outubro 06, 2015
Origens do Grau de Mestre
Para caracterizarmos o que é, hoje, o terceiro e último grau de instrução das Lojas Azuis deveremos recuar a tempos idos no sentido de melhor esclarecer aquele que é considerado, por um lado o último da instrução básica e por outro o início da Mestria de Si que durará a vida inteira sendo considerado o grau pela qual a F-M recorda, à vez, as Associações Profissionais da Idade Média e os Mistérios da Antiguidade.
Como sabem, este grau e ao contrário do que afirmam muitos historiadores, não existiu sempre na F-M. Cito Findel que no seu livro de 1862 (História da Franco-Maçonaria) afirma: …no princípio, o ritual de recepção formava um todo invisível não havendo senão um grau, logo, o Grau de Mestre não existia naquela altura…
Assim, dividi a exposição em três distintas partes, a saber:
1- A Mestria na Franco-Maçonaria Profissional ou Operativa.
2- A Iniciação durante o Período de Transição.
3- O Terceiro Grau na Franco-Maçonaria Especulativa.
Iniciemos o primeiro item:
A MESTRIA NA F-M PROFISSIONAL OU OPERATIVA
A F-M deriva das corporações profissionais que praticavam a arte de construir. Era nelas, e sob a organização económica da Idade Média baseada em associações e privilégios, que se aplicavam os conhecimentos necessários ao exercício de cada profissão. Com os seus segredos, que salvaguardavam em Testamentos, estavam divididas em dois graus: os Aprendizes, e quando estes
eram considerados aptos para exercer a profissão seriam admitidos nos Companheiros. Nesta altura o Mestre era um título (Magister, Meister, Master) que era atribuído a um Companheiro que tivesse operários sob as suas ordens ou abrindo um atelier por sua conta. Seria equivalente ao que hoje chamamos Patrão.
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setembro 16, 2015
Uma abordagem ao percurso inicial da Maçonaria Especulativa
0 – Preâmbulo
As notas que vos apresento tiveram a sua géneses nas dúvidas que me foram surgindo no que respeita quer à eventual “passagem de testemunho” da maçonaria operativa para a especulativa, quer aos reais motivos que terão estado por trás da constituição da Grande Loja de Londres (G.´.L.´.L.´.) em 1717, considerada como o marco fundacional da maçonaria especulativa.
À medida que ia consultando diferente documentação (quase toda diponível nos sites anexos ao n/ Blog) , uma leitura mais atenta e informada de alguns estudos e livros referidos na Bibliografia, foi importante para obter uma nova perspectiva de um dos capítulos mais interessantes da historiografia maçónica, alvo de diversas interpretações históricas de consistencia variável, consoante os círculos maç.´. e os objectivos e tendências que perseguem.
Ficou mais claro para nós que a moderna maçonaria tem génese escocesa, em vez de inglesa e que a criação da Grande Loja de Londres traduziu também a intensa luta entre os blocos católico /stuartista e protestante /hanoveriano, que no fundo apoiavam duas concepções distintas da Maçonaria. As Lojas maçónicas foram utilizadas para veículo dessa disputa, que se estendeu às terras francesas, iniciando a difusão pelo continente europeu, com o exílio dos Stuarts.
I – Introdução
O facto de se questionar a eventual ausencia de ligação directa entre a maç.´. operativa e a especulativa, sendo uma “heresia” face às fontes tradicionais, não deixa de ser simultâneamente desafiador e estimulante. No entanto e independentemente da teoria seguida, restam poucas dúvidas de que a Maçonaria Especulativa se constituiu na Grã-Bretanha, no decurso do século XVII, em condições ainda incertas e históricamente muito pouco documentadas. No entanto quando procuramos evidências relativamente ao seu desenvolvimento, verificamos que são abundantes na Escócia e quase totalmete ausentes em Inglaterra.
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junho 20, 2015
O Cavaleiro Ramsay e o Rito Escocês Antigo e Aceito: mito e realidade !
Andrew Michel de Ramsay nasceu na Escócia, em Ayr, em 1686, segundo Ligou, ou em 1680/81,segundo Mackey.
O pai era padeiro na Escócia e foi referido por alguns autores como um eclesiástico anglicano, partidário dos Stuarts e arruinado pela revolução de 1688/1689.
A mãe seria descendente da família do Barão de Dun.
Fez os estudos de teologia, mas viveu toda a sua vida da hospitalidade e dos serviços prestados a destacados nobres e fidalgos, seja como preceptor junto, nomeadamente, do Duque de Wemyss, do Conde de Sassenage, dos Chateau-Thierry, do Duque de Bouillon e do próprio James III (do seu filho mais velho), seja como simples hóspede do arcebispo Fénelon, de Madame de Guyon ou do Duque de Sully.
Mesmo quando se deslocou a Inglaterra de 1728 a 1730 foi na casa de um familiar do Duque de Argyl que esteve.
Segundo Claude Guérillot, é nesta altura que terá sido iniciado na Loja Horn, em Março de 1730, pelo Duque de Richmond.
No entanto, André Kervella considera duvidosa a sua iniciação nesse ano, dado que a sua inserção nos meios maçónicos é muito anterior e, segundo este autor, esses meios nada tinham a ver com “ a imitação dos hanoverianos”(sic).Do que não existem dúvidas é que em 1729 foi eleito membro da Royal Society, juntamente com Montesquieu.
Apesar de insistentes esforços e empenhados contactos nunca conseguiu ser admitido na Academia Francesa.
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maio 30, 2015
Antiguidade / Modernidade no REAA
…O R:.E:.A:.A:. é derivado do dito Rito de Perfeição que foi trazido de Charleston para França pelos chamados exilados que retornaram à Pátria. Em 1804 Germain Hacquet constituiu as Lojas du Phénix dits Écossais D’Heredon, uma Loja Simbólica, um conselho de Kadosh e um Consistório de Príncipes do Real Segredo (criado por E. Morin). Pouco tempo depois o Conde de Grasse-Tilly também retorna à Pátria tomando contacto com a Loja Saint-Alexandre d’Écosse e criando o Supremo Conselho do Grau 33º. Foi esta Loja que convocou um Comité Geral das Lojas Escocesas nascendo a 23.10.1804 a Grande Loja Escocesa. Mais tarde Napoleão exigiu que esta fosse imediatamente fundida com o Grande Oriente de França estabelecendo-se um tratado de união entre as duas Obediências…Acabei de vos citar aquilo que se poderá chamar História, ou seja, uma sequência de factos e acções que, com o aparecimento da escrita se tornou uma disciplina que estuda os factos passados.
Mas não é por aí que quero ir, por um lado por não ter a preparação científica necessária, e por outro porque qualquer dos MM:.QQ:.IIr:. estará tão apto ou mais do que eu para o fazer. Interesso-me mais por aquilo que me é mais fácil e acessível e que os eruditos chamam de Historicidade, ou seja, dar importância aos factos históricos para se compreender a cultura e a realidade, mas, pessoalmente, não seguindo padrões ou chavões pré-estabelecidos ou conhecidos.

É nesta, diria, 2ª linha, que vou caminhar ao debruçar-me sobre o Título deste Traçado: Antigo ou Moderno será o R:.E:.A:.A..?
Comecemos de trás para a frente sem os a priori históricos e filosóficos, antes seguir cronologicamente os factos assegurando-nos da sua realidade e lembrando-nos que depois dos trabalhos de Eric Ward (que inspiraram a teoria do L’Emprunt (empréstimo) em relação à origem da transição da Maçonaria Operativa para a Especulativa) velhas máximas da história da Maçonaria começaram a ser contestadas colocando muitos IIr:. a rever, de novo, quer os factos históricos quer a importância que terão tido.
Parece assente na comunidade histórica que as duas teorias mais credíveis sobre as origens da F-M são:
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maio 08, 2015
Procura Iniciática e Conhecimento
A procura iniciática é indispensávelpara avançar no caminho do conhecimento?
O caminho que nos é proposto no dia da nossa Iniciação tem por fim fazer-nos passar dum estado considerado "inferior" a um estado "superior “ de consciência. Isto é verdade em todo o Rito tendente a fazer admitir os seus adeptos a um grau de conhecimento de certos mistérios, pela entrega das chaves que dão acesso aos dados fundamentais, traçando o caminho a seguir para penetrar as etapas progressivas desse mesmo conhecimento.
A singularidade ligada à Maçonaria e, mais particularmente ao nosso R.E.A.A:. é esse conceito de abertura que emerge desde o grau de Aprendiz, porque se refere a seres humanos adultos, livres e voluntários ao acesso ao Conhecimento, conceito não fundado na adoração fetichista nem na subordinação degradante que desembocaria num certo obscurantismo, tanto mais formidável quanto o colapso da nossa sociedade actual tende a dispersar, fragmentar e destruir a Unidade que reside nas profundezas do coração do Homem.
O esoterismo destes dados aparece desde que se foquem os símbolos que marcam o progresso do Aprendiz , depois do Companheiro e finalmente do Mestre, por uma abertura sucessiva de portas dando acesso ao Conhecimento e à Sabedoria; quer dizer procurar sempre o aspecto interior e humano (por vezes demasiado humano!), abrindo a mente a essa integração espiritual que permite a harmonia e a serenidade própria a cada um, na busca da transcendência.
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abril 20, 2015
Mistérios Antigos sob uma Brisa Racional
Mistérios Antigos!
Não há maçom, em todos os cantos do Planeta, que não saiba que foi a Franco-Maçonaria a esponja que, não só os absorveu e reteu, como também depois de espremida os solta em catapulta. A este reservatório da ciência antiga, todos os historiadores da F-M designam por Mistérios Antigos e tem sido alvo de milhares de páginas escritas, de conferências ditas e de tema de debates em associações secretas ou abertas, tudo com um cunho muito filodóxico e quase nada filosófico.
Devido ao seu cariz oculto, misterioso e divino, pergunto aos MM:.QQ:.IIr:. se o que sabemos sobre eles corresponde mesmo ao que eram? Depois da leitura e análise de dois livros (The Biggining of Francmansory de Frank Higgins escrito em 1916 e Contre Histoire de la Philosophie de Michel Onfray escrito em 2006) uma brisa carregada de fragmentos racionais percorreu-me a alma e o corpo não sendo, por conseguinte, esta análise, nem idealista nem transcendental lembrando-me de Demócrito quando afirmou que tão ou mais importante que procurar o prazer é impedir o seu correlato, quer dizer, o desprazer.
Começo pelos princípios dos princípios, a ver:

1- Todos concordamos que os mistérios antigos não são senão a gnose dos tempos primevos que, por tal, são vagos e apetecendo mesmo dizer que quase incompreensíveis. Os antigos estavam convencidos que a complexidade dos fenómenos físicos não estava acessível ao entendimento de todos os homens criando uma espécie de exame moderno a que chamaram Iniciação que filtrava os interessados através de símbolos (a expressão mais corrente nesses tempos idos, ou seja, uma espécie de proto-linguagem).
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março 20, 2015
A Estrela do Companheiro
Nos termos do artigo primeiro da Constituição da N.'.A.'.O.'. “a Maçonaria é uma Ordem universal, filosófica e progressiva, fundada na tradição iniciática, obedecendo aos princípios da Fraternidade e da Tolerância, e constituindo uma aliança de homens livres e de bons costumes, de todas as raças, nacionalidades e crenças.“
No exercício formal da prática maçónica, os maçons recorrem a rituais e símbolos, como forma de interpretação e de expressão dos valores, dos princípios e dos conhecimentos que constituem parte fundamental do património histórico e cognitivo da N.’.A.’.O.’..
Refere Manuel Pinto dos Santos, autor do "Dicionário da Antiga e Moderna Maçonaria", que o simbolismo se refere à arte “de interpretar os símbolos.” Este autor identifica ainda duas correntes na interpretação e conceptualização do simbolismo: “uma que preconiza o símbolo como elemento capaz de fazer despertar a transcendência e a espiritualidade do ser humano; a segunda que defende a dimensão do símbolo ajustada a natureza humana, sendo capaz de explicar racionalmente o mundo que nos rodeia através do método analógico”.Os símbolos nada mais são, na verdade, que representações de natureza gráfica que exprimem uma correspondência entre um objecto e um determinado significado, sendo fundamentais para a compreensão e consolidação do sentir, do saber e do ser maçom.
Por este efeito, os símbolos são uma presença em todo o percurso maçónico, sendo permitido pela maçonaria, uma relativa liberdade na sua interpretação.
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fevereiro 22, 2015
O Conhecimento
Desde que os filósofos e os livre-pensadores em geral questionam a essência e o porquê das coisas que uma interrogação persiste: de que “conhecimento” falamos. A dificuldade da sua abordagem só é ultrapassada pela de outra pergunta associada: o que é o conhecimento? Vejamos alguns dados históricos relativos a este tema, a partir do Mundo Grego, dada a prevalência deste na formação cultural do Ocidente.
Ao homem desejoso de sabedoria e conhecimento muitas vias se abrem e não lhe repugna a consideração das vias existentes para além do racionalismo e da objetividade científica. Digamos que não lhe são estranhos os caminhos do Sagrado e da pesquisa metafísica. Não deve o maçon esclarecido refugiar-se no “castelo da Razão” e rejeitar sem mais as conclusões alcançadas através da Sabedoria Primordial ou da chamada Via Mística (vidé F. Pessoa). É na busca das grandes respostas que relevamos a importância do Método Maçónico e a prevalência do estudo do Simbólico e da Tradição.
Cada Mito explicador do Mundo era uma chave para a Civilização/Cultura que o tinha concebido e desenvolvido mas havia um denominador comum a todos os mitos conhecidos, de forma a constituírem no seu conjunto uma grande teoria explicativa da Cosmogonia humana.
fevereiro 20, 2015
Liberdade, essa coisa tão frugal...
“Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei” e “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”.
Historicamente, a liberdade constitui um direito natural do ser humano, proveniente da liberdade absoluta, praticada no seu estado de natureza, que paulatinamente evoluiu para o estado civil, regido pelo contrato social idealizado por Thomas Hobbes (1588-1679) , contemplando a vontade da maioria.
Em filosofia liberdade significa “ausência de submissão, de servidão e de determinação”. Ela é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional, qualificando e constituindo a condição dos comportamentos humanos voluntários e é ínsita ao ser humano, nasce com ele e dele desabrocha para a sociedade civil.O termo pode ser definido e entendido em várias vertentes, como a liberdade de expressão, a liberdade de ir e vir, a liberdade de pensamento, a liberdade de associação, de religião ou de ação.
A liberdade existe em duas dimensões, a individual e a coletiva, ainda que aquela atinja, invariavelmente esta.
A individual nasce com todos nós, é inatacável, e nada nos pode coartar o que pensamos, o que
fevereiro 10, 2015
Maçonaria, Religião e Fundamentalismos
O tempo para discorrer é curto e, por isso, seguirei um bom Princípio, ir direto ao assunto e utilizar poucos floreados semânticos ou citações. De qualquer forma, uma explicitação dos objectivos desta apresentação é necessária, para que ela seja eficaz.
Pretendo que a discussão do tema do nosso debate seja viva e generalizada e as afirmações/conclusões que vou retirar sirvam para catalisar aquela. Como é usual dizermos, da discussão nasce a luz e é a Luz que buscamos em permanência.
Indo direto ao assunto:
A Maçonaria é uma Ordem iniciática que busca o aperfeiçoamento do Homem e como tal tem no Humanismo um dos seus fundamentos teóricos que aqui e para o fim da dissertação quero destacar.
O Humanismo centra-se no desenvolvimento humano, na harmonia, na evolução do conhecimento, em Liberdade e no respeito pelo outro, respeitando a sua individualidade e as suas diferenças, tendo na Tolerância uma postura metodológica permanente.
Esta é, de forma simplificada, a minha percepção sobre o que caracteriza genericamente a visão Humanista do mundo e que é relevante para o objectivo deste meu raciocínio.
E uma primeira conclusão:
• A Maçonaria tem no Humanismo uma ferramenta central para o desenvolvimento da sua afirmação na Sociedade!
janeiro 28, 2015
A lenda de Hiram
“ - O que procuram os Mestres?
- A Palavra Perdida.
-Qual é essa palavra?
- A Chave do segredo maçónico, ou dito de outro modo, a compreensão do que permanece ininteligivel aos profanos e aos iniciados imperfeitos” . (1) Oswald With
Esta citação que selecionámos para iniciar esta Pr.'. afigurou-se-nos extremamente esclarecedora como introdução à interpretação da Lenda de Hiram, que configura a base estruturante do grau mais importante da Maç.'. Azul , o de Mestre Maçon (M.'. M.´.).
Procuraremos abordar nos pontos seguintes, as incertezas e dúvidas que subsistem quanto às suas origens, bem como o que interiorizámos da respectiva interpretação.
I – Introdução histórica
A Lenda de Hiram era práticamente desconhecida da Maçonaria operativa. Alguns dos documentos mais antigos (Manuscritos "Regius" e "Cook"), não fazem menção nem ao Templo de Salomão nem a Hiram(4). Em 1711, cerca de seis anos antes da fundação da Grande Loja de Londres (GLL), encontramos o primeiro documento em que é referido um 3º grau (manuscrito do “Trinity College, Dublín”). No chamado manuscrito “Wilkinson” (por volta de 1727), consta o seguinte passo:
“A forma da loja é um quadrado largo. Por quê?
Pela forma do túmulo do mestre Hiram”.
Alguns historiadores apontam para que tenha sido Anderson e alguns dos seus companheiros, os "criadores" desta lenda. Contudo até essa altura (constituição da GLL de 1723) só eram conhecidos dois graus: Aprendiz (Entered Apprentice) e Companheiro (Fellowcraft), representando “Mestre”
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dezembro 10, 2014
A Loja Maçónica como Modelo Organizativo peculiar
I - Introdução
A Loja Maçónica representa um modelo único no seu género, sendo considerada como uma micro-organização peculiar, já que possui apenas IIr.'. iguais em direitos, mas não em deveres. Todos os IIr.'. unidos pelo juramento e vinculados pelo segredo maçónico são solidários entre si. Estes princípios traduzem desde logo uma diferença inequívoca face ao mundo profano, diferença essa que é superiormente enquadrada pelo facto do comportamento em Sessão ser guiado e codificado pelo ritual.
A maioria do historidores maçónicos partilham a opinião de que terão sido os «Estatutos de Shaw» (Edimburgh, em 28.Dez. de 1598, durante o reinado de James VI - I de Inglaterra), o primeiro documento conhecido em que são lançadas as bases da organização do sistema de Lojas da Maç:. operativa, em que se veio a inspirar e basear a estrutura das Loj:. especulativas .
Nesta microorganização peculiar, os oficiais assumem uma hierarquização no plano das responsabilidades e o sistema organizativo e de gestão distingue-se pela particularidade de ninguém deter quer o poder temporal absoluto, quer o poder espiritual. Esta “sociedade” só obtem a soberania e o poder a partir de si mesma.
Traduz pois num modelo único no seu género, comparativamente à generalidade das organizações do mundo profano, nas suas diferentes àreas. Os princípios organizativos duma Loja maç.'.resumem-se nalgumas frases que nos foram transmitidas desde o início e que recordo:
3 a dirigem: o Venerável, o 1 º e 2 º Vigilantes
5 a iluminam: os três primeiros, o Orador e o Secretário
7 a tornam justa e perfeita: os 5 primeiros, o Tesoureiro e o M:. de Cerimónias












