Abordar o tema do Simbolismo é, provavelmente, o acto mais frequentemente escrito em toda a Maçonaria representada no nosso Planeta. Os nossos Irmãos fizeram-no cientes da importância que os Símbolos têm na Augusta Ordem Maçónica e de um modo sapiente e apaixonado.
Traçando com a Régua da Verdade, com o Esquadro do Direito e o Compasso do Dever o meu contributo será o de elaborar uma introdução sobre este tema do Simbolismo que posteriormente terá desenvolvimento noutros traçados.
Dissertar sobre o que é e em que se fundamenta a Franco-Maçonaria é, tentador por um lado mas seguramente difícil por outro pois desde os tempos primevos que muitos Maçons se dedicaram a escalpelizar, analisar e sintetizar o que é um Símbolo.
Tentado e ciente do que me proponho começo, exactamente, pelos primórdios: quando, como e porque surgiram os Símbolos?
Todos sabemos que as etapas da evolução humana foram: Australopitecos, Homo Habilis (2,5 milhões de anos), Homo Erectus (1 milhão de anos) e Homo Sapiens (400000 de anos), cada uma delas caracterizada por especificidades que resumo: ao largar a bipedia soltaram-se as mãos tornando-se estas os seus primeiros utensílios, a seguir, já erecto e direito, utiliza os pés para a marcha deslocando-se para distâncias consideráveis (de África para o resto do Mundo) e aperfeiçoa a sua habilidade de construir utensílios mais elaborados (a pedra de 2 faces) cortando e colando (em linguagem moderna) e assim descobre a construção, passa a dominar o fogo iniciando um interesse rústico pela estética, sendo, portanto, desta forma que foram desenhados os primeiros Símbolos.





















