dezembro 08, 2012
O Silêncio
Hesitei muito quanto à estrutura da prancha que vos queria apresentar. Desejando que contivesse:
• A força suficiente para deixar algum efeito naqueles que me estão a dar a honra de me ouvir;
• Um sinal de que alguma sabedoria resultou dos ensinamentos que entretanto recebi;
• E, se possível, parte da beleza que reconheci no conjunto de traçados que ouvi até hoje, sem a qual ela não poderá ser minimamente forte e sapiente.
(I) Por um lado, queria demonstrar o reconhecimento da importância dos ritos, o significado da simbologia:
Entendo que o rito incute o hábito cerimonial. O termo Rito aplica-se no sentido de regra, ordem, método, orientação, directriz, que orienta o aprendiz para o compromisso e comportamento que deve ter em Loja, “desligando” do mundo profano.
Como é referido num texto que todos conhecerão, em “introdução à maçonaria”:
“O rito maçónico é um conjunto de sinais apenas compreensíveis para os iniciados, conforme os graus. Constitui um instrumento de acesso à sabedoria, pois é um fio condutor da verdade inicial e dos valores eternos. Compreende um acervo de sinais, toques, palavras, símbolos e elementos decorativos de grande riqueza alegórica.”
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novembro 20, 2012
Os Media e os Direitos dos Cidadãos
A minha disponibilidade e vontade para vos falar sobre este assunto dos Media e dos Direitos dos Cidadãos tem muito a ver com a experiência que vivi nos últimos tempos e pode ser interpretada como um grito de revolta, uma chamada de atenção para todos nós, ou um apelo ao combate cívico pelo respeito dos Direitos dos Cidadãos, luta intemporal tão cara a nós maçons.
Peço-vos que não interpretem este meu desabafo como uma atitude egoísta, ou até de vitimização, mas tão só uma reacção de quem tem muitas dúvidas para as quais quer encontrar respostas racionais e libertas de sentimentos primários, e que pensa ter despertado para um combate que importa levar a cabo:

• A luta dos cidadãos contra o poder sem limites do Quarto Poder;
• A luta dos cidadãos pelo direito à defesa da sua honorabilidade, privacidade e dignidade;
• A luta dos cidadãos pelo direito a uma informação objectiva e não vinculada, implícita ou explicitamente, a interesses de vária natureza.
Como compreenderão os últimos meses e, em particular o meio do mês de Agosto, foram dias muito difíceis em termos pessoais, onde senti o cerco e a agressão de pessoas que desconheço, possivelmente motivadas pela representação de eventuais interesses não identificados e dotadas de meios de destruição de elevada potência e alcance.
Neste período senti na pele que os meios de comunicação social podem ter, tal como a generalidade das acções que o homem promove, fins meritórios, ou precisamente o inverso, e senti a impotência de quem não tem armas para combater a injustiça, a mentira e a fabricação de realidades virtuais.
Peço-vos que não interpretem este meu desabafo como uma atitude egoísta, ou até de vitimização, mas tão só uma reacção de quem tem muitas dúvidas para as quais quer encontrar respostas racionais e libertas de sentimentos primários, e que pensa ter despertado para um combate que importa levar a cabo:

• A luta dos cidadãos contra o poder sem limites do Quarto Poder;
• A luta dos cidadãos pelo direito à defesa da sua honorabilidade, privacidade e dignidade;
• A luta dos cidadãos pelo direito a uma informação objectiva e não vinculada, implícita ou explicitamente, a interesses de vária natureza.
Como compreenderão os últimos meses e, em particular o meio do mês de Agosto, foram dias muito difíceis em termos pessoais, onde senti o cerco e a agressão de pessoas que desconheço, possivelmente motivadas pela representação de eventuais interesses não identificados e dotadas de meios de destruição de elevada potência e alcance.
Neste período senti na pele que os meios de comunicação social podem ter, tal como a generalidade das acções que o homem promove, fins meritórios, ou precisamente o inverso, e senti a impotência de quem não tem armas para combater a injustiça, a mentira e a fabricação de realidades virtuais.
novembro 12, 2012
Resistência Factor de Progresso
Introdução
Resistência: Mito ou Realidade
Resistencia(s) no Século XXI - Utopia ou Necessidade
Maçonaria: Resistência especulativa ou espírito de resistência:
Conclusão
Introdução
É uma grande honra ser convidado para apresentar uma prancha nesta sessão, em que nos acolhem tão fraternalmente na vossa oficina.
Para todos nós, esta noite é uma celebração, porque se reúnem sob o céu estrelado as nossas respectivas lojas, que se unem em amizade.
Neste contexto, é possível abordar um assunto sério como a da noção de Resistência, a sua evolução através do tempo, as questões que nos coloca enquanto Maçom.
Vários motivos me orientaram nesta escolha:
O primeiro, tão óbvio para mim, reside no facto de que estamos em Tulle, teatro da barbárie nazi, o centro de resistência no centro do maquis de Corrèze e mais largamente do Limousin O segundo pode refletir o calendário deste fim de semana de 8 de maio
O terceiro é que nós, maçons devemos ser capazes de informar os cidadãos sobre os grandes problemas que enfrentamos hoje, no mundo em mudança. Tal como ontem, enfrenta o horror na sua mais extrema barbárie, gera injustiças intoleráveis, viola os direitos humanos e da democracia, espezinha os valores universais moldados ao longo dos séculos por uma humanidade em busca da igualdade e da fraternidade.
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outubro 30, 2012
O Painel ou “Quadro” do Grau de Aprendiz
1. INTRODUÇÃOO Painel com que convivemos em cada sessão em Loja, no Grau de Aprendiz, encerra em si uma simbologia riquíssima e diversificada, cujo significado a cada um de nós importa decifrar e aperfeiçoar, no evoluir permanente e esforçado da construção do nosso Templo interior.
Apesar de repositório físico de um conjunto de ideias base, genericamente entendíveis a partir da mensagem subjacente a cada símbolo representado, e que reflectem na sua singeleza a profundidade da mensagem e filosofia maçónicas, o Painel é naturalmente visto e entendido de forma diferente por olhos diferentes, se bem que na unidade da sua significância mais elementar.
Em termos de elemento integrante do templo, o Painel representa e motiva a ambiência inerente ao espaço de debate maçónico, para além de se constituir como catalizador de inspiração, meditação e elevação.
Neste particular, será de salientar o papel que o Painel desempenhou em épocas remotas, quando ser-se maçom era motivo de perseguição e quando as reuniões em Loja se realizavam em locais diversos, variando com frequência, sem carácter permanente e geralmente sem condições próprias e adequadas para templo. Nestas circunstâncias era vulgar o Painel ser desenhado a giz no chão do espaço improvisado como templo, daí a sua outra designação de “Quadro”, e apagada a respectiva representação após a sessão.
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outubro 22, 2012
Maçonaria e Bioética
“BIOÉTICA é um analogismo criado em 1971 pelos Médicos Van R. Potter (Oncologista) e André Hellegers (Obstetra) e o seu conceito foi definido por Reich, em 1978, como o estudo sistemático da conduta humana na área das Ciências da Vida e da Saúde considerada à luz de valores e de princípios morais”. (1)
Posso, portanto, definir Bioética como “a prática do Bem nos seres vivos e, designadamente, no Ser Humano”.
Quer dizer que tudo o que beneficie um Doente, tudo o que impeça um mal maior, assim como tudo o que torne as Pessoas mais felizes, quer no seu bem-estar pessoal quer no seu bem-estar social, estará dentro dos Princípios da Bioética.
A MAÇONARIA foi definida, em 1952, como uma instituição que teria como seu objectivo “… o aperfeiçoamento da Humanidade, razão pela qual os Maçons estão obrigados à busca constante de formas que permitam melhorar a condição humana, tanto no plano espiritual e intelectual como no plano do bem-estar material”. (2)
Quer dizer que a Maçonaria, enquanto organização (e cada Maçon per si), existe para criar um Mundo melhor através da criação do Homem Novo e, por consequência, duma Sociedade Fraterna, isto é, da Fraternidade Universal.
Estamos, então, perante um conceito – a Bioética – e uma organização – a Maçonaria – que, apesar de origens tão diversas, têm um objectivo comum: a criação do Homem Novo, fraterno e solidário.
outubro 12, 2012
Paradigmas Emergentes
À Glória da Maçonaría e Progresso da HumanidadeO antropocentrismo ilustrado foi o paradigma de partida da Maçonaría especulativa. Supôs uma importante ruptura com os modelos anteriores e libertou o pensamento humano de grande parte do peso da superstição.
A Maçonaria inclusivamente antecipou-se ao seu tempo e adoptou na sua forma de trabalho modelos democráticos que não tinham paralelo nas estruturas políticas do seu ambiente primitivo.Com o tempo, esses modelos foram chegando à sociedade por meio de adaptações, em muitos casos violentas.
No entanto, temos de rever essa base teórica da nossa instituição, porque embora possa ainda estar em vigor em alguns aspectos, noutros foi varrida por sucessivos acontecimentos e pela evolução do pensamento.
A velocidade com que ocorrem mudanças sociais tem-se tornando cada vez mais vertiginosa, especialmente após a revolução tecnológica, que aumentou a rapidez e o alcance da informação.O Conhecimento deixou de estar intrincheirado nas instituições académicas e é mais acessível ao público através de dispositivos electrónicos. No entanto, o saber esconde-se na vasta rede de dados que suporta o acesso digital.
Após o Iluminismo e depois dos primeiros triunfos do racionalismo, este começou a sofrer os embates do seu próprio desenvolvimento. A Ciência desmantelou os modelos mecanicistas, porque ensinou que quanto mais se aprofunda o conhecimento, mais indeterminada se torna a realidade.
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outubro 10, 2012
Mais de dois Séculos do Rito Escocês Antigo e Aceito: que origens ?
Segundo a historiografia oficial, o Rito Escocês Antigo e Aceito nasceu no território dos Estados Unidos da América (EUA) em 1801, em Charleston, Carolina do Sul.
Nos últimos anos, diversos investigadores maçónicos têm procurado esclarecer os aspectos elementares desta importante matéria, dando a conhecer novos dados documentais que vêm preencher amplas lacunas.
O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) nasceu nos EUA?
Foi alvo de uma reorganização nos EUA com o acréscimo de 8 graus?
Ou as suas fontes efectivas estão em França?
Nesse sentido, torna-se útil efectuar um conjunto de referências que possam ser objecto de uma posterior reflexão sobre as reais origens do rito mais divulgado e praticado em todo o mundo.
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outubro 02, 2012
Maçonaria Esquecida
O livro “A Franco-Maçonaria Esquecida”, da autoria de Robert Ambelain, é uma “viagem” por vários temas ligados ao aparecimento da Maçonaria moderna, abordando aspectos pouco referidos nas múltiplas publicações existentes no circuito comercial.
Devido à densidade informativa do seu conteúdo e à limitação de espaço para a apresentação deste trabalho, estabeleci a opção de abordar a “Legenda de Hiram” e a “Irregularidade da Grande Loja de Inglaterra”. Por si sós, são 2 importantes temas que merecem uma abordagem específica e mais circunstanciada.
Em termos introdutórios, há que lembrar que é geralmente estabelecido o aparecimento da Maçonaria moderna por via da fundação, a 24/6/1717, da Grande Loja de Londres, por 4 lojas londrinas que se reuniram na estalagem “A Macieira”, em Covent Garden.
Com a maioria dos votos, Anthony Sayer foi eleito grão-mestre. Mas a partir de 1721, esta instituição maçónica passou a ir buscar os seus grão-mestres na alta aristocracia, com o Duque de Montagu.
A Loja de York, loja imemorial, a mais antiga da Inglaterra, reage a esta fundação e constitui-se como a Grande Loja de Toda a Inglaterra. No entanto, é a Grande Loja de Londres a estender, gradualmente, a sua influência a toda a Grã-Bretanha.
setembro 25, 2012
Compagnonnage e Maçonaria
Todos nós sabemos ou pensamos saber hoje quem são os Companheiros (Compagnonnage) e de onde vêm. É contudo interessante traçar aqui a sua história.
Eram certamente construtores e a sua história permanece ligada, na Europa, à extraordinária profusão de contruções a partir do final do período Romano, especialmente na edificação dos edifícios góticos.
A Maçonaria refere-se apenas a homens e mulheres do pensamento. Em que podemos dizer se existe parentesco ou herança e se é do Compagnonnage para a Maçonaria, ou vice-versa?
Em primeiro lugar, há convergência nas palavras Companheiro e Maçonaria, já que são ambas de contrutores provenientes do período franco, o que é uma excepção na nossa língua às raízes latinas e gregas.
O nome comum Maçom («Franc-Maçon», em francês) designa o trabalhador que realiza uma construção e o adjectivo franc designa o que não é sujeito ao pagamento duma taxa ou imposto, o que qualifica o Maçom. Deste modo, no seu significado original e do modo como se define uma "cidade livre" Maçom é um trabalhador livre e independente.
Esta particularidade foi reconhecida pelo Papa Nicolau II (1277) e aprovada por Bento XII (1334).
Resulta desta fonte etimológica que foram Companheiros ilustres, libertados de certas restrições e que tinham um estatuto privilegiado, devido ao seus conhecimentos, experiência e projectos e locais de que eram responsáveis.
Evidentemente que a nossa actividade, os nossos objectivos são actualmente diferentes . Mas somos sempre Maçons: com um estatuto e uma significação que têm evoluído.
Eram certamente construtores e a sua história permanece ligada, na Europa, à extraordinária profusão de contruções a partir do final do período Romano, especialmente na edificação dos edifícios góticos.
A Maçonaria refere-se apenas a homens e mulheres do pensamento. Em que podemos dizer se existe parentesco ou herança e se é do Compagnonnage para a Maçonaria, ou vice-versa?
Em primeiro lugar, há convergência nas palavras Companheiro e Maçonaria, já que são ambas de contrutores provenientes do período franco, o que é uma excepção na nossa língua às raízes latinas e gregas.
O nome comum Maçom («Franc-Maçon», em francês) designa o trabalhador que realiza uma construção e o adjectivo franc designa o que não é sujeito ao pagamento duma taxa ou imposto, o que qualifica o Maçom. Deste modo, no seu significado original e do modo como se define uma "cidade livre" Maçom é um trabalhador livre e independente.
Esta particularidade foi reconhecida pelo Papa Nicolau II (1277) e aprovada por Bento XII (1334).
Resulta desta fonte etimológica que foram Companheiros ilustres, libertados de certas restrições e que tinham um estatuto privilegiado, devido ao seus conhecimentos, experiência e projectos e locais de que eram responsáveis.
Evidentemente que a nossa actividade, os nossos objectivos são actualmente diferentes . Mas somos sempre Maçons: com um estatuto e uma significação que têm evoluído.
setembro 21, 2012
A Maçonaría “não pode viver metida nas lojas”
Javier Bonales chegou à Maçonaria pela mão de seu padrinho. Bonales decidiu iniciar-se em 1979, numa casa particular em Barcelona. "Aqui nessa altura não havia nenhuma loja. A ditadura franquista tinha destruído tudo. Quando chega a democracia e se restabelece a Maçonaria, eu procurei inteirar-me, entrei em contato e iniciei-me numa casa particular. Desde esse dia, até hoje."
- O que significa ser maçon?
-É fazer parte de uma escola iniciática de aperfeiçoamento do ser humano. Isso não significa que a Maçonaria tenha uma varinha mágica para essa melhoria. Assumimos que qualquer ser humano pode procurar o seu aperfeiçoamento fora da maçonaria. O maior segredo que tem a Maçonaria é precisamente não ter segredos. É um lugar comum para discutir os diferentes pontos que convergem na busca da perfeição. Em todos as Lojas se abrem debates sobre temas que não são nem religiosos nem políticos, e nenhuma postura é melhor que a outra. Enriquecemo-nos todos.
- Por que não saem para a sociedade, dando a vossa opinião?
"Posso pensar, por exemplo, que os fundamentos da economia tornaram-se obsoletos. Mas é a minha opinião e exponho-a na loja. O nossa função é essa: debater e expor os nossos pontos de vista. Não pretendemos que, como maçons, salpiquemos a vida pública para dizer que esta ou aquela é a solução. É que ninguém realmente a tem.
setembro 18, 2012
A Maçonaria dos negros americanos
Em 1775, um americano de raça negra com o nome de Prince Hall (1735/1807), metodista e divulgador religioso, foi iniciado em Boston na companhia de mais 14 homens livres de raça negra, numa loja de constituição irlandesa.
Prince Hall criou a primeira loja de negros da América, a Loja Africana nº 1, em 1775 e foi-lhe conferida a patente nº 495 pela Grande Loja dos Modernos de Inglaterra, dada a recusa da Grande Loja de Massachusetts.
Em 1791, esta Loja Africana nº 1 constituiu-se em loja mãe com o nome de Grande Loja Africana da América do Norte, da qual Prince Hall foi o primeiro grão-mestre. Em 1808, um ano após a morte de Prince Hall, ela adoptou o nome distintivo e emblemático de Grande Loja Prince Hall, Maçons Livres e Aceitos de Massachusetts, que dará origem à designada maçonaria de Prince Hall.
Outras grandes lojas de negros foram criadas em seguida noutros Estados que acabaram por se fundir, em 1847, com a Grande Loja Prince Hall. Hoje, esta Grande Loja conta com cerca de 500.000 membros de 5.000 lojas que se encontram repartidas em 40 Grandes Lojas autónomas, quase uma por Estado, às quais se juntam outras existentes nas Bahamas, Haiti, República Dominicana, Libéria e, surpreendentemente, 3 lojas na Alemanha criadas no decurso da II Guerra Mundial e na dependência da Grande Loja de Maryland.
A Grande Loja Prince Hall pratica os ritos mais usuais nos Estados Unidos: York e REAA.
Mantém boas relações com outras obediências maçónicas americanas de negros como as Grandes Lojas de Sto, André, do Rei David, do Rei Salomão, de Enoch, do Monte Sinai, do Monte das Oliveiras e dos Maçons do Rito Escocês de S. Jorge.
Prince Hall criou a primeira loja de negros da América, a Loja Africana nº 1, em 1775 e foi-lhe conferida a patente nº 495 pela Grande Loja dos Modernos de Inglaterra, dada a recusa da Grande Loja de Massachusetts.
Em 1791, esta Loja Africana nº 1 constituiu-se em loja mãe com o nome de Grande Loja Africana da América do Norte, da qual Prince Hall foi o primeiro grão-mestre. Em 1808, um ano após a morte de Prince Hall, ela adoptou o nome distintivo e emblemático de Grande Loja Prince Hall, Maçons Livres e Aceitos de Massachusetts, que dará origem à designada maçonaria de Prince Hall.Outras grandes lojas de negros foram criadas em seguida noutros Estados que acabaram por se fundir, em 1847, com a Grande Loja Prince Hall. Hoje, esta Grande Loja conta com cerca de 500.000 membros de 5.000 lojas que se encontram repartidas em 40 Grandes Lojas autónomas, quase uma por Estado, às quais se juntam outras existentes nas Bahamas, Haiti, República Dominicana, Libéria e, surpreendentemente, 3 lojas na Alemanha criadas no decurso da II Guerra Mundial e na dependência da Grande Loja de Maryland.
A Grande Loja Prince Hall pratica os ritos mais usuais nos Estados Unidos: York e REAA.
Mantém boas relações com outras obediências maçónicas americanas de negros como as Grandes Lojas de Sto, André, do Rei David, do Rei Salomão, de Enoch, do Monte Sinai, do Monte das Oliveiras e dos Maçons do Rito Escocês de S. Jorge.
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setembro 06, 2012
A Maçonaria é uma Religião??
Não são poucas as pessoas que consideram a organização maçónica como um fenómeno religioso, definindo o termo "fenómeno" segundo a filososofia de Emmanuel Kant, como o que é objecto da experiência sensorial. Ou seja, interpretam as práticas maçônicas como religiosas. É assim mesmo ou será uma ilusão influenciada pelo preconceito e ignorância?
Para encontrar uma resposta que consiga levantar o véu do preconceito e derramar luz na escuridão da ignorância, é necessário entender do que fala quando se afirma "é uma religião." A noção é tão vasta e tão heterogénea que é impraticável defini-la numa nota, para que seja entendida de forma totalmente satisfatória. No entanto, algumas idéias podem desencadear a chispade pesquisa do leitor, para continuar a ler outras a este respeito.
De todos os cantos do mundo e em todas as áreas, somos sujeitos a anos de bombardeamento com propaganda teológica, de tal modo que conheço pessoas que, de tão feridas que foram, não conseguem compreender plenamente a vida sem os ditames de uma religião particular. Para fornecer um bálsamo, seria uma boa acção definir o que é uma religião, para então comparar as características obtidas, com as práticas maçónicas e lograr responder à questão colocada no título deste trabalho.
Para encontrar uma resposta que consiga levantar o véu do preconceito e derramar luz na escuridão da ignorância, é necessário entender do que fala quando se afirma "é uma religião." A noção é tão vasta e tão heterogénea que é impraticável defini-la numa nota, para que seja entendida de forma totalmente satisfatória. No entanto, algumas idéias podem desencadear a chispade pesquisa do leitor, para continuar a ler outras a este respeito.
De todos os cantos do mundo e em todas as áreas, somos sujeitos a anos de bombardeamento com propaganda teológica, de tal modo que conheço pessoas que, de tão feridas que foram, não conseguem compreender plenamente a vida sem os ditames de uma religião particular. Para fornecer um bálsamo, seria uma boa acção definir o que é uma religião, para então comparar as características obtidas, com as práticas maçónicas e lograr responder à questão colocada no título deste trabalho.
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