Às vezes algumas
dúvidas vêm-nos à mente e, reflectindo, perguntamos:
Qual foi a força
mágica que fez com que a Maçonaria sobrevivesse?
Qual foi o
amálgama sociológico imperecivel utilizado para que acontecesse?
Quais foram os factores
que permitiram a sua continuidade?
Francamente, não
conseguimos uma resposta satisfatória. Encontramos explicações lógicas e
coerentes apenas para algumas partes, mas para o todo, não nos convencem as
respostas propostas.
Quando
pesquisamos a história das associações esotéricas e iniciáticas alternativas,
são raras as que duraram e ainda duram através dos tempos. Outras, que hoje
conhecemos, ressurgiram como herdeiras de honoraveis e tradicionais
instituições antigas, invocando para si uma antiguidade às vezes suspeita. Já com a Maçonaria não aconteceu esse
ressurgimento, porque ela jamais adormeceu. A partir do Iluminismo ou
Ilustração, viu a monarquia esvair-se,
viu nascer a república, e com ela pelo menos acredita-se, o mundo respirou um
pouco de democracia, viu o pensamento humano transformar-se, e sabe que teve
parte nisso.
Desde que
apareceu, vem atravessando o tempo, enfrentando e solucionando as suas próprias
crises, ocupando seu espaço, tendo a sua própria história documentada, sendo mais
presente que a própria história de muitos povos nos últimos cinco ou seis
séculos. Inclusive, não nega as modificações pelas quais passou, quando deixou
de ser Operativa.























