março 04, 2016
Origens e Evolução das LLoj:. e Oficiais, Séculos XVII e XVIII - ( I )
I –Origens
A historiografia maçónica actual permite concluir que as primeiras LLoj:. especulativas funcionavam ainda com razoável número de regras e costumes provenientes da maçonaria operativa. Para procurar perceber a origem e evolução dos graus maçónicos iniciais é necessário recuar, pelo menos, aos século XVII na Escócia e ao início do século XVIII em Inglaterra.
Na sua obra principal («The-Origins-of-Freemasonry-Scotland-s-Century-1590-1710») D. Steveson (1), conclui que a contribuição medieval e renascentista para a organização e história da Ordem, propiciou alguns dos ingredientes essenciais à formação da Maçonaria, mas que o processo de combinação desses com outros ingredientes só ocorreu por volta de 1600 e teve lugar na Escócia, tendo sido preponderantes os «Estatutos de Shaw».
Estes estatutos (resultado da reunião realizada em Edimburgh, em 28.Dez. de 1598, convocada e dirigida por William Shaw, mestre geral das obras do reino da Escócia, durante o reinado de James VI - I de Inglaterra) são o primeiro documento conhecido em que são lançadas as bases organizativas do sistema de Lojas da Maç:. Operativa escocesa, de que derivará a estrutura das Loj:. Especulativas .
São essencialmente regras práticas estabelecidas pelos mestres da corporação, (sediados em Edimburgo), tornadas mandatórias para todos os membros. Os dois primeiros artigos instruem e regulam a obediência, antecipando a iniciação maçónica, relativamente à qual não são dados detalhes, mencionando unicamente o juramento (“taking of the oath”) e a transmissão da “palavra de maçom” (“mason word”). Já em 1695, o manuscrito conhecido como “Edinburg Register House”, explicita que o juramento é efectuado sobre a Bíblia e o candidato «jura por Deus, S. João, o esquadro e o compasso».
fevereiro 16, 2016
Porquê Descartes, porquê o modelo cartesiano como fonte do conhecimento
(publicado com a devida autorização do Conselho Editorial do Blog "gremiosalvadorallende")
(1596-1650 d.C.)
Como sabemos o Iluminismo ou a chamada Idade da Razão foi determinante para a evolução da nossa Civilização e caracterizou-se na história por um periodo em que os filósofos deram ênfase ao uso da Razão como o melhor método de se chegar à Verdade. Neste periodo iniciado no Sec.XVII até final do Sec.XVIII, figuram outros Ils.:.Irs.:. como Condorcet ,Diderot , Rousseau , Voltaire ou em Inglaterra , Jonh Locke , cuja acão e trabalhos estiveram na origem das revoluções norte-americana e francesa na Sec.XVIII. Para os iluministas o progresso nos “assuntos humanos”parecia assegurado. A Razão e não a ignorância, a emoção ou superstição ...1), Descartes , no Discurso do Método , nada mais não fez do que adptar o conceito de Deus a uma razão por si criada. Descartes é considerado o fundador da filosofia moderna .

Façamos agora uma breve reflexão sobre este nosso Ir.:. e a árvore cartesiana, os princípios metafísicos e Deus, por si amplamente estudados na sua sua filosofia:
Como matemático, físico e filósofo, o autor do “Discurso do Método”1) e das “Meditações Metafísicas”, Descartes, elaborou um novo método de conhecimento fundado sobre a razão, a única capaz de permitir ao homem alcançar um conhecimento perfeito das verdades mais elevadas.
O famoso “Cogito ergo sum” (Penso, logo existo!) faz do pensamento, o princípio da existência, um passo nuclear da Teoria do Conhecimento: “existo” torna o espirito mais certo que a matéria , e o meu espirito ( para mim) mais certo que o espirito dos outros(2)
fevereiro 04, 2016
O Ritual como método de Transmissão
A maçonaria, segundo as nossas Constituicões é um método de especulação filosófico que nos permite ou facilita a “pesquisa da Verdade, o estudo da moral e a prática da Solidariedade "
Trabalhamos pois com a especulação como ferramenta para alcançar a "melhoria material e moral e o aperfeiçoamento intelectual e social" em torno de nós, e que esta posição e conceptualização nos obriga a reflectir, de acordo com o sentido etimológico da palavra "especulim": espelho.
Olhar-se "reflectido" no espelho é "reflectir-se” como fazemos quando na nossa iniciação somos confrontados com a nossa própria imagem no espelho, com ele começa um acto de "reflectir-se", de repensar-se.
O nosso trabalho em Loja é um método de relação pessoal entre homens livres que colaboram para a loja se converta num centro de união entre pessoas de diferentes idades, biografias, horizontes espirituais, ideológicos e filosóficos que se reconhecem entre si, no seu grau e qualidade , e se dão também entre si na chamada Cadeia de União, que pretende chegar a ser o Centro da União Universal.
Por isso falamos de um método maçónico que foi construindo, e reelaborando enquanto preservado ao longo do tempo, mediante uma tradição transmitida de geração em geração, que é o nosso maior e melhor tesouro.
janeiro 12, 2016
O Sagrado e a Ciência
(publicado com a devida autorização do Conselho Editorial do Blog "gremiosalvadorallende")
Para quem não faz questão de se preocupar mas que gosta de enriquecer o pensamento por meio do debate sincero e sem primados de dominação que prazer seria de se poder assistir ao diálogo entre Carolus Linnaeus e Charles Darwin, Demócrito e Niels Bohr, Descartes e António Damásio, St. Agostinho e K. Marx e mesmo Jesus o Cristo e F. Nietzsche, aliás como o fizeram na actualidade, na BBC, o Zoólogo Evolucionista Richard Dawkins e o ex-Bispo de Oxford Richard Harries em que abordam sem preconceitos a Criação (lê-se Sagrado) e a Evolução (lê-se Ciência).
Serve esta pequena introdução para me debruçar sobre um das mais velhas, e paradoxalmente, mais recentes controvérsias que resumo como o Sagrado e a Ciência.
Separadas à nascença muitas mentes brilhantes tentaram re-ligá-las (a palavra Religião vem do Latim relligare que significa tornar a juntar) e desde o pensamento de Diderot (que dizia que o homem só será completamente livre no dia em que o último Rei for enforcado com as entranhas do último Padre) até aos infernais actos como sequência do Paulinismo político (como o célebre "matem-nos todos, não-crentes, sábios, mulheres e petizes que Deus reconhecerá os seus" e a não menos célebre Inquisição) muita água passou debaixo das pontes.

Clássica e tradicionalmente, o Sagrado, está intimamente ligado a todas as Religiões conhecidas, quer as aceites como maioritárias (Judaico-Cristã, Islamismo, Hinduísmo, Budismo ou Taoismo) quer as que, embora de menor expressão e sem as características Major de uma religião, também fizeram da ligação ao Sagrado uma das suas componentes marcantes (Mitologia dos Ameríndios, Africanos, América do Sul, de muitas ilhas espalhadas pelos Oceanos e Confucionismo).
É natural que assim fosse pois nas primevas Eras, onde o conhecimento escasseava eram as artes da divinação (adivinhar na sua etimologia) que estipulavam as regras no reino do desconhecido
Serve esta pequena introdução para me debruçar sobre um das mais velhas, e paradoxalmente, mais recentes controvérsias que resumo como o Sagrado e a Ciência.
Separadas à nascença muitas mentes brilhantes tentaram re-ligá-las (a palavra Religião vem do Latim relligare que significa tornar a juntar) e desde o pensamento de Diderot (que dizia que o homem só será completamente livre no dia em que o último Rei for enforcado com as entranhas do último Padre) até aos infernais actos como sequência do Paulinismo político (como o célebre "matem-nos todos, não-crentes, sábios, mulheres e petizes que Deus reconhecerá os seus" e a não menos célebre Inquisição) muita água passou debaixo das pontes.

Clássica e tradicionalmente, o Sagrado, está intimamente ligado a todas as Religiões conhecidas, quer as aceites como maioritárias (Judaico-Cristã, Islamismo, Hinduísmo, Budismo ou Taoismo) quer as que, embora de menor expressão e sem as características Major de uma religião, também fizeram da ligação ao Sagrado uma das suas componentes marcantes (Mitologia dos Ameríndios, Africanos, América do Sul, de muitas ilhas espalhadas pelos Oceanos e Confucionismo).
É natural que assim fosse pois nas primevas Eras, onde o conhecimento escasseava eram as artes da divinação (adivinhar na sua etimologia) que estipulavam as regras no reino do desconhecido
dezembro 11, 2015
Ao Microscópio
(publicado com a devida autorização do Conselho Editorial do Blog "gremiosalvadorallende")
Esta é a minha opinião (que espero ampliada e melhorada) sobre o estado actual da sociedade e para se não tornar aborrecida imaginei um cenário (o Aparelho de Golgi) intracelular só visível ao microscópio electrónico.
Pão, Paz, Saúde, Habitação! O estribilho da canção de um Abril pleno de Esperança era cantado, de pé e com um vigor paradoxal, por um grupo de velhinhos e gastos ácidos aminados. Mais à esquerda, e sentados apesar de mais jovens, outros aminoácidos trauteavam: Qual é, a tua, ó meu? Para esse peditório já dei, de outra velha canção já não de um Abril esperançoso (e com uma raiva a crescer-nos nos dentes) mas de um Abril meio contaminado a prenunciar a ditadura do pensamento amorfo e da sua sequela major – não pensar pura e simplesmente.
Esta, estabeleceu-se sem darmos conta e baseado numa atrofia metódica, estudada e premeditada que as novas moléculas orgânicas sentadas à direita daquele anfiteatro labiríntico que na célula foi descoberto no fim do Séc. XIX pelo cientista Camilo Golgi e que tem como missão armazenar, transformar e eliminar a trampa produzida pelo fascinante trabalho celular.
Todo este trabalho celular, inconsciente e homeostático, isto é, autocontrolado, possui uma característica ímpar: é completamente livre, e mais, adapta-se a qualquer circunstância ou ambiente num jogo de probabilidades em que a única pressão é a da Selecção Natural, quer dizer, vive, amadurece e
Pão, Paz, Saúde, Habitação! O estribilho da canção de um Abril pleno de Esperança era cantado, de pé e com um vigor paradoxal, por um grupo de velhinhos e gastos ácidos aminados. Mais à esquerda, e sentados apesar de mais jovens, outros aminoácidos trauteavam: Qual é, a tua, ó meu? Para esse peditório já dei, de outra velha canção já não de um Abril esperançoso (e com uma raiva a crescer-nos nos dentes) mas de um Abril meio contaminado a prenunciar a ditadura do pensamento amorfo e da sua sequela major – não pensar pura e simplesmente.
Esta, estabeleceu-se sem darmos conta e baseado numa atrofia metódica, estudada e premeditada que as novas moléculas orgânicas sentadas à direita daquele anfiteatro labiríntico que na célula foi descoberto no fim do Séc. XIX pelo cientista Camilo Golgi e que tem como missão armazenar, transformar e eliminar a trampa produzida pelo fascinante trabalho celular.Todo este trabalho celular, inconsciente e homeostático, isto é, autocontrolado, possui uma característica ímpar: é completamente livre, e mais, adapta-se a qualquer circunstância ou ambiente num jogo de probabilidades em que a única pressão é a da Selecção Natural, quer dizer, vive, amadurece e
dezembro 10, 2015
Divagações sobre a Lenda de Hiram
“Os autores do Ritual do 3º Grau, ainda desconhecidos, apelaram para todos os recursos de sua imaginação e de uma erudição tão vasta quanto incoerente produziram um monstro enigmático, cujas pesquisas, as mais conscienciosas não puderam descobrir sua verdadeira origem” - Le Forestier.
Não se sabe ao certo quem criou o grau de Mestre. Sabemos a que a Maçonaria Operativa tinha apenas dois graus, ou seja, o de Aprendiz e o de Companheiro. O grau de Mestre é um grau fazendo parte da Maçonaria Especulativa ou Moderna e que foi criado após a fundação da Grande Loja de Londres em 1717. Mas não foi criado logo em seguida.
O sistema de dois graus foi legitimado pela Grande Loja de Londres em 24/06/1721, ou seja, quatro anos após a fundação da mesma. Logo, até esta época não havia sido criado o grau de Mestre.
Quando se pesquisa este assunto percebe-se muita confusão, muitos aspectos controversos, pois neste período havia muitas lojas inglesas em que aparecia a denominação “mestre”, como função e não como grau. Mestre e Companheiro eram praticamente sinônimos. O conceito de Mestre como grau propagou-se a partir de 1725 e só foi sancionada sua existência real a partir de 1738, quando foi incorporado ao Ritual (catecismo).Entretanto alguns autores citam que muito tempo antes, ou seja, em 1649 Elias Aschmole teria organizado os rituais dos três primeiros graus. Não se confirma esta possibilidade. Ela não é aceita pela maioria dos pesquisadores.
Autores como Paul Naudon chegam a admitir que os maçons franceses, que fundaram o escocismo teriam criado o grau de Mestre sendo que o mesmo foi adotado como modelo pela Grande Loja de Londres. Não se aceita esta afirmação.
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novembro 24, 2015
A polémica da Regularidade - Origens e Evolução
I – Introdução
Abordamos nestas notas essencialmente as origens e evolução da polémica da «Regularidade», imposta pela maçonaria de raiz anglo-saxónica como condição primeira de garantia do «monopólio» da aceitação das Maçonarias nacionais das chamadas Grandes Lojas, que tanto tem contribuido para a divisão da Maçonaria universal.
A palavra «regular» provem do latim «regularis», que por sua vez deriva de “regula”, que significava regra e emprega-se desde a Idade Média para toda associação que se constitui a partir duma “Regra” ou “regulamento” inicial. Históricamente o conceito de “Regularidade” é sobretudo religoso (10), cuja origem parece ter origem nos “Preceitos” (Praeceptum) promulgados por Stº Agostinho, no mosteiro de Hipona, em 397.

A génese da disputa remonta às diferenças entre a versão inicial da Constituição (1723) da Grande Loja de Londres (GLL), e as alterações de cariz cada vez mais teista, provocadas pelas revisões seguintes, sendo as últimas da responsabilidade da GLUI - Grande Loja Unida da Inglaterra.
Desde aproximadamente o ano de 1000 até 1723 (Constituições de Anderson) os Maçons e os seus antecessores possuiram mais de duas dezenas de regulamentos conhecidos, sem contar com os que o próprio Anderson destruiu. O facto das Constituições elaboradas pelo rev. Anderson (que era pastor presbiteriano escocês) em 1723, seis anos depois da constituição da G.L.L., terem efectuado uma
novembro 04, 2015
Abordagem Histórica da Maçonaria Contemporânea
Se abordarmos a história da Maçonaria Contemporânea, sem perquirir a respeito de suas origens, não poderemos chegar a um consenso analítico razoável.
O homem das cavernas, talvez mesmo antes de dominar o fogo e a linguagem, inicialmente solitário e agressivo, por uma questão de necessidade e de sobrevivência, tornou-se um ser gregário, pois querendo ou não, sempre dependeu da cooperação dos demais componentes de suas tribos ou clãs. Deixando as cavernas tornou-se nômade para depois tornar-se sedentário se agrupando com os demais seres humanos que o cercavam em pequenos vilarejos, vilas cidades, metrópoles etc. Para construir os locais onde pudesse habitar apareceu no decorrer do tempo quem os construísse, surgindo desta forma, os primeiros profissionais ainda que rudimentares dedicados à construção.
Se formos abordar o complexo e intrincado surgimento da Maçonaria no mundo, teremos que, em suas raízes destacar o importante papel das associações de construtores, bem como analisar como aconteceram os fatos sociais que deram origem à Maçonaria, e posteriormente ao cooperativismo sindicalismo entidades estas que pelo menos em fase inicial de sua existência teve muito em comum, ou seja, a necessidade consequente do trabalho para subsistir, do auxílio mútuo e cooperação, vindo daí a relação empregados/patrões; reis/súditos, escravos/senhores. Depois, dentro do seu próprio contexto histórico cada associação seguiu seu caminho quer no sindicalismo quer no cooperativismo.
Este fenômeno social de gregarismo se aplica a toda à humanidade, e é inerente ao ser vivo. Simplesmente é assim. Inicialmente havia cooperação e camaradagem, sintetizando mais um sentimento de agrupamento, para depois os grupos passarem a se organizar, em associações de defesa e proteção visando interesses mútuos, especialmente nas profissões, mas também em outras atividades.
outubro 30, 2015
O Grau de Mestre e a consolidação da Maçonaria Especulativa - algumas notas
I – Introdução
Sendo o Grau de M.'.M.'. o patamar superior da Maç.'. simbólica, já que é com ele que o Maç.'. atinge a plenitude dos direitos, é todavia alvo de reduzida documentação qunto às origens e objectivos, sendo todavia amplamente tratado relativamente ao simbolismo. As notas que se seguem resultam duma tentativa de obtenção de algumas respostas às interrogações relativas ao período da história da Ord.'. e objectivos com que terá surgido.
Segundo grande parte dos historiadores e estudiosos maçónicos, p. ex: Alviella (5) e Dachez (6), a estruturação do grau de MM.'., tal como o conhecemos, terá decorrido aproximadamente durante meio século, ao longo da primeira metade do século XVIII. As suas origens, lenda e ritual, têm sido alvo de diversas análises e outras tantas interpretações, não se conseguindo determinar com precisão as origens, para além de diferentes dados históricamente determinados, já que ao longo deste período existem indícios por vezes contraditórios e/ou confusos, constituindo óbviamente um forte aliciante para os estudiosos e historiadores.
A consulta da documentação disponível (quase toda nos sites anexos a este Blog), foi importante na obtenção duma perspectiva mais consistente desta etapa relevante da maçonaria e da historiografia maçónica, sem que no entanto muitas dúvidas e incertezas se tenham dissipado. Alguns historiadores apontam para que tenha sido Anderson e alguns dos seus companheiros, os "criadores" do grau de MM.'.. e da lenda que o suporta – a lenda de Hiram. Contudo à altura da publicação das Constituições de 1723 da GLL, só eram conhecidos dois graus: Aprendiz (“Entered Apprentice”) e Companheiro (“Fellowcraft”), traduzindo “Mestre” apenas um cargo de direcção da loja, atribuido a um Comp.'. escolhido pelos restantes, e não um grau autónomo (7).
Teremos de prosseguir até 1730 (5), ano em que surje a conhecida publicação “The Masonry
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outubro 20, 2015
A Influência da Cavalaria na Maçonaria
Existem 4 graus no Rito Escocês Antigo e Aceito que são os designados Graus Capitulares e que marcam a transição entre a maçonaria do ofício e as tradições e espírito da cavalaria medieval.
A Cavalaria foi, concretamente na França, uma das várias instituições existentes na Idade Média que tinha por objectivo fundamental a defesa comum.
Os cavaleiros admitidos nas ordens de cavalaria assumiam um juramento de Fraternidade de armas e de se defenderem mutuamente. É conhecida a célebre frase: um por todos e todos por um!
A religião, a guerra, a lealdade e o culto da exaltação do amor, bem com a protecção e defesa dos mais desfavorecidos constituíam aspectos nucleares da vida de um cavaleiro. Outros aspectos de importância fundamental num cavaleiro eram a cortesia, como refinamento da lealdade cavaleiresca, e também o culto da mulher.

Exaltavam o sentimento de honra que, nessa altura, atingiu um nível que nunca tinha estado presente entre os heróis da antiguidade.
O regime feudal concorreu para firmar a mística que se desenvolveu em torno da Cavalaria. O cavaleiro era “pintado” como homem forte, corajoso, leal a um senhor feudal, de espírito profundamente religioso, não raras vezes virtuoso, e extremamente romântico, pois que geralmente se confessava ardentemente apaixonado por uma dama, a quem garantia eterno amor e lealdade, embora esse amor geralmente fosse platónico.
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outubro 10, 2015
Trivium e Quadrivium: uma aproximação à actualidade

Ilumina-nos, traz-nos o saber, acompanha-nos.
O conhecimento é a luz, com ele atingimos o nosso ser, com ele prosseguimos o caminho do desbaste da pedra bruta, com ele atingimos a perfeição.
O Preâmbulo à Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) afirma que este documento fundamental foi proclamado como um “ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações”, que se “esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades …”. Para além disto, o Artigo 26º da DUDH especifica o direito de todos à educação, a qual devia incluir, entre as suas finalidades, “a plena expansão da personalidade humana e [a]o reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais…”.
Por conseguinte, o sistema educativo é concebido como um fim em si mesmo, um bem cuja razão de ser e fonte de legitimidade é sempre o homem, enquanto sujeito e primeiro beneficiário dos seus direitos.
O sistema educativo é, pois, um sistema absolutamente fundamental no desenvolvimento de uma sociedade moderna, moldando-se e adaptando-se, por vezes mesmo antecipando-se aos desafios que se lhe deparam.Com ele o homem mune-se de instrumentos culturais capazes de impulsionar as transformações materiais e espirituais que se exige a uma sociedade permanentemente em mutação e com desafios múltiplos, como a que hoje temos em presença e na qual nos esforçamos por viver.
Com ele o homem propugna pelo seu desenvolvimento, pessoal e coletivo, tendente a conformá-lo aos objetivos de progresso e equilíbrio, aumentando o seu poder sobre a natureza, permitindo também que o homem promova uma busca social da coletividade a que pertence.
outubro 06, 2015
Origens do Grau de Mestre
Para caracterizarmos o que é, hoje, o terceiro e último grau de instrução das Lojas Azuis deveremos recuar a tempos idos no sentido de melhor esclarecer aquele que é considerado, por um lado o último da instrução básica e por outro o início da Mestria de Si que durará a vida inteira sendo considerado o grau pela qual a F-M recorda, à vez, as Associações Profissionais da Idade Média e os Mistérios da Antiguidade.
Como sabem, este grau e ao contrário do que afirmam muitos historiadores, não existiu sempre na F-M. Cito Findel que no seu livro de 1862 (História da Franco-Maçonaria) afirma: …no princípio, o ritual de recepção formava um todo invisível não havendo senão um grau, logo, o Grau de Mestre não existia naquela altura…
Assim, dividi a exposição em três distintas partes, a saber:
1- A Mestria na Franco-Maçonaria Profissional ou Operativa.
2- A Iniciação durante o Período de Transição.
3- O Terceiro Grau na Franco-Maçonaria Especulativa.
Iniciemos o primeiro item:
A MESTRIA NA F-M PROFISSIONAL OU OPERATIVA
A F-M deriva das corporações profissionais que praticavam a arte de construir. Era nelas, e sob a organização económica da Idade Média baseada em associações e privilégios, que se aplicavam os conhecimentos necessários ao exercício de cada profissão. Com os seus segredos, que salvaguardavam em Testamentos, estavam divididas em dois graus: os Aprendizes, e quando estes
eram considerados aptos para exercer a profissão seriam admitidos nos Companheiros. Nesta altura o Mestre era um título (Magister, Meister, Master) que era atribuído a um Companheiro que tivesse operários sob as suas ordens ou abrindo um atelier por sua conta. Seria equivalente ao que hoje chamamos Patrão.
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