Nos termos do artigo primeiro da Constituição da N.'.A.'.O.'. “a Maçonaria é uma Ordem universal, filosófica e progressiva, fundada na tradição iniciática, obedecendo aos princípios da Fraternidade e da Tolerância, e constituindo uma aliança de homens livres e de bons costumes, de todas as raças, nacionalidades e crenças.“
No exercício formal da prática maçónica, os maçons recorrem a rituais e símbolos, como forma de interpretação e de expressão dos valores, dos princípios e dos conhecimentos que constituem parte fundamental do património histórico e cognitivo da N.’.A.’.O.’..
Refere Manuel Pinto dos Santos, autor do "Dicionário da Antiga e Moderna Maçonaria", que o simbolismo se refere à arte “de interpretar os símbolos.” Este autor identifica ainda duas correntes na interpretação e conceptualização do simbolismo: “uma que preconiza o símbolo como elemento capaz de fazer despertar a transcendência e a espiritualidade do ser humano; a segunda que defende a dimensão do símbolo ajustada a natureza humana, sendo capaz de explicar racionalmente o mundo que nos rodeia através do método analógico”.Os símbolos nada mais são, na verdade, que representações de natureza gráfica que exprimem uma correspondência entre um objecto e um determinado significado, sendo fundamentais para a compreensão e consolidação do sentir, do saber e do ser maçom.
Por este efeito, os símbolos são uma presença em todo o percurso maçónico, sendo permitido pela maçonaria, uma relativa liberdade na sua interpretação.





















