setembro 22, 2017
Implicações da Iniciação na vida do Maçom
I – Introdução
Este texto pretende elencar algumas das principais obrigações e aspectos simbólicos decorrentes do acto iniciático, com o objectivo de salientar a responsabilidade que os Maçons adquirem, após a Iniciação, no que respeita ao comportamento individual e colectivo e ao desenvolvimento da Maçonaria e da Sociedade em geral.
A Maçonaria como tradição intelectual e moral surgida oficialmente em 1717, evoluiu de maneira distinta em diferentes países e contextos sociais, divergindo para posições conflituantes e até mesmo antagónicas em alguns aspectos, razões pelas quais em termos estritos, deveremos falar de Maçonarias em vez de Maçonaria, o que na maior parte das vezes é negligenciado ou até esquecido.
O Maçom, inserido activamente na Sociedade, homem livre e de bons costumes, conforme exige a Augusta Ordem (A:.O:.), tem por dever combater a injustiça, a ignorância e o ódio, na busca constante da verdade, fazendo com que a doutrina e os princípios maçónicos difundidos dentro dos Templos, transcendam o limite estrito da Loja e floresçam no quotidiano profano.
Não adianta acumular conhecimento se não for transmitido aos mais próximos e sobretudo às novas gerações, como testemunho da perenidade dos ensinamentos que fomos colectando ao longo da vida, traduzindo o nosso contributo para a sociedade que nos envolve, projectando no futuro. Isto é particularmente importante no que respeita à Maçonaria. O conhecimento maçónico, se não for transmitido e aplicado, nada mais é, utilizando uma metáfora, do que uma estante cheia de livros, protegida por uma rede elétrica que impede os leitores de os alcançar e ler.
setembro 12, 2017
O Livro, Criador do Dever Iniciático

Existem livros de imaginação ou de biografia, livros de referência geográfica ou histórica, livros de ciência ou de filosofia, livros de esoterismo ou ocultismo. Um livro pode satisfazer o gosto de escapar, uma curiosidade ou um requisito espiritual. O que pode ler, de preferência um iniciado? Qual é a sua atitude diante de um texto?
Após a construção da sua personalidade, um homem é naturalmente inclinado a um ou outro tipo de literatura. A recepção das impressões externas estimula o funcionamento dos seus sentidos e dá-lhe a impressão de viver mais intensamente. Além disso, em geral, ele escolhe aumentar aquilo que, nele mesmo, já é mais apto a receber um tipo de informação, mais que um outro.
As leituras dum homem comum são orientadas seja segundo sua natureza existente, seja para lhe dar a ilusão de que ele é capaz de saber o que não tem a energia para realizar. Através dum livro, envolvemos-nos em várias fantasias ou em conhecimento, mas nunca num processo de experiências vividas de maneiras objectivas.
O tempo de leitura torna-se um tempo de esquecimento, um momento de auto-negação, um tempo que permite à personalidade, ao ego, engrossar a sua máscara, e para alguns aumentar a base social do aparecer e se distanciar da percepção humana do Ser de outros homens.
setembro 04, 2017
Por um Novo Humanismo Maçónico
O humanismo pertence à Maçonaria uma vez que é, ao mesmo tempo, um dos constituintes e um dos seus objectos. Pode até dizer-se que alguns o sobrepõem à maçonaria, definindo esta como um humanismo secular ou laico.
Com efeito, a ideia humanista caracteriza-se por um esforço de conhecimento e por uma necessidade de imitar os Antigos, inspirando-se no plano filosófico e moral. É o que se chama Tradição, em Maçonaria.
Aí se incluem todas as actividades que se inspiram no respeito pelo homem e pela humanidade, confundindo-se com o ideal democrático e o da fraternidade universal.
Quando se invoca o humanismo, inexorávelmente, referimo-nos aos direitos do homem e do cidadão, de que a França se diz a pátria. Mas haveria sem dúvida, muito a dizer por esse lado. Por isso pronta e voluntariamente referimo-nos ao célebre século das luzes, que foi o seu cadinho, e que nós maçons gostamos de enfatizar que foi precisamente a essa época que devemos a emergência e a difusão da Maçonaria.
agosto 22, 2017
Avanços Tecnológicos e o Futuro da Maçonaria
Publicamos mais um excelente trabalho de reflexão do Ir:. Hercule Spoladore, referente a palestra realizada em Agosto de 2017, na sua Oficina “Loja Maçônica de Pesquisas Brasil” de Londrina - PR. Sendo de salientar a sua apurada criatividade, aliada ao profundo conhecimento do Homem e da Maçonaria a que nos habituou, solicitamos que leia e reflicta. Simplesmente reflicta....
Existem três leis imutáveis na natureza, também chamadas leis cósmicas. São axiomas, sendo, portanto, indiscutíveis. Já estão gravadas na mente humana e fazem parte de todo o universo e de toda a Criação.
Lei da Harmonia
Desde os tempos mais remotos o ser humano tem destacado a Harmonia da Natureza e suas maravilhas. Os cientistas modernos ficam surpresos e pasmos com a harmonia dos elementos tanto no micro como no macrocosmo. No micro com as partículas sub-atómicas e suas consequências mirabolantes e no macro com o perfeito equilíbrio entre estrelas, planetas e outros corpos celestes, das constelações de todas as galáxias, buracos brancos e negros que existem no universo em perfeita harmonia.
Lei da Evolução
Lei da Vibração
Os cientistas reconhecem e comprovaram que a matéria não existe. Tudo é energia em vibração. Tudo no universo está em movimento dinâmico e harmónico em forma de energia.
agosto 18, 2017
Companheirismo e Maçonaria - origens e relacionamento(s)?
I – Introdução
Existem muitos maçons que consideram o Companheirismo («Compagnonnage») como uma organização cuja origem é comum ou de certo modo associada à Maçonaria, considerando-a frequentemente como uma extensão desta, enquanto outros, sobretudo no exterior do espaço francês. práticamente a desconhecem,
As perguntas que mais frequentemente surgem sobre o “Compagnonnage” incidem sobre o seu grau de parentesco com a Maçonaria, já que para os não Iniciados (e mesmo para muitos maçons) a confusão entre as duas organizações e a sua origem, é razoável. Com o objectivo de clarificar algumas dúvidas, recorremos a diversas fontes bibliográficas (especialmente às indicadas no apêndice final), e a um dos mais conceituados estudiosos actuais do «Compagnonnage» (J.-M. Mathonière), para dar corpo às notas que se seguem.
Todavia mesmo para os que sabem, ou julgam saber, quem são os Companheiros («Compagnons» em francês) e de onde vêm, é interessante e curioso rever a sua história. Eram (e ainda são) construtores e a sua história, na Europa, está ligada ao extraordinário florescimento das grandes construções, a partir do final do período Romano, especialmente com a edificação dos edifícios góticos.
De que modo podemos dizer que existe parentesco ou herança com a Maçonaria, já que esta se refere apenas a homens e mulheres do pensamento? E existindo, será do Compagnonnage para a Maçonaria, ou vice-versa?
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Temas de Companheiro
agosto 12, 2017
Algumas Práticas de Gestão inspiradas na maçonaria
Filosofia de vida, ferramenta de autoconhecimento… o “método” maçónico transposto para a gestão da empresa pode também ser muito eficaz para aumentar a produtividade nas reuniões, gerir os conflitos entre pessoas e fazer melhores “brainstorms”! Não sendo óbvimente a Maçonaria uma escola de negócios, o desenvolvimento individual que propicia e as ferramentas que nos ensina a manejar são, contudo, também um precioso auxiliar para melhorar o nosso «desempenho» no mundo profano.
“Se todos estão de acordo numa reunião, não se vai produzir grande coisa. As ideias devem se opor para gerar ideias maiores”, diz Philippe Benhamou. Um bom maçom sabe que se vai contruindo e consolidando por meio do atrito com as asperezas dos outros. “Numa reunião de criatividade, é esta tensão que eu tento implementar.”
“Como qualquer DRH de uma multinacional, envio os meus talentos e meus funcionários com elevado potencial a estágios de formação em gestão nas melhores universidades do mundo: estes estágios nada são em comparação com o que você pode aprender em loja!” Daniel D., 52 anos, trabalhando para um grande grupo de BTP. A sua área abrange 70 000 funcionários! Maçom há cinco anos, este membro de uma loja da Droit Humain admite ter adquirido através do método maçónico, uma pacificação pessoal e uma verdadeira organização de trabalho, para aumentar a sua eficácia profissional e a sua gestão. E se o método maçónico pudesse trazer mais à sua gestão que qualquer escola de negócios?
Lausanne, Harvard, o MIT…
1. Ouvir melhor
agosto 06, 2017
No REAA, Aprendizes e Companheiros podem ingressar no Oriente?

No meu ofício de ministrar palestras, seminários, cursos e outros afins, além de consultorias relativas à Maçonaria em geral e do Rito Escocês Antigo e Aceito em particular, tenho-me deparado com situações inusitadas. Dentre algumas, um sinal de socorro das queridas cunhadas através das luvas femininas, óbolos recolhidos em cestas como se o Hospitaleiro fosse um vendedor de cocadas, pomba cercada (1° Diácono), erguer a bolsa de propostas e informações e de solidariedade na altura do ombro, confundido o verbo suspender (parar) com elevar, etc.
Há uns dias atrás chegou as minhas mãos através de um consultante uma resposta que ele recebeu de outro consultor a respeito da possibilidade deno Rito Escocês Antigo e Aceito, Aprendizes e Companheiros ingressem no Oriente em Loja aberta.
A resposta que ele recebera confirmava textualmente esse procedimento, com alegações de que o Oriente fazia parte da Loja, que o Aprendiz lá poderia receber homenagens, ser apresentado às Três Grandes Luzes, além de outras homenagens. Tudo segundo a vontade do Venerável. Afirmava ainda o consultor que o Aprendiz só não poderia sentar-se no Oriente. Quanto aos Companheiros a justificativa era de que estes poderiam inclusive assumir cargos em substituição ao Mestre Primeiro Diácono, aos Mestres Porta Bandeira e Porta Estandarte, ou do Mestre Porta Espada, pois em sendo assim o Companheiro teria inclusive assento no Oriente.
julho 19, 2017
A Pocura Iniciática e o Ritual como Método de Transmissão
I – Introdução
Será a procura iniciática estritamente reduzida ao Ritual, na versão que procura reduzir e limitar aquela ao estrito cumprimento das normas ritualísticas ou, pelo contrário, tem alguns graus de liberdade e utiliza-os para alcançar também outros objectivos e vectores, que extravasam aqueles limites?. Entre estes dois polos que balizam as opiniões e práticas de muitos maçons, cremos que a segunda opção, ou seja a de uma via intermédia e múltipla, será a mais adequada à pesquisa e procura iniciáticas, potenciando a via de transmissão. É esta aproximação que iremos tentar desenvolver nos pontos seguintes.
Acreditamos que o Ritual desempenha um papel primordial no desenvolvimento da procura iniciática, mas apesar da sua reconhecida importância, não será o único vector a ter em conta, já que em nosso entender, representa um guia, como que que o fio condutor do trabalho maçónico em Loja, mas ao qual não se deve limitar ou restringir o objectivo essencial da procura iniciática, contrariamente ao que alguns IIr:. preconizam.Para tentar desenvolver este raciocínio, socorremo-nos sobretudo de dois trabalhos de conhecidos autores, I. Mainguy e Victor Guerra (indicados na bibliografia), já anteriormente publicados neste Blog. Acrescentámos alguns parágrafos, comentários ou pontos adicionais, suprimindo outros, devido a eventuais graus de redundância, por forma a interligar os dois textos (originalmente independentes), tentando construir a continuidade desejável que perspectivámos. Deste modo os erros ou inconsistências que possam existir, serão por certo da nossa inteira responsabilidade.
julho 10, 2017
«Landmarks» - origens, evolução e interpretações
I – Introdução
Os chamados “landmarks”, constituem um dos terrenos mais contraditórios com que se depara a maçonaria actual, já que muitos maçons e Obediências, especialmente de cariz adogmático / liberal (mas não só), questionam-se fortemente até que ponto representam algum valor real para a Maçonaria, dado o carácter profundamente restritivo e dogmático que apresentam, em nossa opinião claramente incompatíveis com os valores sociais e morais que se consolidaram nas sociedades actuais.
A Maçonaria apresenta uma terminologia algo complexa, no seu vocabulário quotidiano. O seu dicionário enciclopédico global está completamente preenchido de ideias, princípios, figuras, lendas, alegorias, conceitos, ensinamentos, explicações, sínteses filosóficas, frases lapidares, etc. que se concretizam em termos como Iniciação, Irmãos, ritos, símbolos, graus, Lojas, Obediências, Potências, emblemas, Arte Real, isto só para citar alguns.
Como caracteriza H. Spoladore (4) “…O vocabulário maçónico traduz uma infinidade de conceitos, princípios, leis, aparentemente muito complexos que se imbricam como um verdadeiro quebra-cabeças, sómente acessíveis aos Iniciados. As suas interpretações são de natureza diversa e bastante heterogénea, pois cada adepto tem a sua própria maneira de assimilar os ensinamentos de acordo com as suas concepções mais íntimas, quer sejam agnósticos, deístas ou teístas. Mas de qualquer forma esta linguagem e suas significações são o meio de comunicação e os vectores de suas mensagens, pelas quais os maçons comunicam entre si”. E mais à frente: “Para tornar mais democrática e livre esta busca, a Maçonaria lança mão de metáforas, deduções, da meditação introspectiva, analogias, e especialmente das dúvidas. Para dar ênfase especial à dúvida, a Maçonaria ensina os seus adeptos a usar a Dialética, que é a arte de discutir qualquer assunto até a última gota de afirmação e contradição que ele possa oferecer. É uma maneira de se buscar, pesquisando”.
junho 30, 2017
Coluna Norte (Tributo a Daniel Béresniak)

MM.’.QQ.’.IIr.’. sentados na Coluna Norte, quando olho para vós, a minha memória afectiva denuncia-me com singelas gotas de água e cloreto de sódio que escorrem sublimadas pelo muito que aí, sentado como vós, aprendi e reaprendi modificando o meu comportamento, materialmente montado e espiritualmente incompleto.
Aí, foram muitas as vezes que perguntei a mim próprio, porque me sentia ignorante e desfasado, para e porquê a sucessão dos trabalhos com símbolos, gestos e toques a desfilarem sem sentido aparente e num corrupio ambíguo que provocava, à vez, uma alegria intensa e uma tristeza estranha?
Quis o acaso e a necessidade que nesses instantes e pedaços estivessem presentes, solidários e fraternos, um conjunto de IIr.’. que fizeram a diferença: uns confiando nas minhas capacidades, outros cedendo-me grande parte da sua bibliografia pessoal e ainda outros, com a sua maneira de estar e agir, a demonstrarem que é possível um segundo nascimento com a finalidade de reunir o que está esparso.
Das mil leituras que fiz, das mil experiências que assimilei e das mil coisas que me escaparam, vou falar-vos de uma Obra Literária, da qual farei um resumo pessoal (embora os conceitos e as ideias pertençam ao Autor) com o intuito de poder contribuir, se assim o desejarem, para a vossa caminhada na via da Luz, que uma vez Iniciada vai ser calcorreada infinitamente até ao fim dos vossos dias. Chama-se "L’Apprentissage Maçonnique, une école de l’éveil?" O Autor é Daniel Béresniak - um digníssimo representante dos que sentem e agem a Liberdade, Igualdade e Fraternidade. É óbvio que a leitura completa da obra é, não só essencial como obrigatória. É claro também que todas as incorrecções que encontrarem, sou o responsável e nunca o Autor.
Em termos de estrutura do traçado vou enumerar (aqui sim, a escolha é minha) o que de mais importante apurei, transcrevendo os extraordinários pensamentos de D. Béresniak e seguindo os capítulos da Obra mencionada. Assim:
A - INTRODUÇÃO
1 - O estudo dos símbolos e dos mitos é a via para a introspecção e do conhecimento de Si-mesmo.
2 - Para se dominarem as paixões é preciso conhecê-las primeiro.
3 - Homem Livre: nada sabe; é indiferente às honrarias e considerações sociais; segue um caminho à volta de si próprio para não ser manipulado por ideologias que aprenderá a desmontar; reduz e isola os mitos dos arquétipos que os compõem ficando ao abrigo do ódio e das simplificações mortais.
junho 20, 2017
Tradição e Modernidade na Maçonaria
1. Preliminar.
Mal me decidi a confiar finalmente as minhas dúvidas ao papel, logo me questionava como iria ser capaz de introduzir o tema. Confesso que me deixei embalar por uma doce euforia imaginando que um sinal exterior viria alimentar a minha imaginação. Assim pensado, assim realizado. Os meus passos conduziram-me à minha livraria favorita, onde meti as mãos numa nova publicação de André Comte-Sponville (referência 1). Um amigo tinha-me oferecido, há muitos anos um dos seus escritos que agora deve repousar algures num dos meus armários. O que eu me ofereci tem como título "O Espírito do Ateísmo" e ao vê-lo no escaparate, não pude resistir. Qual é a ligação com o assunto em mãos, dirão? A resposta é fácil, mas não é óbvio o porquê. A tradição maçónica alimenta-se de espiritualidade e parece difícil de cultivar a espiritualidade sem Deus à mão de semear. André Comte-Sponville promete, ou pelo menos propõe, uma espiritualidade sem Deus.
junho 06, 2017
Acerca dos conceitos de Símbolo, Simbologia e Alegoria
I - Introdução
A origem etimológica da palavra símbolo, é geralmente atribuida ao grego “sumbolon”, derivada do verbo “sumbollein”, pretendendo significar sinal, no sentido de traduzir a representação concreta duma ideia abstracta. Segundo I. Mainguy (3), Guénon define-o como “a fixação dum gesto ritual” e indo mais longe, sugere uma pesquisa para encontrar a sua origem.
A Maçonaria é normalmente definida como sendo: “um sistema de Moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos”
Nesta definição aparecem duas palavras, Símbolo e Alegoria, que na maior parte das vezes, são incorrectamente interpretadas, pelo que consideramos oportuno tentar perceber a distinção entre as duas, pelo que tentámos recolher e reunir algumas breves referências relativas a este tema, de que resultam as notas que se seguem, entre as quais se salienta o trabalho de Anatoli Oliynik (5).No que respeita à palavra latina “symbolus”, entende-se o seu significado como sinal de reconhecimento, sendo constituído por um objecto cortado em dois, cada uma das duas partes estando entre as mãos de duas pessoas que se vão separar. Espécie de sinal de reconhecimento, que quando mais tarde se encontrarem as duas partes poderão, ao reuni-las, selar a sua reunião.
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