Serve esta pequena introdução para me debruçar sobre um das mais velhas, e paradoxalmente, mais recentes controvérsias que resumo como o Sagrado e a Ciência.
Separadas à nascença muitas mentes brilhantes tentaram re-ligá-las (a palavra Religião vem do Latim relligare que significa tornar a juntar) e desde o pensamento de Diderot (que dizia que o homem só será completamente livre no dia em que o último Rei for enforcado com as entranhas do último Padre) até aos infernais actos como sequência do Paulinismo político (como o célebre "matem-nos todos, não-crentes, sábios, mulheres e petizes que Deus reconhecerá os seus" e a não menos célebre Inquisição) muita água passou debaixo das pontes.

Clássica e tradicionalmente, o Sagrado, está intimamente ligado a todas as Religiões conhecidas, quer as aceites como maioritárias (Judaico-Cristã, Islamismo, Hinduísmo, Budismo ou Taoismo) quer as que, embora de menor expressão e sem as características Major de uma religião, também fizeram da ligação ao Sagrado uma das suas componentes marcantes (Mitologia dos Ameríndios, Africanos, América do Sul, de muitas ilhas espalhadas pelos Oceanos e Confucionismo).
É natural que assim fosse pois nas primevas Eras, onde o conhecimento escasseava eram as artes da divinação (adivinhar na sua etimologia) que estipulavam as regras no reino do desconhecido





















