Segundo J. Habermas o conundrum da filosofia moderna, depois da velhíssima oposição/tensão entre o Ideal e o Real, consiste na transformação da razão pura em razão situada ou contextualizada, vale dizer…quando e como se desvanecem os traços da razão transcendental nas areias do contextualismo…?
Ora, pegando nesta reflexão de Habermas resolvi entrar nos corredores da análise psíquica, à qual Carl Gustave Jung se dedicou sem um propósito ou contexto marcadamente maçónico. E faço-o porquê? Porque não conheço mente tão esclarecida a dissecar as avenidas do espiritualismo e do seu correlato que é a evidência física. Essencialmente, fui buscar auxílio a uma magnífica obra literária de Jean-Luc Maxence que se intitula: “Jung est L’Avenir de la Franc-Maçonerie”
Traduzir numa Prancha o pensamento de um dos maiores vultos da Psicologia Analítica do Séc. XIX/XX é tarefa arriscada, quer pelo muito que vai ficar de fora quer porque quando se resume deforma-se, porém, quão aliciante é expressar pistas que posteriormente os MM.’.QQ.’.IIr.’. poderão aprofundar. E, compará-lo à praxis maçónica ainda será mais complicado pois C. Jung nunca se adornou com um avental embora seu Avô e Pai tenham sido maçons confirmados (uma história curiosa revelada pela imprensa dos mexericos sociais da época foi que Jung seria neto bastardo de Goethe-também maçon- que teve uma relação extra conjugal com a Avó de Jung). O que é certo e documentado é que este excepcional profano, embora nunca o tivesse citado expressamente, foi buscar à metodologia maçónica, alquímica e hermética muitos dos fundamentos da sua obra como fundador da Psicologia Analítica.





















