setembro 21, 2012
A Maçonaría “não pode viver metida nas lojas”
Javier Bonales chegou à Maçonaria pela mão de seu padrinho. Bonales decidiu iniciar-se em 1979, numa casa particular em Barcelona. "Aqui nessa altura não havia nenhuma loja. A ditadura franquista tinha destruído tudo. Quando chega a democracia e se restabelece a Maçonaria, eu procurei inteirar-me, entrei em contato e iniciei-me numa casa particular. Desde esse dia, até hoje."
- O que significa ser maçon?
-É fazer parte de uma escola iniciática de aperfeiçoamento do ser humano. Isso não significa que a Maçonaria tenha uma varinha mágica para essa melhoria. Assumimos que qualquer ser humano pode procurar o seu aperfeiçoamento fora da maçonaria. O maior segredo que tem a Maçonaria é precisamente não ter segredos. É um lugar comum para discutir os diferentes pontos que convergem na busca da perfeição. Em todos as Lojas se abrem debates sobre temas que não são nem religiosos nem políticos, e nenhuma postura é melhor que a outra. Enriquecemo-nos todos.
- Por que não saem para a sociedade, dando a vossa opinião?
"Posso pensar, por exemplo, que os fundamentos da economia tornaram-se obsoletos. Mas é a minha opinião e exponho-a na loja. O nossa função é essa: debater e expor os nossos pontos de vista. Não pretendemos que, como maçons, salpiquemos a vida pública para dizer que esta ou aquela é a solução. É que ninguém realmente a tem.
setembro 18, 2012
A Maçonaria dos negros americanos
Em 1775, um americano de raça negra com o nome de Prince Hall (1735/1807), metodista e divulgador religioso, foi iniciado em Boston na companhia de mais 14 homens livres de raça negra, numa loja de constituição irlandesa.
Prince Hall criou a primeira loja de negros da América, a Loja Africana nº 1, em 1775 e foi-lhe conferida a patente nº 495 pela Grande Loja dos Modernos de Inglaterra, dada a recusa da Grande Loja de Massachusetts.
Em 1791, esta Loja Africana nº 1 constituiu-se em loja mãe com o nome de Grande Loja Africana da América do Norte, da qual Prince Hall foi o primeiro grão-mestre. Em 1808, um ano após a morte de Prince Hall, ela adoptou o nome distintivo e emblemático de Grande Loja Prince Hall, Maçons Livres e Aceitos de Massachusetts, que dará origem à designada maçonaria de Prince Hall.
Outras grandes lojas de negros foram criadas em seguida noutros Estados que acabaram por se fundir, em 1847, com a Grande Loja Prince Hall. Hoje, esta Grande Loja conta com cerca de 500.000 membros de 5.000 lojas que se encontram repartidas em 40 Grandes Lojas autónomas, quase uma por Estado, às quais se juntam outras existentes nas Bahamas, Haiti, República Dominicana, Libéria e, surpreendentemente, 3 lojas na Alemanha criadas no decurso da II Guerra Mundial e na dependência da Grande Loja de Maryland.
A Grande Loja Prince Hall pratica os ritos mais usuais nos Estados Unidos: York e REAA.
Mantém boas relações com outras obediências maçónicas americanas de negros como as Grandes Lojas de Sto, André, do Rei David, do Rei Salomão, de Enoch, do Monte Sinai, do Monte das Oliveiras e dos Maçons do Rito Escocês de S. Jorge.
Prince Hall criou a primeira loja de negros da América, a Loja Africana nº 1, em 1775 e foi-lhe conferida a patente nº 495 pela Grande Loja dos Modernos de Inglaterra, dada a recusa da Grande Loja de Massachusetts.
Em 1791, esta Loja Africana nº 1 constituiu-se em loja mãe com o nome de Grande Loja Africana da América do Norte, da qual Prince Hall foi o primeiro grão-mestre. Em 1808, um ano após a morte de Prince Hall, ela adoptou o nome distintivo e emblemático de Grande Loja Prince Hall, Maçons Livres e Aceitos de Massachusetts, que dará origem à designada maçonaria de Prince Hall.Outras grandes lojas de negros foram criadas em seguida noutros Estados que acabaram por se fundir, em 1847, com a Grande Loja Prince Hall. Hoje, esta Grande Loja conta com cerca de 500.000 membros de 5.000 lojas que se encontram repartidas em 40 Grandes Lojas autónomas, quase uma por Estado, às quais se juntam outras existentes nas Bahamas, Haiti, República Dominicana, Libéria e, surpreendentemente, 3 lojas na Alemanha criadas no decurso da II Guerra Mundial e na dependência da Grande Loja de Maryland.
A Grande Loja Prince Hall pratica os ritos mais usuais nos Estados Unidos: York e REAA.
Mantém boas relações com outras obediências maçónicas americanas de negros como as Grandes Lojas de Sto, André, do Rei David, do Rei Salomão, de Enoch, do Monte Sinai, do Monte das Oliveiras e dos Maçons do Rito Escocês de S. Jorge.
setembro 06, 2012
A Maçonaria é uma Religião??
Não são poucas as pessoas que consideram a organização maçónica como um fenómeno religioso, definindo o termo "fenómeno" segundo a filososofia de Emmanuel Kant, como o que é objecto da experiência sensorial. Ou seja, interpretam as práticas maçônicas como religiosas. É assim mesmo ou será uma ilusão influenciada pelo preconceito e ignorância?
Para encontrar uma resposta que consiga levantar o véu do preconceito e derramar luz na escuridão da ignorância, é necessário entender do que fala quando se afirma "é uma religião." A noção é tão vasta e tão heterogénea que é impraticável defini-la numa nota, para que seja entendida de forma totalmente satisfatória. No entanto, algumas idéias podem desencadear a chispade pesquisa do leitor, para continuar a ler outras a este respeito.
De todos os cantos do mundo e em todas as áreas, somos sujeitos a anos de bombardeamento com propaganda teológica, de tal modo que conheço pessoas que, de tão feridas que foram, não conseguem compreender plenamente a vida sem os ditames de uma religião particular. Para fornecer um bálsamo, seria uma boa acção definir o que é uma religião, para então comparar as características obtidas, com as práticas maçónicas e lograr responder à questão colocada no título deste trabalho.
Para encontrar uma resposta que consiga levantar o véu do preconceito e derramar luz na escuridão da ignorância, é necessário entender do que fala quando se afirma "é uma religião." A noção é tão vasta e tão heterogénea que é impraticável defini-la numa nota, para que seja entendida de forma totalmente satisfatória. No entanto, algumas idéias podem desencadear a chispade pesquisa do leitor, para continuar a ler outras a este respeito.
De todos os cantos do mundo e em todas as áreas, somos sujeitos a anos de bombardeamento com propaganda teológica, de tal modo que conheço pessoas que, de tão feridas que foram, não conseguem compreender plenamente a vida sem os ditames de uma religião particular. Para fornecer um bálsamo, seria uma boa acção definir o que é uma religião, para então comparar as características obtidas, com as práticas maçónicas e lograr responder à questão colocada no título deste trabalho.
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agosto 30, 2012
Os crivos de Hiram
Meia Noite em ponto. Uma jornada mais terminou. Cansado, depois de um dia de trabalho Mestre Hiram recosta-se sobre a frescura do ébano para um merecido descanso. É nesta altura que, subindo em sua direcção, se aproximou o seu discípulo predilecto, que lhe relata:
- Mestre Hiram vou contar-te o que me disseram sobre o segundo Mestre construtor…
- Calma, meu discípulo e amigo. Antes que me contes algo que poderá não ter relevância, já fizeste passar a informação pelos Três Crivos da Sabedoria?
-Crivos da Sabedoria? Não os conheço! - disse o discípulo.
-É verdade, não os conheces porque ainda não te os havia ensinado. Parece-me que chegou o momento. Deves passar toda a informação em primeiro lugar pelo crivo da VERDADE e então eu pergunto-te: tens a certeza do que o que te contaram é de facto VERDADE?
- Bem, não tenho realmente a certeza, só sei o que me contaram.
Hiram, continua:
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agosto 24, 2012
Do Templarismo à Maçonaria
Logo de início percebi que a questão temporal e espacial que o tema me colocava era problemática - haveria que limitar no tempo e no espaço a investigação. O tema em si tornou-se, ainda assim, um desafio de forte mobilização pessoal, porque polémico, incerto, transversal em termos filosóficos, sociais e culturais mas igualmente grandioso nas suas implicações humanas e civilizacionais.
A opção foi concentrar-me no triângulo constituído pela Grã-Bretanha, França e Alemanha e procurar ligações com fundamento histórico no período que vai dos princípios do século XIV (época em que formalmente foi extinta a Ordem dos Templários) até aos primeiros anos do século XVIII (altura assumida por diversas evidências como o princípio da maçonaria especulativa e formalmente constituída).
Procurei, assim, descortinar entre cerca de três dezenas de trabalhos de investigação histórica e de reflexão filosófica a que tive acesso o que foram esses quatro séculos de transição em que predominaram a perseguição, a intolerância e o obscurantismo, quatro séculos em que se afirma oficialmente que o templarismo teria sido abolido e em que também se afirma que a maçonaria não passaria de uma vertente operativa, desenquadrada (ou seja, sem um enquadramento formal reconhecido) e com intervenção limitada e isolada das preocupações dominantes.
Meramente com o objectivo de nos situarmos no tempo, recordo que em Portugal durante estes quatro séculos viveu-se a 2ª dinastia, a 3ª e quase metade da 4ª, no limite vivemos os referenciais históricos que vão da ínclita geração, aos Descobrimentos, ao período Filipino e toda a época que se estendeu até ao Marquês de Pombal.
A opção foi concentrar-me no triângulo constituído pela Grã-Bretanha, França e Alemanha e procurar ligações com fundamento histórico no período que vai dos princípios do século XIV (época em que formalmente foi extinta a Ordem dos Templários) até aos primeiros anos do século XVIII (altura assumida por diversas evidências como o princípio da maçonaria especulativa e formalmente constituída).
Procurei, assim, descortinar entre cerca de três dezenas de trabalhos de investigação histórica e de reflexão filosófica a que tive acesso o que foram esses quatro séculos de transição em que predominaram a perseguição, a intolerância e o obscurantismo, quatro séculos em que se afirma oficialmente que o templarismo teria sido abolido e em que também se afirma que a maçonaria não passaria de uma vertente operativa, desenquadrada (ou seja, sem um enquadramento formal reconhecido) e com intervenção limitada e isolada das preocupações dominantes.Meramente com o objectivo de nos situarmos no tempo, recordo que em Portugal durante estes quatro séculos viveu-se a 2ª dinastia, a 3ª e quase metade da 4ª, no limite vivemos os referenciais históricos que vão da ínclita geração, aos Descobrimentos, ao período Filipino e toda a época que se estendeu até ao Marquês de Pombal.
agosto 14, 2012
Prof. Doutor A. H. de Oliveira Marques (biografia)
Historiador e professor catedrático, de nome completo António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques, nasceu em S. Pedro do Estoril, concelho de Cascais, a 23 de Agosto de 1933. Frequentou os liceus Camões e Gil Vicente, de Lisboa.
Em 1956 licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, apresentando uma dissertação intitulada A Sociedade em Portugal nos séculos XII a XIV.
Depois de ter estagiado na Universidade de Würzburg (Alemanha) iniciou funções docentes em 1957, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em História em 1960 (Junho), com a dissertação Hansa e Portugal na Idade Média.
Em 1962 participou na greve académica, ao lado dos estudantes, o que esteve na base do seu afastamento da Universidade portuguesa.
Em 1965, partiu para os Estados Unidos da América, leccionando como professor associado e catedrático nas universidades de Auburn, Flórida, Columbia, Minnesota e Chicago, e percorrendo grande parte daquele país como conferencista.
agosto 08, 2012
Homenagem a Salvador Allende
Pinochet, traidor da maçonaria, não passou do grau de Aprendiz, como informa o nosso Irmão chileno Rodrigo Reyes Sangermani. Foi irradiado da sua Loja por falta de frequência e de pagamento.
Homenaje al Q:.H:. Salvador Allende en el 30° aniversario de su sacrificio
A propósito de una plancha enviada a las listas (ELAT) hace ya tres años.
Leído en tenida de 1er grado el 11 de septiembre de 2003
La sola iniciación no actúa por arte de magia ni menos por fuerzas sobrenaturales. La calidad masónica se obtiene a través del compromiso permanente por la verdad: Entrar a la masonería es fácil, lo difícil es que ella entre en mí.
El próximo jueves se cumplen exactos 30 años desde que los militares terminaran con el gobierno constitucional del presidente Allende.
Acerca los alcances políticos, históricos o sociales todos tenemos una opinión formada y un juicio definitivo de los hechos que no es el momento de discutir.
agosto 06, 2012
Política de Ambiente e Saúde
O filme “Uma Verdade Inconveniente” com Al Gore foca de uma forma brilhante o problema do aquecimento global. Presumo que são muito poucos os que ainda não aceitam este fenómeno, por interesse ou por eventual, e ingénua, incredulidade.
As consequências não são nada agradáveis. A emergência de muitas doenças infecciosas mergulha, em parte, neste fenómeno, e o reavivar de velhas doenças, que tinham sido eliminadas em certas latitudes, caso da malária, correm o risco de reaparecerem. Veja-se a descrição de um caso recente na Córsega. Mas, mesmo nos povos onde ela grassa, equaciona-se a hipótese de voltar a utilizar o velho DDT para controlar os vectores. Sabendo dos efeitos deste pesticida, nada de bom se avizinha.
O equilíbrio planetário é cada vez mais delicado, fazendo-se à custa de uma imensa entropia negativa, quer no verdadeiro sentido da palavra, com todos os inconvenientes energéticos, quer em sentido figurado pelos receios resultantes das medidas a adoptar.
A par deste fenómeno, complexo, outros merecem a nossa atenção. O caso da poluição atmosférica é uma realidade inquestionável que não atinge apenas as vias respiratórias, mas acaba por contribuir para o aparecimento de problemas congénitos, tumorais e cardíacos.
As consequências não são nada agradáveis. A emergência de muitas doenças infecciosas mergulha, em parte, neste fenómeno, e o reavivar de velhas doenças, que tinham sido eliminadas em certas latitudes, caso da malária, correm o risco de reaparecerem. Veja-se a descrição de um caso recente na Córsega. Mas, mesmo nos povos onde ela grassa, equaciona-se a hipótese de voltar a utilizar o velho DDT para controlar os vectores. Sabendo dos efeitos deste pesticida, nada de bom se avizinha.
O equilíbrio planetário é cada vez mais delicado, fazendo-se à custa de uma imensa entropia negativa, quer no verdadeiro sentido da palavra, com todos os inconvenientes energéticos, quer em sentido figurado pelos receios resultantes das medidas a adoptar.
A par deste fenómeno, complexo, outros merecem a nossa atenção. O caso da poluição atmosférica é uma realidade inquestionável que não atinge apenas as vias respiratórias, mas acaba por contribuir para o aparecimento de problemas congénitos, tumorais e cardíacos.
julho 15, 2012
O Saber e o Conhecimento
Introdução
O Saber e o Conhecimento interessaram desde sempre os maçons, fundamentalmente porque interferem no campos científico, cultural e sociológico, desafiando a consciência, a filosofia e o sentimento religioso.
Além disso, estão incluídos dum modo implícito nos rituais maçónicos, uma vez que estruturam, como veremos mais tarde, a propósito da procura iniciática e moldam a linguagem simbólica.
Existem pelo menos duas boas razões intelectuais para estarmos interessados num tal estudo. Mas além do prazer de conduzir esta pesquisa, existe fundamentalmente mais a necessidade premente de compreender o sentido da vida, aventurando-nos em novos espaços, formadores e formatadores duma exigência de verdade. Essa necessidade de lucidez e autenticidade é a chave que permite fortificar a vontade de quem procura. Assim armado, o maçom será mais forte para empreender todas as pesquisas necessárias, que o levará a clarificar a aquisição do inato, o significado do significativo e o saber do conhecimento.
"Há o que há" ... . onde "é ..." de acordo com a tradução, estas são as primeiras palavras de uma estrofe do poema de Parménides, que aprova magistralmente a interrogação primordial do homem face ao seu destino e que ao mesmo tempo qualifica esta força de vontade, que poderá ser o motor da evolução . Compreender e investigar a origem desta vontade é viver a sua condição humana. Em cada indivíduo existe pois fundamentalmente uma necessidade de ser e é em virtude desta necessidade que as noções de saber e de conhecimento são o tema deste trabalho.
Definição
De acordo com o Larousse enciclopédico a definição do saber é "um conjunto coerente de conhecimentos adquiridos em contacto com a realidade ou pelo estudo" e sempre segundo o mesmo editor a definição de conhecimento é "o conjunto dos domínios onde se exerce a actividade de aprender”. Mas também "o facto de compreender, de conhecer as propriedades, as características, os traços específicos de qualquer coisa."
O Saber e o Conhecimento interessaram desde sempre os maçons, fundamentalmente porque interferem no campos científico, cultural e sociológico, desafiando a consciência, a filosofia e o sentimento religioso.
Além disso, estão incluídos dum modo implícito nos rituais maçónicos, uma vez que estruturam, como veremos mais tarde, a propósito da procura iniciática e moldam a linguagem simbólica.
Existem pelo menos duas boas razões intelectuais para estarmos interessados num tal estudo. Mas além do prazer de conduzir esta pesquisa, existe fundamentalmente mais a necessidade premente de compreender o sentido da vida, aventurando-nos em novos espaços, formadores e formatadores duma exigência de verdade. Essa necessidade de lucidez e autenticidade é a chave que permite fortificar a vontade de quem procura. Assim armado, o maçom será mais forte para empreender todas as pesquisas necessárias, que o levará a clarificar a aquisição do inato, o significado do significativo e o saber do conhecimento.
"Há o que há" ... . onde "é ..." de acordo com a tradução, estas são as primeiras palavras de uma estrofe do poema de Parménides, que aprova magistralmente a interrogação primordial do homem face ao seu destino e que ao mesmo tempo qualifica esta força de vontade, que poderá ser o motor da evolução . Compreender e investigar a origem desta vontade é viver a sua condição humana. Em cada indivíduo existe pois fundamentalmente uma necessidade de ser e é em virtude desta necessidade que as noções de saber e de conhecimento são o tema deste trabalho.
Definição
De acordo com o Larousse enciclopédico a definição do saber é "um conjunto coerente de conhecimentos adquiridos em contacto com a realidade ou pelo estudo" e sempre segundo o mesmo editor a definição de conhecimento é "o conjunto dos domínios onde se exerce a actividade de aprender”. Mas também "o facto de compreender, de conhecer as propriedades, as características, os traços específicos de qualquer coisa."
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julho 08, 2012
O Painel Simbólico do Grau de Companheiro
“Daí não sabemos o porquê de se colocar Três Painéis num Ritual do Rito Escocês, do Segundo Grau, se não se ensina nada sobre eles – com a agravante ainda maior, quase não se faz Sessões no Grau de Companheiro”.
Assis Carvalho (04/10/1934 – 03/11/2002)
I. Consideracoes Iniciais
A ausência de um Painel entapetado no centro do piso mosaico torna incompleta uma L.'. M.`.. A sua presença é indispensável durante a realização da Reunião. Não é para menos, porquanto o Painel representa um estandarte, ou insígnia, no qual os símbolos apropriados ao respectivo Grau estão gravados para serem estimados, compreendidos e respeitados. É, pois, ritual inevitável estendê-lo no início da sessão e enrolá-lo no final dos trabalhos.
Esta preocupação provém dos idos tempos da Mac.`.. A bem da verdade, quiça nesta época, a representatividade do Painel fosse ainda mais significativa, pois os primitivos maçons desenhavam os símbolos do Painel no chão, vivificando-os a cada início do encontro e ocultando-os, para sua preservação, ao final. Isto porque, nesta ocasião, inexistiam os Templos M.`., assim 1º Experto era obrigado a riscar no centro dos Varandões dos canteiros de obras, a giz ou a carvão, o desenho das ferramentas dos MM.'. Operativos e das Colunas e Pórtico encontrados nas ruínas do Templo do Rei Salomão. Paulatinamente, estes Símbolos foram sendo desenhados, pintados ou bordados permanentemente em um pedaço de pano, lona e tapetes que receberam o nome de Painel.
Assis Carvalho (04/10/1934 – 03/11/2002)
I. Consideracoes Iniciais
A ausência de um Painel entapetado no centro do piso mosaico torna incompleta uma L.'. M.`.. A sua presença é indispensável durante a realização da Reunião. Não é para menos, porquanto o Painel representa um estandarte, ou insígnia, no qual os símbolos apropriados ao respectivo Grau estão gravados para serem estimados, compreendidos e respeitados. É, pois, ritual inevitável estendê-lo no início da sessão e enrolá-lo no final dos trabalhos.
Esta preocupação provém dos idos tempos da Mac.`.. A bem da verdade, quiça nesta época, a representatividade do Painel fosse ainda mais significativa, pois os primitivos maçons desenhavam os símbolos do Painel no chão, vivificando-os a cada início do encontro e ocultando-os, para sua preservação, ao final. Isto porque, nesta ocasião, inexistiam os Templos M.`., assim 1º Experto era obrigado a riscar no centro dos Varandões dos canteiros de obras, a giz ou a carvão, o desenho das ferramentas dos MM.'. Operativos e das Colunas e Pórtico encontrados nas ruínas do Templo do Rei Salomão. Paulatinamente, estes Símbolos foram sendo desenhados, pintados ou bordados permanentemente em um pedaço de pano, lona e tapetes que receberam o nome de Painel.
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julho 04, 2012
TOLERÂNCIA, conceito e limites. Notas para reflexão.
"Si tu diffères de moi, mom frère, loin de me léser, tu m’enrichis".
Antoine de Saint-Exupéry, Citadelle, 1948
Para Guy Chassagnard (1) , a Tolerância é o Princípio primeiro da Maçonaria, que considera respeitáveis todas as ideias que emanam de espíritos sinceros, traduzindo aspectos diferentes da verdade. Nenhum Homem ou Mulher livre e de bons costumes pode permanecer no erro absoluto nem vangloriar-se de deter a verdade perfeita.
O objetivo primordial da Maçonaria é a construção do Ser Humano sendo, por essa razão, o centro de uma união fraterna em que a Tolerância deverá prevalecer: a aplicação prática dos princípios fundadores da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e da Solidariedade exige a todos os seus membros o respeito pelas opiniões e crenças individuais.
A Tolerância é a capacidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos e situações distintos dos que individualmente defendemos, desde que não suportem posições extremistas ou fundamentalistas que coloquem em causa os pilares fundamentais que nos regem.
É através da aprendizagem dos seus membros que a Maçonaria combate a intolerância, a tirania, o fanatismo e a ignorância. Todavia, no exercício da tolerância, a Maçonaria ensina também que esta exige a definição de limites.
Antoine de Saint-Exupéry, Citadelle, 1948
Para Guy Chassagnard (1) , a Tolerância é o Princípio primeiro da Maçonaria, que considera respeitáveis todas as ideias que emanam de espíritos sinceros, traduzindo aspectos diferentes da verdade. Nenhum Homem ou Mulher livre e de bons costumes pode permanecer no erro absoluto nem vangloriar-se de deter a verdade perfeita.
O objetivo primordial da Maçonaria é a construção do Ser Humano sendo, por essa razão, o centro de uma união fraterna em que a Tolerância deverá prevalecer: a aplicação prática dos princípios fundadores da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e da Solidariedade exige a todos os seus membros o respeito pelas opiniões e crenças individuais.
A Tolerância é a capacidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos e situações distintos dos que individualmente defendemos, desde que não suportem posições extremistas ou fundamentalistas que coloquem em causa os pilares fundamentais que nos regem.
É através da aprendizagem dos seus membros que a Maçonaria combate a intolerância, a tirania, o fanatismo e a ignorância. Todavia, no exercício da tolerância, a Maçonaria ensina também que esta exige a definição de limites.
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junho 26, 2012
Opus Dei - Factos e Motivos Para Reflexão
De acordo com os Landmarks, “a Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa…”.
Em minha opinião, importa clarificar se deve existir uma leitura literalista destas disposições ou se elas devem ser entendidas no contexto adequado das nossas sociedades actuais.
Existem substanciais diferenças entre discutir questões políticas gerais ou questões de índole político-partidária, bem como entre discutir questões relativas às legítimas opções religiosas de cada um ou os instrumentos perversos de dominação obscurantista das consciências humanas.
Aspectos fundamentais do progresso social e humano dos últimos 2 séculos tiveram, em diversos países, a intervenção decisiva de maçons e das próprias Ordens maçónicas.
Ora, esta intervenção teve, inevitavelmente, um conteúdo político em torno de grandes princípios e valores do progresso civilizacional, que uniram vontades e energias de muitos maçons com diferentes posicionamentos partidários e religiosos no mundo profano.
Basta lembrar as seguintes lutas:
- Contra os extremismos políticos e absolutismo religioso;
- Contra as guerras;- Pela liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei;
- Pela autodeterminação dos povos;
- Pelos governos representativos e democráticos;
- Pela justiça social e de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos;
- Pela separação entre o Estado e a Igreja;
- O ensino ao alcance de todos;
- Pela supressão da miséria e da alienação humanas;
- Criação do registo civil;
- Criação de protecção social nas doenças profissionais.



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