A perceção de que a questão temporal e espacial que o tema me colocava era deveras problemática haveria que levar à limitação no tempo e no espaço da investigação.
A opção foi concentrar-me no triângulo constituído pela Grã-Bretanha, França e Alemanha e procurar ligações com fundamento histórico no período que vai dos princípios do século XIV (época em que formalmente foi extinta a Ordem dos Templários) até aos primeiros anos do século XVIII (altura assumida graças a diversas evidências como o princípio da maçonaria especulativa e formalmente constituída).
Procurei assim descortinar entre cerca de três dezenas de trabalhos de investigação histórica e de reflexão filosófica a que tive acesso o que foram esses quatro séculos de transição em que predominaram a perseguição, a intolerância e o obscurantismo, quatro séculos em que se afirma oficialmente que o templarismo teria sido abolido em consequência da extinção da Ordem dos Templários e em que também se afirma que a maçonaria não passaria de uma vertente operativa, desenquadrada (ou seja sem um enquadramento formal reconhecido) e com intervenção limitada e afastada das preocupações dominantes nessas sociedades. Meramente com o objectivo de nos situarmos no tempo, recordo que em Portugal durante estes quatro séculos viveu-se a 2ª dinastia, a 3ª e quase metade da 4ª, no limite vivemos os referenciais históricos que vão da ínclita geração, aos descobrimentos, ao período Filipino e toda a época que se estendeu até ao período da governação do Marquês de Pombal.




















