junho 29, 2016

Perspectiva histórica da transição da maçonaria operativa para a maçonaria especulativa


De todos os debates sobre a história da maçonaria, o que remete às origens da Maçonaria especulativa é um dos mais fundamentais. Este tema surgiu no início dos anos setenta, na Escócia, e em  França  através de  Roger Dachez com a divulgação de dois longos artigos publicados na revista Renaissance Traditionnelle, em 1989.

O simples fato de se levantar a questão das origens da Maçonaria especulativa e de se mencionar a ausência de filiação directa com a Maçonaria operativa medieval como uma hipótese concebível, provocou em diferentes meios e em diferentes estudos reacções abertamente hostis, algumas delas chegando até à irracionalidade. Vários autores em diferentes trabalhos, consideraram útil mencionar este debate, já dado como inevitável e que, portanto, era preciso examinar, pelo menos, as teorias da substituição e a teoria clássica da transição, julgadas igualmente dignas dentro da Maçonaria.

Em 1947 dois grandes historiadores britânicos da Maçonaria, Knoop e Jones, expressaram no prefácio da primeira edição da sua principal obra, A Gênese da Maçonaria, o seguinte: “embora até agora tenha sido habitual pensar a história da Maçonaria como uma questão totalmente separada da história comum, justificando, assim, um tratamento especial, nós achamos que se trata de um ramo da história social, do estudo de uma determinada instituição social e das ideias que estruturam esta instituição, e que se deve abordá-la e escrevê-la exatamente da mesma maneira que a história de outras instituições sociais.”

Assim como a história de certas religiões e igrejas, quando tratada com a objetividade às vezes dolorosa do historiador, leva a conflitos com os que se recusam a olhar para a sua própria história, também a “história secular” da Maçonaria não tem conseguido a adesão  unânime dos maçons.

junho 14, 2016

O que se espera de cada Maçom


I - A Maçonaria, o Maçom e o Comportamento Maçónico

1 – O Maçom  e a Loja
O simbolismo de nos despojamos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos e vícios da vida profana,  as questiúnculas ou desagravos  que nos separam, a atracção pelo vil metal, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir.

Um Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .

Para sermos Maç∴ coerentes, sendo dignos dos valores que defendemos, é preciso perseverar no árduo trilho da eterna aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos impinge constantemente o «pensamento único» através dos diversos meios de «comunicação», e em que a falta de ética, o oportunismo, o servilismo sem disfarces e a mentira mais ou menos descarada  são diariamente evidenciados e/ou promovidos, por  quem não  o deveria.

Ser Maçom não pode, nem deve, ser considerado estatuto ou rampa de lançamento correlacionados com perspectivas de promoção social, profissional, de negócio  ou outras. Quem assim pensa(ou) engana(ou)-se redondamente e está por certo redondamente equivocado quanto ao enquadramento na Nobre e Augusta Ordem Maçónica (N∴ A∴ O∴).

maio 18, 2016

Maçonaria Especulativa: o que, aqui e agora, se presume e conclui


Não é difícil entender porque o tema das origens da Maçonaria Especulativa tem sido fundamental para quem se dedica a historiar. É que assuntos, como o evocar a ausência da filiação directa com a Maçonaria Operativa Medieval ou outras que substituam a teoria clássica de Transição, provocam grande controvérsia e alarido na comunidade intelectual da Franco-Maçonaria.

Porquê ou para quê, então, basear-me num tema, que gera tanta controvérsia e azedume, para ser objecto de uma Prancha?
Cito-vos uma parte do Prefácio de um livro ("The Genesis of Freemansory") escrito por dois pensadores da história maçónica que diz: "em primeiro lugar advirto os leitores, bem ao contrário do que é habitual pensar-se de que a história da Franco-Maçonaria é qualquer coisa de inteiramente à parte da história normal, pensamos que aquela é um ramo justificado da história social e que deve ser abordada e escrita com os mesmos princípios científicos da história em geral".

Roger Dachez acrescenta mesmo que ela deve ser tratada com a objectividade dolorosa do historiador que deve, mesmo, ir contra os fiéis que recusam olhar para a sua própria história sugerindo o nome de História Laica da Maçonaria, ou, como John Hamill, que refere haver dois tipos de aproximação à história maçónica: um, o autêntico ou científico (segundo o qual uma teoria é fundamentada a partir de factos ou documentos verídicos) e um dito não-autêntico (que se esforça por colocar a Franco-Maçonaria no contexto da tradição dos Mistérios contando para isso com as alegorias, ensinamentos e simbolismos, quer da F-M em si própria quer dos textos esotéricos existentes).

maio 10, 2016

Globalização, Sociedade em Rede e Maçonaria – Perspectivas e Interrogações


I – Introdução
Nas reflexões éticas e filosóficas que fazemos, procuramos manter permanentemente vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando:  É assim que me contruo plenamente como ser humano?  É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano?   Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo.   Como o iremos fazer nestes tempos simultaneamente   difíceis e desafiantes marcados pela Globalização,  é o que pretendemos lançar à reflexão.

Segundo o sociólogo( polaco)  Zygmunt Bauman (10)a globalização é  a desvalorização da ordem enquanto tal”, já que pode ser considerada como subversão dos territórios por obra do mercantilismo, dividindo mais do que une, já que cria uma diversidade cada vez maior entre quem possui («the haves») e quem nada tem («the have-nots»). Para o intelectual (malaio) Martin Khor (10) a globalização representa simplesmente «uma versão actual do colonialismo», já que não sendo «natural» representa antes um “projecto preciso para tornar governos e indivíduos subalternos às forças de mercado”, uma vez que a soberania popular que se exprime através da eleição dos parlamentos e governos é minada pelo enorme poder das multinacionais  e das organizações internacionais, actuando como escudo e protecção daquelas.

Uma abordagem mais favorável é a de Thomas Friedman (10) que define a globalização como “a inexorável integração dos mercados, estados-nações e tecnologias a um nível nunca antes atingido, com a consequência de permitir aos indivíduos, empresas e estados-nações estender a própria acção por todo o mundo mais rápida e profundamente e com menor custo do que alguma vez foi possível anteriormente”.

A vastidão e importância do tema por certo nos levaria longe…. É inegável que a globalização, correspondendo a uma nova etapa de desenvolvimento do capitalismo financeiro,  se sustenta na competição feroz pela conquista de novos mercados que possibilitem  crescentes níveis de lucro dos seus principais agentes (Banca, Industria, Serviços, Telecomunicações e Informática, etc.) suportados por poderosas  infraestruturas e meios financeiros.

abril 25, 2016

Fraternidade e Solidariedade Maçónicas



A Maçonaria é uma instituição iniciática de carácter fraternal, logo propicia a aplicação prática do conceito de “fraternidade”.

Uma fraternidade de irmãos unidos pela virtude; pois tudo o que por ela foi unido jamais será separado…  É na vivência dessa união fraternal que o maçom complementa o seu trabalho e ao aplica-la e expandi-la estará a solidificar a sua persistência e estará a ser solidário com todos os Irmãos...

Na Maçonaria todos somos iguais! Qualquer Irmão é igual entre si, a Igualdade existe seja para quem for, seja para o que faz na sua vida profana.  E sempre que algum maçom necessitar de auxílio, alguém “acorrerá” em seu socorro. Mas todavia, essa “corrida” apenas existirá se a necessidade de auxílio for real e se dela não se depreender nada que seja ou se torne ilegal, já que nada na Maçonaria pode ser ilegal!!!

E nada disso é de somenos importância, já que um irmão assim deverá agir, tal como o faz com a sua “família de sangue”. A Maçonaria é apenas a família de acolhimento que ele escolheu para prosseguir também o seu caminho de aperfeiçoamento moral.
E de facto é isso mesmo, um maçom só está “obrigado” a prestar a ajuda que lhe for possível e mais nada que isso lhe é exigido.

E é essa sensação de ajuda, amizade, presença e pertença a algo maior que permanentemente existe, que incute a vivência da fraternidade de uma forma que se de outra maneira fosse, não o seria possível de o fazer e vivenciar! E é vivendo esta troca de sentimentos, esta partilha, que o sentimento fraternal cresce e se vai solidificando entre os irmãos.

Um Aprendiz recentemente iniciado, terá logo à sua volta na Loja  quem lhe transmitirá esses valores fraternais, esses  valores familiares que infelizmente nos dias que correm nem sempre se encontram

abril 23, 2016

Liberdade de Pensar


Na N:.A:.O:. defende-se a existência de um Criador Supremo que dispõe de uma Força Superior, o G:.A:.D:.U:.
Esta referência suporta muito daquilo que aqui vimos fazer e é um pressuposto da nossa condição.

Não negligenciamos qualquer crença religiosa sendo homens livres, defensores da moral e dos bons costumes e todos serão aceites em pé de igualdade independentemente das suas convicções de qualquer índole.

Mas por vezes não temos a real noção de quão avançado é este conceito de Liberdade, e quanto sofrimento foi necessário para chegarmos aqui! A Liberdade em todas as suas vertentes e, sobretudo, a liberdade de pensamento sem restrições de qualquer índole pode fazer toda a diferença entre as trevas e a Luz.

E é isso que aqui tento abordar. Conceitos como a abstracção, a livre imaginação, a ruptura com o Dogma, no fundo, o livre pensamento sem constrangimentos, o foco da nossa eterna luta!

Coloquemos uma questão e tentemos responder-lhe numa das perspectivas possível, a evolução da Física/Química ao longo do Tempo. E a pergunta é:

Que contributo a Ciência tem dado para a percepção que temos sobre aquilo que nos envolve, sobre a origem de tudo, como pode ela condicionar o nosso entendimento da vida e, consequentemente, qual o nosso papel nesta ordem Cósmica e como isso pode afectar o nosso comportamento?  

E a resposta a esta pergunta pode ter uma resposta muito ampla, tão vasto é o conhecimento e, em simultâneo, tão clara começa a ser a percepção que temos da dimensão da nossa ignorância.

abril 14, 2016

O que se pode e deve ler no Poema Regius e Manuscrito de Cooke ...


Reestudar a história é coisa que me agrada e faço-o tantas vezes quantas as vezes que a vicissitude dos factos históricos o induz. Confesso o particular fascínio que a obscuridade da Idade Média me desafia a iluminá-la e, porque estes manuscritos estão relacionados com uma das prováveis origens do ofício de pedreiro-livre, vou dedicar algum estudo aos mesmos.

Por e para quê esta fixação, por vezes teimosa e outras hilariante, de relacionar as maçonarias ditas operativa e especulativa? Responda quem melhor estiver apetrechado para tal pois, eu, há muito que desliguei os fios e as conexões entre ambas, estas sim muitíssimo especulativas, e assim poder sentir-me livre e, com bons costumes, dedicar-me ao estudo de ambos os períodos com os seus factos, ideias, práticas e respectivas lições.

É um grande chamariz à minha vontade aprofundar o período em que decorreu a franco-maçonaria profissional (a tal dita operativa) e, se há documentos históricos (não confundir com textos literários marcadamente especulativos) em que posso mergulhar, são eles, sem dúvida alguma, os chamados Poema Regius e o Manuscrito de Cooke. Estes, foram tão exaustivamente estudados, confundidos e trabalhados que conseguiu a comunidade intelectual um aproveitamento (pode pronunciar-se descontextualização) tal que fizeram de puros textos medievais, reveladores de regras e costumes dos pedreiros-livres da Idade Média, uma das bíblias justificadoras de quase toda a história da franco-maçonaria.
Passemos, então, ao que se pode e deve ler neles numa tentativa de os situar no seu verdadeiro contexto:

abril 07, 2016

Urgências da Maçonaria


…..De repente, recebi um trabalho que o Ir.'. V. S. apresentou no 2.º Encontro Paulista de Escritores Maçons, intitulado "Escrever Para Quem?".  A reflexão do Ir.'. trouxe subsídios para meus questionamentos: escrever o quê? escrever porquê? como escrever? e... escrever para quem?

Sei que não é fácil elaborar um texto investigativo com padrões de qualidade e fundamentado na pura essência do pensamento maçônico. Também não é fácil, se quisermos fazer coisa séria, apresentar uma palestra ou ministrar uma instrução.  Vivemos tempos de urgências maçônicas.

Parto do princípio de que a Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade. A rigor, se todos os maçons estudassem e, principalmente, se houvesse bons instrutores, não haveria tanta necessidade de outras literaturas. Os rituais e as instruções dos Graus fariam germinar na inteligência do iniciado a compreensão correta do que é Maçonaria.

Mas entre nós ocorre que muitos vieram para a Ordem por motivos opostos ao ideal maçônico. Acrescento a tudo isso um fato que ninguém pode negar: em todos os segmentos da Ordem há uma expectativa de mudança, certo grau de descontentamento, de inquietação e mesmo decepção ‒ não com a Maçonaria propriamente dita, mas com as condições e disposições correntes.

março 30, 2016

Correntes Anti-Maçónicas - Breve Resumo Racional



Se há assunto, ideia, matéria, teoria ou prática onde a Franco-Maçonaria se sente à vontade, por possuir armas e argumentos válidos, é precisamente no terreno dos Contrários. É que desde a tradição Hermética à moderna Instrução, o Maçom é orientado para uma racionalidade espírito/material que o dota particularmente para analisar e colocar em prática a Construção Ideal, daí ter-me lembrado que valia a pena, embora resumidamente, percorrer os caminhos das Correntes Antimaçónicas que, quer queiramos ou não, tiveram uma preciosa influência no nosso percurso enquanto Ordem Universal.

Parecem ter surgido no início do Séc. XVIII em paridade com o crescimento da Maçonaria dita Especulativa, e em várias regiões do globo, cada uma delas apresentando circunstâncias regionais e continentais. Esta dimensão internacional do que se considera o antimaçonismo primário é muito ambígua no sentido em que as suas formas e tendências se apresentaram sob a forma de ultrajes e vinganças com grande simplificação sendo a maior parte delas sem fundamento estruturado, coerente e apenas montadas em campanhas ignominiosas em que o plano escondido é um ataque político-social provocado pelo sentimento de perda do absolutismo, quer temporal quer espiritual da época ou, como diriam os psicanalistas, uma reacção afectiva de origem neurótica, ou seja, o principal factor não é apenas a mudança mas o medo dessa mudança, da distância crítica e da adaptação a novos ideais em que se sentem desenraizados.

março 16, 2016

Origens e Evolução das LLoj:. e Oficiais, Séculos XVII e XVIII - ( II )

(CONTINUAÇÃO)

IV -  Os Ofícios nas Lojas Inglesas, no século XVIII

O modo como , quando e  donde o sistema escocês se terá transmitido a Inglaterra, continua a ser um enorme mistério, pesem embora os novos desenvolvimentos e análises surgidos,  em especial a partir das décadas de 30 e 40 do século passado, com os trabalhos de Knoop e Jones (4).

Nas Constituições de 1723, título IV , efectua-se a distinção entre Mestres, Vigilantes, Companheiros e Aprendizes, sendo que aqui Mestre não significa o grau (que não existia, à data), mas o responsável da Loja.

Surge pois outro Cargo / Ofício, para além de Mestre, os Vigilantes (“Wardens”), que ocupavam o lugar em Loja logo a seguir ao do responsável da Loja (Mestre), representando portanto uma graduação  superior à de Companheiro (“Fellow-Craft”). Estava também previsto que, por incapacidade do Mestre da Loja, seria o «Senior Warden» quem o substituiria e por incapacidade deste, seria então o «Junior Warden», ou seja o vigilante mais jovem (equivalente ao actual 2º Vigilante).

É importante salientar o que terá motivado a passagem de um «Warden» ou único Vigilante, para os dois vigilantes actuais. Julga-se que este desdobramento poderá ser o resultado de passar a ter-se em   conta a antiguidade na função, ou seja o que analogamente distingue um Responsável da Loja («Master of the Lodge») de um anterior («Past Master»).

março 04, 2016

Origens e Evolução das LLoj:. e Oficiais, Séculos XVII e XVIII - ( I )



I –Origens
A  historiografia maçónica actual permite concluir que as primeiras LLoj:. especulativas funcionavam ainda com razoável número de  regras e  costumes provenientes da maçonaria operativa. Para procurar perceber a origem e evolução dos graus maçónicos iniciais é necessário recuar, pelo menos,  aos século XVII na Escócia e ao início do século XVIII em Inglaterra.

Na sua obra principal («The-Origins-of-Freemasonry-Scotland-s-Century-1590-1710»)  D. Steveson (1), conclui que a contribuição medieval e renascentista para a organização e história da Ordem, propiciou alguns dos ingredientes essenciais à formação da Maçonaria, mas que o processo de combinação desses com outros ingredientes só ocorreu  por volta de 1600 e teve lugar na Escócia, tendo sido preponderantes os «Estatutos de Shaw».

Estes estatutos (resultado da reunião realizada em Edimburgh, em 28.Dez. de 1598, convocada e dirigida por William Shaw, mestre geral das obras do reino da Escócia, durante o reinado de James VI  - I de Inglaterra) são o primeiro documento conhecido em que são lançadas as bases organizativas do sistema de Lojas da Maç:. Operativa escocesa, de que derivará a estrutura das Loj:.  Especulativas  .

São essencialmente regras práticas estabelecidas pelos mestres da corporação, (sediados em Edimburgo), tornadas mandatórias para todos os membros. Os dois primeiros artigos instruem e regulam a obediência, antecipando a iniciação maçónica, relativamente à qual não são dados detalhes, mencionando unicamente o juramento (“taking of the oath”)  e a transmissão da  “palavra de maçom” (“mason word”).  Já em 1695, o manuscrito conhecido como “Edinburg Register House”, explicita que o juramento é efectuado sobre a Bíblia e o candidato «jura por Deus, S. João, o esquadro e o compasso».

fevereiro 16, 2016

Porquê Descartes, porquê o modelo cartesiano como fonte do conhecimento


(publicado com a devida autorização  do  Conselho Editorial do Blog "gremiosalvadorallende")


 (1596-1650 d.C.)

Como sabemos o Iluminismo ou a chamada Idade da Razão foi determinante para a evolução da nossa Civilização e caracterizou-se na história por um periodo em que os filósofos deram ênfase ao uso da Razão como o melhor método de se chegar à Verdade. Neste periodo iniciado no Sec.XVII até final do Sec.XVIII, figuram outros Ils.:.Irs.:. como Condorcet ,Diderot , Rousseau , Voltaire ou em Inglaterra , Jonh Locke , cuja acão e trabalhos estiveram na origem das revoluções norte-americana e francesa na Sec.XVIII.  Para os iluministas o progresso nos “assuntos humanos”parecia assegurado. A Razão e não a ignorância, a emoção ou superstição ...1), Descartes , no Discurso do Método , nada mais não fez do que adptar o conceito de Deus a uma razão por si criada.   Descartes é considerado o fundador da filosofia moderna .

Façamos agora uma breve reflexão sobre este nosso Ir.:. e a árvore cartesiana, os princípios metafísicos e Deus, por si amplamente estudados na sua sua filosofia:

Como matemático, físico e filósofo, o autor do “Discurso do Método”1) e das “Meditações Metafísicas”, Descartes, elaborou um novo método de conhecimento fundado sobre a razão, a única capaz de permitir ao homem alcançar um conhecimento perfeito das verdades mais elevadas.

O famoso “Cogito ergo sum” (Penso, logo existo!) faz do pensamento, o princípio da existência, um passo nuclear da Teoria do Conhecimento: “existo” torna o espirito mais certo que a matéria , e o meu espirito ( para mim) mais certo que o espirito dos outros(2)