Com o advento da Arqueologia na segunda metade do Séc. XIX surgiram, em colecções particulares e em remotas e esquecidas bibliotecas, documentos que passaram a ser analisados sob o prisma científico daquela nova ciência.
"Felizes dos mortais que puderam assistir a este ritual", dizia Deméter a propósito dos Mistérios de Elêusis. Pois bem, em que medida o estudo retrospectivo contribui para cavar masmorras ao vício, que é uma nobre prática e paradigma deste terceiro grau de instrução?
Fazendo-o seriamente e com a intenção de melhor sedimentar uma prática que, apesar de milenar, ainda hoje sofre de agravados revezes.
Proponho-me, resumidamente, seguir as etapas das origens psicológicas, percorrendo os antecedentes históricos para que a génese e a filosofia do terceiro grau se iluminem sem vícios ou paixões.
1-Origens Psicológicas
Em linguagem maçónica Grau quer dizer Ritual. Ora, aqui teremos que recuar aos tempos primevos em que a primitividade da humanidade, em todas as regiões do mundo, celebrava verdadeiros mistérios aos quais só se tinha acesso através de uma iniciação. Revelo-vos alguns exemplos: na Austrália os jovens à entrada da puberdade eram submetidos a provas e numa delas um adulto semienterrado no solo, com um ramo de árvore espetado sobre ele, revelava-se aos jovens que o rodeavam.Em África, os jovens fingiam-se mortos e eram levados para a floresta cerrada, onde ficavam vários meses para se esquecerem da sua vida precedente e assim poderem renascer; cerimónias idênticas na América do Norte das Nações Ameríndias e na Papua Nova Guiné;






















