Pelo desenvolvimento contínuo dos graus propostos, do 1º ao 30º grau, todo o Maçom é colocado em situação de descobrir a riqueza da polissemia dos símbolos maçónicos. Eles abrem um mundo alegórico estruturado, portador de significado e sentido, oferecendo a possibilidade de numerosos desenvolvimentos filosóficos, entendidos em sentido amplo, que demonstra que a Maçonaria propõe um sistema completo e coerente, permitindo a todo o iniciado completar a sua iniciação de modo que não seja virtual.
A Maçonaria apresenta a uma abordagem original para despertar ou revelar a interioridade do ser para favorecer a abertura da consciência, cuja principal constante simbólica será um caminho na obscuridade até à Luz. Esta será revelada progressivamente, grau após grau, para transcender e unificar com clareza toda a forma de dualidade.
O acento é colocado sobre aquisição das virtudes e da Virtude, desde o grau de Aprendiz. Quando da sua admissão todo o recipiendiário é reconhecido livre e de bons costumes, condição sina qua non para ser admitido à iniciação.
A Virtude surge aqui como uma arte de viver que nasce da força em si. É um sustentáculo constante da acção e supõe uma intenção de realizar o bem em si, dum modo sempre mais eficaz e reflectido. A sua procura corresponde a uma tomada de consciência tanto da fragilidade como da fraqueza da condição humana. É uma conquista da lucidez que passa pelo despojamento voluntário dos vícios e paixões, designados sob o nome de metais, para aceder à força da libertação interior que é a verdadeira liberdade. A Virtude é sinónimo de força e de grandeza de alma.























