I – Introdução
Os chamados “landmarks”, constituem um dos terrenos mais contraditórios com que se depara a maçonaria actual, já que muitos maçons e Obediências, especialmente de cariz adogmático / liberal (mas não só), questionam-se fortemente até que ponto representam algum valor real para a Maçonaria, dado o carácter profundamente restritivo e dogmático que apresentam, em nossa opinião claramente incompatíveis com os valores sociais e morais que se consolidaram nas sociedades actuais.
A Maçonaria apresenta uma terminologia algo complexa, no seu vocabulário quotidiano. O seu dicionário enciclopédico global está completamente preenchido de ideias, princípios, figuras, lendas, alegorias, conceitos, ensinamentos, explicações, sínteses filosóficas, frases lapidares, etc. que se concretizam em termos como Iniciação, Irmãos, ritos, símbolos, graus, Lojas, Obediências, Potências, emblemas, Arte Real, isto só para citar alguns.
Como caracteriza H. Spoladore (4) “…O vocabulário maçónico traduz uma infinidade de conceitos, princípios, leis, aparentemente muito complexos que se imbricam como um verdadeiro quebra-cabeças, sómente acessíveis aos Iniciados. As suas interpretações são de natureza diversa e bastante heterogénea, pois cada adepto tem a sua própria maneira de assimilar os ensinamentos de acordo com as suas concepções mais íntimas, quer sejam agnósticos, deístas ou teístas. Mas de qualquer forma esta linguagem e suas significações são o meio de comunicação e os vectores de suas mensagens, pelas quais os maçons comunicam entre si”. E mais à frente: “Para tornar mais democrática e livre esta busca, a Maçonaria lança mão de metáforas, deduções, da meditação introspectiva, analogias, e especialmente das dúvidas. Para dar ênfase especial à dúvida, a Maçonaria ensina os seus adeptos a usar a Dialética, que é a arte de discutir qualquer assunto até a última gota de afirmação e contradição que ele possa oferecer. É uma maneira de se buscar, pesquisando”.






















