Este tema capital, que esteve na base do que depois significou a ruptura entre a maçonaria dita regular e a liberal, é dos mais desconhecidos. Por essa razão e para conhecer um pouco melhor como se estruturaram os rituais do GODF, apresentamos pela mão de Daniel Ligou, o desenvolvimento do modo como o positivismo entrou nos rituais GODF, entre os anos de 1877 a 1887.
No decorrer duma famosa sessão do Convénio do GODF de 13 de Setembro de 1877, o pastor Frédéric Desmons, Venerável da loja “Saint Geniès de Maloirès” e, por sua vez, membro do Conselho da Ordem colocou à votação, conseguindo por larga maioria, que o princípio do "agnosticismo" da Obediência seria toda uma premissa que iria suprimir do artigo 1 da Constituição da GODF a afirmação (descrita mais tarde como dogmática), de "que a Maçonaria tinha por base a existência de Deus e a imortalidade da alma". A pedido do Grão-Mestre Dr. Antoine de Saint Jean, o Convénio acrescentava que a instituição "não exclui ninguém pelas suas crenças", reservas não deviam, segundo ele, impedir que as obediências Anglo-Saxónicas rompessem com o GODF.
Esta decisão, com as suas consequências seculares, foi a expressão da grande maioria dos irmãos, especialmente da ala mais activa e não é, em nossa opinião, de sentido duvidoso. Os dignitários encontraram-se com uma onda de fundo - que explica tanto as circunstâncias políticas como a evolução intelectual das classes sociais nas quais os irmãos eram recrutados – à qual não puderam resistir, apesar das suas boas intenções e hábeis manobras contemporizadoras. Talvez pensassem que uma deliberação como a que assistiam, não poderia ser uma coisa definitiva e que chegariam, apesar do sentido do voto (porque tinham em mão os mecanismos da Obediência), à ideia de poder "neutralizar" o movimento e, em qualquer caso, evitar promovê-lo até às últimas consequências, "interpretando" num sentido tradicional a decisão tomada.























