
Existem livros de imaginação ou de biografia, livros de referência geográfica ou histórica, livros de ciência ou de filosofia, livros de esoterismo ou ocultismo. Um livro pode satisfazer o gosto de escapar, uma curiosidade ou um requisito espiritual. O que pode ler, de preferência um iniciado? Qual é a sua atitude diante de um texto?
Após a construção da sua personalidade, um homem é naturalmente inclinado a um ou outro tipo de literatura. A recepção das impressões externas estimula o funcionamento dos seus sentidos e dá-lhe a impressão de viver mais intensamente. Além disso, em geral, ele escolhe aumentar aquilo que, nele mesmo, já é mais apto a receber um tipo de informação, mais que um outro.
As leituras dum homem comum são orientadas seja segundo sua natureza existente, seja para lhe dar a ilusão de que ele é capaz de saber o que não tem a energia para realizar. Através dum livro, envolvemos-nos em várias fantasias ou em conhecimento, mas nunca num processo de experiências vividas de maneiras objectivas.
O tempo de leitura torna-se um tempo de esquecimento, um momento de auto-negação, um tempo que permite à personalidade, ao ego, engrossar a sua máscara, e para alguns aumentar a base social do aparecer e se distanciar da percepção humana do Ser de outros homens.






















