I – Introdução
Sendo o Grau de M.'.M.'. o patamar superior da Maç.'. simbólica, já que é com ele que o Maç.'. atinge a plenitude dos direitos, é todavia alvo de reduzida documentação qunto às origens e objectivos, sendo todavia amplamente tratado relativamente ao simbolismo. As notas que se seguem resultam duma tentativa de obtenção de algumas respostas às interrogações relativas ao período da história da Ord.'. e objectivos com que terá surgido.
Segundo grande parte dos historiadores e estudiosos maçónicos, p. ex: Alviella (5) e Dachez (6), a estruturação do grau de MM.'., tal como o conhecemos, terá decorrido aproximadamente durante meio século, ao longo da primeira metade do século XVIII. As suas origens, lenda e ritual, têm sido alvo de diversas análises e outras tantas interpretações, não se conseguindo determinar com precisão as origens, para além de diferentes dados históricamente determinados, já que ao longo deste período existem indícios por vezes contraditórios e/ou confusos, constituindo óbviamente um forte aliciante para os estudiosos e historiadores.
A consulta da documentação disponível (quase toda nos sites anexos a este Blog), foi importante na obtenção duma perspectiva mais consistente desta etapa relevante da maçonaria e da historiografia maçónica, sem que no entanto muitas dúvidas e incertezas se tenham dissipado. Alguns historiadores apontam para que tenha sido Anderson e alguns dos seus companheiros, os "criadores" do grau de MM.'.. e da lenda que o suporta – a lenda de Hiram. Contudo à altura da publicação das Constituições de 1723 da GLL, só eram conhecidos dois graus: Aprendiz (“Entered Apprentice”) e Companheiro (“Fellowcraft”), traduzindo “Mestre” apenas um cargo de direcção da loja, atribuido a um Comp.'. escolhido pelos restantes, e não um grau autónomo (7).
Teremos de prosseguir até 1730 (5), ano em que surje a conhecida publicação “The Masonry




















