O filme “Uma Verdade Inconveniente” com Al Gore foca de uma forma brilhante o problema do aquecimento global. Presumo que são muito poucos os que ainda não aceitam este fenómeno, por interesse ou por eventual, e ingénua, incredulidade.
As consequências não são nada agradáveis. A emergência de muitas doenças infecciosas mergulha, em parte, neste fenómeno, e o reavivar de velhas doenças, que tinham sido eliminadas em certas latitudes, caso da malária, correm o risco de reaparecerem. Veja-se a descrição de um caso recente na Córsega. Mas, mesmo nos povos onde ela grassa, equaciona-se a hipótese de voltar a utilizar o velho DDT para controlar os vectores. Sabendo dos efeitos deste pesticida, nada de bom se avizinha.
O equilíbrio planetário é cada vez mais delicado, fazendo-se à custa de uma imensa entropia negativa, quer no verdadeiro sentido da palavra, com todos os inconvenientes energéticos, quer em sentido figurado pelos receios resultantes das medidas a adoptar.
A par deste fenómeno, complexo, outros merecem a nossa atenção. O caso da poluição atmosférica é uma realidade inquestionável que não atinge apenas as vias respiratórias, mas acaba por contribuir para o aparecimento de problemas congénitos, tumorais e cardíacos.
agosto 06, 2012
julho 15, 2012
O Saber e o Conhecimento
Introdução
O Saber e o Conhecimento interessaram desde sempre os maçons, fundamentalmente porque interferem no campos científico, cultural e sociológico, desafiando a consciência, a filosofia e o sentimento religioso.
Além disso, estão incluídos dum modo implícito nos rituais maçónicos, uma vez que estruturam, como veremos mais tarde, a propósito da procura iniciática e moldam a linguagem simbólica.
Existem pelo menos duas boas razões intelectuais para estarmos interessados num tal estudo. Mas além do prazer de conduzir esta pesquisa, existe fundamentalmente mais a necessidade premente de compreender o sentido da vida, aventurando-nos em novos espaços, formadores e formatadores duma exigência de verdade. Essa necessidade de lucidez e autenticidade é a chave que permite fortificar a vontade de quem procura. Assim armado, o maçom será mais forte para empreender todas as pesquisas necessárias, que o levará a clarificar a aquisição do inato, o significado do significativo e o saber do conhecimento.
"Há o que há" ... . onde "é ..." de acordo com a tradução, estas são as primeiras palavras de uma estrofe do poema de Parménides, que aprova magistralmente a interrogação primordial do homem face ao seu destino e que ao mesmo tempo qualifica esta força de vontade, que poderá ser o motor da evolução . Compreender e investigar a origem desta vontade é viver a sua condição humana. Em cada indivíduo existe pois fundamentalmente uma necessidade de ser e é em virtude desta necessidade que as noções de saber e de conhecimento são o tema deste trabalho.
Definição
De acordo com o Larousse enciclopédico a definição do saber é "um conjunto coerente de conhecimentos adquiridos em contacto com a realidade ou pelo estudo" e sempre segundo o mesmo editor a definição de conhecimento é "o conjunto dos domínios onde se exerce a actividade de aprender”. Mas também "o facto de compreender, de conhecer as propriedades, as características, os traços específicos de qualquer coisa."
O Saber e o Conhecimento interessaram desde sempre os maçons, fundamentalmente porque interferem no campos científico, cultural e sociológico, desafiando a consciência, a filosofia e o sentimento religioso.
Além disso, estão incluídos dum modo implícito nos rituais maçónicos, uma vez que estruturam, como veremos mais tarde, a propósito da procura iniciática e moldam a linguagem simbólica.
Existem pelo menos duas boas razões intelectuais para estarmos interessados num tal estudo. Mas além do prazer de conduzir esta pesquisa, existe fundamentalmente mais a necessidade premente de compreender o sentido da vida, aventurando-nos em novos espaços, formadores e formatadores duma exigência de verdade. Essa necessidade de lucidez e autenticidade é a chave que permite fortificar a vontade de quem procura. Assim armado, o maçom será mais forte para empreender todas as pesquisas necessárias, que o levará a clarificar a aquisição do inato, o significado do significativo e o saber do conhecimento.
"Há o que há" ... . onde "é ..." de acordo com a tradução, estas são as primeiras palavras de uma estrofe do poema de Parménides, que aprova magistralmente a interrogação primordial do homem face ao seu destino e que ao mesmo tempo qualifica esta força de vontade, que poderá ser o motor da evolução . Compreender e investigar a origem desta vontade é viver a sua condição humana. Em cada indivíduo existe pois fundamentalmente uma necessidade de ser e é em virtude desta necessidade que as noções de saber e de conhecimento são o tema deste trabalho.
Definição
De acordo com o Larousse enciclopédico a definição do saber é "um conjunto coerente de conhecimentos adquiridos em contacto com a realidade ou pelo estudo" e sempre segundo o mesmo editor a definição de conhecimento é "o conjunto dos domínios onde se exerce a actividade de aprender”. Mas também "o facto de compreender, de conhecer as propriedades, as características, os traços específicos de qualquer coisa."
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julho 08, 2012
O Painel Simbólico do Grau de Companheiro
“Daí não sabemos o porquê de se colocar Três Painéis num Ritual do Rito Escocês, do Segundo Grau, se não se ensina nada sobre eles – com a agravante ainda maior, quase não se faz Sessões no Grau de Companheiro”.
Assis Carvalho (04/10/1934 – 03/11/2002)
I. Consideracoes Iniciais
A ausência de um Painel entapetado no centro do piso mosaico torna incompleta uma L.'. M.`.. A sua presença é indispensável durante a realização da Reunião. Não é para menos, porquanto o Painel representa um estandarte, ou insígnia, no qual os símbolos apropriados ao respectivo Grau estão gravados para serem estimados, compreendidos e respeitados. É, pois, ritual inevitável estendê-lo no início da sessão e enrolá-lo no final dos trabalhos.
Esta preocupação provém dos idos tempos da Mac.`.. A bem da verdade, quiça nesta época, a representatividade do Painel fosse ainda mais significativa, pois os primitivos maçons desenhavam os símbolos do Painel no chão, vivificando-os a cada início do encontro e ocultando-os, para sua preservação, ao final. Isto porque, nesta ocasião, inexistiam os Templos M.`., assim 1º Experto era obrigado a riscar no centro dos Varandões dos canteiros de obras, a giz ou a carvão, o desenho das ferramentas dos MM.'. Operativos e das Colunas e Pórtico encontrados nas ruínas do Templo do Rei Salomão. Paulatinamente, estes Símbolos foram sendo desenhados, pintados ou bordados permanentemente em um pedaço de pano, lona e tapetes que receberam o nome de Painel.
Assis Carvalho (04/10/1934 – 03/11/2002)
I. Consideracoes Iniciais
A ausência de um Painel entapetado no centro do piso mosaico torna incompleta uma L.'. M.`.. A sua presença é indispensável durante a realização da Reunião. Não é para menos, porquanto o Painel representa um estandarte, ou insígnia, no qual os símbolos apropriados ao respectivo Grau estão gravados para serem estimados, compreendidos e respeitados. É, pois, ritual inevitável estendê-lo no início da sessão e enrolá-lo no final dos trabalhos.
Esta preocupação provém dos idos tempos da Mac.`.. A bem da verdade, quiça nesta época, a representatividade do Painel fosse ainda mais significativa, pois os primitivos maçons desenhavam os símbolos do Painel no chão, vivificando-os a cada início do encontro e ocultando-os, para sua preservação, ao final. Isto porque, nesta ocasião, inexistiam os Templos M.`., assim 1º Experto era obrigado a riscar no centro dos Varandões dos canteiros de obras, a giz ou a carvão, o desenho das ferramentas dos MM.'. Operativos e das Colunas e Pórtico encontrados nas ruínas do Templo do Rei Salomão. Paulatinamente, estes Símbolos foram sendo desenhados, pintados ou bordados permanentemente em um pedaço de pano, lona e tapetes que receberam o nome de Painel.
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julho 04, 2012
TOLERÂNCIA, conceito e limites. Notas para reflexão.
"Si tu diffères de moi, mom frère, loin de me léser, tu m’enrichis".
Antoine de Saint-Exupéry, Citadelle, 1948
Para Guy Chassagnard (1) , a Tolerância é o Princípio primeiro da Maçonaria, que considera respeitáveis todas as ideias que emanam de espíritos sinceros, traduzindo aspectos diferentes da verdade. Nenhum Homem ou Mulher livre e de bons costumes pode permanecer no erro absoluto nem vangloriar-se de deter a verdade perfeita.
O objetivo primordial da Maçonaria é a construção do Ser Humano sendo, por essa razão, o centro de uma união fraterna em que a Tolerância deverá prevalecer: a aplicação prática dos princípios fundadores da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e da Solidariedade exige a todos os seus membros o respeito pelas opiniões e crenças individuais.
A Tolerância é a capacidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos e situações distintos dos que individualmente defendemos, desde que não suportem posições extremistas ou fundamentalistas que coloquem em causa os pilares fundamentais que nos regem.
É através da aprendizagem dos seus membros que a Maçonaria combate a intolerância, a tirania, o fanatismo e a ignorância. Todavia, no exercício da tolerância, a Maçonaria ensina também que esta exige a definição de limites.
Antoine de Saint-Exupéry, Citadelle, 1948
Para Guy Chassagnard (1) , a Tolerância é o Princípio primeiro da Maçonaria, que considera respeitáveis todas as ideias que emanam de espíritos sinceros, traduzindo aspectos diferentes da verdade. Nenhum Homem ou Mulher livre e de bons costumes pode permanecer no erro absoluto nem vangloriar-se de deter a verdade perfeita.
O objetivo primordial da Maçonaria é a construção do Ser Humano sendo, por essa razão, o centro de uma união fraterna em que a Tolerância deverá prevalecer: a aplicação prática dos princípios fundadores da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e da Solidariedade exige a todos os seus membros o respeito pelas opiniões e crenças individuais.
A Tolerância é a capacidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos e situações distintos dos que individualmente defendemos, desde que não suportem posições extremistas ou fundamentalistas que coloquem em causa os pilares fundamentais que nos regem.
É através da aprendizagem dos seus membros que a Maçonaria combate a intolerância, a tirania, o fanatismo e a ignorância. Todavia, no exercício da tolerância, a Maçonaria ensina também que esta exige a definição de limites.
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junho 26, 2012
Opus Dei - Factos e Motivos Para Reflexão
De acordo com os Landmarks, “a Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa…”.
Em minha opinião, importa clarificar se deve existir uma leitura literalista destas disposições ou se elas devem ser entendidas no contexto adequado das nossas sociedades actuais.
Existem substanciais diferenças entre discutir questões políticas gerais ou questões de índole político-partidária, bem como entre discutir questões relativas às legítimas opções religiosas de cada um ou os instrumentos perversos de dominação obscurantista das consciências humanas.
Aspectos fundamentais do progresso social e humano dos últimos 2 séculos tiveram, em diversos países, a intervenção decisiva de maçons e das próprias Ordens maçónicas.
Ora, esta intervenção teve, inevitavelmente, um conteúdo político em torno de grandes princípios e valores do progresso civilizacional, que uniram vontades e energias de muitos maçons com diferentes posicionamentos partidários e religiosos no mundo profano.
Basta lembrar as seguintes lutas:
- Contra os extremismos políticos e absolutismo religioso;
- Contra as guerras;- Pela liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei;
- Pela autodeterminação dos povos;
- Pelos governos representativos e democráticos;
- Pela justiça social e de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos;
- Pela separação entre o Estado e a Igreja;
- O ensino ao alcance de todos;
- Pela supressão da miséria e da alienação humanas;
- Criação do registo civil;
- Criação de protecção social nas doenças profissionais.
junho 20, 2012
Tradição e modernidade na Maçonaria – Parte II
No início deste capítulo introduzi a noção de limite falando da tradição e, especialmente, do limite de tempo ligado ao estudo simbólico das tradições. Na verdade, quando uma tradição chega até nós, é muito difícil determinar a sua origem. O simbolismo torna –se a única maneira de decifrar o que essa tradição nos traz em termos de conhecimento. Determinar a natureza do conhecimento transmitido não está necessáriamente relacionado com a lógica como nós a entendemos. Que sabemos nós da lógica daqueles que estão na origem da tradição e dos sinais que utilizaram para a transmitir? Os conceitos que presidiram ao enriquecimento do conteúdo duma tradição que sobreviveram, são de natureza múltipla mas de contexto cultural semelhante.
No que respeita à tradição maçónica, e mais particularmente à Maçonaria especulativa moderna, parece que as noções base fazem parte do domínio da construção. Encontramos referências directas e apoiadas no Templo de Salomão, por exemplo. O vocabulário foi enriquecido com toda uma variedade de ferramentas específicas dos construtores . No entanto, os maçons não construiram mais do que as suas mãos. Isso não os impede de continuar a construir templos à virtude e paredes impenetráveis ao vício.
Neste caso, como devemos entender "virtude" e "vício"? Há, certamente, o sentido directo e literal, como há a compreensão simbólica. Portanto, quando palavras como religião, Deus, amor aparecem num texto tradicional, os que o lêm não o fazem necessariámente ao nível simbólico que deveria ser o delas.
No que respeita à tradição maçónica, e mais particularmente à Maçonaria especulativa moderna, parece que as noções base fazem parte do domínio da construção. Encontramos referências directas e apoiadas no Templo de Salomão, por exemplo. O vocabulário foi enriquecido com toda uma variedade de ferramentas específicas dos construtores . No entanto, os maçons não construiram mais do que as suas mãos. Isso não os impede de continuar a construir templos à virtude e paredes impenetráveis ao vício.
Neste caso, como devemos entender "virtude" e "vício"? Há, certamente, o sentido directo e literal, como há a compreensão simbólica. Portanto, quando palavras como religião, Deus, amor aparecem num texto tradicional, os que o lêm não o fazem necessariámente ao nível simbólico que deveria ser o delas.
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junho 18, 2012
Tradição e modernidade na Maçonaria – Parte I
1. Preliminar.
Apenas me decidi a confiar finalmente as minhas dúvidas para o papel, logo me questionei como iria ser capaz de introduzir o assunto. Admito ter-me deixado embalar por uma euforia suave, imaginando que um sinal exterior viesse alimentar a minha imaginação.
Assim pensei, assim realizei. Regressado duma refeição bem regada, encontrei-me com bastante energia para queimar e os meus passos levaram-me à minha livraria favorita, onde encontrei uma nova publicação de André Comte-Sponville (nota 1). Um amigo ofereceu-me há bastantes anos um dos seus escritos que deve estar a estagiar há um par de anos num dos meus armários. O que eu comprei é intitulado "O espírito do ateísmo" e ao vê-lo em exposição, não resisti. Qual a ligação com o assunto que nos ocupa, perguntarão? A resposta é fácil, sem ser evidente. A Tradição maçónica alimenta-se da espiritualidade e parece difícil alimentar a espiritualidade sem Deus à mão. André Comte-Sponville promete ou, pelo menos propõe, uma espiritualidade sem Deus.
Desde o prefácio, estou completamente embrenhado. "O Retorno da espiritualidade? Não seria um problema. Mas o dogmatismo está de volta, muitas vezes com o obscurantismo, o fundamentalismo e às vezes o fanatismo. Seria errado abandonar o terreno. O combate pelas luzes continua, raramente terá sido tão urgente, e é uma luta pela liberdade. " (Fim de citação). Não vou citar tudo o que ele escreveu desde a introdução, mas é provável que vá extrair algo das suas ideias, porque me parecem ter alguma relevância para o tema que vos quero transmitir.
Eu poderia, em rigor, criticar a ideia de combate, mas permanecendo profundamente pacifista, reflecti que por vezes é necessário maltratar o adversário. Não é entretanto necessário matá-lo. Mas parece que o homem parece ser o único na espécie animal a ser um lobo de si mesmo. Aceitemos portanto que há uma luta moderada como se de facto essas duas palavras pudessem ser unidas à mesma ideia.
Apenas me decidi a confiar finalmente as minhas dúvidas para o papel, logo me questionei como iria ser capaz de introduzir o assunto. Admito ter-me deixado embalar por uma euforia suave, imaginando que um sinal exterior viesse alimentar a minha imaginação.
Assim pensei, assim realizei. Regressado duma refeição bem regada, encontrei-me com bastante energia para queimar e os meus passos levaram-me à minha livraria favorita, onde encontrei uma nova publicação de André Comte-Sponville (nota 1). Um amigo ofereceu-me há bastantes anos um dos seus escritos que deve estar a estagiar há um par de anos num dos meus armários. O que eu comprei é intitulado "O espírito do ateísmo" e ao vê-lo em exposição, não resisti. Qual a ligação com o assunto que nos ocupa, perguntarão? A resposta é fácil, sem ser evidente. A Tradição maçónica alimenta-se da espiritualidade e parece difícil alimentar a espiritualidade sem Deus à mão. André Comte-Sponville promete ou, pelo menos propõe, uma espiritualidade sem Deus.
Desde o prefácio, estou completamente embrenhado. "O Retorno da espiritualidade? Não seria um problema. Mas o dogmatismo está de volta, muitas vezes com o obscurantismo, o fundamentalismo e às vezes o fanatismo. Seria errado abandonar o terreno. O combate pelas luzes continua, raramente terá sido tão urgente, e é uma luta pela liberdade. " (Fim de citação). Não vou citar tudo o que ele escreveu desde a introdução, mas é provável que vá extrair algo das suas ideias, porque me parecem ter alguma relevância para o tema que vos quero transmitir.
Eu poderia, em rigor, criticar a ideia de combate, mas permanecendo profundamente pacifista, reflecti que por vezes é necessário maltratar o adversário. Não é entretanto necessário matá-lo. Mas parece que o homem parece ser o único na espécie animal a ser um lobo de si mesmo. Aceitemos portanto que há uma luta moderada como se de facto essas duas palavras pudessem ser unidas à mesma ideia.
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Salv. All,
Temas de Mestre
junho 16, 2012
Intervir nas dificuldades sociais - Uma responsabilidade acrescida para os Maçons
A elevada taxa de desemprego que se verifica no nosso país tem como causa mais próxima a crise económica e financeira internacional ocorrida em 2008-2009, mas constitui um problema estrutural cuja responsabilidade não pode ser assacada a nenhum governo ou parceiro social em especial.
De igual forma, a responsabilidade pela resolução deste grave problema não é tarefa de uma qualquer entidade em particular, mas sim de todos os cidadãos, exigindo-se ao maçon uma especial intervenção dada a gravidade social que o fenómeno apresenta.
A defesa das empresas e empregos existentes e, principalmente, a criação de novas actividades empresariais geradoras de emprego é um encargo que só em parte cabe a políticas governamentais específicas.
Todos nós, maçons nos sentimos impelidos a ajudar na resolução mas é, sem dúvida, aos empresários, e com mais acuidade aos gestores públicos, que está reservada a parte mais importante nesta tarefa e estes últimos, quando maçons, estão obrigados, por imperativo ético e moral, a um maior empenhamento em alcançar tal desiderato.
junho 11, 2012
René Guénon - Vida e Obra
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
René Guénon - Vida e Obra
Guénon foi um prodígio precoce. Cedo dominava o grego, latim, inglês, italiano, alemão, espanhol, sânscrito, hebraico, árabe e mais tarde, o chinês, mantendo conversação com seus interlocutores europeus e orientais em suas próprias línguas, para desconcerto de muitos deles, ao constatarem um francês dominar com maestria a língua e o espírito de civilizações distantes.
O mais decisivo em sua formação, sem dúvida, foram os dados doutrinais obtidos pela oralidade diretamente de representantes do hinduísmo (Escola de Shankara), do Islã (tariqah do Sheikh Elish El Kebir, da linha Alkbariana) e do Taoísmo (por intermédio do filho espiritual de Tong Sou Luat, eminente mestre Taoísta).
Guénon desmascarou terminantemente dezenas de impostores, desde os grosseiros aos mais pretensamente refinados, angariando para si, de um lado, a grata surpresa e o agradecimento dos que buscavam o oriente autêntico e, de outro, o ódio e as perseguições de uma maioria, surpreendida em suas falsas bases e artimanhas.
René Guénon - Vida e Obra
Guénon foi um prodígio precoce. Cedo dominava o grego, latim, inglês, italiano, alemão, espanhol, sânscrito, hebraico, árabe e mais tarde, o chinês, mantendo conversação com seus interlocutores europeus e orientais em suas próprias línguas, para desconcerto de muitos deles, ao constatarem um francês dominar com maestria a língua e o espírito de civilizações distantes.
O mais decisivo em sua formação, sem dúvida, foram os dados doutrinais obtidos pela oralidade diretamente de representantes do hinduísmo (Escola de Shankara), do Islã (tariqah do Sheikh Elish El Kebir, da linha Alkbariana) e do Taoísmo (por intermédio do filho espiritual de Tong Sou Luat, eminente mestre Taoísta).
Guénon desmascarou terminantemente dezenas de impostores, desde os grosseiros aos mais pretensamente refinados, angariando para si, de um lado, a grata surpresa e o agradecimento dos que buscavam o oriente autêntico e, de outro, o ódio e as perseguições de uma maioria, surpreendida em suas falsas bases e artimanhas.
junho 10, 2012
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
I – Introdução
Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.
Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.
II – A Saga Huguenote de La Rochelle
O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
I – Introdução
Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.
Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.
II – A Saga Huguenote de La Rochelle
O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.
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Salv. All
junho 08, 2012
Economia, ética e os tempos conturbados
A envolvente Económica e os conturbados tempos que se avizinham justificam que reflictamos sobre a forma de actuar perante uma nova realidade que se avizinha com alteração do paradigma de desenvolvimento das sociedades modernas.
Todos sabemos que desde há cerca de cem Anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito politico porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
Todos sabemos que desde há cerca de cem Anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito politico porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
junho 03, 2012
«On n' est pas initié, on s' inicie soi-même».
«On n' est pas initié, on s' inicie soi-même».
Existem coisas que, reveladas, sucumbem ou perdem o seu valor e, por outro lado, ocultas atingem a sua plenitude.
Alguns não reconhecem a profundidade de algo porque exigem que o profundo se manifeste de igual forma que o superficial. Não aceitando que há varias formas de brilho, focalizam-se, exclusivamente, no peculiar brilho da superfície. Não reparam que é essencial ao profundo ocultar-se sob a superfície e apresentar-se só através dela, permanecendo debaixo dela.
Desconhecer que cada coisa tem a sua própria condição e não a que queremos exigir-lhe é um verdadeiro pecado capital ou cordial porque deriva da falta de amor.
Nada é mais ilícito do que apequenar o mundo com as nossas manias e cegueiras, diminuir a realidade, suprimir imaginariamente pedaços do que é.
Isto acontece quando se pede ao profundo que se apresente da mesma maneira que o superficial. Não: há coisas que apresentam de si mesmas, apenas o estritamente necessário para nos prevenir que, atrás delas, estão outras ocultas.
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