…..De repente, recebi um trabalho que o Ir.'. V. S. apresentou no 2.º Encontro Paulista de Escritores Maçons, intitulado "Escrever Para Quem?". A reflexão do Ir.'. trouxe subsídios para meus questionamentos: escrever o quê? escrever porquê? como escrever? e... escrever para quem?
Sei que não é fácil elaborar um texto investigativo com padrões de qualidade e fundamentado na pura essência do pensamento maçônico. Também não é fácil, se quisermos fazer coisa séria, apresentar uma palestra ou ministrar uma instrução. Vivemos tempos de urgências maçônicas.
Parto do princípio de que a Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade. A rigor, se todos os maçons estudassem e, principalmente, se houvesse bons instrutores, não haveria tanta necessidade de outras literaturas. Os rituais e as instruções dos Graus fariam germinar na inteligência do iniciado a compreensão correta do que é Maçonaria.Mas entre nós ocorre que muitos vieram para a Ordem por motivos opostos ao ideal maçônico. Acrescento a tudo isso um fato que ninguém pode negar: em todos os segmentos da Ordem há uma expectativa de mudança, certo grau de descontentamento, de inquietação e mesmo decepção ‒ não com a Maçonaria propriamente dita, mas com as condições e disposições correntes.






















