maio 10, 2014

Procura Iniciática e Transmissão



  por: Irène Mainguy 

Qualquer procura iniciática centra-se  em torno de várias questões que se podem ligar ao nosso compromisso com a Maçonaria  que nos leva a interrrogar-nos:

- Por que entramos na Maçonaria? 
- O que procuramos? 
- Por que ficamos? 

Estas perguntas simples são todavia essenciais e devem estar constantemente no centro de nosso pensamento, se pretendermos abrirmos mais a nossa consciência e compreensão.

A pergunta efectuada na primeira parte da instrução no primeiro grau responde à pergunta:
D - Por que é que te tornaste maçon?
R - Para alcançar os segredos da Maçonaria e para sair das trevas.

Essa resposta leva-nos a observar que tomámos consciência dum modo mais ou menos claro da dualidade, sob estes dois aspectos  e que uma abordagem voluntária se afirma para descobrir a Luz, isto é, sair da multiplicidade das trevas e encontrar a Unidade.

Entre os princípios básicos subjacentes à Ordem, existem o amor fraternal, a benevolência, a procura da Verdade que devem ser a qualquer momento o motor da nossa reflexão e da nossa acção.

Uma meditação regular dos rituais e das instruções é um dos meios de abrir nosso coração e a nossa consciência ao Essencial. É uma prática de longo fôlego, muitas vezes difícil e desafiadora onde  "o esquadro deve regular as nossas acções e o compasso traçar os justos limites que devemos observar na nossa conduta para com nossos semelhantes."O ponto de partida desta provação é o despojamento dos metais, prova antes da cerimónia de iniciação,

abril 08, 2014

Comportamento Maçónico e a Loja – algumas notas

I – Introdução
O simbolismo de nos despojamos dos metais à entrada em Templo, significa que não devemos  transportar  para dentro  os ressentimentos da vida profana,  as questiúnculas ou despeitos  que nos separam, mas sim  a compreensão, o respeito,  a tolerância  e a fraternidade que devem prevalecer no nosso convívio, apesar das naturais diferenças de opinião.  Como podemos aperfeiçoar esta postura se não frequentarmos da Loj.´. assíduamente? 

Ser Maçom não pode nem deve, ser considerado estatuto de  tipo «nobiliárquico», mais ou menos correlacionado com perspectivas de promoção social, profissional  ou outras. Quem assim pensa (ou pensou) engana(ou)-se redondamente e está (estará) mal enquadrado e/ou a mais  na A.´. O.´..

Para sermos Maç.´. dignos dessa distinção (recordando o sapientíssimo  Ir.´. António Arnauth «não é maçom quem quer») é preciso perseverar diáriamente no trilho maçónico, tanto mais difícil numa sociedade em que a mentira, a falta de ética, o oportunismo  e o servilismo sem disfarces   são diáriamente evidenciados e/ou promovidos por  quem não  o deveria –    dirigentes e responsáveis políticos aos  diversos níveis,  jornalistas, comentadores /eiros,  nomeados por “compadrio”,  etc. etc..

É por vezes usual desculpabilizá-los pela «natureza humana», mas tal impele-me a reclamar ao G.´.A.´. que nos tempos que correm e por estes lados da Europa (à beira-mar plantados),  a concentração desta tipologia,  pecará  por algum exagero....

É intervindo coerentemente na Sociedade  de acordo com os princípios que nos norteiam,    cooperando activamente nos trabalhos em Loj, (estudando os clássicos e textos de IIr? mais credenciados,   elaborando ou analisando pranchas, discutindo  ou comentando intervenções,  etc.,...), apoiando os IIr. mais necessitados, que o Maç.´. constroi progressivamente o seu edíficio interior, ao mesmo tempo que  contribui para consolidar o exterior, ou seja a A.´. Or.´..


março 20, 2014

Liberdade, Igualdade, Fraternidade: uma questão prática e de honra ou meramente teórica e de circunstância?!

Permiti-me escolher este tema, porque vivemos tempos muito difíceis, por isso creio que urge refletir sobre o que somos, o que queremos, para onde vamos e para onde queremos ir, o que pretendemos para todos e para nós, o que pensamos do futuro e o queremos que o futuro nos traga, o que fizemos, o que estamos a fazer e o que pretendemos fazer!
O que temos em presença exige de nós, individualmente, uma introspeção a que devemos necessariamente recorrer, porquanto dela brotam a lucidez e o raciocínio lógico e racional. Não se olvide, porém, que nos devemos cingir ao individual, porque além desta dimensão, importa também o coletivo.

Não tenhamos dúvidas de que a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade são mais necessários do que nunca, pois o irracionalismo, o fundamentalismo, o obscurantismo, a barbárie e o capitalismo desenfreado estão a colocar em causa os alicerces do edifício que a humanidade erigiu e que levou, e.g. à abolição da escravatura ou à igualdade do género.
Importa referir, desde já, que ao contrário do que se diz, o lema objeto da presente prancha não é de origem maçónica, cuja divisa original era “fraternidade, alívio e verdade”, nem nasceu com a Revolução Francesa cujo lema original era “liberdade, igualdade e morte”.

Em relação à maçonaria, a divisa (1)  foi adotada na segunda metade do século XIX pela maçonaria francesa, acabando por se disseminar por todo o mundo maçónico; em relação à Revolução Francesa, apenas em 1848, na 2ª República o lema foi adotado em França, ou seja, sessenta anos depois da Revolução (2).
No entanto, diz-se que o lema é de origens ancestrais, ao que se crê da Antiga Índia, sendo visível ainda hoje nas escolas e religiões, havendo também vestígios em Johann Kelperès, criador da primeira seita comunista, também conhecida por “comunismo cristão”, em 1694, que apregoava que o Messias seria o distribuidor da justiça (a ideia de igualdade), o grande irmão (a ideia de fraternidade) e o libertador (a ideia de liberdade).

fevereiro 20, 2014

Maçonaria Especulativa e Sir Robert Moray


Continuamos a ler e a ouvir que a Maçonaria Especulativa nasceu em 24 de Junho de 1717 com a criação, por 4 lojas londrinas, da Grande Loja de Londres.
Continuamos a ler e a ouvir que antes desta data existia somente a Maçonaria Operativa, derivada dos grandes construtores dessas maravilhosas obras de arte que são as catedrais existentes em diversos países europeus.

E continuamos a ler e a ouvir que as lojas maçónicas operativas foram admitindo gradualmente em vários locais indivíduos que não estavam ligados às artes e aos ofícios e que eram recebidos como membros dessas lojas.

Podemos dizer que esta é a história oficial que foi criada e insistentemente difundida  como parte de um programa de cultura imperial global muito activo no século XIX por parte da potência dominadora a nível mundial nesse período que foi a Grã- Bretanha.
Este é um lado da questão e importa, na minha simples opinião pessoal, analisar a sensatez e a credibilidade dessa história oficial que não é diferente de quase todas as histórias oficiais de qualquer assunto que reflectem sempre uma visão manipuladora dos factos e das mentes.

O raciocínio de análise e a compilação de múltiplos factos históricos acaba por mostrar o contrasenso de algumas dessas matérias que vamos lendo e ouvindo.
Desde logo, porque não é possível qualquer acção operativa sem ser precedida de uma actividade especulativa.


 Está há muito demonstrado no plano científico e fisiológico que em qualquer actividade, mesmo de complexidade muito rudimentar, o pensamento precede a acção.
Os grandes construtores de catedrais muito antes de começarem a edificar os gigantescos edifícios com aspectos altamente sofisticados a nível estrutural e artístico, passavam, inevitavelmente, largos meses a discutir todos os cálculos de construção e as plantas de todo o conjunto a edificar.

janeiro 24, 2014

O Confronto que nunca procurámos



1 – A PERGUNTA
Na instrução do grau de Aprendiz a primeira pergunta que o Ven? M? faz ao Aprendiz é:
P. – O que é que nos une? Há alguma causa comum entre nós?
R. – Sim, Venerável Mestre.
P. – Qual é, Meu Irmão?
R. – Um Segredo.
P. – Que Segredo?
R. – A Maçonaria.
P. – O que é a Maçonaria?
R. – A Maçonaria é uma sociedade de homens esclarecidos, unidos para trabalhar em comum para o aperfeiçoamento intelectual e moral da humanidade.
P. – A Maçonaria é uma religião?
R. – Não é uma religião no sentido restrito da palavra mas, melhor que qualquer instituição, tem por fim ligar os homens entre si, e, por esse facto é uma religião (de religare) na acepção mais lata do termo.

Neste primeiro grupo de perguntas salienta-se o espírito de união, que deve existir entre todos os Maçons e que o factor que cimenta essa união é um segredo que, no fim, nada não é mais que a própria Maçonaria.

Mas, afinal o que é a Maçonaria? Restringe-se somente à definição acima mostrada? Não. A Maçonaria é algo tão vasto que não há uma só definição mas sim tantas quantas as situações em que se torna necessário defini-la.
Oliveira Marques, defini-a de uma forma singular e interessantíssima. Dizia ele: “ A Maçonaria é uma magnífica escola que só tem alunos. Não tem professores”.

dezembro 04, 2013

A lenda de Hiram Abif

Por ser o centro da organização da Loja Azul, o coração do ritual do terceiro grau, sobre o qual assenta a exaltação ao grau de Mestre, o mito de Hiram Abif (o “Filho da Viúva”) é tema de conhecimento obrigatório. Daí ser esse que, com toda a humildade, pretendi estu-dar.
 Em primeiro lugar, relembrar que, em Maçonaria, se designam por Lojas Azuis as Lojas que trabalham nos três graus essenciais da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Porquê azuis? Simplesmente porque, na sua origem, essa foi a cor escolhida pelos maçons que, no século XVIII, criaram, em Inglaterra, a Grande Loja de Londres.  Nesse tempo, havia apenas um rito praticado e a cor que o identificava, a cor principalmente usada nos artefactos dos maçons, era o azul.
E assim permaneceu, designadamente nos países anglo-saxónicos, que, praticamente em exclusivo, praticam apenas o Rito de York ou suas variantes. A cor deste rito é o azul.

Após a implantação da Maçonaria, seguiu-se um período de criação e proliferação de ritos. Cada rito era, pelos que o criavam, associa-do a uma cor. Das dezenas de ritos que apareceram, como é natural só uns poucos subsistiram. De entre estes, o Rito Escocês Anti-go e Aceito (R.E.A.A), cuja cor é o vermelho.

Na Maçonaria Continental Europeia, em África e na América Latina, as Lojas que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito utilizam-no desde o primeiro grau.   Aqui, o Rito não

novembro 20, 2013

Maçonaria e Igreja Catolica - um relação conturbada




Confesso que o tema me seduz e porque me impele a fazer algo que sempre me atraiu, isto é, pesquisar, analisar, perscrutar, mas a tentação por abordar hoje este tema deriva da sua atualidade, não obstante a longa história atribulada das relações Igreja com a Maçonaria, que dura há, pelo menos, três séculos.

Às dissonâncias a Igreja respondeu, invariavelmente, com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderiram à Maçonaria e com intervenções públicas de altos dignitários da Igreja reprovando, de forma expressa e clara a Maçonaria.


Podemos situar o início das hostilidades em 1356, em Londres, quando foi registada a primeira Associação de Pedreiros Livres.
Com o seu registo, os membros da associação passaram a ter um conjunto de direitos importantes àquela época, como e.g. a liberdade de reunião, que naquele tempo era proibida, devido ao receio da proliferação de conspirações e tramas contra os poderes instituídos, como o da Igreja católica, e também a liberdade para viajar, algo que também estava fortemente condicionado.

Com liberdade de reunião e de circulação, a partilha do saber intensificava-se e, consequentemente, a iliteracia e a insciência diminuíam.

A história começava a mudar!

E a mudança sempre foi algo que a Igreja católica, dogmática e conservadora, não aceitava, exercendo um

outubro 18, 2013

Ritual e Fogos de São João de Verão


I Parte - Solstício
A palavra solstício vem do latim sol (Sol), e sistere (que não se move).
O solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o máximo afastamento angular do Equador. Acontece duas vezes por ano. No Verão, em Junho, e no Inverno, em Dezembro no caso do hemisfério norte. No hemisfério sul, o fenómeno é oposto. No solstício de Verão, a duração do dia é a mais longa do ano e no de Inverno acontece a noite mais longa do ano.

Outro fenómeno astronómico é o equinócio. É o momento em que o Sol, no seu movimento aparente, cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Ocorre também duas vezes por ano, e é o momento em que o dia e a noite têm a mesma duração.

Os solstícios e os equinócios marcam o início das estações do ano: O Inverno, Primavera, Verão e Outono.
Desde os tempos mais remotos que os solstícios são ocasiões marcantes para as mais diversas culturas. A importância do Sol era reconhecida como fonte de luz, calor e vida, sendo o Ser Supremo. Os antigos povos eram verdadeiros adoradores do Sol e prestavam-lhe diversos cultos. Nos mitos persas e hindus temos o culto de Mitra e Agni, nos egípcios o culto de Rá (principal deus da religião egípcia).

Os povos da antiguidade (egípcios, persas, sírios, sumérios, celtas) tinham uma forte ligação com os ciclos da natureza, e comemoravam estas datas com rituais para celebrar, louvar e invocar as dádivas de cada época.
O solstício de inverno (21 de Dezembro) é a noite mais longa do

setembro 28, 2013

S. João Batista, a Festa do Fogo e o simbolismo da Água

S. João  foi desde sempre um símbolo da Maçonaria e encontramo-lo presente em muitas ocasiões e situações.

Assim, a nossa Loja  é uma Loja de S. João e como todos os maçons temos por patronos  os dois santos João. Toda a Maçonaria especulativa, em todo o mundo,  celebra as duas festas solstíciais dos São Joãos : a de Verão, que é agora: o São João Baptista, e a de  Inverno, em Dezembro, o São  João Evangelista.

A celebração desta festa  julga-se ser um  legado dos antigos Collegia  Fabrorum,  grémios  de construtores da antiga Roma, mais tarde transmitida às  corporações de construtores medievais, os maçons operativos, mantendo a natureza iniciática dos construtores romanos. Os  Collegia Fabrorum celebravam a festa do deus  Janus nos dois solistícios, era o deus que fechava e abria as  portas solstíciais no ciclo anual.

Esta história faz-nos penetrar  plenamente no  território mitológico, que, juntamente com os sistemas simbólicos e sociais são os três sistemas próprios da  vida humana.  Estes três sistemas estão sempre juntos e manifestam-se  em qualquer actividade humana, mas sobretudo colocam-se em relevo em todos os actos rituais. Os Rituais maçónicos são uma evidência da interação dos três sistemas mencionados.
 Em toda a Europa  e desde  tempos imemoriais  os agricultores têm o costume de acender  fogueiras em determinadas épocas do ano e dançar junto a elas  ou saltar  por cima. A época do ano em que estas  festas do fogo têm sido mais geralmente celebradas é no solstício de Verão. Segundo Frazer, existem  duas hipóteses para a interpretação destes rituais ígneos. A primeira é a

julho 24, 2013

O que vimos fazer à Loja?

A pergunta relativamente à qual  gostaria  que reflectíssemos conjuntamente é a  seguinte:

" O que vimos fazer à Loja?"

Nenhum de nós, depois de anos de prática, escapou a esta pergunta.
Quem não se interrogou, uma vez ou outra, que   mosca lhe teria mordido para que se  encontrar vestido de trajes  coloridos,   num cenário de papelão?

Convido-o  desde já  a um debate sobre este assunto  não para me  fazer, contudo ,  perguntas,  mas para exprimir  cada qual  o vosso sentimento  pessoal  face a  esta  pergunta.
O sistema de perguntas e respostas rituais que bem conhecemos é o resultado duma dialética e esta  dialética é uma chave.

Este sistema é utilizado desde tempos imemoriais, por qualquer  Sociedade dita  iniciática.
Frederick Tristan, que  conheci  bem,  e que era ex-orador da Loja de Pesquisa Villard de Honnecourt e antigo redactor em chefe   da revista homónima,  escreveu um livro sobre a sociedade de Houng  na China, onde   nos mostra que este sistema já estava em uso na época de Lao-Tzu.  Nós  não inventámos nada.

Naturalmente  certos rituais deram ,  portanto ,  uma resposta a  esta questão.

julho 02, 2013

O Livre-pensamento como razão de ser da Maçonaria


O livre-pensador é alguém que "forma as  suas opiniões com base na razão, independentemente da religião, tradição, autoridade e ideias estabelecidas,  para ser dono das  suas próprias decisões" (Wikipedia) ou, ainda, quem  se acolhe ao Livre-pensamento) que é a "Doutrina que reclama para a razão individual independência absoluta de todo o critério sobrenatural" (RAE). Isto significa que,  acima de qualquer outra consideração, trata-se dum indivíduo que rejeita qualquer opinião  que não seja baseada na razão.

Óbviamente que não estamos  perante  uma questão  relevante apenas para os maçons, embora seja óbvio que, se algo é um maçom ou maçona,  é livre- pensador - não alguém que pensa com liberdade -  embora esta condição seja aplicada, também, para aqueles que seguem a escola racionalista ou a do humanismo ou secular.

Sendo certo que o humanismo é algo que entronca  muito directamente com o pensamento filosófico de nossa Ordem, o Direito Humano, mas sem que tal seja  exclusivo, já que pode ser encontrado no GOdF, talvez porque o DH é , em grande medida, herdeiro do pensamento filosófico desta  Obediência liberal francesa, embora levado a um ponto superior, ao ter considerado todos os seres iguais,  muito antes do que aquela o fez.

junho 26, 2013

O Experto e a Loja - Origens, Funções e Simbolismo



I – Origens
É geralmente aceite pelos  historiadores, que terão sido os «Estatutos de Shaw» ( resultado da reunião realizada em Edimburgh, em 28.Dez. de 1598, convocada e dirigida por William Shaw, mestre de obras do reino da Escócia para todas as construções oficiais, durante o reinado de James VI  - I de Inglaterra), o primeiro documento conhecido onde são lançadas as bases da organização do sistema de Lojas da Maç:. operativa, de que deriva a estrutura das Loj:.  especulativas .

A historiografia maçónica actual permite concluir que as primeiras Loj:. especulativas funcionavam ainda com razoável número de  regras e  costumes provenientes da maçonaria operativa. Eram dirigidas únicamente por um Maç:. a que se dava o titulo de Mestre, assistido inicialmente por  um Vigilante e posteriormente por dois.  O «Edimburgh Register, circa 1630/1650” ( um dos documentos conhecidos mais antigos que referem a organização das Loj:.), menciona a existência de um Mestre, dois Vigilantes e dois “stewards”.     
             
Nos documentos relativos aos “Antigos”  é descrita a existência de dois diáconos, designados respectivamente por  guias de intendência e de  circulação, desempenhando estas funções.  O R.E.A.A. suprimiu os diáconos,  substituindo o guia de intendência pelo Experto (EXP) e o guia de circulação pelo Mestre de Cerimónias (MC).   No rito de Emulação não existe o EXP,  sendo as suas funções repartidas entre os diáconos e o Director de Cerimónias.

O número de Oficiais das Loj:. Maç:. varia conforme os ritos praticados, existindo contudo um trio dirigente comum a todas, o VM:., o 1º VIG:. e o 2º VIG:..  Em França, o cargo de ORA surgiu entre 1725/30 para libertar o VM:. das funções de análise e resumo dos Trabalhos, conformidade com as  Declaração de Princípios, Estatutos e Regulamentos da Ord:. e conclusão das sessões. Nessa época, as lojas inglesas eram compostas únicamente por cinco oficiais: