…nihil humani a me alienum puto..
Públio Terêncio (185-159 a.C.) em “O Atormentador de Si Próprio”
Sempre pensei e continuo a pensar que se há lugar para dissecar o mais complexo dos paradoxos é, exactamente, na N.’.A.’.O.’., onde, uma vez iniciados, calcorreamos os diversos degraus infinitamente dispostos mas nunca indefinidamente, ou seja, começando por mergulhar em Nós próprios vamos em direcção aos Outros e ao Universo.
A Humanidade - que tema apropriado para vos transmitir as minhas reflexões.
Hoje, sabemos muito mais do que na Antiguidade sabiam os Pais-Fundadores do pensamento, porém e pasme-se, os circuitos neuronais do nosso actual cérebro (quer o queiramos ou não, é a base material da espiritualidade dita humana) são, precisamente, os mesmos que existiam na Idade da Pedra. Se é assim, a pergunta surge de imediato: o que há-de novo e a mais?
Bem, a mais, há uma enormidade de novidades que não caberiam em milhares de páginas, mas de novo, e este é o imbróglio, parece não haver nada de nada.
Vou expor-vos algumas considerações que, depois de interiorizadas, nos levarão ao degrau seguinte, vale dizer, a vós, e ao cosmos para que a tríade essencial da Iniciação fique ligada, seja ela coerente e racional (à qual estou mais ligado) ou transcendente e emocional (a qual procuro entender). Assim:
1- Graças ao pioneirismo de um cientista português (de seu nome António Damásio) os estudos sobre a fisiologia e patologia cerebral deram um passo de gigante (claro que, e como escreveu I. Newton, apoiado em muitos outros gigantes) no que diz respeito à base anatómica do seu funcionamento.























