir cargos em substituição ao Mestre Primeiro Diácono, aos Mestres Porta Bandeira e Porta Estandarte, ou do Mestre Porta Espada, pois em sendo assim o Companheiro teria inclusive assento no Oriente.