I – Introdução
Nas reflexões éticas e filosóficas que fazemos, procuramos manter permanentemente vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando: É assim que me contruo plenamente como ser humano? É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano? Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo. Como o iremos fazer nestes tempos simultaneamente difíceis e desafiantes marcados pela Globalização, é o que pretendemos lançar à reflexão.
Segundo o sociólogo( polaco) Zygmunt Bauman (10) “ a globalização é a desvalorização da ordem enquanto tal”, já que pode ser considerada como subversão dos territórios por obra do mercantilismo, dividindo mais do que une, já que cria uma diversidade cada vez maior entre quem possui («the haves») e quem nada tem («the have-nots»). Para o intelectual (malaio) Martin Khor (10) a globalização representa simplesmente «uma versão actual do colonialismo», já que não sendo «natural» representa antes um “projecto preciso para tornar governos e indivíduos subalternos às forças de mercado”, uma vez que a soberania popular que se exprime através da eleição dos parlamentos e governos é minada pelo enorme poder das multinacionais e das organizações internacionais, actuando como escudo e protecção daquelas.
Uma abordagem mais favorável é a de Thomas Friedman (10) que define a globalização como “a inexorável integração dos mercados, estados-nações e tecnologias a um nível nunca antes atingido, com a consequência de permitir aos indivíduos, empresas e estados-nações estender a própria acção por todo o mundo mais rápida e profundamente e com menor custo do que alguma vez foi possível anteriormente”.A vastidão e importância do tema por certo nos levaria longe…. É inegável que a globalização, correspondendo a uma nova etapa de desenvolvimento do capitalismo financeiro, se sustenta na competição feroz pela conquista de novos mercados que possibilitem crescentes níveis de lucro dos seus principais agentes (Banca, Industria, Serviços, Telecomunicações e Informática, etc.) suportados por poderosas infraestruturas e meios financeiros.






















