junho 16, 2012
Intervir nas dificuldades sociais - Uma responsabilidade acrescida para os Maçons
A elevada taxa de desemprego que se verifica no nosso país tem como causa mais próxima a crise económica e financeira internacional ocorrida em 2008-2009, mas constitui um problema estrutural cuja responsabilidade não pode ser assacada a nenhum governo ou parceiro social em especial.
De igual forma, a responsabilidade pela resolução deste grave problema não é tarefa de uma qualquer entidade em particular, mas sim de todos os cidadãos, exigindo-se ao maçon uma especial intervenção dada a gravidade social que o fenómeno apresenta.
A defesa das empresas e empregos existentes e, principalmente, a criação de novas actividades empresariais geradoras de emprego é um encargo que só em parte cabe a políticas governamentais específicas.
Todos nós, maçons nos sentimos impelidos a ajudar na resolução mas é, sem dúvida, aos empresários, e com mais acuidade aos gestores públicos, que está reservada a parte mais importante nesta tarefa e estes últimos, quando maçons, estão obrigados, por imperativo ético e moral, a um maior empenhamento em alcançar tal desiderato.
junho 11, 2012
René Guénon - Vida e Obra
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
René Guénon - Vida e Obra
Guénon foi um prodígio precoce. Cedo dominava o grego, latim, inglês, italiano, alemão, espanhol, sânscrito, hebraico, árabe e mais tarde, o chinês, mantendo conversação com seus interlocutores europeus e orientais em suas próprias línguas, para desconcerto de muitos deles, ao constatarem um francês dominar com maestria a língua e o espírito de civilizações distantes.
O mais decisivo em sua formação, sem dúvida, foram os dados doutrinais obtidos pela oralidade diretamente de representantes do hinduísmo (Escola de Shankara), do Islã (tariqah do Sheikh Elish El Kebir, da linha Alkbariana) e do Taoísmo (por intermédio do filho espiritual de Tong Sou Luat, eminente mestre Taoísta).
Guénon desmascarou terminantemente dezenas de impostores, desde os grosseiros aos mais pretensamente refinados, angariando para si, de um lado, a grata surpresa e o agradecimento dos que buscavam o oriente autêntico e, de outro, o ódio e as perseguições de uma maioria, surpreendida em suas falsas bases e artimanhas.
René Guénon - Vida e Obra
Guénon foi um prodígio precoce. Cedo dominava o grego, latim, inglês, italiano, alemão, espanhol, sânscrito, hebraico, árabe e mais tarde, o chinês, mantendo conversação com seus interlocutores europeus e orientais em suas próprias línguas, para desconcerto de muitos deles, ao constatarem um francês dominar com maestria a língua e o espírito de civilizações distantes.
O mais decisivo em sua formação, sem dúvida, foram os dados doutrinais obtidos pela oralidade diretamente de representantes do hinduísmo (Escola de Shankara), do Islã (tariqah do Sheikh Elish El Kebir, da linha Alkbariana) e do Taoísmo (por intermédio do filho espiritual de Tong Sou Luat, eminente mestre Taoísta).
Guénon desmascarou terminantemente dezenas de impostores, desde os grosseiros aos mais pretensamente refinados, angariando para si, de um lado, a grata surpresa e o agradecimento dos que buscavam o oriente autêntico e, de outro, o ódio e as perseguições de uma maioria, surpreendida em suas falsas bases e artimanhas.
junho 10, 2012
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
I – Introdução
Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.
Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.
II – A Saga Huguenote de La Rochelle
O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
I – Introdução
Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.
Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.
II – A Saga Huguenote de La Rochelle
O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.
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junho 08, 2012
Economia, ética e os tempos conturbados
A envolvente Económica e os conturbados tempos que se avizinham justificam que reflictamos sobre a forma de actuar perante uma nova realidade que se avizinha com alteração do paradigma de desenvolvimento das sociedades modernas.
Todos sabemos que desde há cerca de cem Anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito politico porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
Todos sabemos que desde há cerca de cem Anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito politico porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
junho 03, 2012
«On n' est pas initié, on s' inicie soi-même».
«On n' est pas initié, on s' inicie soi-même».
Existem coisas que, reveladas, sucumbem ou perdem o seu valor e, por outro lado, ocultas atingem a sua plenitude.
Alguns não reconhecem a profundidade de algo porque exigem que o profundo se manifeste de igual forma que o superficial. Não aceitando que há varias formas de brilho, focalizam-se, exclusivamente, no peculiar brilho da superfície. Não reparam que é essencial ao profundo ocultar-se sob a superfície e apresentar-se só através dela, permanecendo debaixo dela.
Desconhecer que cada coisa tem a sua própria condição e não a que queremos exigir-lhe é um verdadeiro pecado capital ou cordial porque deriva da falta de amor.
Nada é mais ilícito do que apequenar o mundo com as nossas manias e cegueiras, diminuir a realidade, suprimir imaginariamente pedaços do que é.
Isto acontece quando se pede ao profundo que se apresente da mesma maneira que o superficial. Não: há coisas que apresentam de si mesmas, apenas o estritamente necessário para nos prevenir que, atrás delas, estão outras ocultas.
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maio 30, 2012
Interpretação esotérica da história de Pinóquio
Vi pela primeira vez Pinóquio como uma criança numa fita VHS mal gravada, com o meu irmão mais pequeno. Eu gostava das melodias cativantes e do Grilo Falante. Fiquei no entanto apavorado com o motorista e não gostava da parte submersa. Isso é mais ou menos o que eu me lembro até recentemente, deste clássico da Disney,.
Numa noite dum domingo preguiçoso, encontrei o "remasterizado digitalmente " filme na televisão e revi-o "para os velhos tempos." O que era para ser uma viagem divertida pelas ruas de memória tornou-se uma revelação chocante: Pinóquio é um dos filmes mais profundos que eu já vi alguma vez.
Poderia ser uma alegoria sobre a espiritualidade enorme e a sociedade moderna? Há que detectar sinais de iniciação nos mistérios escondidos? Imediatamente comecei a investigar as origens do Pinóquio e todas as minhas teorias foram abundantemente confirmadas.
Escusado será dizer que este filme é agora um elemento básico na cultura popular actual. Quantas pessoas NÃO viram este filme? Por outro lado, quantas pessoas estão conscientes do verdadeiro significado subjacente de Pinóquio? Por trás da história do boneco tentando tornar–se numa boa pessoa, está uma história profundamente espiritual que tem as suas raízes nas escolas de mistério do ocultismo.
maio 24, 2012
Reflexões Maçónicas
A finalidade desta prancha é abordar de forma meditativa algumas matérias Maçónicas que são pilares formais e substanciais na existência da nossa Augusta Ordem.
A escrita tripontuada
Estou convicto de que muitos maçons desconhecem a origem da escrita tripontuada que caracteriza o discurso impresso maçónico.
Observemos a sequência de quatro pares de letras maiúsculas, cada par seguido de três pontos formando um triângulo equilátero, quer dizer, de três lados iguais. Elas são: MM:. LL:. AA:. AA:.
Isto é a escritura tripontuada adoptada pela Maçonaria; porém a escritura tripontuada não foi criada pela Maçonaria.
O primeiro documento maçónico conhecido que utiliza a escritura com três pontos é uma circular do Grande Oriente da França, datado 12 de Agosto de 1774, comunicando novo valor da anuidade e mudança de local.
Lennhoff, no Dicionário Maçónico Internacional, diz que os três pontos aparecem já em antigos escritos monacais, conservados na Biblioteca Coraini, Roma.
Na Corte Pontifícia de Roma existia um tribunal denominado "Tribunal da A:. C:." que para uns era Augusta Consulta e para outros Auditor Camarae.
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maio 20, 2012
A mulher procura na Maçonaria a sua própria verdade
A Grã-Mestra da Loja Feminina de Espanha, Ana María Lorente, defende o papel actual da Ordem face à perda de valores na sociedade."Tem sentido a maçonaría feminina no século XXI? Ante a perda de valores, há que redefinir as raízes espirituais e morais". A Grã-Mestra da Loga Feminina de España, Ana María Lorente Medina, defendeu est noite no Clube LA PROVINCIA a necesidade de manter activa esta Ordem em Espanha para continuar a avançar no que chamou de "maturidade feminina", cujo processo e segundo as suas palavras, "é imparável".
"Cada mulher procura na maçonaría a sua propria verdade, o seu proprio conhecimento", explicou Lorente perante uma audiência que questionava a máxima responsável desta organizacão em Espanha, qual é o seu fundamento e creença, formas de ingresso na ordem, e o que parecía mais preocupante para algumas das mulheres presentes: o porquê do termo obediência que frecuentava a conferencista no seu discurso sobre a historia da ordem, a sua criação e penetração em Espanha e nas Canárias.
"É um termo que usamos para denominar cada organizacão macónica, e não significa que como mulheres devamos obediência a nada", precisou Ana María Lorente. "Queremos ser mulheres construidas, lúcidas nas suas possibilidades, firmes, livres e comprometidas", recordou a Crã-Mestra, em resposta ao facto de "terem estado submissas e subordinadas durante milénios". Segundo disse, não se trata duma organizacão dogmática ou sectária, mas que a sua principal referência é "um método sábio, rico e ancestral que se adapta à arquitectura feminina".
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Salv. All
maio 16, 2012
Advertência Maçónica
Publicamos, pelo inegável interesse e actualidade, um texto endereçado pelo Ir:. Flemming, relativo à prudencia aconselhada na admissão de profanos à N:.A:.O:..
Suscitou-me que, apesar do interesse ser conveniente, fazermos alguma meditação sobre esses actos.
Ocorreu-me então copiar do tomo Iº da «Bibliotheca Maçónnica», de Miguel António Dias, edição de 1874, um trecho que ele designou de Advertência maçónica, e que mantém toda a actualidade (2)
Suscitou-me que, apesar do interesse ser conveniente, fazermos alguma meditação sobre esses actos.
Ocorreu-me então copiar do tomo Iº da «Bibliotheca Maçónnica», de Miguel António Dias, edição de 1874, um trecho que ele designou de Advertência maçónica, e que mantém toda a actualidade (2)
«A Maçonaria é uma associação de homens sábios e virtuosos, cujo objecto é viver uma perfeita igualdade, intimamente unidos pelos laços da estima, da confiança e da amizade, debaixo da denominação de Irmãos e o se estimularem reciprocamente, uns aos outros, na prática das virtudes.
Segundo esta definição a prudência e o interesse de todas as Lojas impõe-lhes o rigoroso dever de não fazerem participar dos nossos Mistérios senão aquelas pessoas que, além de serem dignas de todas estas vantagens, sejam capazes de contribuir ao fim proposto e que não envergonhem, aos olhos dos Maçons de todo o Universo, as Lojas que os tiverem admitido.
maio 11, 2012
Princípios e Preceitos Maçónicos
Ama a Humanidade.
Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família.
Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.
Faz o bem pelo amor do próprio bem.
O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.
Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.
Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.
Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.
Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.
Fala sobriamente com os teus superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.
Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão.
Não lisonjeies nunca, é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompa.
Não julgues ao de leve as acções dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções.
Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família.
Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.
Faz o bem pelo amor do próprio bem.
O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.
Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.
Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.
Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.
Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.
Fala sobriamente com os teus superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.
Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão.
Não lisonjeies nunca, é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompa.
Não julgues ao de leve as acções dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções.
maio 08, 2012
Salvador Allende: Presidente e Maçon
Texto da conferência da V.. M. •. • R. da. L. •. Lafayette n º 10, Lila Lorenzo Soto-Aguilar , realizada em 26 de junho de 2010 na biblioteca "O Menestrel" , na Cidade do México (conferência foi realizada em comemoração ao 102 º aniversário de seu nascimento - organizado pela Associação Salvador Allende Gossens (ASAG))
Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco, compartilhando a minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona e politicamente como militante.
Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia a dia Salvador Allende e, que na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.
Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.
Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco, compartilhando a minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona e politicamente como militante.
Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia a dia Salvador Allende e, que na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.
Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.
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Salv. All
maio 06, 2012
A Sociedade em Rede – considerações numa perspectiva maçónica
“ A Maçonaria nasceu da revolução Científica. Pelos seus genes, a Maçonaria é desobediente, prefere as questões às respostas, sobretudo as que perturbam.«E está muito bem assim», como diz Kipling na «Minha Loja Mãe...». Tal como no fim do Século XVII, a Europa parece ter hoje esgotado um modelo e bem poderá aguardar um novo. Haverá outras revoluções. A próxima será talvez cultural. Poderá ser a da Maçonaria” - Alain Bauer - «Le Crépuscule des Fréres» (7)
I – Introdução
Há algum tempo que este tema me motiva, levando-me a questionar os enquadramentos necessários para a correcta divulgação dos ideiais maçónicos na globalizada Sociedade em Rede e, simultâneamente, na contenção das ameaças subjacentes.
O tema, com as suas implicações sócio-económicas é muito vasto e simultâneamente desafiante. Uma análise mais detalhada levaria por certo muito mais tempo do que uma sessão de Loj:., pelo que espero que os MM:.QQ:.IIr:. tolerem as limitações destas simples notas.
Como referia o filósofo e maçon alemão Karl Krause, a Maç:. é a única instituição que se ocupa do «homem na sua pura e completa humanidade, na sua totalidade». Nas reflexões éticas e filosóficas que permanentemente fazemos procuramos manter vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando:
É assim que me contruo plenamente como ser humano?
É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano?
Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo.
A Maç:. é frequentemente tratada pela esmagadora maioria dos meios de comunicação do mundo profano (vejam--se os mais recentes episódios na imprensa nacional) como sendo uma organização secreta (ou quase), no mínimo fechada, representando interesses encobertos de vários «lobbies», regendo-se por rituais ultrapassados e sem sentido, que numa sociedade da informação globalizada levarão inevitàvelmente à progressiva decadência e eventual extinção.
I – Introdução
Há algum tempo que este tema me motiva, levando-me a questionar os enquadramentos necessários para a correcta divulgação dos ideiais maçónicos na globalizada Sociedade em Rede e, simultâneamente, na contenção das ameaças subjacentes.
O tema, com as suas implicações sócio-económicas é muito vasto e simultâneamente desafiante. Uma análise mais detalhada levaria por certo muito mais tempo do que uma sessão de Loj:., pelo que espero que os MM:.QQ:.IIr:. tolerem as limitações destas simples notas.
Como referia o filósofo e maçon alemão Karl Krause, a Maç:. é a única instituição que se ocupa do «homem na sua pura e completa humanidade, na sua totalidade». Nas reflexões éticas e filosóficas que permanentemente fazemos procuramos manter vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando:
É assim que me contruo plenamente como ser humano? É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano?
Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo.
A Maç:. é frequentemente tratada pela esmagadora maioria dos meios de comunicação do mundo profano (vejam--se os mais recentes episódios na imprensa nacional) como sendo uma organização secreta (ou quase), no mínimo fechada, representando interesses encobertos de vários «lobbies», regendo-se por rituais ultrapassados e sem sentido, que numa sociedade da informação globalizada levarão inevitàvelmente à progressiva decadência e eventual extinção.
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