I - A Maçonaria, o Maçom e o Comportamento Maçónico
1 – O Maçom e a Loja
O simbolismo de nos despojamos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos transportar para dentro os ressentimentos e vícios da vida profana, as questiúnculas ou desagravos que nos separam, a atracção pelo vil metal, mas sim a compreensão, o respeito, a tolerância e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais e salutares diferenças de opinião que nos possam fazer divergir.
Um Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando alcançar o conhecimento de si próprio e a partir daí compreenda aqueles que o rodeiam, nas suas fraquezas, tristezas e até falhas, tendo sempre a frontalidade de lhes transmitir o quanto é fundamental que a lealdade e a sinceridade prevaleçam sempre sobre os interesses individuais .
Para sermos Maç∴ coerentes, sendo dignos dos valores que defendemos, é preciso perseverar no árduo trilho da eterna aprendizagem maçónica, tanto mais difícil numa sociedade que nos impinge constantemente o «pensamento único» através dos diversos meios de «comunicação», e em que a falta de ética, o oportunismo, o servilismo sem disfarces e a mentira mais ou menos descarada são diariamente evidenciados e/ou promovidos, por quem não o deveria.
Ser Maçom não pode, nem deve, ser considerado estatuto ou rampa de lançamento correlacionados com perspectivas de promoção social, profissional, de negócio ou outras. Quem assim pensa(ou) engana(ou)-se redondamente e está por certo redondamente equivocado quanto ao enquadramento na Nobre e Augusta Ordem Maçónica (N∴ A∴ O∴).























