PREFÁCIO
Estas notas sobre o SIMBOLISMO MAÇÓNICO, destinam-se a instrução maçónica dos Ob:. da Resp:. L:.Ocidente, e constituem fundamentalmente uma recolha de ideias, opiniões e de saberes de autores consagrados, que tentámos encadear numa perspectiva de desenvolvimento lógico do tema, de acordo com a experiência e sensibilidade do autor.
Havendo uma vasta biblioteca sobre esta parte da ciência maçónica ficou, forçosamente, ao seu livre arbítrio, a escolha das obras que pareceram mais adequadas ao fim em vista.
Se os AAp:. da minha L:. virem neste trabalho alguma utilidade, considerar-nos-emos remunerados pelo esforço desenvolvido com tanto gosto.
Este trabalho tem reconhecidamente defeitos. Ele pode de facto ser construído melhor. Todavia o prazo por mim próprio imposto não me permitiu fazer as correcções que se aconselhavam, mas deixo isso aos AApr :. da minha L:., para além de um desafio é uma proposta de trabalho muito útil nesta fase das suas vidas maçónicas.
Flemming M:.M:.
INTRODUÇÃO
Joaquim Gervásio de Figueiredo, no seu Dicionário de Maçonaria, deixou expresso que a Maçonaria é algo mais importante do que uma simples continuação tradicional das associações operativas medievais e muito menos um agrupamento utilitarista de “clubes para entretenimentos sociais, políticos e comerciais” como alguns a têm entendido.
Pelo contrário sentimos na verdadeira Maçonaria uma testemunha muito antiga de organizações culturais, morais, filosóficas e espirituais, cujas raízes remontam a civilizações antiquíssimas de um passado tão longínquo que hoje se nos afiguram como brumas caóticas .
abril 14, 2012
abril 10, 2012
PRINCE HALL: Uma Maçonaria Desconhecida
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
I - INTRODUÇÃO
A idéia de fazer um trabalho sobre a maçonaria Prince Hall, ou seja a maçonaria dos negros dos EEUU, tem por objetivo informar à comunidade maçônica brasileira sobre uma maçonaria pujante que por longos anos tem sido escamoteada, em termos de informação, ao mundo maçônico brasileiro.
Se o Brasil se propõe a ser uma potência maçônica deve ter o cuidado de se informar sobre o que se passa no resto do mundo e parar de repetir acriticamente o que lhe é ofertado pelos sistemas de divulgação maçônicos internacionais.
O presente trabalho busca trazer à tona a figura histórica e a legenda do primeiro maçom negro dos Estados Unidos, e talvez do Hemisfério Ocidental, chamado Prince Hall, que deu origem à maçonaria dos negros norte-americanos.
Busca, a seguir, relatar as dificuldades da Obediência Prince Hall nos Estados Unidos e a tentativa de formar uma Grande Loja Nacional Prince Hall.
Relata o que denominei de pérolas maçônicas, ou seja as instruções normativas da maçonaria branca em negar reconhecimento à sua congênere negra, num bestialógico digno dos tempos mais obscurantistas da história universal.
Termina propondo um repto para que se estude mais a fundo este importante ramo da maçonaria universal, visto que o Brasil, pela sua população negra não pode viver só da versão do homem branco. Concomitantemente, busca extrair lições estratégicas sobre o que se passa no mundo da alta política.
Como surgiu a idéia de escrever algo sobre a maçonaria Prince Hall? Na minha última viagem a Nova Iorque comprei um pequeno livro sobre a maçonaria Prince Hall[1] que li com grande prazer, pois, no Brasil, sempre que desejei informar-me sobre a maçonaria negra nos Estados Unidos, encontrava uma barreira devido à inexistência de bibliografia apropriada.
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
I - INTRODUÇÃO
A idéia de fazer um trabalho sobre a maçonaria Prince Hall, ou seja a maçonaria dos negros dos EEUU, tem por objetivo informar à comunidade maçônica brasileira sobre uma maçonaria pujante que por longos anos tem sido escamoteada, em termos de informação, ao mundo maçônico brasileiro.
Se o Brasil se propõe a ser uma potência maçônica deve ter o cuidado de se informar sobre o que se passa no resto do mundo e parar de repetir acriticamente o que lhe é ofertado pelos sistemas de divulgação maçônicos internacionais.
O presente trabalho busca trazer à tona a figura histórica e a legenda do primeiro maçom negro dos Estados Unidos, e talvez do Hemisfério Ocidental, chamado Prince Hall, que deu origem à maçonaria dos negros norte-americanos.
Busca, a seguir, relatar as dificuldades da Obediência Prince Hall nos Estados Unidos e a tentativa de formar uma Grande Loja Nacional Prince Hall.
Relata o que denominei de pérolas maçônicas, ou seja as instruções normativas da maçonaria branca em negar reconhecimento à sua congênere negra, num bestialógico digno dos tempos mais obscurantistas da história universal. Termina propondo um repto para que se estude mais a fundo este importante ramo da maçonaria universal, visto que o Brasil, pela sua população negra não pode viver só da versão do homem branco. Concomitantemente, busca extrair lições estratégicas sobre o que se passa no mundo da alta política.
Como surgiu a idéia de escrever algo sobre a maçonaria Prince Hall? Na minha última viagem a Nova Iorque comprei um pequeno livro sobre a maçonaria Prince Hall[1] que li com grande prazer, pois, no Brasil, sempre que desejei informar-me sobre a maçonaria negra nos Estados Unidos, encontrava uma barreira devido à inexistência de bibliografia apropriada.
abril 08, 2012
A Mulher na Maçonaria
A tradição maçónica diz-nos que os maçons eram originalmente os trabalhadores e construtores de antigamente, por esta razão a Maçonaria Feminina não é actualmente reconhecida pelas lojas regulares em todo o mundo (1). No entanto, em alguns países, existem lojas maçónicas de mulheres, que motivadas pelo desejo e busca do conhecimento, trabalham àrduamente no polimento da pedra bruta.
As mulheres durante séculos lutaram pela emancipação e conquista dos seus direitos, e devemos reconhecer que, dia após dia, vão-se impondo em todas as áreas. É natural que a Maçonaria, pelos seus princípios e rituais, lhes tenha despertado interesse. Em 1717 foi fundada a Grande Loja da Inglaterra, e o Pastor Anderson recusou às mulheres o direito à iniciação por esta razão: era necessário ser livre e de bons costumes; de facto, naquele tempo as mulheres viviam sob a tutela do sexo masculino e não eram consideradas livres.
No início do século XVIII, foram criadas em França várias sociedades secretas que tentaram imitar a maçonaria na sua forma exterior , caracteres e ritos, diferenciando-se desta pela admissão de mulheres. Entre essas ditas sociedades, podemos citar a de Cagliostro, a Maçonaria Egipcía, que ainda está a funcionar actualmente.
Em 1774, o Grande Oriente da França criou um novo rito, chamado de adopção ou "Maçonaria de Senhoras", que submeteu à sua jurisdição, estabelecendo regras e leis para a sua governação; prescreveu que sómente os Mestres maçons poderiam participar nas suas reuniões; que cada Loja de Adopção ficasse a cargo e sob a sanção e garantia duma Loja Maçónica regularmente constituída e que o Venerável Mestre desta última, ou os Vigilantes na ausência dele, fossem o oficial responsável pela presidencia, acompanhado da «Mestra presidenta» da loja de Adopção.
abril 06, 2012
Alvores da Maçonaria em Portugal
Introdução
Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral.
A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.
Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. Sãp antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.
Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos.
Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral.
A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.
Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. Sãp antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.
Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos.
abril 05, 2012
De profano a Maçom – Um estado de alma
Ansioso tenho estado, indeciso quiçá, frugal talvez!
Chegada a hora de apresentar a primeira prancha, reconheça-se o quão difícil tem sido a escolha do tema por parte deste humilde servo da nossa Augusta Ordem.
Por isso, peço perdão pela candura da fantasia que me assola, manifestando desde já o meu respeito a todos vocês, meus irmãos, a quem dedico estas minhas primeiras palavras, certo da amizade fraterna que nos une.
Coloco-me, por isso, perante vocês e diante do Grande Oriente, qual manancial de luz que me clareia e me conduz.
Correndo o risco da pobreza da contribuição que ora apresento, e para a qual peço a vossa compreensão para com este aprendiz, permitam-me, então, que partilhe com vocês o sentimento de quem, como eu, sempre pretendeu ser um verdadeiro maçom.
Ventre de minha mãe criou um ser que desde cedo procurou guiar-se por valores que têm norteado a sua vida desde outrora e que se preza de preservar e defender, como o homem honrado defende os seus.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade, valores ínsitos e guias assaz da minha vida desde então, profano cresci, padecendo das muitas imperfeições e parcas virtudes da espécie humana.
Chegada a hora de apresentar a primeira prancha, reconheça-se o quão difícil tem sido a escolha do tema por parte deste humilde servo da nossa Augusta Ordem.
Por isso, peço perdão pela candura da fantasia que me assola, manifestando desde já o meu respeito a todos vocês, meus irmãos, a quem dedico estas minhas primeiras palavras, certo da amizade fraterna que nos une.
Coloco-me, por isso, perante vocês e diante do Grande Oriente, qual manancial de luz que me clareia e me conduz.
Correndo o risco da pobreza da contribuição que ora apresento, e para a qual peço a vossa compreensão para com este aprendiz, permitam-me, então, que partilhe com vocês o sentimento de quem, como eu, sempre pretendeu ser um verdadeiro maçom.
Ventre de minha mãe criou um ser que desde cedo procurou guiar-se por valores que têm norteado a sua vida desde outrora e que se preza de preservar e defender, como o homem honrado defende os seus.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade, valores ínsitos e guias assaz da minha vida desde então, profano cresci, padecendo das muitas imperfeições e parcas virtudes da espécie humana.
abril 04, 2012
O Crepúsculo da Maçonaria Patriarcal
As correntes maçónicas da actualidade são organizações que se formaram a partir da modernidade, mas nos primórdios do século XXI, torna-se insustentável, do ponto de vista democrático e social, continuar a manter certas tradições próprias de outros tempos. Conheço muitos maçons que não querem saber nada das características fundamentais da cultura contemporânea, e caprichosamente continuam a compartilhar os seus hábitos com uma visão do mundo em fase de declínio.
A noção de modernidade e suas ideias consonantes como o iluminismo e a secularização foram amplamente divulgadas por filósofos, historiadores e sociólogos, mas há um aspecto no qual maioria dos estudos passa despercebido. Relendo os intelectuais da época e tendo em conta que estamos prestes a comemorar o Dia Internacional da Mulher, encontrei a oportunidade certa para pensar a Maçonaria desde essa altura.
Poder-se-ia datar – do ponto de vista político - o início da modernidade com a assinatura de tratados de paz de Westphalia, documentos que deram início a uma nova ordem na Europa Central, com base no conceito de soberania nacional. O Iluminismo tinha em comum um programa ambicioso de secularização, humanismo, tolerância e cosmopolitismo, valores que a maçonaria assumiu como próprios, com a criação de duas potências - na actualidade com nomes diferentes – que lideram as duas mais importantes correntes maçónicas: A Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente de França. Ambas são caracterizadas, acima de tudo por um fervor pela liberdade e pela participação política.
A noção de modernidade e suas ideias consonantes como o iluminismo e a secularização foram amplamente divulgadas por filósofos, historiadores e sociólogos, mas há um aspecto no qual maioria dos estudos passa despercebido. Relendo os intelectuais da época e tendo em conta que estamos prestes a comemorar o Dia Internacional da Mulher, encontrei a oportunidade certa para pensar a Maçonaria desde essa altura.
Poder-se-ia datar – do ponto de vista político - o início da modernidade com a assinatura de tratados de paz de Westphalia, documentos que deram início a uma nova ordem na Europa Central, com base no conceito de soberania nacional. O Iluminismo tinha em comum um programa ambicioso de secularização, humanismo, tolerância e cosmopolitismo, valores que a maçonaria assumiu como próprios, com a criação de duas potências - na actualidade com nomes diferentes – que lideram as duas mais importantes correntes maçónicas: A Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente de França. Ambas são caracterizadas, acima de tudo por um fervor pela liberdade e pela participação política.
abril 03, 2012
Porquê a Maçonaria no Século XXI?
A Maçonaria é um caminho possível para alcançar a felicidade pessoal, desde que reconhecamos que para percorrê-lo temos de trabalhar fiéis à nossa vocação universal e procurar a felicidade de toda a humanidade
Porque potencia a sociabilidade humana
Como expôs o filósofo e maçon K. Christian F. Krause, no início do século XIX, o impulso básico dos homens - mulheres e homens – é o da sociabilidade, e a Ordem Maçónica é uma associação ideal dedicada ao desenvolvimento dessa sociabilidade como uma expressão de nossa humanidade plena e pura.
A nossa tradição compromete-nos a dar apoio a qualquer irmão ou irmã que se encontr em situação de necessidade mas , além deste compromisso, o que a Loja nos popôe é uma microsociedade com um funcionamento ordenado, em que cada membro asume um papel rotativo para interpretar uma e outra vez a nossa essência social. Esta microsociedade dá-nos a oportunidade de compartilhar múltiplas experiências, como a de pertencer a um projecto autêntico e humanizante, em que se estabelecem os elementos necessários para o animal social que é o homem, tenha a oportunidade de reconhecer-se e de se reconciliar com a sua pura humanidade .A Loja é um encontro com outras pessoas que facilita e orienta o encontro consigo mesmo, através dos complexos mecanismos de identificação com os outros, o reflexo nos outros, o jogo de percepções com os outros, a dissecação do «eu».... e, acima de tudo, a Loja é um espaço humano que recria o ambiente socio-natural óptimo de um ser evoluido: uma comunidade de mulheres e homens, ordeira, democrática, procurando juntos a interpretação da existência.
abril 02, 2012
A Pedra Bruta e a Moral do Aprendiz
Uma reflexão sobre o significado simbólico da pedra bruta, sugere uma estreita relação com o sistema moral que a Maçonaria nos ensina em torno da perfeição do homem, na busca do desenvolvimento espiritual, atè ao comportamento social baseado em valores, respeito, fraternidade, humildade, tolerância e os direitos do invíduo.
Este sistema moral é representado pela pedra bruta (rudimentar), que desde o início, a partir do grau de Aprendiz, nos incentiva a trabalhar em torno das práticas e doutrinas maçónicas, num desejo veemente de procura da Verdade. Daí a estreita relação de sentido entre a pedra e a Câmara de Reflexão, negra na sua aparência, donde sobressai a antiga fórmula alquímica e hermética V.I.T.R.I.O.L., "Visita Interior Terrae, Rectificando Invenies Ocultum Lapidem " (Visita o interior da Terra, Rectificando descubrirás a Pedra Oculta).
Mas a busca da verdade ou a descoberta dum sentido superior da vida, como resposta à nossa própria existência, só é possível através duma investigação profunda dos nossos sentimentos e da melhor disposição para um verdadeiro trabalho interior. É assim que o trabalho maçónico consiste simbólicamente em aperfeiçoar a existência humana, através dum permanente e sucessivo processo de transformação. A "pedra bruta" constitui o símbolo do Aprendiz, a "pedra cúbica" simboliza o Companheiro e a "pedra cúbica em ponta" o Mestre, as quais, no seu conjunto, simbolizam o motivo central da superação permanente e constante na busca do pensamento independente e da perfeição.
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abril 01, 2012
Sobre o envelhecimento
Vou tentar fazer uma abordagem e algumas reflexões sobre um dos fenómenos mais interessantes da espécie humana: o envelhecimento.
Convivi sempre com pessoas de idade e aprendi muito com elas.
“O conceito de que a idade acarreta bom-senso, paz, serenidade e sabedoria é verdadeiro mas só em parte. Acompanha-a outras facetas, ângulos sombrios e tristes, marcados pelo arrependimento, subversão, doença, sofrimento e a estranha percepção de que o fim está ao virar da esquina mais próxima” (Julian Barnes).
O livro, “A mesa de limão“, de Julian Barnes, escritor britânico, demonstra, através de vários contos as diferentes realidades emergentes no decurso do envelhecimento. A escolha do título, também é curiosa, o autor baseou-se na simbologia chinesa, segundo a qual o limão representa a morte.
Ao mesmo tempo que lia esta obra, deliciava-me com uma outra, “Gente de palmo e meio” de Augusto Gil. Os contos deste genial autor focam as crianças com as suas aspirações, visões do mundo, virtudes, traquinices, medos, desejos, insegurança, tragédias, alegrias e sempre muita esperança mesmo entre os mais desafortunados; em perfeito contraste com a obra de Barnes. Augusto Gil oferece-nos doces e suculentas laranjas que, com o tempo, e na perspetiva “barniana”, acabarão por se transmutar em amargos limões.
Convivi sempre com pessoas de idade e aprendi muito com elas.
“O conceito de que a idade acarreta bom-senso, paz, serenidade e sabedoria é verdadeiro mas só em parte. Acompanha-a outras facetas, ângulos sombrios e tristes, marcados pelo arrependimento, subversão, doença, sofrimento e a estranha percepção de que o fim está ao virar da esquina mais próxima” (Julian Barnes).
O livro, “A mesa de limão“, de Julian Barnes, escritor britânico, demonstra, através de vários contos as diferentes realidades emergentes no decurso do envelhecimento. A escolha do título, também é curiosa, o autor baseou-se na simbologia chinesa, segundo a qual o limão representa a morte.
Ao mesmo tempo que lia esta obra, deliciava-me com uma outra, “Gente de palmo e meio” de Augusto Gil. Os contos deste genial autor focam as crianças com as suas aspirações, visões do mundo, virtudes, traquinices, medos, desejos, insegurança, tragédias, alegrias e sempre muita esperança mesmo entre os mais desafortunados; em perfeito contraste com a obra de Barnes. Augusto Gil oferece-nos doces e suculentas laranjas que, com o tempo, e na perspetiva “barniana”, acabarão por se transmutar em amargos limões.
março 31, 2012
A perseguição franquista à Ordem Maçónica (1940). - 2ª parte

Adjuntamos la segunda y última parte de la plancha masónica leída en Tenida ordinaria en México, dedicada a la persecución de la Masonería en 1940 por la dictadura franquista. Como dijimos en post anterior esta fue reproducida en la revista Verbum en 1950, editada por el Gran Oriente Federal Argentino (G.•. O.•. F.•. A.•.) La Plancha sigue de esta manera ...
Decían así:
Cinco siglos de la Historia
y un pueblo que, en su vibrar,
libre en sí, supo encauzar
los destinos de su gloria,
deshacen su trayectoria
y se anula el siglo veinte.
-"¡Siglo quince, es el vigente!...
-pregona inmundo graznido-
Y España toda, es un nido
de Inquisición renaciente.
março 29, 2012
A perseguição Franquista à Ordem Maçónica (1940) / 1ª parte
Publicado em: «El Mason Aprendiz» em 26.Fev.2012
por Mauricio. J. Campos
Adjuntamos esta plancha leída en Tenida ordinaria por el H.•. José Méndez Sastre desde México. Se refiere al dictamen de la Ley persecutoria contra la Masonería española de 1940.
Notable documento de la época reproducido en 1950 por la revista Verbum, editada por el Gran Oriente Federal Argentino (G.•. O.•. F.•. A.•.), Obediencia adogmática y liberal argentina en la cual encontraron cobijo los exiliados republicanos y masones españoles perseguidos.
Decía la redacción de Verbum:
"Este interesante trabajo que publicamos a continuación fue escrito en 1940, cuando se promulgó la disposición principal del tirano Franco contra la Masonería Española.
No obstante el tiempo transcurrido no ha perdido actualidad, sino que, por el contrario, la mantiene. Las noticias que se reciben de España acusan un cruel recrudecimiento de las persecuciones de nuestros hermanos que viven bajo la férula del odiado franquismo".
Mauricio J. Campos
por Mauricio. J. Campos
Adjuntamos esta plancha leída en Tenida ordinaria por el H.•. José Méndez Sastre desde México. Se refiere al dictamen de la Ley persecutoria contra la Masonería española de 1940.
Notable documento de la época reproducido en 1950 por la revista Verbum, editada por el Gran Oriente Federal Argentino (G.•. O.•. F.•. A.•.), Obediencia adogmática y liberal argentina en la cual encontraron cobijo los exiliados republicanos y masones españoles perseguidos.
Decía la redacción de Verbum:
"Este interesante trabajo que publicamos a continuación fue escrito en 1940, cuando se promulgó la disposición principal del tirano Franco contra la Masonería Española.
No obstante el tiempo transcurrido no ha perdido actualidad, sino que, por el contrario, la mantiene. Las noticias que se reciben de España acusan un cruel recrudecimiento de las persecuciones de nuestros hermanos que viven bajo la férula del odiado franquismo".
Mauricio J. Campos
março 25, 2012
O “Compagnonnage” e o nascimento do Sindicalismo
Foi a partir do século XII mas, essencialmente, no decurso dos séculos XV e XVI que se assistiu ao despontar do “Compagnonnage du Tour” em França. A par com a sua acção de defesa dos interesses dos operários, ele afrontou as corporações dos mestres.
Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos.
Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.
É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”. Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o Compagnonnage desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica.
Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.
No século XVIII, existiam duas categorias de companheiros: os companheiros do “Dever”, o rito de Jacques e de Soubise, essencialmente ligados à religião católica, e os que eram qualificados como “ não do Dever”, agrupando numa larga maioria os companheiros protestantes.
As diversas sociedades de companheiros adquiriram um grande poder, podendo impedir a contratação e a colocação de qualquer operário, o que constituía um grave risco para a economia de uma cidade.
Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos.
Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.
É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”. Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o Compagnonnage desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica.
Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.
No século XVIII, existiam duas categorias de companheiros: os companheiros do “Dever”, o rito de Jacques e de Soubise, essencialmente ligados à religião católica, e os que eram qualificados como “ não do Dever”, agrupando numa larga maioria os companheiros protestantes.
As diversas sociedades de companheiros adquiriram um grande poder, podendo impedir a contratação e a colocação de qualquer operário, o que constituía um grave risco para a economia de uma cidade.




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