“ - O que procuram os Mestres?
- A Palavra Perdida.
-Qual é essa palavra?
- A Chave do segredo maçónico, ou dito de outro modo, a compreensão do que permanece ininteligivel aos profanos e aos iniciados imperfeitos” . (1) Oswald With
Esta citação que selecionámos para iniciar esta Pr.'. afigurou-se-nos extremamente esclarecedora como introdução à interpretação da Lenda de Hiram, que configura a base estruturante do grau mais importante da Maç.'. Azul , o de Mestre Maçon (M.'. M.´.).
Procuraremos abordar nos pontos seguintes, as incertezas e dúvidas que subsistem quanto às suas origens, bem como o que interiorizámos da respectiva interpretação.
I – Introdução histórica
A Lenda de Hiram era práticamente desconhecida da Maçonaria operativa. Alguns dos documentos mais antigos (Manuscritos "Regius" e "Cook"), não fazem menção nem ao Templo de Salomão nem a Hiram(4). Em 1711, cerca de seis anos antes da fundação da Grande Loja de Londres (GLL), encontramos o primeiro documento em que é referido um 3º grau (manuscrito do “Trinity College, Dublín”). No chamado manuscrito “Wilkinson” (por volta de 1727), consta o seguinte passo:
“A forma da loja é um quadrado largo. Por quê?
Pela forma do túmulo do mestre Hiram”.
Alguns historiadores apontam para que tenha sido Anderson e alguns dos seus companheiros, os "criadores" desta lenda. Contudo até essa altura (constituição da GLL de 1723) só eram conhecidos dois graus: Aprendiz (Entered Apprentice) e Companheiro (Fellowcraft), representando “Mestre”





















