Por ser uma situação que infelizmente ocorre por vezes nalgumas Lojas, distorcendo e subvertendo os princípios de funcionamento colegial que deveriam ser respeitados, considerámos pertinente a reprodução deste esclarecedor artigo de um notável Ir:. brasileiro.
É uma situação que ocorre com frequência na maçonaria brasileira (mas quiçá na mundial... ) O que vem a ser esta situação?
Simplesmente, conforme o titulo sugere, é um Irmão que exerceu sua gestão como Venerável de uma Loja e que seu desempenho pode ter sido muito bom ou muito mau, mas seu mandato se esgotou. Contudo esquecendo que já passou o seu momento como principal gestor da loja e que deveria ficar quieto no seu canto, insiste em intrometer-se nos trabalhos da nova liderança que democraticamente surgiu na sua loja através do voto.
Apegado ao poder, chega aos limites da hipocrisia que, como se sabe, é o acto de fingir qualidades, ideias ou sentimentos que na realidade não tem e isso, às vezes; torna-se uma verdade para ele, ainda que falsa, um verdadeiro sofisma, e acreditando ser o que sabe tudo, que sabe mais que os outros, pretende ser o dono da verdade.
Este tipo de ex_VM não sabe conter-se, não consegue ficar sem dar palpites, ou sem dar ordens ao novo venerável ou criticar o novo líder, não somando as suas forças com as da nova gestão, pelo contrário, atrapalhando-a e óbvimente enfraquecendo-a. Se o novo Venerável não for um líder pragmático, pulso forte, que não saiba impor-se, ficará a mercê do antecessor, não podendo exercer a sua gestão a contento, como eventualmente terá planeado.Todavia, numa loja democrática, não faltarão Irmãos que com coerência e bom senso, tomarão partido do novo líder e os mais habilidosos, chegam ao ex e com muito jeito, com parcimónia, tentam fazê-lo compreender a nova situação, o que às vezes não conseguem, havendo até em certos casos uma cisão na loja. Muitas novas lojas foram fundadas por ex-veneráveis que não souberam respeitar a nova liderança. Este é um facto incontestável.






















