junho 30, 2014

O Papel do Juramento no ritual de Iniciação



Neste meu segundo traçado em Loja, e na qualidade de Comp.'.  maçon, pretendo dar continuidade ao trabalho iniciado anteriormente, no qual reflecti sobre o processo iniciático como fenómeno, a propósito da dimensão pessoal do vivido na minha própria iniciação na nossa Respeitável Loja. Momento nascente e fundador de um processo de identificação progressivo que, espero, venha a consolidar-se numa identidade maçónica sólida e consequente.

A experiencia iniciática é marcada por uma dimensão radicalmente indizível e intransmissível, aspecto que a coloca numa categoria numinosa, ou seja, da ordem do sagrado. Refere Mircea Eliade que, a iniciação equivale a uma “modificação ontológica do regime existencial”; e neste sentido, podemos assimilá-la a uma espécie de acto obstétrico, um (re)nascimento que, através da Loja, inscreve  o iniciado numa nova dimensão espaço-tempo, integrando-o num colectivo em perpétua renovação - o “irmão invisível”, como diz Pierre Simon, que viverá até ao fim dos tempos, prefigurando assim a imortalidade simbólica do iniciado.

“O papel do juramento no ritual de iniciação”, poderia ser o titulo do presente traçado, dado que pretende esboçar, ainda que brevemente, o termo juramento, como elemento crucial do processo de iniciação. O juramento, tal como muitos outros comportamentos humanos, é um acto complexo. Não é apenas um pensamento, mas uma ideação com força motriz, carregada de intencionalidade. Em Maçonaria, e segundo Oliveira Marques, o juramento é definido como um “compromisso formal” tomado por um profano no momento da sua iniciação, ou por um maçon ao tomar posse de um cargo para que foi eleito ou ao ser elevado, com ritual, a um grau superior.

Este compromisso é realizado perante o “livro da lei”, em nome da honra própria e de livre e espontânea vontade; é um acto solene, exige sinceridade e incide sobre os seguintes aspectos: 1) não revelação dos segredos da Maçonaria, 2) não dizer ou divulgar o que puder ver, ouvir ou descobrir dentro ou fora das assembleias maçónicas, 3) trabalhar com zelo e regularidade na obra da Maçonaria, 4) amar, ajudar e socorrer os irmãos nas suas necessidades e 5) observar a Constituição e Regulamento Geral, as leis do Rito, o Regulamento da Respeitável Loja e do G.'. O.'. L.'...

maio 10, 2014

Procura Iniciática e Transmissão



  por: Irène Mainguy 

Qualquer procura iniciática centra-se  em torno de várias questões que se podem ligar ao nosso compromisso com a Maçonaria  que nos leva a interrrogar-nos:

- Por que entramos na Maçonaria? 
- O que procuramos? 
- Por que ficamos? 

Estas perguntas simples são todavia essenciais e devem estar constantemente no centro de nosso pensamento, se pretendermos abrirmos mais a nossa consciência e compreensão.

A pergunta efectuada na primeira parte da instrução no primeiro grau responde à pergunta:
D - Por que é que te tornaste maçon?
R - Para alcançar os segredos da Maçonaria e para sair das trevas.

Essa resposta leva-nos a observar que tomámos consciência dum modo mais ou menos claro da dualidade, sob estes dois aspectos  e que uma abordagem voluntária se afirma para descobrir a Luz, isto é, sair da multiplicidade das trevas e encontrar a Unidade.

Entre os princípios básicos subjacentes à Ordem, existem o amor fraternal, a benevolência, a procura da Verdade que devem ser a qualquer momento o motor da nossa reflexão e da nossa acção.

Uma meditação regular dos rituais e das instruções é um dos meios de abrir nosso coração e a nossa consciência ao Essencial. É uma prática de longo fôlego, muitas vezes difícil e desafiadora onde  "o esquadro deve regular as nossas acções e o compasso traçar os justos limites que devemos observar na nossa conduta para com nossos semelhantes."O ponto de partida desta provação é o despojamento dos metais, prova antes da cerimónia de iniciação,

abril 08, 2014

Comportamento Maçónico e a Loja – algumas notas

I – Introdução
O simbolismo de nos despojamos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos da vida profana,  as questiúnculas ou despeitos  que nos separam, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais diferenças de opinião.  Como podemos aperfeiçoar esta postura se não frequentarmos da Loj.´. assíduamente? 

Ser Maçom não pode nem deve, ser considerado estatuto de  tipo «nobiliárquico», mais ou menos correlacionado com perspectivas de promoção social, profissional  ou outras. Quem assim pensa (ou pensou) engana(ou)-se redondamente e está (estará) mal enquadrado e/ou a mais  na A.´. O.´..

Para sermos Maç.´. dignos dessa distinção (recordando o sapientíssimo  Ir.´. António Arnauth «não é maçom quem quer») é preciso perseverar diáriamente no trilho maçónico, tanto mais difícil numa sociedade em que a mentira, a falta de ética, o oportunismo  e o servilismo sem disfarces   são diáriamente evidenciados e/ou promovidos por  quem não  o deveria –    dirigentes e responsáveis políticos aos  diversos níveis,  jornalistas, comentadores /eiros,  nomeados por “compadrio”,  etc. etc..

É por vezes usual desculpabilizá-los pela «natureza humana», mas tal impele-me a reclamar ao G.´.A.´. que nos tempos que correm e por estes lados da Europa (à beira-mar plantados),  a concentração desta tipologia,  pecará  por algum exagero....

É intervindo coerentemente na Sociedade  de acordo com os princípios que nos norteiam,    cooperando activamente nos trabalhos em Loj, (estudando os clássicos e textos de IIr? mais credenciados,   elaborando ou analisando pranchas, discutindo  ou comentando intervenções,  etc.,...), apoiando os IIr. mais necessitados, que o Maç.´. constroi progressivamente o seu edíficio interior, ao mesmo tempo que  contribui para consolidar o exterior, ou seja a A.´. Or.´..


março 20, 2014

Liberdade, Igualdade, Fraternidade: uma questão prática e de honra ou meramente teórica e de circunstância?!

Permiti-me escolher este tema, porque vivemos tempos muito difíceis, por isso creio que urge refletir sobre o que somos, o que queremos, para onde vamos e para onde queremos ir, o que pretendemos para todos e para nós, o que pensamos do futuro e o queremos que o futuro nos traga, o que fizemos, o que estamos a fazer e o que pretendemos fazer!
O que temos em presença exige de nós, individualmente, uma introspeção a que devemos necessariamente recorrer, porquanto dela brotam a lucidez e o raciocínio lógico e racional. Não se olvide, porém, que nos devemos cingir ao individual, porque além desta dimensão, importa também o coletivo.

Não tenhamos dúvidas de que a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade são mais necessários do que nunca, pois o irracionalismo, o fundamentalismo, o obscurantismo, a barbárie e o capitalismo desenfreado estão a colocar em causa os alicerces do edifício que a humanidade erigiu e que levou, e.g. à abolição da escravatura ou à igualdade do género.
Importa referir, desde já, que ao contrário do que se diz, o lema objeto da presente prancha não é de origem maçónica, cuja divisa original era “fraternidade, alívio e verdade”, nem nasceu com a Revolução Francesa cujo lema original era “liberdade, igualdade e morte”.

Em relação à maçonaria, a divisa (1)  foi adotada na segunda metade do século XIX pela maçonaria francesa, acabando por se disseminar por todo o mundo maçónico; em relação à Revolução Francesa, apenas em 1848, na 2ª República o lema foi adotado em França, ou seja, sessenta anos depois da Revolução (2).
No entanto, diz-se que o lema é de origens ancestrais, ao que se crê da Antiga Índia, sendo visível ainda hoje nas escolas e religiões, havendo também vestígios em Johann Kelperès, criador da primeira seita comunista, também conhecida por “comunismo cristão”, em 1694, que apregoava que o Messias seria o distribuidor da justiça (a ideia de igualdade), o grande irmão (a ideia de fraternidade) e o libertador (a ideia de liberdade).

fevereiro 20, 2014

Maçonaria Especulativa e Sir Robert Moray


Continuamos a ler e a ouvir que a Maçonaria Especulativa nasceu em 24 de Junho de 1717 com a criação, por 4 lojas londrinas, da Grande Loja de Londres.
Continuamos a ler e a ouvir que antes desta data existia somente a Maçonaria Operativa, derivada dos grandes construtores dessas maravilhosas obras de arte que são as catedrais existentes em diversos países europeus.

E continuamos a ler e a ouvir que as lojas maçónicas operativas foram admitindo gradualmente em vários locais indivíduos que não estavam ligados às artes e aos ofícios e que eram recebidos como membros dessas lojas.

Podemos dizer que esta é a história oficial que foi criada e insistentemente difundida  como parte de um programa de cultura imperial global muito activo no século XIX por parte da potência dominadora a nível mundial nesse período que foi a Grã- Bretanha.
Este é um lado da questão e importa, na minha simples opinião pessoal, analisar a sensatez e a credibilidade dessa história oficial que não é diferente de quase todas as histórias oficiais de qualquer assunto que reflectem sempre uma visão manipuladora dos factos e das mentes.

O raciocínio de análise e a compilação de múltiplos factos históricos acaba por mostrar o contrasenso de algumas dessas matérias que vamos lendo e ouvindo.
Desde logo, porque não é possível qualquer acção operativa sem ser precedida de uma actividade especulativa.


 Está há muito demonstrado no plano científico e fisiológico que em qualquer actividade, mesmo de complexidade muito rudimentar, o pensamento precede a acção.
Os grandes construtores de catedrais muito antes de começarem a edificar os gigantescos edifícios com aspectos altamente sofisticados a nível estrutural e artístico, passavam, inevitavelmente, largos meses a discutir todos os cálculos de construção e as plantas de todo o conjunto a edificar.

janeiro 24, 2014

O Confronto que nunca procurámos



1 – A PERGUNTA
Na instrução do grau de Aprendiz a primeira pergunta que o Ven? M? faz ao Aprendiz é:
P. – O que é que nos une? Há alguma causa comum entre nós?
R. – Sim, Venerável Mestre.
P. – Qual é, Meu Irmão?
R. – Um Segredo.
P. – Que Segredo?
R. – A Maçonaria.
P. – O que é a Maçonaria?
R. – A Maçonaria é uma sociedade de homens esclarecidos, unidos para trabalhar em comum para o aperfeiçoamento intelectual e moral da humanidade.
P. – A Maçonaria é uma religião?
R. – Não é uma religião no sentido restrito da palavra mas, melhor que qualquer instituição, tem por fim ligar os homens entre si, e, por esse facto é uma religião (de religare) na acepção mais lata do termo.

Neste primeiro grupo de perguntas salienta-se o espírito de união, que deve existir entre todos os Maçons e que o factor que cimenta essa união é um segredo que, no fim, nada não é mais que a própria Maçonaria.

Mas, afinal o que é a Maçonaria? Restringe-se somente à definição acima mostrada? Não. A Maçonaria é algo tão vasto que não há uma só definição mas sim tantas quantas as situações em que se torna necessário defini-la.
Oliveira Marques, defini-a de uma forma singular e interessantíssima. Dizia ele: “ A Maçonaria é uma magnífica escola que só tem alunos. Não tem professores”.

dezembro 04, 2013

A lenda de Hiram Abif

Por ser o centro da organização da Loja Azul, o coração do ritual do terceiro grau, sobre o qual assenta a exaltação ao grau de Mestre, o mito de Hiram Abif (o “Filho da Viúva”) é tema de conhecimento obrigatório. Daí ser esse que, com toda a humildade, pretendi estu-dar.
 Em primeiro lugar, relembrar que, em Maçonaria, se designam por Lojas Azuis as Lojas que trabalham nos três graus essenciais da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Porquê azuis? Simplesmente porque, na sua origem, essa foi a cor escolhida pelos maçons que, no século XVIII, criaram, em Inglaterra, a Grande Loja de Londres.  Nesse tempo, havia apenas um rito praticado e a cor que o identificava, a cor principalmente usada nos artefactos dos maçons, era o azul.
E assim permaneceu, designadamente nos países anglo-saxónicos, que, praticamente em exclusivo, praticam apenas o Rito de York ou suas variantes. A cor deste rito é o azul.

Após a implantação da Maçonaria, seguiu-se um período de criação e proliferação de ritos. Cada rito era, pelos que o criavam, associa-do a uma cor. Das dezenas de ritos que apareceram, como é natural só uns poucos subsistiram. De entre estes, o Rito Escocês Anti-go e Aceito (R.E.A.A), cuja cor é o vermelho.

Na Maçonaria Continental Europeia, em África e na América Latina, as Lojas que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito utilizam-no desde o primeiro grau.   Aqui, o Rito não

novembro 20, 2013

Maçonaria e Igreja Catolica - um relação conturbada




Confesso que o tema me seduz e porque me impele a fazer algo que sempre me atraiu, isto é, pesquisar, analisar, perscrutar, mas a tentação por abordar hoje este tema deriva da sua atualidade, não obstante a longa história atribulada das relações Igreja com a Maçonaria, que dura há, pelo menos, três séculos.

Às dissonâncias a Igreja respondeu, invariavelmente, com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderiram à Maçonaria e com intervenções públicas de altos dignitários da Igreja reprovando, de forma expressa e clara a Maçonaria.


Podemos situar o início das hostilidades em 1356, em Londres, quando foi registada a primeira Associação de Pedreiros Livres.
Com o seu registo, os membros da associação passaram a ter um conjunto de direitos importantes àquela época, como e.g. a liberdade de reunião, que naquele tempo era proibida, devido ao receio da proliferação de conspirações e tramas contra os poderes instituídos, como o da Igreja católica, e também a liberdade para viajar, algo que também estava fortemente condicionado.

Com liberdade de reunião e de circulação, a partilha do saber intensificava-se e, consequentemente, a iliteracia e a insciência diminuíam.

A história começava a mudar!

E a mudança sempre foi algo que a Igreja católica, dogmática e conservadora, não aceitava, exercendo um

outubro 18, 2013

Ritual e Fogos de São João de Verão


I Parte - Solstício
A palavra solstício vem do latim sol (Sol), e sistere (que não se move).
O solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o máximo afastamento angular do Equador. Acontece duas vezes por ano. No Verão, em Junho, e no Inverno, em Dezembro no caso do hemisfério norte. No hemisfério sul, o fenómeno é oposto. No solstício de Verão, a duração do dia é a mais longa do ano e no de Inverno acontece a noite mais longa do ano.

Outro fenómeno astronómico é o equinócio. É o momento em que o Sol, no seu movimento aparente, cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Ocorre também duas vezes por ano, e é o momento em que o dia e a noite têm a mesma duração.

Os solstícios e os equinócios marcam o início das estações do ano: O Inverno, Primavera, Verão e Outono.
Desde os tempos mais remotos que os solstícios são ocasiões marcantes para as mais diversas culturas. A importância do Sol era reconhecida como fonte de luz, calor e vida, sendo o Ser Supremo. Os antigos povos eram verdadeiros adoradores do Sol e prestavam-lhe diversos cultos. Nos mitos persas e hindus temos o culto de Mitra e Agni, nos egípcios o culto de Rá (principal deus da religião egípcia).

Os povos da antiguidade (egípcios, persas, sírios, sumérios, celtas) tinham uma forte ligação com os ciclos da natureza, e comemoravam estas datas com rituais para celebrar, louvar e invocar as dádivas de cada época.
O solstício de inverno (21 de Dezembro) é a noite mais longa do

setembro 28, 2013

S. João Batista, a Festa do Fogo e o simbolismo da Água

S. João  foi desde sempre um símbolo da Maçonaria e encontramo-lo presente em muitas ocasiões e situações.

Assim, a nossa Loja  é uma Loja de S. João e como todos os maçons temos por patronos  os dois santos João. Toda a Maçonaria especulativa, em todo o mundo,  celebra as duas festas solstíciais dos São Joãos : a de Verão, que é agora: o São João Baptista, e a de  Inverno, em Dezembro, o São  João Evangelista.

A celebração desta festa  julga-se ser um  legado dos antigos Collegia  Fabrorum,  grémios  de construtores da antiga Roma, mais tarde transmitida às  corporações de construtores medievais, os maçons operativos, mantendo a natureza iniciática dos construtores romanos. Os  Collegia Fabrorum celebravam a festa do deus  Janus nos dois solistícios, era o deus que fechava e abria as  portas solstíciais no ciclo anual.

Esta história faz-nos penetrar  plenamente no  território mitológico, que, juntamente com os sistemas simbólicos e sociais são os três sistemas próprios da  vida humana.  Estes três sistemas estão sempre juntos e manifestam-se  em qualquer actividade humana, mas sobretudo colocam-se em relevo em todos os actos rituais. Os Rituais maçónicos são uma evidência da interação dos três sistemas mencionados.
 Em toda a Europa  e desde  tempos imemoriais  os agricultores têm o costume de acender  fogueiras em determinadas épocas do ano e dançar junto a elas  ou saltar  por cima. A época do ano em que estas  festas do fogo têm sido mais geralmente celebradas é no solstício de Verão. Segundo Frazer, existem  duas hipóteses para a interpretação destes rituais ígneos. A primeira é a

julho 24, 2013

O que vimos fazer à Loja?

A pergunta relativamente à qual  gostaria  que reflectíssemos conjuntamente é a  seguinte:

" O que vimos fazer à Loja?"

Nenhum de nós, depois de anos de prática, escapou a esta pergunta.
Quem não se interrogou, uma vez ou outra, que   mosca lhe teria mordido para que se  encontrar vestido de trajes  coloridos,   num cenário de papelão?

Convido-o  desde já  a um debate sobre este assunto  não para me  fazer, contudo ,  perguntas,  mas para exprimir  cada qual  o vosso sentimento  pessoal  face a  esta  pergunta.
O sistema de perguntas e respostas rituais que bem conhecemos é o resultado duma dialética e esta  dialética é uma chave.

Este sistema é utilizado desde tempos imemoriais, por qualquer  Sociedade dita  iniciática.
Frederick Tristan, que  conheci  bem,  e que era ex-orador da Loja de Pesquisa Villard de Honnecourt e antigo redactor em chefe   da revista homónima,  escreveu um livro sobre a sociedade de Houng  na China, onde   nos mostra que este sistema já estava em uso na época de Lao-Tzu.  Nós  não inventámos nada.

Naturalmente  certos rituais deram ,  portanto ,  uma resposta a  esta questão.

julho 02, 2013

O Livre-pensamento como razão de ser da Maçonaria


O livre-pensador é alguém que "forma as  suas opiniões com base na razão, independentemente da religião, tradição, autoridade e ideias estabelecidas,  para ser dono das  suas próprias decisões" (Wikipedia) ou, ainda, quem  se acolhe ao Livre-pensamento) que é a "Doutrina que reclama para a razão individual independência absoluta de todo o critério sobrenatural" (RAE). Isto significa que,  acima de qualquer outra consideração, trata-se dum indivíduo que rejeita qualquer opinião  que não seja baseada na razão.

Óbviamente que não estamos  perante  uma questão  relevante apenas para os maçons, embora seja óbvio que, se algo é um maçom ou maçona,  é livre- pensador - não alguém que pensa com liberdade -  embora esta condição seja aplicada, também, para aqueles que seguem a escola racionalista ou a do humanismo ou secular.

Sendo certo que o humanismo é algo que entronca  muito directamente com o pensamento filosófico de nossa Ordem, o Direito Humano, mas sem que tal seja  exclusivo, já que pode ser encontrado no GOdF, talvez porque o DH é , em grande medida, herdeiro do pensamento filosófico desta  Obediência liberal francesa, embora levado a um ponto superior, ao ter considerado todos os seres iguais,  muito antes do que aquela o fez.