março 30, 2013
Do Profano ao reconhecimento de Aprendiz
Alguns conceitos prévios à apresentação da prancha
1 – Iniciação – Representa o início. O limiar entre o sagrado e o profano, a descoberta da verdadeira luz.
2 – Exaltação e Elevação – São passagens de um gau para outro, designadas de aumento de salário.
Iniciação tem a sua origem no latim – initium, initio, initiare que significa princípio, começar, instruir.
Existem vestígios de iniciações desde a pré-história através de pinturas e de objectos descobertos no fundo de cavernas, também, marcas em poços de argila etc….
Registamos hoje através de investigação e observação antropológica, festas de maturidade em povos primitivos designadas de ritos de passagem da idade infantil à idade adulta e as muito contestadas e abomináveis cerimónias de meninas através de mutilação sexual.
Com a evolução as religiões desenvolveram inúmeros ritos e crenças ocultas gerando as iniciações aos mistérios menores e maiores que formaram o conhecimento exotérico destinado ao povo e o esotérico, aos iniciados.
Nos grandes mistérios, os ensinamentos eram proferidos pelos hierofantes que significa “ o que explica as coisas sagradas “.
Eram adeptos superiores, mestres iniciadores, os únicos que podiam explicar os fenómenos da natureza e os segredos esotéricos.
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março 12, 2013
A Ética maçónica - O Maçom entre a dúvida e a certeza
O título e subtítulo resumem perfeitamente o caminho iniciático dum Maçom. Este caminho começa na dúvida, depois transforma-se passo a passo em certezas, que por sua vez se transformam na ética.
Vamos começar pela dúvida.
Quando um profano bate à porta do Templo, isso acontece às vezes, e talvez com mais frequência do que pensamos, como se indica.
Antes de colocar a sua candidatura à iniciação, o profano quer saber um pouco mais sobre a Maçonaria. Começa por ler alguns livros e depois tenta ter algumas conversas com um maçom, que acaba muitas vezes por se tornar o seu padrinho. A primeira ideia que ele tem da Maçonaria é francamente optimista, porque está convencido que tem a ver com pessoas irrepreensíveis, formando um grupo no qual certos problemas que encontramos regularmente no mundo profano, não existem .
Após a iniciação, não leva muito tempo a descobrir que na Maçonaria não é tudo certo e perfeito. Os Maçons são e permanecem seres humanos com os seus defeitos e qualidades.
É indiscutível que o Maçom também pode conhecer a dúvida. É certo que na Maçonaria há muitos momentos de felicidade, muitas algrias, mas também há, gostemos ou não, momentos de decepção. Então a dúvida instala-se.
Fiz a escolha certa?
A questão a partir deste ângulo leva-nos imediatamente e antes de tudo para o "conhece-te a ti mesmo" de Sócrates. Impele a meditar, a fazer uma introspecção para tentar aceder a
Vamos começar pela dúvida.
Quando um profano bate à porta do Templo, isso acontece às vezes, e talvez com mais frequência do que pensamos, como se indica.
Antes de colocar a sua candidatura à iniciação, o profano quer saber um pouco mais sobre a Maçonaria. Começa por ler alguns livros e depois tenta ter algumas conversas com um maçom, que acaba muitas vezes por se tornar o seu padrinho. A primeira ideia que ele tem da Maçonaria é francamente optimista, porque está convencido que tem a ver com pessoas irrepreensíveis, formando um grupo no qual certos problemas que encontramos regularmente no mundo profano, não existem .
É indiscutível que o Maçom também pode conhecer a dúvida. É certo que na Maçonaria há muitos momentos de felicidade, muitas algrias, mas também há, gostemos ou não, momentos de decepção. Então a dúvida instala-se.
Fiz a escolha certa?
A questão a partir deste ângulo leva-nos imediatamente e antes de tudo para o "conhece-te a ti mesmo" de Sócrates. Impele a meditar, a fazer uma introspecção para tentar aceder a
fevereiro 04, 2013
Quais os valores actuais da Maçonaria?
Na reunião do CLIPSAS realizada em Nova York em Maio.2010 foi apresentada esta prancha pelo Grão-Mestre da Grande Loja Simbólica Espanhola (GLSE) Jordi Farrerons, que pelo seu inegável interesse traduzimos e publicamos.
A Maçonaria na Sociedade do Espectáculo
Em 1967, quando a Internet ainda não era perspectivada, nem as comunicações globais, nem a telefonia móvel, nem o capitalismo desenfreado que marca a nossa agenda diária, o pensador francês Guy Debord previu que o próximo passo da sociedade capitalista tornar-se-ia a Sociedade do Espectáculo: "tudo o que antes se vivia", disse ele, "converteu-se em mera representação." De acordo com Debord e grande parte da crítica situacionista a premissa característica desta sociedade é a de já não viver ou experimentar os eventos, para passar testemunhá-los através de espelhos e lentes sobrepostas, os meios de Comunicação.

Assim, os actores convertem-se em espectadores; o activo converte-e em passivo e milhares de milhões de pessoas caem debaixo do controlo de grandes corporações, como os principais personagens de um Admirável Mundo Novo, dependentes da droga da festa-espectáculo contínuos.
A "soma" de nossos tempos é a televisão, deus indiscutível de cada casa. O espaço, anteriormente dedicado à lareira, onde a família se reunia para contar histórias ao redor do fogo, está agora reservado aos raios catódicos. Além disso, a Internet, que deveria ser a grande esperança democratizadora da comunicação de massa, corre o risco de tornar-se uma nova imposição sobre a realidade: as coisas e as pessoas não o são oficialmente até que o referendem publicamente nas redes sociais .
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janeiro 24, 2013
Egrégora
Sugeriu-me o Ven:.M:. que pudesse dissertar sobre o significado de Egrégora porque, segundo ele, faria todo o sentido falarmos um pouco sobre o espírito e objectivos a atingir nas nossas Reuniões.Pesquisando o tema, tentando perceber a mensagem que o Ven:.M:. pretendeu passar, pude chegar a algumas conclusões que convosco partilho e gostaria de colocar à discussão.
Primeiro a palavra. Provém do Grego Egrêgorein e significa Velar, Vigiar. Ao longo dos tempos ela foi utilizada para definir uma entidade resultante da soma da energia psíquica e emocional dos membros de uma qualquer assembleia reunidos por uma qualquer razão.
Naturalmente que esta ampla designação pode aplicar-se a todas as Reuniões de duas ou mais pessoas que se juntem para debater, analisar, contraditar, comungar qualquer conjunto de emoções veiculadas pela palavra, pelo silêncio, ou quaisquer outras formas de expressão.
Na Génese, no Livro dos Reis, Jafé criou o Céu e a Terra, e perante as trevas e o abismo, pairando sobre a águas, o G:.A:.D:.U:. disse – “Fiat Lux” e fez-se luz.
Poderemos considerar ser esta a Egrégora primordial?
Sendo Egrégora a energia da soma das vontades de duas ou mais pessoas só será possível entendê-la como uma Egrégora porque o G:.A:.D:.U:. é:UNO pois não há quem o preceda
DUAL porque concentra o Alfa e o Ómega
TRIPLICE pois congrega a dogmática Santíssima Trindade, Pai, o Filho e o Espirito Santo, numa apropriação por parte dos Cristãos Romanos do conceito de Espirito que era a força de Yahweh, no Antigo Testamento, força essa que impelia os enviados a cumprirem a missão recebida. A partir do Novo Testamento passou a ser a força do Cristão.
Mas pode também ser TRÍPLICE para todas as religiões, se entendermos que é composta pela Verdade, pela Justiça e pela Paz.
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janeiro 16, 2013
A Maçonaria face às Ditaduras
Introdução
Do ponto de vista histórico, a Maçonaria é um fenómeno sócio-político que desempenhou um papel mais ou menos grande na nossa história ocidental, directa ou indiretamente, mas sempre de forma constante ao longo dos últimos três séculos.
No entanto, poucos assuntos, mesmo ainda hoje, têm causado tanta polémica e têm sido tão controversos. A Maçonaria pertence a um capítulo da história, que até ainda recentemente, se tornou polo de atracção de dois campos opostos, o dos apologistas e o dos detractores. E isso numa área que poderíamos chamar de especialistas; pelo contrário, para um nível mais popular, a Maçonaria continua a ser muito pouco conhecida, embora se fale muito sobre ela.
O complot jacobino, ou se preferir, revolucionário no final do século XVIII, na sua luta contra o trono e o altar será rapidamente substituído pelo complot satânico (habilmente inventado e explorado por um personagem tão pitoresco como Leo Taxil) especialmente dirigido contra o poder da Igreja. Derivará em pleno século XX, para a conspiração judaico-maçónica à qual se irão acrescentar novos termos "pejorativos" como a palavra marxista ou comunista, traço característico de certas ditaduras, como a do general Franco, durante a qual o seu famoso slogan do complot "judaico-maçónico-comunista" causa de todos os males passados , presentes e futuros da Espanha, se transformou numa verdadeira obsessão.dezembro 20, 2012
Assiduidade, Pontualidade e Postura – determinantes do comportamento Maçónico
I - Introdução
Ser Maçom implica obrigações que devem ser cumpridas com rigor. Entre estas, destaca-se a assiduidade aos trabalhos da Loja. O iniciado, ao declarar que aceita o conjunto de obrigações que lhe são indicadas , concorda implicitamente em frequentar o maior número possível de Sessões da respectiva Loja.
Consultando o dicionário, a definição de Assiduidade indica: «a qualidade ou carácter de assíduo; e assíduo é o que comparece com regularidade e exactidão ao lugar onde tem de desempenhar seus deveres ou função»(5).
A Constituição do N:.A:.O:. refere explicitamente no Título II, Cap. II, Art. 22, alíneas a) e e) que: «Os Maçons têm o dever de» - «honrar integralmente e sem mácula o compromisso prestado na iniciação»; e «frequentar com assiduidade os trabalhos maçónicos».
Por sua vez no Regulamento Geral, Cap. II, Sec.5, Art.38, ponto 1), salienta-se, «os Maçons não devem permanecer afastados dos seus trabalhos, salvo quando não exista Oficina regular no Oriente do seu domicílio, ou seja de todo impossível deslocar-se aos trabalhos de uma Oficina em Oriente próximo». Ambos são portanto unânimes em chamar a atenção dos Obreiros, de todos os Graus, para a observância da assiduidade, classificando este exercício como um dever indispensável de todos os maçons dignos desse nome.
Ser Maçom implica obrigações que devem ser cumpridas com rigor. Entre estas, destaca-se a assiduidade aos trabalhos da Loja. O iniciado, ao declarar que aceita o conjunto de obrigações que lhe são indicadas , concorda implicitamente em frequentar o maior número possível de Sessões da respectiva Loja.
Consultando o dicionário, a definição de Assiduidade indica: «a qualidade ou carácter de assíduo; e assíduo é o que comparece com regularidade e exactidão ao lugar onde tem de desempenhar seus deveres ou função»(5).
A Constituição do N:.A:.O:. refere explicitamente no Título II, Cap. II, Art. 22, alíneas a) e e) que: «Os Maçons têm o dever de» - «honrar integralmente e sem mácula o compromisso prestado na iniciação»; e «frequentar com assiduidade os trabalhos maçónicos».
Por sua vez no Regulamento Geral, Cap. II, Sec.5, Art.38, ponto 1), salienta-se, «os Maçons não devem permanecer afastados dos seus trabalhos, salvo quando não exista Oficina regular no Oriente do seu domicílio, ou seja de todo impossível deslocar-se aos trabalhos de uma Oficina em Oriente próximo». Ambos são portanto unânimes em chamar a atenção dos Obreiros, de todos os Graus, para a observância da assiduidade, classificando este exercício como um dever indispensável de todos os maçons dignos desse nome.
dezembro 08, 2012
O Silêncio
Hesitei muito quanto à estrutura da prancha que vos queria apresentar. Desejando que contivesse:
• A força suficiente para deixar algum efeito naqueles que me estão a dar a honra de me ouvir;
• Um sinal de que alguma sabedoria resultou dos ensinamentos que entretanto recebi;
• E, se possível, parte da beleza que reconheci no conjunto de traçados que ouvi até hoje, sem a qual ela não poderá ser minimamente forte e sapiente.
(I) Por um lado, queria demonstrar o reconhecimento da importância dos ritos, o significado da simbologia:
Entendo que o rito incute o hábito cerimonial. O termo Rito aplica-se no sentido de regra, ordem, método, orientação, directriz, que orienta o aprendiz para o compromisso e comportamento que deve ter em Loja, “desligando” do mundo profano.
Como é referido num texto que todos conhecerão, em “introdução à maçonaria”:
“O rito maçónico é um conjunto de sinais apenas compreensíveis para os iniciados, conforme os graus. Constitui um instrumento de acesso à sabedoria, pois é um fio condutor da verdade inicial e dos valores eternos. Compreende um acervo de sinais, toques, palavras, símbolos e elementos decorativos de grande riqueza alegórica.”
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novembro 20, 2012
Os Media e os Direitos dos Cidadãos
A minha disponibilidade e vontade para vos falar sobre este assunto dos Media e dos Direitos dos Cidadãos tem muito a ver com a experiência que vivi nos últimos tempos e pode ser interpretada como um grito de revolta, uma chamada de atenção para todos nós, ou um apelo ao combate cívico pelo respeito dos Direitos dos Cidadãos, luta intemporal tão cara a nós maçons.
Peço-vos que não interpretem este meu desabafo como uma atitude egoísta, ou até de vitimização, mas tão só uma reacção de quem tem muitas dúvidas para as quais quer encontrar respostas racionais e libertas de sentimentos primários, e que pensa ter despertado para um combate que importa levar a cabo:

• A luta dos cidadãos contra o poder sem limites do Quarto Poder;
• A luta dos cidadãos pelo direito à defesa da sua honorabilidade, privacidade e dignidade;
• A luta dos cidadãos pelo direito a uma informação objectiva e não vinculada, implícita ou explicitamente, a interesses de vária natureza.
Como compreenderão os últimos meses e, em particular o meio do mês de Agosto, foram dias muito difíceis em termos pessoais, onde senti o cerco e a agressão de pessoas que desconheço, possivelmente motivadas pela representação de eventuais interesses não identificados e dotadas de meios de destruição de elevada potência e alcance.
Neste período senti na pele que os meios de comunicação social podem ter, tal como a generalidade das acções que o homem promove, fins meritórios, ou precisamente o inverso, e senti a impotência de quem não tem armas para combater a injustiça, a mentira e a fabricação de realidades virtuais.
Peço-vos que não interpretem este meu desabafo como uma atitude egoísta, ou até de vitimização, mas tão só uma reacção de quem tem muitas dúvidas para as quais quer encontrar respostas racionais e libertas de sentimentos primários, e que pensa ter despertado para um combate que importa levar a cabo:

• A luta dos cidadãos contra o poder sem limites do Quarto Poder;
• A luta dos cidadãos pelo direito à defesa da sua honorabilidade, privacidade e dignidade;
• A luta dos cidadãos pelo direito a uma informação objectiva e não vinculada, implícita ou explicitamente, a interesses de vária natureza.
Como compreenderão os últimos meses e, em particular o meio do mês de Agosto, foram dias muito difíceis em termos pessoais, onde senti o cerco e a agressão de pessoas que desconheço, possivelmente motivadas pela representação de eventuais interesses não identificados e dotadas de meios de destruição de elevada potência e alcance.
Neste período senti na pele que os meios de comunicação social podem ter, tal como a generalidade das acções que o homem promove, fins meritórios, ou precisamente o inverso, e senti a impotência de quem não tem armas para combater a injustiça, a mentira e a fabricação de realidades virtuais.
novembro 12, 2012
Resistência Factor de Progresso
Introdução
Resistência: Mito ou Realidade
Resistencia(s) no Século XXI - Utopia ou Necessidade
Maçonaria: Resistência especulativa ou espírito de resistência:
Conclusão
Introdução
É uma grande honra ser convidado para apresentar uma prancha nesta sessão, em que nos acolhem tão fraternalmente na vossa oficina.
Para todos nós, esta noite é uma celebração, porque se reúnem sob o céu estrelado as nossas respectivas lojas, que se unem em amizade.
Neste contexto, é possível abordar um assunto sério como a da noção de Resistência, a sua evolução através do tempo, as questões que nos coloca enquanto Maçom.
Vários motivos me orientaram nesta escolha:
O primeiro, tão óbvio para mim, reside no facto de que estamos em Tulle, teatro da barbárie nazi, o centro de resistência no centro do maquis de Corrèze e mais largamente do Limousin O segundo pode refletir o calendário deste fim de semana de 8 de maio
O terceiro é que nós, maçons devemos ser capazes de informar os cidadãos sobre os grandes problemas que enfrentamos hoje, no mundo em mudança. Tal como ontem, enfrenta o horror na sua mais extrema barbárie, gera injustiças intoleráveis, viola os direitos humanos e da democracia, espezinha os valores universais moldados ao longo dos séculos por uma humanidade em busca da igualdade e da fraternidade.
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Maçonaria,
Salv. All,
Temas de Mestre
outubro 30, 2012
O Painel ou “Quadro” do Grau de Aprendiz
1. INTRODUÇÃOO Painel com que convivemos em cada sessão em Loja, no Grau de Aprendiz, encerra em si uma simbologia riquíssima e diversificada, cujo significado a cada um de nós importa decifrar e aperfeiçoar, no evoluir permanente e esforçado da construção do nosso Templo interior.
Apesar de repositório físico de um conjunto de ideias base, genericamente entendíveis a partir da mensagem subjacente a cada símbolo representado, e que reflectem na sua singeleza a profundidade da mensagem e filosofia maçónicas, o Painel é naturalmente visto e entendido de forma diferente por olhos diferentes, se bem que na unidade da sua significância mais elementar.
Em termos de elemento integrante do templo, o Painel representa e motiva a ambiência inerente ao espaço de debate maçónico, para além de se constituir como catalizador de inspiração, meditação e elevação.
Neste particular, será de salientar o papel que o Painel desempenhou em épocas remotas, quando ser-se maçom era motivo de perseguição e quando as reuniões em Loja se realizavam em locais diversos, variando com frequência, sem carácter permanente e geralmente sem condições próprias e adequadas para templo. Nestas circunstâncias era vulgar o Painel ser desenhado a giz no chão do espaço improvisado como templo, daí a sua outra designação de “Quadro”, e apagada a respectiva representação após a sessão.
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outubro 22, 2012
Maçonaria e Bioética
“BIOÉTICA é um analogismo criado em 1971 pelos Médicos Van R. Potter (Oncologista) e André Hellegers (Obstetra) e o seu conceito foi definido por Reich, em 1978, como o estudo sistemático da conduta humana na área das Ciências da Vida e da Saúde considerada à luz de valores e de princípios morais”. (1)
Posso, portanto, definir Bioética como “a prática do Bem nos seres vivos e, designadamente, no Ser Humano”.
Quer dizer que tudo o que beneficie um Doente, tudo o que impeça um mal maior, assim como tudo o que torne as Pessoas mais felizes, quer no seu bem-estar pessoal quer no seu bem-estar social, estará dentro dos Princípios da Bioética.
A MAÇONARIA foi definida, em 1952, como uma instituição que teria como seu objectivo “… o aperfeiçoamento da Humanidade, razão pela qual os Maçons estão obrigados à busca constante de formas que permitam melhorar a condição humana, tanto no plano espiritual e intelectual como no plano do bem-estar material”. (2)
Quer dizer que a Maçonaria, enquanto organização (e cada Maçon per si), existe para criar um Mundo melhor através da criação do Homem Novo e, por consequência, duma Sociedade Fraterna, isto é, da Fraternidade Universal.
Estamos, então, perante um conceito – a Bioética – e uma organização – a Maçonaria – que, apesar de origens tão diversas, têm um objectivo comum: a criação do Homem Novo, fraterno e solidário.
outubro 12, 2012
Paradigmas Emergentes
À Glória da Maçonaría e Progresso da HumanidadeO antropocentrismo ilustrado foi o paradigma de partida da Maçonaría especulativa. Supôs uma importante ruptura com os modelos anteriores e libertou o pensamento humano de grande parte do peso da superstição.
A Maçonaria inclusivamente antecipou-se ao seu tempo e adoptou na sua forma de trabalho modelos democráticos que não tinham paralelo nas estruturas políticas do seu ambiente primitivo.Com o tempo, esses modelos foram chegando à sociedade por meio de adaptações, em muitos casos violentas.
No entanto, temos de rever essa base teórica da nossa instituição, porque embora possa ainda estar em vigor em alguns aspectos, noutros foi varrida por sucessivos acontecimentos e pela evolução do pensamento.
A velocidade com que ocorrem mudanças sociais tem-se tornando cada vez mais vertiginosa, especialmente após a revolução tecnológica, que aumentou a rapidez e o alcance da informação.O Conhecimento deixou de estar intrincheirado nas instituições académicas e é mais acessível ao público através de dispositivos electrónicos. No entanto, o saber esconde-se na vasta rede de dados que suporta o acesso digital.
Após o Iluminismo e depois dos primeiros triunfos do racionalismo, este começou a sofrer os embates do seu próprio desenvolvimento. A Ciência desmantelou os modelos mecanicistas, porque ensinou que quanto mais se aprofunda o conhecimento, mais indeterminada se torna a realidade.
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