abril 28, 2012

La musique maçonnique


Il est presque banal de constater que, partout et de tous temps, l'homme a accompagné de musique toutes celles de ses activités qui sortent de l'ordinaire quotidien. Que ce soit pour les festivités de la famille ou de la tribu, lors des rituels cosmiques comme les fêtes des saisons, que ce soit aussi pour la commémoration des morts, les humains de toutes civilisations ont reconnu à la musique ses facultés incantatoires et de mise en condition. Si le tam-tam des primitifs avec sa puissance rythmique ou le violonci du village animaient les festivités populaires, assez vite avec l'amélioration des instruments de musique on assiste au développement d'une expression mélodique plus accentuée, capable de faire écho aux sentiments les plus complexes et de les souligner. La musique devenait dès lors supérieure à la parole.

Celle-ci n'est qu'un signe et elle reste stéréotypée, abstraite, pauvre et froide Seul l'art et surtout la musique pouvait suggérer l'inexprimable, rendre intelligible le symbolisme et enrichir la perception du sacré; ses redoutables facultés incantatoires, bien propres à émouvoir et à provoquer un état second, il était normal qu'elles soient exploitées pour toutes les activités humaines supérieures où l'être humain doit être saisi, non pas par sa seule intelligence mais par toute son âme. On la retrouve donc partout où il est besoin de transfiguration et de transcendance, donc dans toutes les manifestations à caractère sacré, initiatique, ésotérique ou mystique.

Je voudrais rapidement illustrer cette puissance suggestive de la musique en vous faisant entendre quelques phrases tirées de l'Office des vêpres orthodoxes russes. Comme vous pourrez le constater, la récitation d'un psaume, par définition monotone et ennuyeux, est suivie d'un développement musical qui le commente, l'illustre et l'embellit, créant ainsi chez le fidèle le profond sentiment religieux qui est recherché.

abril 20, 2012

Uma Síntese da Simbologia Maçónica

- Um símbolo não impõe nada. Convida a descobrir, a compreender e a meditar.
- Um símbolo é um meio para atingir o conhecimento. É um conjunto que reúne diversos elementos, representando a soma das partes.
- A palavra símbolo provém do grego sumbolum que quer dizer sinal, o qual é uma representação concreta de uma ideia abstracta.
- Um rito é constituído por um conjunto de símbolos colocados em acção, não somente pelos objectos empregues e as figuras representadas, mas também pelos gestos efectuados ou palavras pronunciadas. O rito e o símbolo são 2 aspectos de uma mesma realidade.
- Os rituais são constituídos por gestos e palavras repetidas que se tornam também códigos particulares, permitindo o reconhecimento mútuo e rápido dos membros de um mesmo grupo. A acção ritual assenta na transmissão e execução de gestos obedecendo a ritmos ou a traçados geométricos precisos.

Sinal à ordem
O sinal designa uma marca ou carácter visível que possibilita conhecer qualquer coisa escondida ou secreta. Trata-se de gestos, acções ou distintivos que os homens convencionaram para fazerem entender entre eles alguns pensamentos particulares.
O “sinal à ordem” faz-se com a mão direita colocada horizontalmente sob o queixo, 4 dedos juntos e o dedo polegar afastado, formando um esquadro, e o braço esquerdo pendente. O “sinal à ordem” faz-se unicamente de pé. É também chamado sinal gutural. Os pés estão unidos nos calcanhares e formam um ângulo aberto em esquadro.

abril 14, 2012

Simbolismo Maçónico

PREFÁCIO

Estas notas sobre o SIMBOLISMO MAÇÓNICO, destinam-se a instrução maçónica dos  Ob:. da Resp:. L:.Ocidente, e constituem fundamentalmente uma recolha de ideias, opiniões e de saberes de autores consagrados, que tentámos encadear numa perspectiva de desenvolvimento lógico do tema, de acordo com a experiência e sensibilidade do autor.
Havendo uma vasta biblioteca sobre esta parte da ciência maçónica ficou, forçosamente, ao seu livre arbítrio, a escolha das obras que pareceram mais adequadas ao fim em vista.
Se os AAp:. da minha L:. virem neste trabalho alguma utilidade, considerar-nos-emos remunerados pelo esforço desenvolvido com tanto gosto.
Este trabalho tem reconhecidamente defeitos. Ele pode de facto ser construído melhor. Todavia o prazo por mim próprio imposto não me permitiu fazer as correcções que se aconselhavam, mas deixo isso aos AApr :. da minha L:., para além de um desafio é uma proposta de trabalho muito útil nesta fase das suas vidas maçónicas.

Flemming M:.M:.

INTRODUÇÃO

Joaquim Gervásio de Figueiredo, no seu Dicionário de Maçonaria, deixou expresso que a Maçonaria é algo mais importante do que uma simples continuação tradicional das associações operativas medievais e muito menos um agrupamento utilitarista de “clubes para entretenimentos sociais, políticos e comerciais” como alguns a têm entendido.
Pelo contrário sentimos na verdadeira Maçonaria uma testemunha muito antiga de organizações culturais, morais, filosóficas e espirituais, cujas raízes remontam a civilizações antiquíssimas de um passado tão longínquo que hoje se nos afiguram como brumas caóticas .

abril 10, 2012

PRINCE HALL: Uma Maçonaria Desconhecida

MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
 
I - INTRODUÇÃO  
            A idéia de fazer um trabalho sobre a maçonaria Prince Hall, ou seja a maçonaria dos negros dos EEUU, tem por objetivo informar à comunidade maçônica brasileira sobre uma maçonaria pujante que por longos anos tem sido escamoteada, em termos de informação, ao mundo maçônico brasileiro.
            Se o Brasil se propõe a ser uma potência maçônica  deve ter o cuidado de se informar sobre o que se passa no resto do mundo e parar de repetir acriticamente o que lhe é ofertado pelos sistemas de divulgação maçônicos internacionais.
            O presente trabalho busca trazer à tona a figura histórica e a legenda do primeiro maçom negro dos Estados Unidos, e talvez do Hemisfério Ocidental, chamado Prince Hall, que deu origem à maçonaria dos negros norte-americanos.

            Busca, a seguir, relatar as dificuldades da Obediência Prince Hall nos Estados Unidos e a tentativa de formar uma Grande Loja Nacional Prince Hall.
            Relata o que denominei de pérolas maçônicas, ou seja as instruções normativas da maçonaria branca em negar reconhecimento à sua congênere negra, num bestialógico digno dos tempos mais obscurantistas da história universal.
            Termina propondo um repto para que se estude mais a fundo este importante ramo da maçonaria universal, visto que o Brasil, pela sua população negra não pode viver só da versão do homem branco. Concomitantemente, busca extrair lições estratégicas sobre o que se passa no mundo da alta política.
          
Como surgiu a idéia de escrever algo sobre a maçonaria Prince Hall? Na minha última viagem a Nova Iorque comprei um pequeno livro sobre a maçonaria Prince Hall[1] que li com grande prazer, pois, no Brasil, sempre que desejei informar-me sobre a maçonaria negra nos Estados Unidos, encontrava uma barreira devido à inexistência de bibliografia apropriada.

abril 08, 2012

A Mulher na Maçonaria


 A tradição maçónica diz-nos que os maçons eram originalmente os trabalhadores e construtores de antigamente, por esta razão a Maçonaria Feminina não é actualmente reconhecida pelas lojas regulares em todo o mundo (1). No entanto, em alguns países, existem  lojas maçónicas de mulheres, que motivadas pelo desejo e busca do conhecimento, trabalham àrduamente no polimento da pedra bruta.

As mulheres durante séculos lutaram pela emancipação e  conquista dos  seus direitos, e devemos reconhecer que, dia após dia,  vão-se impondo em todas as áreas. É natural que a Maçonaria, pelos seus princípios e rituais, lhes tenha despertado interesse. Em 1717 foi fundada a Grande Loja da Inglaterra, e o Pastor Anderson recusou às mulheres o direito à iniciação por esta razão: era necessário ser livre e de bons costumes;  de facto, naquele tempo as mulheres viviam sob a tutela do sexo masculino e não eram consideradas livres.

No início do século XVIII, foram criadas em França várias sociedades secretas que tentaram  imitar a maçonaria na sua forma exterior , caracteres e ritos,  diferenciando-se desta  pela  admissão de mulheres. Entre essas ditas sociedades, podemos  citar a de Cagliostro, a Maçonaria Egipcía, que ainda está a funcionar actualmente.

 Em 1774, o Grande Oriente da França criou um novo rito, chamado de adopção ou "Maçonaria de Senhoras", que submeteu à sua jurisdição, estabelecendo regras e leis para a sua governação; prescreveu que sómente os Mestres maçons poderiam participar nas suas reuniões; que cada Loja de Adopção ficasse a cargo e sob a sanção e garantia duma Loja Maçónica regularmente constituída e que o Venerável Mestre desta última, ou os Vigilantes na ausência dele, fossem o oficial responsável pela presidencia, acompanhado da «Mestra presidenta»  da loja de Adopção.

abril 06, 2012

Alvores da Maçonaria em Portugal

 Introdução

Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral.
A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.

Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. Sãp antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.

Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos.

abril 05, 2012

De profano a Maçom – Um estado de alma

Ansioso tenho estado, indeciso quiçá, frugal talvez!
Chegada a hora de apresentar a primeira prancha, reconheça-se o quão difícil tem sido a escolha do tema por parte deste humilde servo da nossa Augusta Ordem.
Por isso, peço perdão pela candura da fantasia que me assola, manifestando desde já o meu respeito a todos vocês, meus irmãos, a quem dedico estas minhas primeiras palavras, certo da amizade fraterna que nos une.

Coloco-me, por isso, perante vocês e diante do Grande Oriente, qual manancial de luz que me clareia e me conduz.
Correndo o risco da pobreza da contribuição que ora apresento, e para a qual peço a vossa compreensão para com este aprendiz, permitam-me, então, que partilhe com vocês o sentimento de quem, como eu, sempre pretendeu ser um verdadeiro maçom.

Ventre de minha mãe criou um ser que desde cedo procurou guiar-se por valores que têm norteado a sua vida desde outrora e que se preza de preservar e defender, como o homem honrado defende os seus.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade, valores ínsitos e guias assaz da minha vida desde então, profano cresci, padecendo das muitas imperfeições e parcas virtudes da espécie humana.


abril 04, 2012

O Crepúsculo da Maçonaria Patriarcal

As correntes maçónicas da actualidade são organizações que se formaram a partir da modernidade, mas nos primórdios do século XXI, torna-se insustentável, do ponto de vista democrático e social, continuar a manter certas tradições próprias de outros tempos. Conheço muitos maçons que não querem saber nada das características fundamentais da cultura contemporânea, e caprichosamente continuam a compartilhar  os seus hábitos com uma visão do mundo em fase de declínio.

A noção de modernidade e suas ideias consonantes como o iluminismo e a secularização  foram amplamente divulgadas por filósofos, historiadores e sociólogos, mas há um aspecto no qual  maioria dos estudos passa despercebido. Relendo os intelectuais da época e tendo em conta que estamos prestes a comemorar o Dia Internacional da Mulher, encontrei a oportunidade certa para pensar a Maçonaria desde essa altura.

Poder-se-ia datar – do ponto de vista político - o início da modernidade com a assinatura de tratados de paz de Westphalia,  documentos que deram início a uma nova ordem na Europa Central, com base no conceito de soberania nacional. O Iluminismo tinha em comum um programa ambicioso de secularização, humanismo, tolerância e cosmopolitismo, valores que a maçonaria assumiu como próprios, com a criação de duas potências -  na actualidade com nomes diferentes – que lideram as duas mais importantes correntes maçónicas: A Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente de França. Ambas são caracterizadas, acima de tudo por  um fervor pela liberdade e pela participação política.

abril 03, 2012

Porquê a Maçonaria no Século XXI?



 A Maçonaria é um caminho possível para alcançar a felicidade pessoal, desde que reconhecamos que  para percorrê-lo  temos de trabalhar fiéis à nossa vocação universal e procurar a felicidade de toda a humanidade

Porque potencia a sociabilidade humana


 Como expôs o filósofo e maçon  K. Christian F. Krause,  no início do século XIX,  o impulso básico dos homens  - mulheres e homens  – é o da sociabilidade, e a Ordem Maçónica é uma associação ideal dedicada ao desenvolvimento dessa sociabilidade como uma expressão de nossa humanidade plena e pura.

A nossa tradição compromete-nos a dar apoio a qualquer irmão ou irmã que se encontr em situação de necessidade mas , além deste compromisso, o que a Loja nos popôe  é uma microsociedade com um funcionamento ordenado, em que cada membro asume um papel rotativo para interpretar uma e outra vez a nossa essência social. Esta microsociedade  dá-nos  a oportunidade de compartilhar múltiplas  experiências, como a de pertencer  a um projecto autêntico e humanizante, em que se estabelecem os elementos necessários para o animal social que é o homem,  tenha  a oportunidade de reconhecer-se  e de se reconciliar  com a sua pura humanidade .

A Loja  é um encontro com outras pessoas que facilita e orienta o encontro consigo mesmo, através dos complexos mecanismos de identificação com os outros, o reflexo nos outros, o jogo de percepções com os outros, a dissecação do «eu».... e, acima de tudo,  a  Loja  é um espaço humano que recria o ambiente socio-natural  óptimo de um ser evoluido: uma comunidade de mulheres e homens,  ordeira,  democrática,  procurando juntos a interpretação da existência.

abril 02, 2012

A Pedra Bruta e a Moral do Aprendiz


Uma reflexão sobre o significado simbólico da pedra bruta, sugere uma estreita relação com o sistema moral que a Maçonaria nos ensina em torno da  perfeição do homem, na busca do desenvolvimento espiritual,  atè ao comportamento social baseado em valores, respeito, fraternidade, humildade,  tolerância e os direitos do invíduo.

Este sistema moral é representado pela pedra bruta (rudimentar), que desde o início, a partir do grau de Aprendiz, nos incentiva a trabalhar em torno das práticas e doutrinas maçónicas, num desejo veemente de procura da Verdade.  Daí a estreita relação de sentido entre a pedra e a Câmara de Reflexão, negra na sua aparência, donde sobressai a antiga fórmula alquímica e hermética  V.I.T.R.I.O.L., "Visita Interior Terrae, Rectificando Invenies Ocultum Lapidem " (Visita o interior da Terra, Rectificando descubrirás a Pedra Oculta).

Mas a busca da verdade ou a descoberta dum sentido superior da vida, como resposta à nossa própria existência,  só é possível através duma investigação profunda dos nossos sentimentos e da melhor disposição para um verdadeiro trabalho interior.  É assim que o trabalho maçónico  consiste simbólicamente em aperfeiçoar a existência humana, através dum permanente e sucessivo processo de transformação. A "pedra bruta" constitui o símbolo do Aprendiz,  a "pedra cúbica" simboliza o Companheiro e a "pedra cúbica em ponta" o Mestre,  as quais, no seu conjunto,  simbolizam o motivo central da superação permanente e constante na busca do pensamento independente e da perfeição.

abril 01, 2012

Sobre o envelhecimento

Vou tentar fazer uma abordagem e algumas reflexões sobre um dos fenómenos mais interessantes da espécie humana: o envelhecimento.
Convivi sempre com pessoas de idade e aprendi muito com elas.
“O conceito de que a idade acarreta bom-senso, paz, serenidade e sabedoria é verdadeiro mas só em parte. Acompanha-a outras facetas, ângulos sombrios e tristes, marcados pelo arrependimento, subversão, doença, sofrimento e a estranha percepção de que o fim está ao virar da esquina mais próxima” (Julian Barnes).

O livro, “A mesa de limão“, de Julian Barnes, escritor britânico, demonstra, através de vários contos as diferentes realidades emergentes no decurso do envelhecimento. A escolha do título, também é curiosa, o autor baseou-se na simbologia chinesa, segundo a qual o limão representa a morte.

Ao mesmo tempo que lia esta obra, deliciava-me com uma outra, “Gente de palmo e meio” de Augusto Gil. Os contos deste genial autor focam as crianças com as suas aspirações, visões do mundo, virtudes, traquinices, medos, desejos, insegurança, tragédias, alegrias e sempre muita esperança mesmo entre os mais desafortunados; em perfeito contraste com a obra de Barnes. Augusto Gil oferece-nos doces e suculentas laranjas que, com o tempo, e na perspetiva “barniana”, acabarão por se transmutar em amargos limões.

março 31, 2012

A perseguição franquista à Ordem Maçónica (1940). - 2ª parte

Adjuntamos la segunda y última parte de la plancha masónica leída en Tenida ordinaria en México, dedicada a la persecución de la Masonería en 1940 por la dictadura franquista. Como dijimos en post anterior esta fue reproducida en la revista Verbum en 1950, editada por el Gran Oriente Federal Argentino (G.•. O.•. F.•. A.•.)

La Plancha sigue de esta manera ...

Decían así:
Cinco siglos de la Historia
y un pueblo que, en su vibrar,
libre en sí, supo encauzar
los destinos de su gloria,
deshacen su trayectoria
y se anula el siglo veinte.

-"¡Siglo quince, es el vigente!...
-pregona inmundo graznido-
Y España toda, es un nido
de Inquisición renaciente.