“Os autores do Ritual do 3º Grau, ainda desconhecidos, apelaram para todos os recursos de sua imaginação e de uma erudição tão vasta quanto incoerente produziram um monstro enigmático, cujas pesquisas, as mais conscienciosas não puderam descobrir sua verdadeira origem” - Le Forestier.
Não se sabe ao certo quem criou o grau de Mestre. Sabemos a que a Maçonaria Operativa tinha apenas dois graus, ou seja, o de Aprendiz e o de Companheiro. O grau de Mestre é um grau fazendo parte da Maçonaria Especulativa ou Moderna e que foi criado após a fundação da Grande Loja de Londres em 1717. Mas não foi criado logo em seguida.
O sistema de dois graus foi legitimado pela Grande Loja de Londres em 24/06/1721, ou seja, quatro anos após a fundação da mesma. Logo, até esta época não havia sido criado o grau de Mestre.
Quando se pesquisa este assunto percebe-se muita confusão, muitos aspectos controversos, pois neste período havia muitas lojas inglesas em que aparecia a denominação “mestre”, como função e não como grau. Mestre e Companheiro eram praticamente sinônimos. O conceito de Mestre como grau propagou-se a partir de 1725 e só foi sancionada sua existência real a partir de 1738, quando foi incorporado ao Ritual (catecismo).Entretanto alguns autores citam que muito tempo antes, ou seja, em 1649 Elias Aschmole teria organizado os rituais dos três primeiros graus. Não se confirma esta possibilidade. Ela não é aceita pela maioria dos pesquisadores.
Autores como Paul Naudon chegam a admitir que os maçons franceses, que fundaram o escocismo teriam criado o grau de Mestre sendo que o mesmo foi adotado como modelo pela Grande Loja de Londres. Não se aceita esta afirmação.




















