maio 24, 2012

Reflexões Maçónicas


A finalidade desta prancha é abordar de forma meditativa algumas matérias Maçónicas que são pilares formais e substanciais na existência da nossa Augusta Ordem. 

A escrita tripontuada
Estou convicto de que muitos maçons desconhecem a origem da escrita  tripontuada que caracteriza o discurso impresso maçónico.

Observemos a sequência de quatro pares de letras maiúsculas, cada par seguido de três pontos formando um triângulo equilátero, quer dizer, de três lados iguais. Elas são: MM:. LL:.  AA:.  AA:.

Isto é a escritura tripontuada adoptada pela Maçonaria; porém a escritura tripontuada não foi criada pela Maçonaria.

O primeiro documento maçónico conhecido que utiliza a escritura com três pontos é uma circular do Grande Oriente da França, datado 12 de Agosto de 1774, comunicando novo valor da anuidade e mudança de local.
Lennhoff, no Dicionário Maçónico Internacional, diz que os três pontos aparecem já em antigos escritos monacais, conservados na Biblioteca Coraini, Roma.

Na Corte Pontifícia de Roma existia um tribunal denominado "Tribunal da A:. C:." que para uns era Augusta Consulta e para outros Auditor Camarae.

maio 20, 2012

A mulher procura na Maçonaria a sua própria verdade

A  Grã-Mestra da Loja Feminina de Espanha, Ana María Lorente, defende o papel actual da Ordem face à perda de valores na sociedade.

"Tem sentido a maçonaría feminina no século XXI? Ante a perda de valores, há que redefinir as raízes espirituais e morais". A Grã-Mestra da Loga Feminina de España, Ana María Lorente Medina, defendeu est noite no Clube LA PROVINCIA a necesidade de manter activa esta Ordem em Espanha para continuar a avançar no que chamou de "maturidade feminina", cujo processo e segundo as suas  palavras, "é imparável".

"Cada mulher procura na  maçonaría a sua propria verdade, o seu proprio conhecimento", explicou Lorente perante uma audiência   que questionava a máxima responsável desta organizacão em Espanha, qual é o seu fundamento e creença, formas de ingresso na ordem, e o que parecía mais preocupante para algumas das mulheres presentes: o porquê do termo obediência que frecuentava a conferencista no seu discurso  sobre a historia da ordem, a sua criação e penetração em Espanha e nas Canárias.

"É um termo que usamos para denominar  cada organizacão macónica, e não significa que como mulheres devamos obediência a nada", precisou Ana María Lorente. "Queremos ser mulheres construidas, lúcidas nas suas possibilidades, firmes, livres e comprometidas", recordou a Crã-Mestra, em resposta ao facto de "terem estado submissas e subordinadas durante milénios". Segundo disse, não se trata duma organizacão dogmática ou sectária, mas que a sua principal referência é "um método sábio, rico e ancestral que se adapta à arquitectura feminina".

maio 16, 2012

Advertência Maçónica

Publicamos, pelo inegável interesse e actualidade, um texto endereçado pelo Ir:. Flemming, relativo à prudencia aconselhada na admissão de profanos à N:.A:.O:..

Suscitou-me que, apesar do interesse ser conveniente,  fazermos alguma meditação sobre esses actos.
Ocorreu-me então copiar do tomo Iº da «Bibliotheca Maçónnica», de Miguel António Dias, edição de 1874, um trecho que ele designou de Advertência maçónica, e que mantém toda a actualidade (2)

«A Maçonaria é uma associação de homens sábios e virtuosos, cujo objecto é viver uma perfeita igualdade, intimamente unidos pelos laços da estima, da confiança e da amizade, debaixo da denominação de Irmãos e o se estimularem reciprocamente, uns aos outros, na prática das virtudes.
Segundo esta definição a prudência e o interesse de todas as Lojas impõe-lhes o rigoroso dever de não fazerem participar dos nossos Mistérios senão aquelas pessoas que, além de serem dignas de todas estas vantagens, sejam capazes de contribuir ao fim proposto e que não envergonhem, aos olhos dos Maçons de todo o Universo, as Lojas que os tiverem admitido.

maio 11, 2012

Princípios e Preceitos Maçónicos

Ama a Humanidade.

Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família.

Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.

Faz o bem pelo amor do próprio bem.

O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.

Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.

Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.

Nos teus actos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.

Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.

Fala sobriamente com os teus superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.

Diz a verdade, pratica a justiça, procede com rectidão.

Não lisonjeies nunca, é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompa.

Não julgues ao de leve as acções dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções.

maio 08, 2012

Salvador Allende: Presidente e Maçon

Texto da conferência  da  V.. M. •. • R. da. L. •. Lafayette n º 10, Lila Lorenzo Soto-Aguilar , realizada em 26 de junho de 2010 na biblioteca "O Menestrel" , na Cidade do México (conferência foi realizada em comemoração ao 102 º aniversário de seu nascimento - organizado pela Associação Salvador Allende Gossens (ASAG))

Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro  que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar  como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco,  compartilhando a  minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona  e politicamente como militante.

Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos  mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um  poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência  com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia  a dia Salvador Allende e, que  na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.

Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.

maio 06, 2012

A Sociedade em Rede – considerações numa perspectiva maçónica

A Maçonaria nasceu da revolução Científica. Pelos seus genes, a Maçonaria é desobediente, prefere as questões às respostas, sobretudo as que perturbam.«E está muito bem assim», como diz Kipling na «Minha Loja Mãe...». Tal como no fim do Século XVII, a Europa parece ter hoje esgotado um modelo e bem poderá aguardar um novo. Haverá outras revoluções. A próxima será talvez cultural. Poderá ser a da Maçonaria” - Alain Bauer - «Le Crépuscule des Fréres» (7)

I – Introdução
Há algum tempo que este tema me motiva, levando-me a questionar os enquadramentos necessários para a correcta divulgação dos ideiais maçónicos na globalizada Sociedade em Rede e, simultâneamente, na contenção das ameaças subjacentes.
O tema, com as suas implicações sócio-económicas é muito vasto e simultâneamente desafiante. Uma análise mais detalhada levaria por certo muito mais tempo do que uma sessão de Loj:., pelo que espero que os MM:.QQ:.IIr:. tolerem as limitações destas simples notas.

Como referia o filósofo e maçon alemão Karl Krause, a Maç:. é a única instituição que se ocupa do «homem na sua pura e completa humanidade, na sua totalidade». Nas reflexões éticas e filosóficas que permanentemente fazemos procuramos manter vivos os objectivos do nosso trabalho, questionando:
É assim que me contruo plenamente como ser humano?
É esta a sociedade que permite o desenvolvimento integral do ser humano?


Se resolver a primeira é cumprir o caminho iniciático da Maç:. a segunda corresponde em manter o comprometimento com o papel do homem na sociedade e no mundo.

A Maç:. é frequentemente tratada pela esmagadora maioria dos meios de comunicação do mundo profano (vejam--se os mais recentes episódios na imprensa nacional) como sendo uma organização secreta (ou quase), no mínimo fechada,  representando interesses encobertos de vários «lobbies»,  regendo-se por rituais ultrapassados e sem sentido, que numa sociedade da informação globalizada levarão inevitàvelmente à progressiva decadência e eventual extinção.

maio 03, 2012

A Liberdade e as Questões Sociais

A Liberdade guiando o Povo

(«La Liberté Guidant le Peuple» / Eugène Delacroix - 1830 - óleo sobre tela 260 cm × 325 cm)


Quando Eugène Delacroix pinta, em 1830, o quadro “A Liberdade guiando o Povo”, há muito que, um pouco por toda a Europa, no rescaldo da Revolução Industrial, se sucediam convulsões sociais resultantes das profundas alterações políticas e sociais, filhas da Revolução de 1789 e da proliferação por toda a parte das Ideias Liberais.

Esta obra retrata a revolta popular que decorreu em Julho de 1830, e que terminou com a destituição do rei Carlos X. Na base da revolta estava a suspensão de várias disposições democráticas, nomeadamente a liberdade de imprensa.

A representação da Liberdade e dos outros personagens do quadro, como pessoas do povo, causou profunda indignação na crítica da época. Nesse tempo, os cânones académicos em vigor exigiam uma representação do corpo humano mais próxima dos modelos idealizados da antiguidade clássica. Além disso, na pintura de episódios contemporâneos, a sua representação deveria submeter-se à inspiração de modelos antigos, de que resultava inevitavelmente alguma artificialidade narrativa.

abril 28, 2012

La musique maçonnique


Il est presque banal de constater que, partout et de tous temps, l'homme a accompagné de musique toutes celles de ses activités qui sortent de l'ordinaire quotidien. Que ce soit pour les festivités de la famille ou de la tribu, lors des rituels cosmiques comme les fêtes des saisons, que ce soit aussi pour la commémoration des morts, les humains de toutes civilisations ont reconnu à la musique ses facultés incantatoires et de mise en condition. Si le tam-tam des primitifs avec sa puissance rythmique ou le violonci du village animaient les festivités populaires, assez vite avec l'amélioration des instruments de musique on assiste au développement d'une expression mélodique plus accentuée, capable de faire écho aux sentiments les plus complexes et de les souligner. La musique devenait dès lors supérieure à la parole.

Celle-ci n'est qu'un signe et elle reste stéréotypée, abstraite, pauvre et froide Seul l'art et surtout la musique pouvait suggérer l'inexprimable, rendre intelligible le symbolisme et enrichir la perception du sacré; ses redoutables facultés incantatoires, bien propres à émouvoir et à provoquer un état second, il était normal qu'elles soient exploitées pour toutes les activités humaines supérieures où l'être humain doit être saisi, non pas par sa seule intelligence mais par toute son âme. On la retrouve donc partout où il est besoin de transfiguration et de transcendance, donc dans toutes les manifestations à caractère sacré, initiatique, ésotérique ou mystique.

Je voudrais rapidement illustrer cette puissance suggestive de la musique en vous faisant entendre quelques phrases tirées de l'Office des vêpres orthodoxes russes. Comme vous pourrez le constater, la récitation d'un psaume, par définition monotone et ennuyeux, est suivie d'un développement musical qui le commente, l'illustre et l'embellit, créant ainsi chez le fidèle le profond sentiment religieux qui est recherché.

abril 20, 2012

Uma Síntese da Simbologia Maçónica

- Um símbolo não impõe nada. Convida a descobrir, a compreender e a meditar.
- Um símbolo é um meio para atingir o conhecimento. É um conjunto que reúne diversos elementos, representando a soma das partes.
- A palavra símbolo provém do grego sumbolum que quer dizer sinal, o qual é uma representação concreta de uma ideia abstracta.
- Um rito é constituído por um conjunto de símbolos colocados em acção, não somente pelos objectos empregues e as figuras representadas, mas também pelos gestos efectuados ou palavras pronunciadas. O rito e o símbolo são 2 aspectos de uma mesma realidade.
- Os rituais são constituídos por gestos e palavras repetidas que se tornam também códigos particulares, permitindo o reconhecimento mútuo e rápido dos membros de um mesmo grupo. A acção ritual assenta na transmissão e execução de gestos obedecendo a ritmos ou a traçados geométricos precisos.

Sinal à ordem
O sinal designa uma marca ou carácter visível que possibilita conhecer qualquer coisa escondida ou secreta. Trata-se de gestos, acções ou distintivos que os homens convencionaram para fazerem entender entre eles alguns pensamentos particulares.
O “sinal à ordem” faz-se com a mão direita colocada horizontalmente sob o queixo, 4 dedos juntos e o dedo polegar afastado, formando um esquadro, e o braço esquerdo pendente. O “sinal à ordem” faz-se unicamente de pé. É também chamado sinal gutural. Os pés estão unidos nos calcanhares e formam um ângulo aberto em esquadro.

abril 14, 2012

Simbolismo Maçónico

PREFÁCIO

Estas notas sobre o SIMBOLISMO MAÇÓNICO, destinam-se a instrução maçónica dos  Ob:. da Resp:. L:.Ocidente, e constituem fundamentalmente uma recolha de ideias, opiniões e de saberes de autores consagrados, que tentámos encadear numa perspectiva de desenvolvimento lógico do tema, de acordo com a experiência e sensibilidade do autor.
Havendo uma vasta biblioteca sobre esta parte da ciência maçónica ficou, forçosamente, ao seu livre arbítrio, a escolha das obras que pareceram mais adequadas ao fim em vista.
Se os AAp:. da minha L:. virem neste trabalho alguma utilidade, considerar-nos-emos remunerados pelo esforço desenvolvido com tanto gosto.
Este trabalho tem reconhecidamente defeitos. Ele pode de facto ser construído melhor. Todavia o prazo por mim próprio imposto não me permitiu fazer as correcções que se aconselhavam, mas deixo isso aos AApr :. da minha L:., para além de um desafio é uma proposta de trabalho muito útil nesta fase das suas vidas maçónicas.

Flemming M:.M:.

INTRODUÇÃO

Joaquim Gervásio de Figueiredo, no seu Dicionário de Maçonaria, deixou expresso que a Maçonaria é algo mais importante do que uma simples continuação tradicional das associações operativas medievais e muito menos um agrupamento utilitarista de “clubes para entretenimentos sociais, políticos e comerciais” como alguns a têm entendido.
Pelo contrário sentimos na verdadeira Maçonaria uma testemunha muito antiga de organizações culturais, morais, filosóficas e espirituais, cujas raízes remontam a civilizações antiquíssimas de um passado tão longínquo que hoje se nos afiguram como brumas caóticas .

abril 10, 2012

PRINCE HALL: Uma Maçonaria Desconhecida

MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
 
I - INTRODUÇÃO  
            A idéia de fazer um trabalho sobre a maçonaria Prince Hall, ou seja a maçonaria dos negros dos EEUU, tem por objetivo informar à comunidade maçônica brasileira sobre uma maçonaria pujante que por longos anos tem sido escamoteada, em termos de informação, ao mundo maçônico brasileiro.
            Se o Brasil se propõe a ser uma potência maçônica  deve ter o cuidado de se informar sobre o que se passa no resto do mundo e parar de repetir acriticamente o que lhe é ofertado pelos sistemas de divulgação maçônicos internacionais.
            O presente trabalho busca trazer à tona a figura histórica e a legenda do primeiro maçom negro dos Estados Unidos, e talvez do Hemisfério Ocidental, chamado Prince Hall, que deu origem à maçonaria dos negros norte-americanos.

            Busca, a seguir, relatar as dificuldades da Obediência Prince Hall nos Estados Unidos e a tentativa de formar uma Grande Loja Nacional Prince Hall.
            Relata o que denominei de pérolas maçônicas, ou seja as instruções normativas da maçonaria branca em negar reconhecimento à sua congênere negra, num bestialógico digno dos tempos mais obscurantistas da história universal.
            Termina propondo um repto para que se estude mais a fundo este importante ramo da maçonaria universal, visto que o Brasil, pela sua população negra não pode viver só da versão do homem branco. Concomitantemente, busca extrair lições estratégicas sobre o que se passa no mundo da alta política.
          
Como surgiu a idéia de escrever algo sobre a maçonaria Prince Hall? Na minha última viagem a Nova Iorque comprei um pequeno livro sobre a maçonaria Prince Hall[1] que li com grande prazer, pois, no Brasil, sempre que desejei informar-me sobre a maçonaria negra nos Estados Unidos, encontrava uma barreira devido à inexistência de bibliografia apropriada.

abril 08, 2012

A Mulher na Maçonaria


 A tradição maçónica diz-nos que os maçons eram originalmente os trabalhadores e construtores de antigamente, por esta razão a Maçonaria Feminina não é actualmente reconhecida pelas lojas regulares em todo o mundo (1). No entanto, em alguns países, existem  lojas maçónicas de mulheres, que motivadas pelo desejo e busca do conhecimento, trabalham àrduamente no polimento da pedra bruta.

As mulheres durante séculos lutaram pela emancipação e  conquista dos  seus direitos, e devemos reconhecer que, dia após dia,  vão-se impondo em todas as áreas. É natural que a Maçonaria, pelos seus princípios e rituais, lhes tenha despertado interesse. Em 1717 foi fundada a Grande Loja da Inglaterra, e o Pastor Anderson recusou às mulheres o direito à iniciação por esta razão: era necessário ser livre e de bons costumes;  de facto, naquele tempo as mulheres viviam sob a tutela do sexo masculino e não eram consideradas livres.

No início do século XVIII, foram criadas em França várias sociedades secretas que tentaram  imitar a maçonaria na sua forma exterior , caracteres e ritos,  diferenciando-se desta  pela  admissão de mulheres. Entre essas ditas sociedades, podemos  citar a de Cagliostro, a Maçonaria Egipcía, que ainda está a funcionar actualmente.

 Em 1774, o Grande Oriente da França criou um novo rito, chamado de adopção ou "Maçonaria de Senhoras", que submeteu à sua jurisdição, estabelecendo regras e leis para a sua governação; prescreveu que sómente os Mestres maçons poderiam participar nas suas reuniões; que cada Loja de Adopção ficasse a cargo e sob a sanção e garantia duma Loja Maçónica regularmente constituída e que o Venerável Mestre desta última, ou os Vigilantes na ausência dele, fossem o oficial responsável pela presidencia, acompanhado da «Mestra presidenta»  da loja de Adopção.