Permiti-me escolher este tema, porque vivemos tempos muito difíceis, por isso creio que urge refletir sobre o que somos, o que queremos, para onde vamos e para onde queremos ir, o que pretendemos para todos e para nós, o que pensamos do futuro e o queremos que o futuro nos traga, o que fizemos, o que estamos a fazer e o que pretendemos fazer!
O que temos em presença exige de nós, individualmente, uma introspeção a que devemos necessariamente recorrer, porquanto dela brotam a lucidez e o raciocínio lógico e racional. Não se olvide, porém, que nos devemos cingir ao individual, porque além desta dimensão, importa também o coletivo.
Não tenhamos dúvidas de que a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade são mais necessários do que nunca, pois o irracionalismo, o fundamentalismo, o obscurantismo, a barbárie e o capitalismo desenfreado estão a colocar em causa os alicerces do edifício que a humanidade erigiu e que levou, e.g. à abolição da escravatura ou à igualdade do género.
Importa referir, desde já, que ao contrário do que se diz, o lema objeto da presente prancha não é de origem maçónica, cuja divisa original era “fraternidade, alívio e verdade”, nem nasceu com a Revolução Francesa cujo lema original era “liberdade, igualdade e morte”.
Em relação à maçonaria, a divisa (1) foi adotada na segunda metade do século XIX pela maçonaria francesa, acabando por se disseminar por todo o mundo maçónico; em relação à Revolução Francesa, apenas em 1848, na 2ª República o lema foi adotado em França, ou seja, sessenta anos depois da Revolução (2).
No entanto, diz-se que o lema é de origens ancestrais, ao que se crê da Antiga Índia, sendo visível ainda hoje nas escolas e religiões, havendo também vestígios em Johann Kelperès, criador da primeira seita comunista, também conhecida por “comunismo cristão”, em 1694, que apregoava que o Messias seria o distribuidor da justiça (a ideia de igualdade), o grande irmão (a ideia de fraternidade) e o libertador (a ideia de liberdade).
março 20, 2014
Liberdade, Igualdade, Fraternidade: uma questão prática e de honra ou meramente teórica e de circunstância?!
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fevereiro 20, 2014
Maçonaria Especulativa e Sir Robert Moray
Continuamos a ler e a ouvir que a Maçonaria Especulativa nasceu em 24 de Junho de 1717 com a criação, por 4 lojas londrinas, da Grande Loja de Londres.
Continuamos a ler e a ouvir que antes desta data existia somente a Maçonaria Operativa, derivada dos grandes construtores dessas maravilhosas obras de arte que são as catedrais existentes em diversos países europeus.
E continuamos a ler e a ouvir que as lojas maçónicas operativas foram admitindo gradualmente em vários locais indivíduos que não estavam ligados às artes e aos ofícios e que eram recebidos como membros dessas lojas.
Podemos dizer que esta é a história oficial que foi criada e insistentemente difundida como parte de um programa de cultura imperial global muito activo no século XIX por parte da potência dominadora a nível mundial nesse período que foi a Grã- Bretanha.
Este é um lado da questão e importa, na minha simples opinião pessoal, analisar a sensatez e a credibilidade dessa história oficial que não é diferente de quase todas as histórias oficiais de qualquer assunto que reflectem sempre uma visão manipuladora dos factos e das mentes.
O raciocínio de análise e a compilação de múltiplos factos históricos acaba por mostrar o contrasenso de algumas dessas matérias que vamos lendo e ouvindo. Desde logo, porque não é possível qualquer acção operativa sem ser precedida de uma actividade especulativa.
Está há muito demonstrado no plano científico e fisiológico que em qualquer actividade, mesmo de complexidade muito rudimentar, o pensamento precede a acção.
Os grandes construtores de catedrais muito antes de começarem a edificar os gigantescos edifícios com aspectos altamente sofisticados a nível estrutural e artístico, passavam, inevitavelmente, largos meses a discutir todos os cálculos de construção e as plantas de todo o conjunto a edificar.
janeiro 24, 2014
O Confronto que nunca procurámos
1 – A PERGUNTA
Na instrução do grau de Aprendiz a primeira pergunta que o Ven? M? faz ao Aprendiz é:
P. – O que é que nos une? Há alguma causa comum entre nós?
R. – Sim, Venerável Mestre.
P. – Qual é, Meu Irmão?
R. – Um Segredo.
P. – Que Segredo?
R. – A Maçonaria.
P. – O que é a Maçonaria?
R. – A Maçonaria é uma sociedade de homens esclarecidos, unidos para trabalhar em comum para o aperfeiçoamento intelectual e moral da humanidade.
P. – A Maçonaria é uma religião?
R. – Não é uma religião no sentido restrito da palavra mas, melhor que qualquer instituição, tem por fim ligar os homens entre si, e, por esse facto é uma religião (de religare) na acepção mais lata do termo.
Neste primeiro grupo de perguntas salienta-se o espírito de união, que deve existir entre todos os Maçons e que o factor que cimenta essa união é um segredo que, no fim, nada não é mais que a própria Maçonaria.
Mas, afinal o que é a Maçonaria? Restringe-se somente à definição acima mostrada? Não. A Maçonaria é algo tão vasto que não há uma só definição mas sim tantas quantas as situações em que se torna necessário defini-la.
Oliveira Marques, defini-a de uma forma singular e interessantíssima. Dizia ele: “ A Maçonaria é uma magnífica escola que só tem alunos. Não tem professores”.
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dezembro 04, 2013
A lenda de Hiram Abif
Por ser o centro da organização da Loja Azul, o coração do ritual do terceiro grau, sobre o qual assenta a exaltação ao grau de Mestre, o mito de Hiram Abif (o “Filho da Viúva”) é tema de conhecimento obrigatório. Daí ser esse que, com toda a humildade, pretendi estu-dar.
Em primeiro lugar, relembrar que, em Maçonaria, se designam por Lojas Azuis as Lojas que trabalham nos três graus essenciais da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre.
Porquê azuis? Simplesmente porque, na sua origem, essa foi a cor escolhida pelos maçons que, no século XVIII, criaram, em Inglaterra, a Grande Loja de Londres. Nesse tempo, havia apenas um rito praticado e a cor que o identificava, a cor principalmente usada nos artefactos dos maçons, era o azul.
E assim permaneceu, designadamente nos países anglo-saxónicos, que, praticamente em exclusivo, praticam apenas o Rito de York ou suas variantes. A cor deste rito é o azul.
Após a implantação da Maçonaria, seguiu-se um período de criação e proliferação de ritos. Cada rito era, pelos que o criavam, associa-do a uma cor. Das dezenas de ritos que apareceram, como é natural só uns poucos subsistiram. De entre estes, o Rito Escocês Anti-go e Aceito (R.E.A.A), cuja cor é o vermelho.
Na Maçonaria Continental Europeia, em África e na América Latina, as Lojas que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito utilizam-no desde o primeiro grau. Aqui, o Rito não
Em primeiro lugar, relembrar que, em Maçonaria, se designam por Lojas Azuis as Lojas que trabalham nos três graus essenciais da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre.
Porquê azuis? Simplesmente porque, na sua origem, essa foi a cor escolhida pelos maçons que, no século XVIII, criaram, em Inglaterra, a Grande Loja de Londres. Nesse tempo, havia apenas um rito praticado e a cor que o identificava, a cor principalmente usada nos artefactos dos maçons, era o azul.
E assim permaneceu, designadamente nos países anglo-saxónicos, que, praticamente em exclusivo, praticam apenas o Rito de York ou suas variantes. A cor deste rito é o azul.
Após a implantação da Maçonaria, seguiu-se um período de criação e proliferação de ritos. Cada rito era, pelos que o criavam, associa-do a uma cor. Das dezenas de ritos que apareceram, como é natural só uns poucos subsistiram. De entre estes, o Rito Escocês Anti-go e Aceito (R.E.A.A), cuja cor é o vermelho.
Na Maçonaria Continental Europeia, em África e na América Latina, as Lojas que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito utilizam-no desde o primeiro grau. Aqui, o Rito não
novembro 20, 2013
Maçonaria e Igreja Catolica - um relação conturbada

Confesso que o tema me seduz e porque me impele a fazer algo que sempre me atraiu, isto é, pesquisar, analisar, perscrutar, mas a tentação por abordar hoje este tema deriva da sua atualidade, não obstante a longa história atribulada das relações Igreja com a Maçonaria, que dura há, pelo menos, três séculos.
Às dissonâncias a Igreja respondeu, invariavelmente, com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderiram à Maçonaria e com intervenções públicas de altos dignitários da Igreja reprovando, de forma expressa e clara a Maçonaria.

Podemos situar o início das hostilidades em 1356, em Londres, quando foi registada a primeira Associação de Pedreiros Livres.
Com o seu registo, os membros da associação passaram a ter um conjunto de direitos importantes àquela época, como e.g. a liberdade de reunião, que naquele tempo era proibida, devido ao receio da proliferação de conspirações e tramas contra os poderes instituídos, como o da Igreja católica, e também a liberdade para viajar, algo que também estava fortemente condicionado.
Com liberdade de reunião e de circulação, a partilha do saber intensificava-se e, consequentemente, a iliteracia e a insciência diminuíam.
A história começava a mudar!
E a mudança sempre foi algo que a Igreja católica, dogmática e conservadora, não aceitava, exercendo um
outubro 18, 2013
Ritual e Fogos de São João de Verão
A palavra solstício vem do latim sol (Sol), e sistere (que não se move).
O solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o máximo afastamento angular do Equador. Acontece duas vezes por ano. No Verão, em Junho, e no Inverno, em Dezembro no caso do hemisfério norte. No hemisfério sul, o fenómeno é oposto. No solstício de Verão, a duração do dia é a mais longa do ano e no de Inverno acontece a noite mais longa do ano.
Outro fenómeno astronómico é o equinócio. É o momento em que o Sol, no seu movimento aparente, cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Ocorre também duas vezes por ano, e é o momento em que o dia e a noite têm a mesma duração.
Os solstícios e os equinócios marcam o início das estações do ano: O Inverno, Primavera, Verão e Outono.
Desde os tempos mais remotos que os solstícios são ocasiões marcantes para as mais diversas culturas. A importância do Sol era reconhecida como fonte de luz, calor e vida, sendo o Ser Supremo. Os antigos povos eram verdadeiros adoradores do Sol e prestavam-lhe diversos cultos. Nos mitos persas e hindus temos o culto de Mitra e Agni, nos egípcios o culto de Rá (principal deus da religião egípcia).
Os povos da antiguidade (egípcios, persas, sírios, sumérios, celtas) tinham uma forte ligação com os ciclos da natureza, e comemoravam estas datas com rituais para celebrar, louvar e invocar as dádivas de cada época.
O solstício de inverno (21 de Dezembro) é a noite mais longa do
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setembro 28, 2013
S. João Batista, a Festa do Fogo e o simbolismo da Água
S. João foi desde sempre um símbolo da Maçonaria e encontramo-lo presente em muitas ocasiões e situações.
A celebração desta festa julga-se ser um legado dos antigos Collegia Fabrorum, grémios de construtores da antiga Roma, mais tarde transmitida às corporações de construtores medievais, os maçons operativos, mantendo a natureza iniciática dos construtores romanos. Os Collegia Fabrorum celebravam a festa do deus Janus nos dois solistícios, era o deus que fechava e abria as portas solstíciais no ciclo anual.

Esta história faz-nos penetrar plenamente no território mitológico, que, juntamente com os sistemas simbólicos e sociais são os três sistemas próprios da vida humana. Estes três sistemas estão sempre juntos e manifestam-se em qualquer actividade humana, mas sobretudo colocam-se em relevo em todos os actos rituais. Os Rituais maçónicos são uma evidência da interação dos três sistemas mencionados.
Em toda a Europa e desde tempos imemoriais os agricultores têm o costume de acender fogueiras em determinadas épocas do ano e dançar junto a elas ou saltar por cima. A época do ano em que estas festas do fogo têm sido mais geralmente celebradas é no solstício de Verão. Segundo Frazer, existem duas hipóteses para a interpretação destes rituais ígneos. A primeira é a
Assim, a nossa Loja é uma Loja de S. João e como todos os maçons temos por patronos os dois santos João. Toda a Maçonaria especulativa, em todo o mundo, celebra as duas festas solstíciais dos São Joãos : a de Verão, que é agora: o São João Baptista, e a de Inverno, em Dezembro, o São João Evangelista.
A celebração desta festa julga-se ser um legado dos antigos Collegia Fabrorum, grémios de construtores da antiga Roma, mais tarde transmitida às corporações de construtores medievais, os maçons operativos, mantendo a natureza iniciática dos construtores romanos. Os Collegia Fabrorum celebravam a festa do deus Janus nos dois solistícios, era o deus que fechava e abria as portas solstíciais no ciclo anual.

Esta história faz-nos penetrar plenamente no território mitológico, que, juntamente com os sistemas simbólicos e sociais são os três sistemas próprios da vida humana. Estes três sistemas estão sempre juntos e manifestam-se em qualquer actividade humana, mas sobretudo colocam-se em relevo em todos os actos rituais. Os Rituais maçónicos são uma evidência da interação dos três sistemas mencionados.
Em toda a Europa e desde tempos imemoriais os agricultores têm o costume de acender fogueiras em determinadas épocas do ano e dançar junto a elas ou saltar por cima. A época do ano em que estas festas do fogo têm sido mais geralmente celebradas é no solstício de Verão. Segundo Frazer, existem duas hipóteses para a interpretação destes rituais ígneos. A primeira é a
julho 24, 2013
O que vimos fazer à Loja?
A pergunta relativamente à qual gostaria que reflectíssemos conjuntamente é a seguinte:
" O que vimos fazer à Loja?"
Nenhum de nós, depois de anos de prática, escapou a esta pergunta.
Quem não se interrogou, uma vez ou outra, que mosca lhe teria mordido para que se encontrar vestido de trajes coloridos, num cenário de papelão?
Convido-o desde já a um debate sobre este assunto não para me fazer, contudo , perguntas, mas para exprimir cada qual o vosso sentimento pessoal face a esta pergunta.
O sistema de perguntas e respostas rituais que bem conhecemos é o resultado duma dialética e esta dialética é uma chave.
Este sistema é utilizado desde tempos imemoriais, por qualquer Sociedade dita iniciática.
Frederick Tristan, que conheci bem, e que era ex-orador da Loja de Pesquisa Villard de Honnecourt e antigo redactor em chefe da revista homónima, escreveu um livro sobre a sociedade de Houng na China, onde nos mostra que este sistema já estava em uso na época de Lao-Tzu. Nós não inventámos nada.
Naturalmente certos rituais deram , portanto , uma resposta a esta questão.
" O que vimos fazer à Loja?"
Nenhum de nós, depois de anos de prática, escapou a esta pergunta.
Quem não se interrogou, uma vez ou outra, que mosca lhe teria mordido para que se encontrar vestido de trajes coloridos, num cenário de papelão?
Convido-o desde já a um debate sobre este assunto não para me fazer, contudo , perguntas, mas para exprimir cada qual o vosso sentimento pessoal face a esta pergunta.
O sistema de perguntas e respostas rituais que bem conhecemos é o resultado duma dialética e esta dialética é uma chave.
Este sistema é utilizado desde tempos imemoriais, por qualquer Sociedade dita iniciática.
Frederick Tristan, que conheci bem, e que era ex-orador da Loja de Pesquisa Villard de Honnecourt e antigo redactor em chefe da revista homónima, escreveu um livro sobre a sociedade de Houng na China, onde nos mostra que este sistema já estava em uso na época de Lao-Tzu. Nós não inventámos nada.
Naturalmente certos rituais deram , portanto , uma resposta a esta questão.
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julho 02, 2013
O Livre-pensamento como razão de ser da Maçonaria
O livre-pensador é alguém que "forma as suas opiniões com base na razão, independentemente da religião, tradição, autoridade e ideias estabelecidas, para ser dono das suas próprias decisões" (Wikipedia) ou, ainda, quem se acolhe ao Livre-pensamento) que é a "Doutrina que reclama para a razão individual independência absoluta de todo o critério sobrenatural" (RAE). Isto significa que, acima de qualquer outra consideração, trata-se dum indivíduo que rejeita qualquer opinião que não seja baseada na razão.
Óbviamente que não estamos perante uma questão relevante apenas para os maçons, embora seja óbvio que, se algo é um maçom ou maçona, é livre- pensador - não alguém que pensa com liberdade - embora esta condição seja aplicada, também, para aqueles que seguem a escola racionalista ou a do humanismo ou secular.
Sendo certo que o humanismo é algo que entronca muito directamente com o pensamento filosófico de nossa Ordem, o Direito Humano, mas sem que tal seja exclusivo, já que pode ser encontrado no GOdF, talvez porque o DH é , em grande medida, herdeiro do pensamento filosófico desta Obediência liberal francesa, embora levado a um ponto superior, ao ter considerado todos os seres iguais, muito antes do que aquela o fez.junho 26, 2013
O Experto e a Loja - Origens, Funções e Simbolismo

I – Origens
É geralmente aceite pelos historiadores, que terão sido os «Estatutos de Shaw» ( resultado da reunião realizada em Edimburgh, em 28.Dez. de 1598, convocada e dirigida por William Shaw, mestre de obras do reino da Escócia para todas as construções oficiais, durante o reinado de James VI - I de Inglaterra), o primeiro documento conhecido onde são lançadas as bases da organização do sistema de Lojas da Maç:. operativa, de que deriva a estrutura das Loj:. especulativas .
A historiografia maçónica actual permite concluir que as primeiras Loj:. especulativas funcionavam ainda com razoável número de regras e costumes provenientes da maçonaria operativa. Eram dirigidas únicamente por um Maç:. a que se dava o titulo de Mestre, assistido inicialmente por um Vigilante e posteriormente por dois. O «Edimburgh Register, circa 1630/1650” ( um dos documentos conhecidos mais antigos que referem a organização das Loj:.), menciona a existência de um Mestre, dois Vigilantes e dois “stewards”.
Nos documentos relativos aos “Antigos” é descrita a existência de dois diáconos, designados respectivamente por guias de intendência e de circulação, desempenhando estas funções. O R.E.A.A. suprimiu os diáconos, substituindo o guia de intendência pelo Experto (EXP) e o guia de circulação pelo Mestre de Cerimónias (MC). No rito de Emulação não existe o EXP, sendo as suas funções repartidas entre os diáconos e o Director de Cerimónias.
O número de Oficiais das Loj:. Maç:. varia conforme os ritos praticados, existindo contudo um trio dirigente comum a todas, o VM:., o 1º VIG:. e o 2º VIG:.. Em França, o cargo de ORA surgiu entre 1725/30 para libertar o VM:. das funções de análise e resumo dos Trabalhos, conformidade com as Declaração de Princípios, Estatutos e Regulamentos da Ord:. e conclusão das sessões. Nessa época, as lojas inglesas eram compostas únicamente por cinco oficiais:
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junho 12, 2013
A Tolerância Maçónica – Algumas Notas
I - Introdução
Ao consultar o Dicionário a primeira definição de TOLERÂNCIA é a seguinte:
<1. (Substantivo…).Tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos>, (f.c.).
A palavra Tolerância deriva do latim tolerare, que significa tolerar, suportar, mas também suster, manter. Segundo Mainguy (10) esta palavra só tomou o sentido positivo que actualmente lhe damos a partir do século XVI, aparecendo como noção filosófica evolutiva e começando verdadeiramente a definir-se nos decénios que precedem a eclosão da MM:. sob a forma especulativa moderna.
A Tolerância é um dos princípios mais nobres que nos impõe a Maç:. ao proclamar (Constituição do G:.O:.L:. ) que «A Maçonaria....obedece aos princípios da Fraternidade e da Tolerância, constituindo uma aliança de homens livres e de bons costumes, de todas as raças, nacionalidades e Crenças”.
A. H. de Oliveira Marques (8) evidencia também que «...É através dela que podem ser iniciados e permanecer dentro das Loj:. IIrr:. de todas as tendências políticas e religiosas, convertendo aquelas no «centro de união» proclamado por Anderson. Nas várias Constituições Maçónicas Portuguesas, a Tolerância surge como princípio e divisa fundamentais da Ordem» (f.c.).
maio 30, 2013
Do Mestre de Cerimónias
Introdução
Desde tempos imemoriais, as cerimónias sempre fizeram parte do quotidiano do homem e com elas a figura indissociável do Mestre de Cerimónias.
Dele temos vestígios na Grécia antiga, três mil anos a.C., em que anunciava as diversas fases das reuniões nos anfiteatros.
Na China, mil anos a.C., o Mestre de Cerimónias efetuava a narração dos torneios de arco e flecha. Força e ritmo da voz para realçar as equipas mais importantes era fator primacial para o desempenho de tão ilustre cargo, sempre suportado num conceito de poder e nobreza.
Na Roma antiga, o Mestre de Cerimónias era o chefe dos trombeteiros, que montado no seu cavalo, após o toque das trombetas, anunciava a passagem do Imperador ou as medidas reais como o aumento de taxas, maior submissão, proibições e sanções.Na nossa era, o Mestre de Cerimónias aparece na figura do arauto. Vestido de acordo com os costumes da época, anunciava a entrada dos convidados em festas da nobreza batendo três vezes um bastão sobre um batente, produzindo um som alto e seco.
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