I – O conflito entre «Antigos» e Modernos» na Maçonaria Inglesa
O conflito que sacudiu a Maçonaria inglesa ao longo de cerca de 60 anos, de 1751 até 1813, é normalmente designado como o diferendo entre "Antigos" e "Modernos”. Não é propriamente por acaso que este período e este diferendo têm sido, até aqui, estudados como um facto histórico interno à própria Inglaterra, apesar das suas implicações terem sido profundas para o desenvolvimento da Maçonaria a nível inglês, europeu e mundial, por via da expansão do imperialismo da Grã-Bretanha, em que a Maçonaria assumiu um papel importante, na formação dos novos quadros coloniais.
A querela entre os "Modernos" e "Antigos" é fundamental para se perceber a evolução da Maçonaria inglesa e resume-se classicamente da seguinte forma: em Inglaterra até 1750 a Maçonaria era unida e uniforme, já que na primeira metade do século XVIII existia uma única organização maçónica amplamente predominante, a Grande Loja de Londres (G:.L:.L:.), dado que Gr. Loja de York e algumas poucas lojas autónomas foram progressivamente reduzindo a sua actividade, apesar de contestarem e não reconhecerem a existência daquela.A partir de 1751 e em confronto com a G:.L:.L:. surge contudo uma nova Grande Loja, designada Grande Loja dos “Antigos Maçons” (G:. L:. A:.), mais conhecida como a dos «Antigos», por razões que evidenciaremos mais à frente e que passou a designar a primeira com a dos «Modernos».
No entanto a história dos primeiros tempos da Maçonaria inglesa é mais complexa do que tinhamos percepcionado até há algum tempo, graças sobretudo ao aprofundamento da pesquisa e aos avanços registados nas investigações sobre este período.






















