A envolvente Económica e os conturbados tempos que se avizinham justificam que reflictamos sobre a forma de actuar perante uma nova realidade que se avizinha com alteração do paradigma de desenvolvimento das sociedades modernas.
Todos sabemos que desde há cerca de cem Anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito politico porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
junho 08, 2012
junho 03, 2012
«On n' est pas initié, on s' inicie soi-même».
«On n' est pas initié, on s' inicie soi-même».
Existem coisas que, reveladas, sucumbem ou perdem o seu valor e, por outro lado, ocultas atingem a sua plenitude.
Alguns não reconhecem a profundidade de algo porque exigem que o profundo se manifeste de igual forma que o superficial. Não aceitando que há varias formas de brilho, focalizam-se, exclusivamente, no peculiar brilho da superfície. Não reparam que é essencial ao profundo ocultar-se sob a superfície e apresentar-se só através dela, permanecendo debaixo dela.
Desconhecer que cada coisa tem a sua própria condição e não a que queremos exigir-lhe é um verdadeiro pecado capital ou cordial porque deriva da falta de amor.
Nada é mais ilícito do que apequenar o mundo com as nossas manias e cegueiras, diminuir a realidade, suprimir imaginariamente pedaços do que é.
Isto acontece quando se pede ao profundo que se apresente da mesma maneira que o superficial. Não: há coisas que apresentam de si mesmas, apenas o estritamente necessário para nos prevenir que, atrás delas, estão outras ocultas.
maio 30, 2012
Interpretação esotérica da história de Pinóquio
Vi pela primeira vez Pinóquio como uma criança numa fita VHS mal gravada, com o meu irmão mais pequeno. Eu gostava das melodias cativantes e do Grilo Falante. Fiquei no entanto apavorado com o motorista e não gostava da parte submersa. Isso é mais ou menos o que eu me lembro até recentemente, deste clássico da Disney,.
Numa noite dum domingo preguiçoso, encontrei o "remasterizado digitalmente " filme na televisão e revi-o "para os velhos tempos." O que era para ser uma viagem divertida pelas ruas de memória tornou-se uma revelação chocante: Pinóquio é um dos filmes mais profundos que eu já vi alguma vez.
Poderia ser uma alegoria sobre a espiritualidade enorme e a sociedade moderna? Há que detectar sinais de iniciação nos mistérios escondidos? Imediatamente comecei a investigar as origens do Pinóquio e todas as minhas teorias foram abundantemente confirmadas.
Escusado será dizer que este filme é agora um elemento básico na cultura popular actual. Quantas pessoas NÃO viram este filme? Por outro lado, quantas pessoas estão conscientes do verdadeiro significado subjacente de Pinóquio? Por trás da história do boneco tentando tornar–se numa boa pessoa, está uma história profundamente espiritual que tem as suas raízes nas escolas de mistério do ocultismo.
maio 24, 2012
Reflexões Maçónicas
A finalidade desta prancha é abordar de forma meditativa algumas matérias Maçónicas que são pilares formais e substanciais na existência da nossa Augusta Ordem.
A escrita tripontuada
Estou convicto de que muitos maçons desconhecem a origem da escrita tripontuada que caracteriza o discurso impresso maçónico.
Observemos a sequência de quatro pares de letras maiúsculas, cada par seguido de três pontos formando um triângulo equilátero, quer dizer, de três lados iguais. Elas são: MM:. LL:. AA:. AA:.
Isto é a escritura tripontuada adoptada pela Maçonaria; porém a escritura tripontuada não foi criada pela Maçonaria.
O primeiro documento maçónico conhecido que utiliza a escritura com três pontos é uma circular do Grande Oriente da França, datado 12 de Agosto de 1774, comunicando novo valor da anuidade e mudança de local.
Lennhoff, no Dicionário Maçónico Internacional, diz que os três pontos aparecem já em antigos escritos monacais, conservados na Biblioteca Coraini, Roma.
Na Corte Pontifícia de Roma existia um tribunal denominado "Tribunal da A:. C:." que para uns era Augusta Consulta e para outros Auditor Camarae.
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maio 20, 2012
A mulher procura na Maçonaria a sua própria verdade
A Grã-Mestra da Loja Feminina de Espanha, Ana María Lorente, defende o papel actual da Ordem face à perda de valores na sociedade."Tem sentido a maçonaría feminina no século XXI? Ante a perda de valores, há que redefinir as raízes espirituais e morais". A Grã-Mestra da Loga Feminina de España, Ana María Lorente Medina, defendeu est noite no Clube LA PROVINCIA a necesidade de manter activa esta Ordem em Espanha para continuar a avançar no que chamou de "maturidade feminina", cujo processo e segundo as suas palavras, "é imparável".
"Cada mulher procura na maçonaría a sua propria verdade, o seu proprio conhecimento", explicou Lorente perante uma audiência que questionava a máxima responsável desta organizacão em Espanha, qual é o seu fundamento e creença, formas de ingresso na ordem, e o que parecía mais preocupante para algumas das mulheres presentes: o porquê do termo obediência que frecuentava a conferencista no seu discurso sobre a historia da ordem, a sua criação e penetração em Espanha e nas Canárias.
"É um termo que usamos para denominar cada organizacão macónica, e não significa que como mulheres devamos obediência a nada", precisou Ana María Lorente. "Queremos ser mulheres construidas, lúcidas nas suas possibilidades, firmes, livres e comprometidas", recordou a Crã-Mestra, em resposta ao facto de "terem estado submissas e subordinadas durante milénios". Segundo disse, não se trata duma organizacão dogmática ou sectária, mas que a sua principal referência é "um método sábio, rico e ancestral que se adapta à arquitectura feminina".
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maio 16, 2012
Advertência Maçónica
Publicamos, pelo inegável interesse e actualidade, um texto endereçado pelo Ir:. Flemming, relativo à prudencia aconselhada na admissão de profanos à N:.A:.O:..
Suscitou-me que, apesar do interesse ser conveniente, fazermos alguma meditação sobre esses actos.
Ocorreu-me então copiar do tomo Iº da «Bibliotheca Maçónnica», de Miguel António Dias, edição de 1874, um trecho que ele designou de Advertência maçónica, e que mantém toda a actualidade (2)
Suscitou-me que, apesar do interesse ser conveniente, fazermos alguma meditação sobre esses actos.
Ocorreu-me então copiar do tomo Iº da «Bibliotheca Maçónnica», de Miguel António Dias, edição de 1874, um trecho que ele designou de Advertência maçónica, e que mantém toda a actualidade (2)
«A Maçonaria é uma associação de homens sábios e virtuosos, cujo objecto é viver uma perfeita igualdade, intimamente unidos pelos laços da estima, da confiança e da amizade, debaixo da denominação de Irmãos e o se estimularem reciprocamente, uns aos outros, na prática das virtudes.
Segundo esta definição a prudência e o interesse de todas as Lojas impõe-lhes o rigoroso dever de não fazerem participar dos nossos Mistérios senão aquelas pessoas que, além de serem dignas de todas estas vantagens, sejam capazes de contribuir ao fim proposto e que não envergonhem, aos olhos dos Maçons de todo o Universo, as Lojas que os tiverem admitido.
maio 11, 2012
Princípios e Preceitos Maçónicos
Ama a Humanidade.
Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família.
Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.
Faz o bem pelo amor do próprio bem.
O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.
Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.
Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.
Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.
Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.
Fala sobriamente com os teus superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.
Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão.
Não lisonjeies nunca, é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompa.
Não julgues ao de leve as acções dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções.
Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família.
Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.
Faz o bem pelo amor do próprio bem.
O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.
Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.
Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.
Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.
Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.
Fala sobriamente com os teus superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.
Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão.
Não lisonjeies nunca, é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompa.
Não julgues ao de leve as acções dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções.
maio 08, 2012
Salvador Allende: Presidente e Maçon
Texto da conferência da V.. M. •. • R. da. L. •. Lafayette n º 10, Lila Lorenzo Soto-Aguilar , realizada em 26 de junho de 2010 na biblioteca "O Menestrel" , na Cidade do México (conferência foi realizada em comemoração ao 102 º aniversário de seu nascimento - organizado pela Associação Salvador Allende Gossens (ASAG))
Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco, compartilhando a minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona e politicamente como militante.
Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia a dia Salvador Allende e, que na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.
Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.
Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco, compartilhando a minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona e politicamente como militante.
Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia a dia Salvador Allende e, que na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.
Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.
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maio 06, 2012
A Sociedade em Rede – considerações numa perspectiva maçónica
“ A Maçonaria nasceu da revolução Científica. Pelos seus genes, a Maçonaria é desobediente, prefere as questões às respostas, sobretudo as que perturbam.«E está muito bem assim», como diz Kipling na «Minha Loja Mãe...». Tal como no fim do Século XVII, a Europa parece ter hoje esgotado um modelo e bem poderá aguardar um novo. Haverá outras revoluções. A próxima será talvez cultural. Poderá ser a da Maçonaria” - Alain Bauer - «Le Crépuscule des Fréres» (7)
I – Introdução
Há algum tempo que este tema me motiva, levando-me a questionar os enquadramentos necessários para a correcta divulgação dos ideiais maçónicos na globalizada Sociedade em Rede e, simultâneamente, na contenção das ameaças subjacentes.
O tema, com as suas implicações sócio-económicas é muito vasto e simultâneamente desafiante. Uma análise mais detalhada levaria por certo muito mais tempo do que uma sessão de Loj:., pelo que espero que os MM:.QQ:.IIr:. tolerem as limitações destas simples notas.
Como referia o filósofo e maçon alemão Karl Krause, a Maç:. é a única instituição que se ocupa do «homem na sua pura e completa humanidade, na sua totalidade». Nas reflexões éticas e filosóficas que permanentemente fazemos procuramos manter vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando:
É assim que me contruo plenamente como ser humano?
É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano?
Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo.
A Maç:. é frequentemente tratada pela esmagadora maioria dos meios de comunicação do mundo profano (vejam--se os mais recentes episódios na imprensa nacional) como sendo uma organização secreta (ou quase), no mínimo fechada, representando interesses encobertos de vários «lobbies», regendo-se por rituais ultrapassados e sem sentido, que numa sociedade da informação globalizada levarão inevitàvelmente à progressiva decadência e eventual extinção.
I – Introdução
Há algum tempo que este tema me motiva, levando-me a questionar os enquadramentos necessários para a correcta divulgação dos ideiais maçónicos na globalizada Sociedade em Rede e, simultâneamente, na contenção das ameaças subjacentes.
O tema, com as suas implicações sócio-económicas é muito vasto e simultâneamente desafiante. Uma análise mais detalhada levaria por certo muito mais tempo do que uma sessão de Loj:., pelo que espero que os MM:.QQ:.IIr:. tolerem as limitações destas simples notas.
Como referia o filósofo e maçon alemão Karl Krause, a Maç:. é a única instituição que se ocupa do «homem na sua pura e completa humanidade, na sua totalidade». Nas reflexões éticas e filosóficas que permanentemente fazemos procuramos manter vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando:
É assim que me contruo plenamente como ser humano? É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano?
Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo.
A Maç:. é frequentemente tratada pela esmagadora maioria dos meios de comunicação do mundo profano (vejam--se os mais recentes episódios na imprensa nacional) como sendo uma organização secreta (ou quase), no mínimo fechada, representando interesses encobertos de vários «lobbies», regendo-se por rituais ultrapassados e sem sentido, que numa sociedade da informação globalizada levarão inevitàvelmente à progressiva decadência e eventual extinção.
maio 03, 2012
A Liberdade e as Questões Sociais
A Liberdade guiando o Povo
(«La Liberté Guidant le Peuple» / Eugène Delacroix - 1830 - óleo sobre tela 260 cm × 325 cm)
Quando Eugène Delacroix pinta, em 1830, o quadro “A Liberdade guiando o Povo”, há muito que, um pouco por toda a Europa, no rescaldo da Revolução Industrial, se sucediam convulsões sociais resultantes das profundas alterações políticas e sociais, filhas da Revolução de 1789 e da proliferação por toda a parte das Ideias Liberais.
Esta obra retrata a revolta popular que decorreu em Julho de 1830, e que terminou com a destituição do rei Carlos X. Na base da revolta estava a suspensão de várias disposições democráticas, nomeadamente a liberdade de imprensa.
A representação da Liberdade e dos outros personagens do quadro, como pessoas do povo, causou profunda indignação na crítica da época. Nesse tempo, os cânones académicos em vigor exigiam uma representação do corpo humano mais próxima dos modelos idealizados da antiguidade clássica. Além disso, na pintura de episódios contemporâneos, a sua representação deveria submeter-se à inspiração de modelos antigos, de que resultava inevitavelmente alguma artificialidade narrativa.
(«La Liberté Guidant le Peuple» / Eugène Delacroix - 1830 - óleo sobre tela 260 cm × 325 cm)
Quando Eugène Delacroix pinta, em 1830, o quadro “A Liberdade guiando o Povo”, há muito que, um pouco por toda a Europa, no rescaldo da Revolução Industrial, se sucediam convulsões sociais resultantes das profundas alterações políticas e sociais, filhas da Revolução de 1789 e da proliferação por toda a parte das Ideias Liberais.
Esta obra retrata a revolta popular que decorreu em Julho de 1830, e que terminou com a destituição do rei Carlos X. Na base da revolta estava a suspensão de várias disposições democráticas, nomeadamente a liberdade de imprensa.
A representação da Liberdade e dos outros personagens do quadro, como pessoas do povo, causou profunda indignação na crítica da época. Nesse tempo, os cânones académicos em vigor exigiam uma representação do corpo humano mais próxima dos modelos idealizados da antiguidade clássica. Além disso, na pintura de episódios contemporâneos, a sua representação deveria submeter-se à inspiração de modelos antigos, de que resultava inevitavelmente alguma artificialidade narrativa.
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Salv. All
abril 28, 2012
La musique maçonnique
Il est presque banal de constater que, partout et de tous temps, l'homme a accompagné de musique toutes celles de ses activités qui sortent de l'ordinaire quotidien. Que ce soit pour les festivités de la famille ou de la tribu, lors des rituels cosmiques comme les fêtes des saisons, que ce soit aussi pour la commémoration des morts, les humains de toutes civilisations ont reconnu à la musique ses facultés incantatoires et de mise en condition. Si le tam-tam des primitifs avec sa puissance rythmique ou le violonci du village animaient les festivités populaires, assez vite avec l'amélioration des instruments de musique on assiste au développement d'une expression mélodique plus accentuée, capable de faire écho aux sentiments les plus complexes et de les souligner. La musique devenait dès lors supérieure à la parole.
Celle-ci n'est qu'un signe et elle reste stéréotypée, abstraite, pauvre et froide Seul l'art et surtout la musique pouvait suggérer l'inexprimable, rendre intelligible le symbolisme et enrichir la perception du sacré; ses redoutables facultés incantatoires, bien propres à émouvoir et à provoquer un état second, il était normal qu'elles soient exploitées pour toutes les activités humaines supérieures où l'être humain doit être saisi, non pas par sa seule intelligence mais par toute son âme. On la retrouve donc partout où il est besoin de transfiguration et de transcendance, donc dans toutes les manifestations à caractère sacré, initiatique, ésotérique ou mystique.
Je voudrais rapidement illustrer cette puissance suggestive de la musique en vous faisant entendre quelques phrases tirées de l'Office des vêpres orthodoxes russes. Comme vous pourrez le constater, la récitation d'un psaume, par définition monotone et ennuyeux, est suivie d'un développement musical qui le commente, l'illustre et l'embellit, créant ainsi chez le fidèle le profond sentiment religieux qui est recherché.
abril 20, 2012
Uma Síntese da Simbologia Maçónica
- Um símbolo não impõe nada. Convida a descobrir, a compreender e a meditar.
- Um símbolo é um meio para atingir o conhecimento. É um conjunto que reúne diversos elementos, representando a soma das partes.
- A palavra símbolo provém do grego sumbolum que quer dizer sinal, o qual é uma representação concreta de uma ideia abstracta.
- Um rito é constituído por um conjunto de símbolos colocados em acção, não somente pelos objectos empregues e as figuras representadas, mas também pelos gestos efectuados ou palavras pronunciadas. O rito e o símbolo são 2 aspectos de uma mesma realidade.
- Os rituais são constituídos por gestos e palavras repetidas que se tornam também códigos particulares, permitindo o reconhecimento mútuo e rápido dos membros de um mesmo grupo. A acção ritual assenta na transmissão e execução de gestos obedecendo a ritmos ou a traçados geométricos precisos.
Sinal à ordem
O sinal designa uma marca ou carácter visível que possibilita conhecer qualquer coisa escondida ou secreta. Trata-se de gestos, acções ou distintivos que os homens convencionaram para fazerem entender entre eles alguns pensamentos particulares.
O “sinal à ordem” faz-se com a mão direita colocada horizontalmente sob o queixo, 4 dedos juntos e o dedo polegar afastado, formando um esquadro, e o braço esquerdo pendente. O “sinal à ordem” faz-se unicamente de pé. É também chamado sinal gutural. Os pés estão unidos nos calcanhares e formam um ângulo aberto em esquadro.
- Um símbolo é um meio para atingir o conhecimento. É um conjunto que reúne diversos elementos, representando a soma das partes.
- A palavra símbolo provém do grego sumbolum que quer dizer sinal, o qual é uma representação concreta de uma ideia abstracta.
- Um rito é constituído por um conjunto de símbolos colocados em acção, não somente pelos objectos empregues e as figuras representadas, mas também pelos gestos efectuados ou palavras pronunciadas. O rito e o símbolo são 2 aspectos de uma mesma realidade.
- Os rituais são constituídos por gestos e palavras repetidas que se tornam também códigos particulares, permitindo o reconhecimento mútuo e rápido dos membros de um mesmo grupo. A acção ritual assenta na transmissão e execução de gestos obedecendo a ritmos ou a traçados geométricos precisos.
Sinal à ordem
O sinal designa uma marca ou carácter visível que possibilita conhecer qualquer coisa escondida ou secreta. Trata-se de gestos, acções ou distintivos que os homens convencionaram para fazerem entender entre eles alguns pensamentos particulares.
O “sinal à ordem” faz-se com a mão direita colocada horizontalmente sob o queixo, 4 dedos juntos e o dedo polegar afastado, formando um esquadro, e o braço esquerdo pendente. O “sinal à ordem” faz-se unicamente de pé. É também chamado sinal gutural. Os pés estão unidos nos calcanhares e formam um ângulo aberto em esquadro.
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