Actualmente, nas diferentes organizações maçónicas, existe uma utilização frequente e uma certa confusão, relativamente aos termos “regularidade”, “regular”, “landmarks” e “reconhecimento”, que em nossa opinião se afigura exagerada, incorrecta, ou pelo menos desajustada. Qual a origem desta terminologia, que significado possui para quem a utiliza e qual a sua origem, é o que pretendemos contribuir para esclarecer, nas notas que se seguem.
Roger Dachez (2) sugere que: “uma vez que na utilização maçónica, as palavras “regular” e “regularidade”, surgiram na Inglaterra, desde o início da maçonaria especulativa organizada, será à semântica inglesa que é preciso recorrer”. Por consulta do Oxford English Dictionary, temos, entre outros significados:
“carácter do que é uniforme» e “o que está conforme uma norma estabelecida e reconhecida, numa palavra «normal»”. A palavra “regular” distingue assim os maçons «normais», conformes ao estatuto corrente e em vigor, que reconhecem uma autoridade oficial, face aos «irregulares» que não fazem parte desse estatuto.
O problema da regularidade é claramente inter-Obedencial, já que entre duas obediências que reconheçam regularidade recíproca ninguém discutirá a legitimidade dum Maçom iniciado numa loja “justa e perfeita”. Ainda segundo Daniel Ligou (8) o problema da regularidade maçónica está estritamente ligado às concepções que fazem diversas Obediências dos «landmarks», ou seja da concepção doutrinal da Maçonaria.























